Complexo de Inferioridade I
Esta denominação foi criada pelo discípulo de Freud, Adler, para designar o estado neurótico que tem por fundamento o sentimento de insuficiência ou incapacidade para enfrentar a vida e seus problemas. Esse complexo pode ser provocado por vários motivos, reais ou irreais como por exemplo um defeito físico, uma situação econômica ou social difícil, ou simplesmente pela recordação de um fracasso perante um obstáculo que não foi possível vencer.
O neurótico procura compensar sua insuficiência real ou suposta, seja pela tentativa de sobressair em qualquer atividade física, artística ou cultural, o que constitui uma reação positiva, seja procurando vencer seu estado de inferioridade por artimanhas, agindo, consciente ou inconscientemente, com astúcia, cautela e pedantismo, a fim de apresentar aos outros caracteres que realmente não possui.
Neste último caso, que representa uma reação negativa o complexo de inferioridade pode se agravar se o indivíduo for mal sucedido nessas tentativas de compensação. Até aqui consideramos o complexo inferioridade como um estado anormal e neurótico.
Ultimamente tornou-se comum o uso da expressão “complexo de inferioridade” para designar um sentimento normal de inferioridade, que não deve ser confundido com o sentimento de origem neurótica, uma vez que a consciência de inferioridade, com sua conseqüente procura de compensação, representa um elemento dinâmico do desenvolvimento individual. Pode-se dizer que, em todo indivíduo, o sentimento de inferioridade está na base do próprio sentimento da personalidade. O ideal do indivíduo é tanto mais dominador quanto mais ele é consciente de que ainda resta um longo caminho a percorrer.
A psicologia individual, através da evolução, vê em todo esforço humano a procura de perfeição. Todo impulso vital está implicitamente ligado a essa tendência de perfeição, mas em comparação com a perfeição ideal irrealizável, todo homem é constantemente invadido pelo sentimento de inferioridade que o estimula a procurar a perfeição.
Toda a história da humanidade deve ser considerada “como a história do sentimento de inferioridade e das tentativas feitas para encontrar-lhe uma solução”, escreveu Adler. E, ainda segundo o discípulo de Freud, “o homem é um ser inferior mas esta inferioridade que lhe é inerente, da qual ele toma consciência num sentimento de limitação e de insegurança, age como um sortilégio estimulante, a fim de descobrir uma via por onde realizará a adaptação a esta vida… e a fim de nivelar as desvantagens da posição humana na natureza.”
Nessa perspectiva, podemos considerar que o complexo de inferioridade resulta de uma condição natural do indivíduo, mais ainda, de uma fonte de dinamismo que não foi bem conduzida pela pessoa.
Complexo De Inferioridade II
Em maior ou menor intensidade, todos nós já nos sentimos inferiorizados. Nestes momentos, tendemos a perceber os outros como uma enorme ameaça a nós, tão pequeninos e indefesos. Achamos que todos abusam de nossa enorme boa vontade e bondade, ultrapassando todos os nossos limites. E quanto mais nos diminuímos, parece que mais os outros ocupam nosso espaço. Isso nos permite compreender o que chamamos de complexo de inferioridade, o sentir-se incapaz, inferior, sem auto-estima.
A origem desse complexo é nossa necessidade de nos sentirmos aceitos pelos outros. Assim nos transformamos naquilo que supomos que os outros desejariam que fôssemos. Ou seja, damos ao outro o poder de decidir nossas necessidades, e inconscientemente renunciamos a nossa capacidade natural de conduzir a própria vida, exatamente por nós considerarmos incapazes.
Infelizmente, muitos pais condicionam seus filhos desde pequenos que nada merecem, e quando crescem, sentem-se inferiorizados, acreditando que merecem apenas o desprezo dos outros, mas no fundo desejam sempre a aceitação destes. Antes de qualquer pessoa desprezá-la, desprezam-se a si próprias.
Em conseqüência, se tornam vítimas da fantasia de que não são capazes de nada, nem dar e muito menos receber. Como o homem esquecido que procura por seus óculos em toda parte e acaba por descobri-lo em cima do nariz, essas pessoas buscam o amor e a aceitação em todas as pessoas, exceto em si mesmas. Procuram afeto tão desesperadamente em todos, que se afastam de quem pode verdadeiramente lhes dar, pois no fundo, não se sentem dignas nem de receber. Ao recusar a própria necessidade de aceitação, colocam-se como vítimas de um mundo hostil.
