O Bom E Velho Blog Ainda Tem Espaço Na Era Do Twitter E Das Redes Sociais?
Com a evolução da própria internet e da sua forma de uso, surgiram novos recursos mais interativos, como as mídias e redes sociais, culminando no Twitter
Cinco regras para usar Orkut, Twitter e Facebook no trabalho
Brasil passa a ser 4ª maior fonte de mensagens no Twitter
Os blogs surgiram há alguns anos como uma forma revolucionária de interagir na internet. Em vez de sites complexos e complicados, cheios de recursos visuais e que exigiam diversos técnicos para o seu desenvolvimento e atualização, você mesmo podia criar um blog na hora, de graça, e falar de suas preferências, opiniões e pontos de vista a qualquer momento. De certa forma, os blogs deram início à verdadeira democratização da web, no sentido de permitir que qualquer pessoa com acesso à rede pudesse se expressar publicamente com liberdade.
Com a evolução da própria internet e da sua forma de uso, surgiram novos recursos mais interativos, como as mídias e redes sociais, culminando no Twitter. A ascensão destas novas formas interativas reduziu a notoriedade dos blogs, mas não a sua importância, principalmente para as empresas.
O papel de gerar burburinho (buzz) e espalhar rapidamente uma idéia, slogan ou conceito (viral) foram assumidos por sites como Twitter, Facebook e Orkut, mais ágeis e dinâmicos (como ficou comprovado no impressionante fenômeno recente do “Cala a boca Galvão”), assim como novas redes sociais que surgem a cada dia, como o FormSpring. Porém os blogs continuam sendo imbatíveis em três aspectos:
• Canal de informação: dizer aos clientes o que você está fazendo e descobrir o que eles estão pensando.
• Canal de relacionamentos: construir uma base sólida de experiências positivas com seus clientes, que os converta de meros consumidores de antes em fãs da sua empresa e de seus produtos.
• Gestão do conhecimento: disponibilizar o conhecimento de sua empresa para as pessoas.
Mas é preciso ter consciência de que o blog é apenas um meio. Assim como o Twitter, não vai gerar resultados sendo usado apenas como mais um canal de propaganda da empresa.
A força do blog está na interação com os clientes e na possibilidade da empresa transmitir seus valores prioridades. O retorno direto não é medido em vendas, mas no grau de relacionamento que a empresa consegue estabelecer com seus clientes. Quanto mais forte esse relacionamento, maior a fidelidade aos seus produtos e serviços e, aí sim, maiores as possibilidades de venda. Algumas formas de exercitar este diálogo são:
• Fortalecer o relacionamento – O blog é um excelente canal para ouvir o que consumidores e clientes têm a dizer sobre os seus produtos e serviços, como fazem uso deles e quais as sugestões para melhorá-los.
• Reagir a eventos negativos à empresa – Blogs funcionam como um serviço de atendimento ao cliente, respondendo rapidamente às dúvidas e reclamações. Servem também como uma forma de monitorar o que falam da sua empresa e da sua marca na internet, fornecendo feedback sobre suas ações de comunicação e marketing.
• Influenciar os formadores de opinião – Um blog pode ser a melhor forma para chamar a atenção e influenciar os chamados “formadores de opinião” (especialistas, jornalistas, artistas, etc.) cujas preferências e escolhas influenciam diversas outras.
Na prática, tomemos como exemplo um hotel. Ele pode usar o seu blog para ouvir as sugestões dos clientes em relação ao atendimento ou serviço de quarto, mostrar as melhorias que está fazendo e avisar os clientes sobre novos pacotes e promoções. Ao mesmo tempo, atender as queixas e eventuais reclamações e mostrar as medidas que está tomando para resolvê-las.
Para atrair os formadores de opinião, no caso publicações especializadas em turismo, divulgar depoimentos de clientes satisfeitos ou das atrações diferenciadas da sua cidade ou região.
Cabe destacar também que o uso dos blogs não exclui a atuação nas redes e mídias sociais. Enquanto o Twitter é imediato e focado em ações rápidas, o blog é ágil e mantém o relacionamento aberto. Atuando juntas, se complementam e criam sinergia capaz de aumentar o raio de ação das suas ações de marketing digital.
Silvio Tanabe é consultor de marketing digital da Magoweb
| | Comentar »Publicidade: Na Hora Certa, Para O Internauta Certo
O meio digital permite que você acompanhe com precisão os resultados das campanhas e também crie regras para selecionar o público com exatidão
A mídia on-line revolucionou o conceito de publicidade. Trouxe várias funcionalidades e aplicações que o mercado desconhecia e também entregou maior poder aos responsáveis por decidir onde e quanto investir. O meio digital permite que você acompanhe com precisão os resultados das campanhas e também crie regras para selecionar o público com exatidão.