Quando ansiamos que o outro nos aceite ou cuide dos nossos interesses, mesmo “sem querer”, acabamos por permitir que interfiram em nossa vida, nos julgue, critique, nos manipule, confirmando cada vez mais nossa incapacidade. Assim deixamos de agir e fazer algo por nós mesmos, criando uma dependência da aprovação e amor do outro. Na verdade, não é o amor e a aceitação do outro que fará com que nos sintamos mais ou menos inferiorizados, e sim a aceitação que temos de nosso próprio “eu”.
A fonte para suprir nossas necessidades está em nós e não no outro. As pessoas em geral, por não se conhecerem não se amam e em consequência, não confiam em si mesmas, afinal, só confiamos e amamos aquele que conhecemos. Eu preciso do meu amor 24 horas por dia e você precisa do seu, mas para desenvolver esse amor é preciso antes de mais nada desenvolver o autoconhecimento, ou seja, ter consciência de tudo que é, sente e principalmente, parar de se criticar e se sentir a pior das criaturas.
Às vezes, as pessoas reforçam seu sentimento de inferioridade, propondo-se objetivos inatingíveis, pois não conseguindo alcançá-los, confirmam a crença do quanto são incapazes. Se você não faz nada além de andar para trás, pare até se sentir capaz de dar um passo à frente. Faça uma auto-análise, busque as causas desse seu sentimento, pois a autopiedade não realiza objetivo algum e não te fará andar para frente.
No dia-a-dia, insistimos tanto em seguir as crenças e os modelos ditados pelos outros, que nos tornamos surdos aos nossos próprios desejos e necessidades. Para romper este ciclo, é preciso entrar em contato com suas verdades, lembrando-se do que gostava quando criança, o queria para você, quais eram seus sonhos e quais são agora. Assim, começará a identificar quem realmente é e o quanto pode tornar-se importante, não para os outros, mas para você mesmo.
Quando agimos ou falamos de acordo com nossos valores, sentimos mais respeito por nós mesmos e passamos a exercitar nosso poder de escolha e decisão. Na verdade, quando sentimos que estão ultrapassando nossos limites, é porque nós próprios não os respeitamos. Ninguém pode interferir em seu mundo interior, a menos que você permita.
Enquanto você estiver começando a entrar em contato com seus reais sentimentos, desejos e vontades, agrade-se, gratifique-se, seja com uma palavra de incentivo ou um presente para você mesmo. Reconheça cada conquista, cada degrau alcançado. Faça algo que o deixe feliz. Assumir a responsabilidade sobre sua própria vida é assumir a liberdade que a vida lhe dá, e com certeza, a vida pode oferecer muitos momentos ricos, é só você acreditar, primeiro em você, porque nesse momento já estará acreditando na vida!
Rosemeire Zago realiza Palestras Motivacionais e Reflexivas para Empresas: principais temas
Rosemeire Zago é psicóloga clínica com abordagem junguiana. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um. A base de seu trabalho é o resgate da auto-estima, amor-próprio e reencontro com a criança interior. Faz consultoria em empresas, trabalhando as emoções como aumento da produtividade. Elabora e ministra palestras em todo o Brasil. Colaboradora de diversos jornais com artigos de enfoque psicológico.
Complexo De Inferioridade III
Um complexo é um sentimento arraigado em nosso subconsciente. De tanto as expectativas darem resultados contrários, acabamos pensando que a próxima tentativa também vai dar errado. A repetição das respostas negativas cria em nosso subconsciente o complexo de inferioridade. O complexo de inferioridade é um complexo que existe em quatro quintos da população. Não podemos estar livre dele, mas podemos administrá-lo sob o influxo de nossa energia mental: enaltecer nossa alto estima, nossos valores, nossas responsabilidades etc. (Custer, 1962)VOCÊ TEM COMPLEXO DE INFERIORIDADE?
1 – Quando você vê na praia um atleta, pensa intimamente que, amanhã vai começar a fazer ginástica?
2 – Quando sua calça rasga-se na rua, fica constrangido por que podem pensar que você já saiu com ela assim de casa?
3 – Quando você vê uma mulher muito bonita, pensa logo na sua – que não é tanto – mas fica satisfeito mesmo com a que tem, por que acha que não pode ter melhor?
4 – Quando você se olha no espelho, de manhã, procura se justificar de que a que vale mesmo é a simpatia?
5 – Se você é casado, deixa de confessar isso, num grupo de solteiros, com vergonha que pensem que você é otário, ou se é solteiro, também esconde, com receio que pensem que você não conseguiu casar?
CONCLUSÃO: Se você respondeu “não” a todas estas perguntas, não se preocupe, você não tem complexo de inferioridade; se respondeu “sim”, pode começar a se preocupar, porque se você não tinha complexos vai começar a ter, agora.
Como Se Desenvolver Profissionalmente Sem Perder A Cabeça
Vendedores se transformaram em consultores de vendas. Auditores são hoje professores. Chefes viraram líderes. A intenção não é apenas mudar o nome. Existe uma mudança (ou um desejo de mudança) nas empresas que é muito mais profundo.
E como se livrar do velho jeitão de ser? Será que é preciso mesmo desaprender? Não se pode aproveitar nada ?
Talvez a primeira mudança devesse ser na forma como entendemos desempenho .
Observe os novos paradigmas que influenciam nossas carreiras :
Não Existe Chegar Lá
Nosso know-how precisa estar em evolução constante , clientes demandam tratamento personalizado, as circunstâncias externas variam e são muitas vezes imprevisíveis. Não se pode portanto achar que temos o domínio total sobre nossa capacidade de realizar determinadas tarefas. Precisamos analisar nossa carreira como um processo em evolução contínua.
Não É Preciso Ser Bom Em Tudo
Pelo contrário. Uma autocrítica brincalhona ajuda o ambiente e estimula a participação dos demais. Se fôssemos bons em tudo não necessitaríamos trabalhar em equipe.
Um profissional maduro entende que existem algumas competências que ele domina, outras não. Ele não teme , mas respeita quem tem as competências que lhe faltam .
Sinergia
Não podemos mais lidar separadamente com cada tarefa e cada habilidade . Em vez de sofrer com a falta de tempo, podemos optar pela sinergia entre executar e aprender, executar e delegar e até entre várias tarefas, inclusive as sociais e familiares .
O Paradoxo Autoridade/Fragilidade
Segundo a linguísta Deborah Tannen , especializada nos modelos masculinos e femininos de expressão, o comportamento dos homens é baseado na autoridade , ou seja, busca fazer-se respeitar , exalar poder .
As mulheres, por sua vez, buscam ser queridas, sendo simpáticas , ouvindo seus interlocutores. Não é difícil ver uma mulher confidenciando suas inseguranças ou sendo modesta, ou seja, exibindo sua fragilidade
Não é à toa que:
1. As mulheres tiveram grande dificuldade de ascensão, pois eram tão gentis com todos que ninguém as imaginaria como chefes.
2. As mulheres hoje são cada vez mais disputadas no mercado de trabalho, inclusive para cargos de poder.
A postura ideal hoje harmoniza autoridade e fragilidade Saber usar esses paradoxos ampara o trabalho em equipe, desenvolve liderados e gera profissionais confiáveis .
Baseado nesses paradigmas, segue um instrumento que pode ajudá-lo a evoluir profissionalmente:
O Diagrama das Zonas de Competência®
Para perceber melhor a gama de habilidades que você possui , preencha o diagrama abaixo e reflita sobre a conduta recomendável para cada quadrante:
Imprescindível:
Fácil: Zona de Brilho
Difícil: Zona de Empenho
Delegável:
Fácil: Zona de Conforto
Difícil: Zona de Indulgência
Complementar:
Fácil: Zona de Familiaridade
Difícil: Zona de Curiosidade
Auto-Estima E Complexo De Inferioridade
Quando falamos de auto-estima e de complexo de inferioridade, entramos em um terreno amplo, profundo e complexo – O AFETO.
Freqüentemente encontramos pessoas que apresentam queixas tais como: “eu não consigo falar em público”, “eu não consigo namorar ou ter uma relação afetiva duradoura”, “não sou capaz de sentir satisfação naquilo que faço”, ou ainda, “eu sinto raiva e brigo facilmente com aqueles a quem amo”… enfim, para os profissionais que se dedicam à compreensão e a natureza do comportamento humano, estes são alguns exemplos característicos das alterações da área do afeto, e estão diretamente ligados ao sentimento que a pessoa aprendeu a manifestar por si própria, em etapas muito anteriores ao surgimento dos referidos sintomas.