Bem-vindo à nova era da comunicação. Agora, não é necessário gastar seu budget em campanhas caras nas quais se presumem os resultados, por não conseguirmos medir seu alcance com precisão. E isso não se refere apenas à internet. Em breve, com o amadurecimento da digitalização, a TV será capaz de medir quantos usuários estão assistindo, ou oferecer-lhes um link para um conteúdo específico ou para um canal interativo de compras.
A evolução tecnológica não para por aí. É possível, com a ajuda de dispositivos simples, monitorar os olhos das pessoas que passam na frente de um anúncio impresso ou digital (aqueles em TVs de plasma ou telas eletronicas). Com esta tecnologia, pode-se saber se uma pessoa que passou na frente de seu cartaz, outdoor ou tela de plasma, deteve sua atenção nele e por quanto tempo. Parece mágica, mas em breve esta será a realidade.
Por meio de um ferramental eficiente e focado na identificação do HIT (quando nossa propaganda atinge o target), há possibilidades de personalização de anúncios por meio do histórico diário de cliques em links de um site. Este dispositivo permite saber que tipo de conteúdo está interessando ao internauta e assim oferecer sua publicidade na hora exata em que ele está procurando um produto ou conteúdo.
Além destas técnicas de entrega de anúncios dirigidos, podemos mapear com facilidade qual é o trajeto que o internauta percorre em nosso site e, com isso, desenvolver mensagens direcionadas. É possível também guiá-lo para o processo de compra com maior agilidade e precisão, de forma totalmente personalizada.
Na publicidade em instrumentos de busca, na qual se paga para aparecer necessariamente quando um internauta procura uma palavra de seu interesse, é possível medir o ROI (retorno sobre investimento) com a precisão de quanto valor em reais, aquele clique trouxe para a empresa e quanto este acesso custou em média, considerando todos os outros cliques pagos pelo anunciante, mas sem retorno.
Dessa forma, é possível concluir que hoje, quem perde dinheiro com mídia on-line é só quem está desatento a estas ferramentas. É seguro afirmar que, quando bem investida e monitorada, a publicidade on-line é um jogo no qual só se pode ganhar. Com tantas possibilidades, é muito importante que os departamentos de marketing dediquem-se ou terceirizem um time especialista em mídia on-line, principalmente para analisar, mensurar e planejar evoluções aos próximos investimentos.
Cristiano Miano é Sócio Diretor da DigiPronto – www.administradores.com.br
| | Comentar »Como Ter Estratégia Nas Redes?
Desenhe bem seu mapa estratégico com conceitos pré-estabelecidos e vá para a prática com segurança
Entrar ou não nas redes sociais? Os nativos digitais com certeza responderiam que sim. Já os mais “analógicos” e conservadores seriam mais ponderados em suas respostas. Preocupadas em reforçar a marca e aumentar as receitas, as empresas de diversos segmentos fazem ginásticas para desenvolver estratégias que se apliquem as mídias sociais. Todas querem estar lá. Mas será mesmo estratégica a mesma fórmula para todos?
Adrian Slywotsky, especialista em estratégia, cita em vídeo que as estratégias de mercado mudaram para as empresas na Era Digital. Ele reforça que nem sempre quem detém o market share é quem tem mais lucratividade. Para ele três perguntas precisam ser respondidas: onde nós como fornecedores poderemos criar lucratividade em nosso setor? O que acontece com a forma que os clientes estão mudando, não somente em suas preferências, mas também no seu poder que redefine o espaço de oportunidades? Qual o design ou modelo de negócios da próxima geração que temos que construir para capturar e proteger a lucratividade?
Responder a estas perguntas antes de definir a estratégia de lucro é um bom começo, assim como fazer um levantamento completo do tipo de relação que a empresa tem com as mídias sociais. Rene de Paula, especialista em experiência do usuário da Microsoft Brasil e professor do I-Group, dá um alerta: “Talvez estar fora seja a melhor estratégia”.
A análise do especialista mostra que é preciso ter muita cautela para aderir as mídias. Ele aconselha: “Vamos respirar fundo, os problemas concretos ainda permanecem e os conceitos clássicos de estratégica continuam valendo. A Web 2.0 trouxe a ideia de que tudo é muito fácil, o que faz as vezes a empresa partir para uma estratégia digital diferente da realidade da organização. Tem muita gente interessada nas mídias por medo e insegurança e também pela manipulação das opiniões. E isso não é estratégico”, ressalta de Paula.