Para analisarmos este tema passo a passo é necessário primeiramente examinar o processo de evolução da personalidade do homem, onde o ponto principal sempre se situa na habilidade para aprender, controlar e equilibrar os seus próprios estados afetivos.
Como inicia:
Vamos partir do instante em que acontece uma fecundação, momento em que o embrião recebe toda a bagagem genética de seus pais, que fará dele um indivíduo com características únicas e específicas. Proporcionalmente a esta evolução biológica, também começam a evoluir nele estruturas psíquicas que, especialmente nessa etapa, lhe permitem assimilar os sentimentos da mãe, do pai e do ambiente em que vivem.
Diferente das estruturas celulares do corpo humano, que mesmo apresentando certa complexidade se desenvolvem de forma natural e automática, no processo evolutivo do psiquismo, encontramos uma enorme variabilidade de emoções e sentimentos, capazes de gerar inúmeras conseqüências, na maioria das vezes imprevistas.
Os conteúdos assimilados pelas percepções sensoriais, na fase intra-uterina, vão se depositando no inconsciente e, como este material é captado em um estágio primitivo da vida do indivíduo, permanece lá em estado bruto, ou melhor, sem tradução e entendimento. Isso só acontecerá se o conteúdo passar pelas vias do pensamento, que amadurece gradualmente a partir do primeiro ano de vida. Portanto, até que comece a se formar o pensamento, uma grande carga de registros afetivos já se encontrarão impressos no inconsciente.
Como viviam os pais na fase da concepção, o que sentiram ao saber da gravidez, quais as conseqüências dessa na vida deles, enfim, todos os efeitos emocionais da gravidez serão percebidos mas não compreendidos. Se, por exemplo, os pais estiverem em um momento de vida organizado, desejando e planejando um filho, esse estado emocional deles será captado pelo bebê como algo positivo e agradável, estabelecendo-se então, um registro que vamos chamar de “sensação de aceitação” e esse, entre outros fatores, repercutirá significativamente na personalidade e em toda a existência dessa vida que se inicia.
Como se forma a área afetiva:
O ser humano, contrariamente a maioria dos animais, quando nasce, necessita de um período relativamente grande até se tornar auto-suficiente. Durante toda esta fase, não lhe resta outra alternativa senão ficar como que subjugado ao meio, normalmente familiar, que vai lhe fornecendo elementos de aprendizado. Estes elementos carregam invariavelmente, afetos positivos e negativos presentes nos indivíduos e nas relações interpessoais desse meio.
Como podemos observar, a carga de informações lançadas para a criança superam em muito a sua capacidade de avaliação, seleção e compreensão e ela vai necessitar tempo para vivenciar e experienciar estas informações que ficam, como já dissemos, registradas no inconsciente em estado bruto. Portanto, todo esse processo de elaboração acontecerá, via de regra, muito tempo depois de registrado e, mesmo assim, devido ao fator cumulativo, terá somente uma parte passada pelo crivo da compreensão e do entendimento.
A experiência de vida no útero, portanto, capacita a criança a sentir “coisas” da mãe, que poderão se referir a si própria, ao marido/companheiro ou ainda a outros, mas na situação em que se encontra a criança, não consegue separar o que é seu do que não é seu. Mesmo após o nascimento ainda permanecerá, por algum tempo, assimilando os conteúdos assim misturados. Essa condição a faz perceber o mundo de forma diferente do adulto, e a apresentar comportamentos diferentes que exigem do adulto atitudes limitadoras e, muitas vezes, o uso de críticas, que inibem o comportamento desenfreado da criança e a fazem ir distinguindo o certo do errado e aprendendo o que pode e o que não pode fazer. De acordo com o estado emocional da pessoa que a educa, poderá haver excessos ou inadequações desses comportamentos, embora, sempre o adulto o faça acreditando ser o correto e o melhor.
Como a criança é dependente do meio, não tem chances de escolha e só lhe resta atribuir valor ao que nele acontece. Se, por exemplo, a criança estiver num ambiente familiar onde a mãe esteja passando por uma situação difícil, sinta-se insegura, desamparada e em virtude disso se mostre muito ansiosa e intolerante e bata no filho por qualquer coisa errada que este pratique, ele perceberá e assimilará toda esta carga emocional da mãe e, como um radar, tomará para si, podendo ainda experimentar sentimentos de culpa pelas dificuldades que percebe na mãe e que acredita, possa ser o responsável. Todo este processo poderá produzir registros de sensações de ser um estorvo ou ainda, de ser imprestável por não encontrar em si formas de solucionar o problema que percebe na mãe.
Embora a ansiedade da mãe possa ter diversas outras causas, a criança, pela sua imaturidade, não terá como identificá-las e separá-las de si.
Uma bagagem emocional como essa, pelo seu conteúdo, se torna muito pesada para a criança e uma forma natural de aliviá-la será deixando que se aloje em algum “cantinho” do inconsciente pois, quando não existirem meios terapêuticos para aliviá-la, não existirá outra alternativa senão guardá-la. Da mesma forma que um lixo guardado, deteriora, apodrece e exala odores, um conteúdo semelhante a este produzirá efeitos indesejáveis que aparecerão, freqüentemente, na conduta da criança, no seu rendimento escolar, na sua tendência a obesidade ou em fraturas de ossos ou mesmo em enfermidades, quase sempre consideradas coisas “normais” da infância.
Quando o indivíduo chega na idade adulta, onde se espera a sua auto-suficiência, sua área afetiva poderá estar tão saturada destes sentimentos equivocados, ou talvez, de culpas geradas a partir das experiências afetivo-emocionais daqueles com quem conviveu que, tomando-as para sí, passa a manifestar, ansiedade descontrolada, inseguranças ou sentimentos de incapacidade, registrados em seu inconsciente como resíduos afetivo-emocionais presentes em seu meio infantil e que, não sendo trabalhados adequadamente, poderão evoluir e aparecer em seu comportamento em forma de sintomas e criando-lhe dificuldades.
Desta forma, podemos afirmar que os conflitos que uma pessoa adulta experimenta não são nada mais que o resultado dos conteúdos aprendidos no meio em que nasceu e se desenvolveu e que passam a fazer parte do seu contexto atual, impedindo-lhe, muitas vezes, de perceber que são simples repetições daquilo que aprendeu em sua infância.
A sementes da auto-estima
O desejo por um filho estimula um homem e uma mulher ao papel da paternidade e da maternidade, via de regra assumí-lo, representa-lhes uma conquista sempre bem vinda.
Quando a criança de útero, que nesta fase da vida está especialmente sensível e absorvendo tudo da mãe, percebe que existe satisfação na mãe grávida, que o casal está feliz por que ela está em formação e que vivem uma gestação tranqüila e serena, cria-se nela um lastro de afetos em potencial sobre o qual a criança já passa a experimentar a sensação de ser valiosa. Embora os pais possam ser inexperientes e, portanto, inseguros, esses elementos por sí só, não apresentarão força suficiente para comprometer o quadro que, de forma natural e gradual vai evoluindo na relação com o filho.
Ser gerado num ambiente onde tudo lhe é fornecido automaticamente, sem o menor esforço, na dose certa e no momento exato, torna o recém-nascido egocêntrico. Até que aprenda que, em muitas situações deverá esperar para se saciar, ele se apresentará intolerante e exigente.
Se a conduta da mãe e do casal estiver tranqüila desde o início, isso será um forte elemento para a criança, na fase egocêntrica, atingir o amadurecimento e o equilíbrio da intolerância e, aceitando os limites do meio com facilidade aceitará também os seus e, através desse processo se dará o início da formação da auto-estima. Neste caso, toda a sua evolução terá grandes chances de acontecer de forma satisfatória e, mesmo as experiências futuras nas quais possa vir a ser punida ou repreendida, serão facilmente elaboradas e terão efeito construtivo dentro dela, uma vez que não reforçarão sentimentos negativos pré-existentes.
Se, por outro lado, a experiência de útero tiver fornecido ao bebê elementos de rejeição, a fase do egocentrismo poderá transcorrer de forma mais complicada, criando-se alguns obstáculos na relação mãe-bebê e bebê-ambiente e, neste caso, procedimentos mentais favorecerão o aparecimento de distúrbios emocionais e/ou enfermidades, anomalias e imperfeições que, em última análise, corresponderão a uma tentativa da criança, de atender ao desejo, ou melhor, ao não desejo consciente ou inconsciente dos pais de que ela exista e isto afetará expressivamente em sua auto-estima podendo evoluir para um complexo de inferioridade capaz de interferir nas mais diversas situações da vida dessa pessoa ao longo de toda sua existência.