A consultora Valéria Jureidini, da Basics, empresa de consultoria em mídias sociais, pontua que para uma estratégia dar certo é preciso envolver a alta gerência da companhia. “A principal estratégia nas redes sociais é ter o propósito alinhado a estratégia da empresa. Antes de mais nada, o objetivo para estar nas redes precisa obedecer aos interesses da companhia, além da estratégia estar tangenciada pelos negócios da empresa (por isso a importância da alta gerência). É preciso que a estratégia tenha continuidade e dimensionamento de tempo para dar resultado”, explica Valéria.
Manter o bom nome na praça é estratégico
Ter um bom nome no mercado dá trabalho. Muitas empresas sabem que são anos para cultivar o ‘bom nome na praça’. E todos já estão cansados de saber que basta uma mensagem negativa da empresa ser postada e a reputação de anos se desmancha em segundos. Especialistas indicam algumas fases anteriores a estratégia, como o mapeamento de redes e comunidades. “Primeiro identifique quem e o que estão falando de você. Depois procure integrar-se às mídias que são aderentes a proposta de comunicação da empresa e faça parte delas”, reforça de Paula, da Microsoft.
Já Valéria, da Basics, especialista em marketing e relacionamento digital, aposta na aproximação do consumidor para o processo criativo de produtos e serviços como uma das maneiras de ser estratégico. “A empresa pode, por exemplo, chamar alguns blogueiros específicos para participar da estratégia de mídia social e premiá-los. Isso nada mais é que voltar para o marketing “boca-a-boca” e fazer marketing junto ao formador de opinião. A estratégia neste caso passa a funcionar por meio da prestação de serviço e troca de informações”, salienta Valéria.
Prestar um bom serviço significa também reforçar a marca, um processo casado tanto no mundo offline quanto no online. A consultora da Basics pontua ainda que o relacionamento deve agregar valor, trazendo informações diferenciadas que proporcionem uma boa interação do cliente com a marca, seja num momento de criação ou de crise.
Um caso que todos devem se lembrar é o do Ovomaltine, que deixou de fabricar o achocolatado do tipo Suíço e recebeu pela rede muitas críticas. Várias mensagens circularam dizendo que o produto não seria mais comercializado, manchando a marca da empresa AB Brasil, fabricante do Ovomaltine.
Rapidamente e estrategicamente, o responsável pela marca na América Latina entrou em uma das comunidades de discussão e esclareceu a razão pela qual o produto tinha deixado de ser comercializado (baixo market share). Com isso, o executivo evitou mais ruídos negativos na comunicação e ainda recebeu elogios dos consumidores. Resolvida a crise, o executivo saiu da rede. “Fazer parte das mídias em apenas alguns momentos não deixa de ser uma estratégia. No caso da AB Brasil pode não ser estratégico criar uma comunidade ou um blog. Mas foi extremamente estratégico fazer parte de uma naquele momento de crise”, justifica Valéria.
Não importa a estratégia escolhida, o importante é saber onde a empresa está e onde ela quer chegar. Como em qualquer estratégia de mercado, as realizadas nas mídias digitais dependem muito mais de uma mente criativa do que de uma plataforma “mágica”. Boa sorte na sua empreitada digital e confira abaixo algumas dicas para trilhar o caminho das redes.
10 dicas para fazer seu mapa estratégico
Algumas estratégias têm demonstrado retorno na Web 2.0. Mas antes de sair testando, tome nota de alguns pontos que devem ser levados em conta e podem te ajudar no desenho do mapa de estratégias digitais.
1- Se a estratégia estiver voltada para gerar negócios, o Twitter tem demonstrado uma boa ferramenta com retorno para promoções específicas para quem está nesta rede social. Não se esqueça que promessa é dívida. Só ofereça aquilo que você poderá entregar. Na Web 2.0 a quantidade de pessoas atingidas por uma ação é totalmente imprevisível. O que pode ser bom ou ruim. Portanto, prepare sua infraestrutura para entregar e gerar acesso. Divulgue suas ações promocionais sempre com muito respeito e de maneira honesta.
2- Antes de lançar uma plataforma de mídia social, crie uma governança, estabelecendo em primeiro lugar o propósito do negócio. Defina em seguida a sua estrutura operacional, ou seja, defina os papéis de cada membro da equipe no projeto. Crie políticas e procedimentos desta operação de acordo com a lei vigente no país, assim como políticas de mediação, regras para envio de conteúdo e utilização pelo usuário.
3- Calcule o quanto você custa por hora. Cheque se passar horas no Twitter ou em outra plataforma está realmente dando resultados para o negócio.
4- Se você for se apresentar em nome da empresa cuidado com a maneira impessoal de se comunicar. Tanto a marca da empresa quanto a do profissional devem ser preservadas.
5- Estratégia para o diálogo não é via de mão única. Precisa ter interação. Uma plataforma somente informativa não gera relacionamento direto. Tenha a visão real sobre isso.