________________________________________
Conclusão: Ao tratarmos desses elementos afetivos de forma tão franca e aberta, poderemos levar o leitor a inferir que um número apreciavelmente grande de pessoas nasce sem ter sido planejadas e/ou desejadas e que, sendo assim, todos manifestariam comprometimentos que nem sempre são comprovados.
Cabe aqui esclarecer que, invariavelmente todos os indivíduos carregam em suas memórias inconscientes, sentimentos negativos e assimilados equivocadamente que aparecem em seus traços de personalidade de forma mais acentuada ou mais suave e, na realidade, todo o indivíduo experimenta sentimentos de inferioridade, pelo simples fato de, no início de sua vida, precisar se submeter ao poder e a autoridade de algum adulto. A evolução desses elementos para um quadro patológico ou, por outro lado, a elaboração dos conflitos naturais de cada fase da vida, dependerão da maturidade e equilíbrio do próprio meio. Como já apontamos, todas as pessoas fazem o que fazem ou, se comportam como se comportam, acreditando que estão fazendo o melhor, caso encontrassem meios ou recursos que considerassem mais adequados para atingirem um objetivo, certamente utilizariam.
Na educação de toda criança acontecerão falhas, porque é próprio do ser humano errar na tentativa de acertar. A falta de formação e orientação, muitas vezes determina a manutenção e a sustentação de um erro que, pode ser passado de pai para filho e, uma característica neurótica daquele, pode ser acatada por este que, por amor ao pai o defenderá repetindo o que dele aprendeu.
Tudo o que se faz, ou que se sente, foi um dia aprendido. Os elementos que formam a personalidade de um indivíduo se estruturam na primeira infância, mais precisamente do zero aos sete anos, e todas as experiências dessa fase exercerão especial influência nas fases subseqüentes.
É de fundamental importância sabermos que não se aprende apenas a caminhar, falar, vestir, comer, escrever, ler… registramos aprendizados de carinho, violência, fidelidade, traição, segurança, insegurança, auto-estima e inferioridade . Assim como regando um crisântemo branco, com água anilinada azul, obteremos uma flor azul, educando uma criança sob uma forte carga de críticas e repressões estaremos favorecendo a manifestação de um baixa auto-estima, sentimentos de menos-valia e o complexo de inferioridade. Que só poderão atingir o equilíbrio mediante um processo de reaprendizado. Frente a uma queixa do tipo, “eu não consigo falar em público”, por exemplo, está implícito que atrás deste pavor existe o medo da crítica e, esse medo só aparece em dose insuportável se a crítica tiver sido experimentada em excesso na infância.
Todo o indivíduo é dotado de capacidades que lhe permitem aprender sobre algo de forma diferente da já aprendida, porém, quando os processos afetivos estão abalados, é comum a pessoa não acreditar em seu próprio potencial, por ele se encontrar sufocado e encoberto e, neste caso, é necessário o apoio e o auxílio de um profissional que vá cultivando junto àquela pessoa, uma nova forma de apreciar seus recursos e utilizá-los adequadamente, reintegrando-o ao seu meio de modo mais saudável e equilibrado.
Magali Helena Müller Heuser, psicóloga- CRP: 07/1274. Graduada em Psicologia e pós-graduada em Ciências Humanístico-Existencias pela Pontifìcia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Com formação e especialização em Psiconeurolingüística pela Sociedade Brasileira de PNL de São Paulo e formação em Hipnose Clínica pelo Instituto Milton H. Erickson Brasil Sul.
| | Comentar »Resultados
Resultados exigem esforço, paciência e constância.
Suspeito de promessas miraculosas e soluções instantâneas.
Duvido de fórmulas simples para a conquista da felicidade.Fraqueza, fadiga e ferrugem custam a ceder
depois que se instalam no corpo, na mente e no espírito.
Somente força, fôlego e flexibilidade podem produzir mudanças.
Otimismo só é útil onde existe ação planejada.
Pensamento positivo só funciona à custa de muito trabalho.
Sem objetivos e prazos definidos, esperança é pura ilusão.
Acredito em fatos, não em intenções
Acredito em atitude, não em discursos
Acredito em posturas éticas, não em regras de moral
Acredito em fazer acontecer, não em esperar que aconteça
Acredito em criatividade, não em obstáculos.
O que importa são as tentativas e não os acertos.
As vezes que a gente se levanta
contam mais do que as que se cai.
O prazer de continuar buscando
é infinitamente maior do que o sucesso de alcançar.
Toda transformação começa sempre caótica e desconfortável
Os caminhos conhecidos são seguros e fáceis,
mas só conduzem aos lugares onde já estamos
e não desejamos ficar.
O caminho do novo é cheio de riscos, surpresas
e cansaço, mas sempre premia os que
escolhem com a chance de descobrirem e
experimentarem a VIDA que imaginaram VIVER.
¦lt;br /> Geraldo Eustáquio de Souza
| | Comentar »A Borboleta
Um dia, uma pequena abertura apareceu no casulo. Um homem sentou-se e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir além disso.
Então o homem decidiu ajudar a borboleta. Pegou um tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu.
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
| | Comentar »A Arte De Ser Diferente
Após observar ao longo do tempo as reações das pessoas toda vez que admitia ser bom em algo, sempre tive a mesma retaliação: “Eita modéstia!” Eu pensava: Caramba, será que a minha auto-avaliação está fadada a uma resposta politicamente correta para não ferir ninguém? Se há uma resposta aceitável, então não é preciso me auto-avaliar.Há uma passagem em especial que me recordo sempre quando a matéria é modéstia e auto-estima. Na época do Segundo Grau (hoje Ensino Médio), um amigo de turma criticou o professor de história por falta de modéstia após ele dizer que era um dos poucos a conhecer a fundo a evolução do Comunismo no Brasil, inclusive fatos marcantes não reconhecidos oficialmente pela academia. Em resposta, ele disse uma frase ousada que nunca me esquecerei:
“A modéstia é a arma dos incompetentes.”
O que ele complementou depois é que: se sou bom em algo, tenho que ser o primeiro a reconhecer isso, pois se você tem auto-estima e humildade suficiente para reverenciar o meu conhecimento, terá a reciprocidade que lhe cabe. Entretanto, se você se diminui, que respeito espera que tenham por ti?
Não sei se todos digeriram ela como fiz, mas o fato é que marcou e compartilho de sua visão. É claro que há de se respeitar a fronteira entre o auto-valorização e a prepotência, mas isso é uma questão de bom senso. O que quero trazer aqui é a reflexão de uma máxima que sempre repito em meus artigos:
“Só o escasso é valorizado.
Tudo que é abundante perde o valor.”
Em uma perspectiva generalista, as pessoas tentam a todo momento puxar as outras até o seu nível de mediocridade. O que penso é que, sem desmerecer os resultados, os grandes nomes da história são mais aplaudidos pela ousadia de se levantar sobre a massa dos normais e ainda serem ouvidos. Aos rebeldes anônimos, somente restam o preconceito, incredulidade, indiferença e por vezes o boicote, quando não culmina em agressões físicais ou morais.
A diferença entre os grandes nomes e os anônimos, é a admiração a qual são alvos; cujo objeto é o mesmo: atitude. Ambos são revolucionários cujos os frutos amadurecem em ritmos diferentes ao longo da história.
Perguntas:
O quanto admitimos a expressão de nós mesmos naquilo que nos diferencia dos demais?
O quanto permitimos ter nossa essência mutilada em detrimento da baixa auto-estima alheia?
O quanto admitimos a expressão da diferença diante de nós?
Responda sem rodeios, de forma simples e então saberá que tipo de vida você constroi pra si e para aqueles que o rodeiam. Isto vale para o seu papel de pai, quando avalia um subordinado, ao decidir o que se vestir, ao emitir uma opinião … enfim, vale para você refletir sobre suas verdades a respeito de si e de interação com os demais.
Aprenda a assumir a responsabilidade nas consequências das suas atitudes e pare de culpar o mundo.
Jason Sagara
| | Comentar »20 Dicas Para O Sucesso
01 – Elogie 03 pessoas por dia;
02 – Tenha um aperto de mão firme;
03- Olhe as pessoas nos olhos;
04 – Gaste menos do que ganha;
05 – Saiba perdoar a si mesmo e aos outros;
06 – Trate os outros como gostaria de ser tratado;
07 – Faça novos amigos;
08 – Saiba guardar segredos;
09 – Não adie uma alegria;
10 – Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados;
11 – Aceite sempre uma mão estendida;
12 – Sorria;
13 – Pague as suas contas em dia;
14 – Não ore para pedir coisas. Ore para agradecer e pedir sabedoria;
15 – Dê às pessoas uma Segunda chance;
16 – Não tome nenhuma decisão quando estiver cansado (a) ou nervoso (a);
17 – Respeite todas as coisas vivas, especialmente as indefesas;
18 – Dê o melhor de si no seu trabalho;
19 – Seja humilde, principalmente nas suas vitórias;
20 – Jamais queira tirar a esperança de uma pessoa. Pode ser que ela só tenha isso.
Luiz a. Marins filho
| | Comentar »10 Maneiras De Ficar Mais Inteligente
1. Coma peixePeixes oleosos são ricos em DHA, um ácido graxo Omega-3 responsável por 40% da formação das membranas celulares e podem melhorar a neurotransmissão. O DHA é necessário para o desenvolvimento do cérebro do feto e vários estudos ligaram dietas com bastante peixe à redução do declínio mental com a idade avançada. Mas antes que você morda a isca saiba que estes estudos se basearam no que as pessoas lembravam sobra as suas dietas, uma tarefa que cheia a peixe. Testes com Omega-3 em ratos não mostraram melhora nas habilidades cognitivas.
2. Beba chá
A cafeína do chá verde e preto faz o corpo pegar no tranco e afia a mente. Não é bom beber café e energéticos. Para um ganho cerebral excelente faça pausas regulares para beber chá. Doses pequenas durante o dia são melhores do que tomar uma única grande dose.
3. Sem pânico
Enquanto um leve nervosismo pode melhorar o desempenho cognitivo, períodos de estresse intenso nos transformam em neandertais. Tente controlar a sua respiração.
4. Mais devagar
Não existe o fenômeno anunciado por aí chamado de “leitura dinâmica”. Ao menos se o seu conceito de “leitura” significa compreender o texto. Estudos mostram que os leitores rápidos vão muito pior quando questionados sobre o texto. A resposta motora da retina, e o tempo que a imagem leva para ir da mácula para o tálamo e em seguida ao córtex visual para processamento, limita os olhos para cerca de 500 palavras por minuto, em eficiência máxima. O estudante universitário comum alcança,cerca da metade disto.
5. Mantenha-se afiado
Pesquisadores italianos descobriram que pessoas que tem mais de 65 anos que andam cerca de 9 km por semana em passo moderado tem 27% menos chance de desenvolver demência do que adultos sedentários. Os pesquisadores pensam que exercícios possam melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro.
6. Pratique
Pratique os tipos de questões que aparecem nos testes de inteligência. Ao se preparar para problemas verbais, numéricos e espaciais, típicos dos exames psicrométricos, você pode melhorar o seu escore.
7. Zzzzzz
Tirar uma soneca rápida no escritório pode deixar seu chefe irritado?Informe-o que você, na verdade, merece uma promoção de acordo com os últimos resultados dos estudos sobre o sono. Um breve cochilo pode melhorar a sua memória, mesmo que dure apenas seis minutos.
8. Jogue videogame
Todo mundo que implorou por um videogame agora vai conhecer o melhor argumento para conseguir um: “Você não quer que eu tenha uma coordenação visual e motora inferior, quer?” Agora você pode falar que alguns jogos o tornam mais inteligente assim como o Brain Age, da Nintendo. Depois de esforços cuidadosos os jogadores “sentem seus cérebros rejuvenescerem”.
9. Exercícios
Estudos mostram que estudantes que praticam exercícios aeróbicos regulares ajudam a construir matéria cinza e branca no cérebros de adultos mais velhos. Em crianças o ponto alto foi o de levar a melhores performances em exames cognitivos.
10. Descubra
Aprender novas coisas pode reforçar o cérebro, especialmente se você acredita que pode aprender novas coisas. É um círculo vicioso: Quando você pensa que está tornando-se mais inteligente, você estuda mais, criando mais conexões entre os neurônios.
| | Comentar »