6- Confiança perdida na web é difícil de recuperar. Não seja leviano em suas ações.
7- Tenha sempre um plano B para situações de demandas adicionais, momentos de crise, perfis falsos em nome da empresa, provisionamento para o crescimento. Enfim, liste todos os cenários possíveis.
8- Veja como você balizará suas métricas e se realmente conhece as pessoas que fazem parte da sua rede. Onde você não tem garantia de quem está é melhor nem entrar.
9- Saiba o que fazer com a informação que vem para você, para não ser apenas mais uma enxurrada de mensagens para administrar no dia-a-dia.
10- Cuidado para não ficar vivendo de moda. A internet não tem a tecla voltar. O que você fizer vai se replicar para o resto da eternidade. (Fonte: as dicas acima foram dadas pelos especialistas Valéria Jureidini e Rene de Paula)
Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online
| | Comentar »Cinco premissas Para Gerir As Mídias Sociais
Conheça a ordem que as informações circulam na Web 2.0 e saiba como utilizar esse fluxo a favor da empresa
Entre o final de 2008 e o começo de 2009, o termo “mídias sociais” passou a fazer parte dos mantras mercadológicos mais repetidos pelos corredores de empresas de todos os portes.
Mas, de uma maneira geral, não existe nenhum grande segredo para se trabalhar mídias sociais. Basta seguir a lógica.
O primeiro ponto é entender como a informação se dissemina. Normalmente, a viralização de uma notícia costuma obedecer à seguinte ordem:
1) Acontecimento do fato acontece.
2) Os primeiros usuários começam a divulgá-lo utilizando ferramentas de microblogging, como o Twitter.
3) O fato vira post/vídeo e começa a aparecer em blogs diversos e/ou em sites como Youtube.
4) A força e o alcance da imprensa dão mais gás à blogosfera e às demais ferramentas, que ecoam a notícia e começam a agregar mais e mais comentários de leitores. Retweets e plágios em posts começam a ser comuns.
5) O Orkut começa a dar coro ao fato que, aos poucos, vai aparecendo em fóruns de discussão.
6) Se for efetivamente relevante, o fato começa a se imortalizar na rede, ganhando menções na Wikipedia e cases no Slideshare.
Na era das mídias sociais, no entanto, a relevância de um fato não reside apenas no seu grau de veracidade. Ela é formada, em grande parte, pelo interesse ou curiosidade que desperta na comunidade como um todo.
Se um blogueiro divulgar um fato – verdadeiro ou não – que envolva grandes marcas ou celebridades em situações embaraçosas, por exemplo, ele certamente ganhará uma massa de leitores curiosos passando pelas suas páginas.
Quanto mais usuários, mais cliques nas ferramentas geradoras de caixa (como o Adsense) ele terá. Também mais relevância perante os algoritmos de buscadores e mais anunciantes dispostos a patrocinar o seu blog aparecerão.
Em um contexto em que todos podem produzir conteúdo e que o retorno financeiro vem unicamente da audiência, a linha entre ética e ambição pode ficar extremamente tênue.
Ninguém está imune a este novo tipo de terrorismo institucional gerado pela guerrilha por audiência. Mas ele pode ser combatido com sucesso se a empresa estiver preparada e souber trabalhar bem a sua comunidade.
Para tanto, existe um conjunto de premissas que a empresa deve seguir:
1) Obedeça o ciclo de informação: divulgue as suas informações seguindo o fluxo de viralização de conteúdo. Dê preferência às ferramentas de micro-blogging a blogs e assim por diante, construindo-se como notícia de forma conjunta com a comunidade.
2) Seja transparente: evite a todo custo mentir para a comunidade. Quando alguém detectar algum tipo de falha no seu negócio, por exemplo, não tente esconder: assuma e resolva.
3) Conheça os seus evangelizadores: mapeie com antecedência os principais formadores de opinião da sua marca ou da sua linha de negócios. Conheça-os e relacione-se com eles, trazendo-os para o seu lado. Em qualquer tipo de crise ou problema, eles provavelmente se transformarão nos seus primeiros e principais defensores nas mídias sociais.
4) Saiba como você é visto: há hoje diversas empresas que monitoram a “saúde” das marcas nas redes sociais. Saber como se é visto nos diversos ambientes sociais existentes é como ter um mapa em mãos – algo fundamental para se chegar a qualquer lugar.
5) Esteja sempre preparado: quando você menos esperar, uma gigantesca crise institucional pode tomar conta do seu negócio. Planeje a sua ação de forma calma e fria. Evite fazer ameaças a blogueiros ou líderes de comunidades, mesmo que eles estejam errados. Lide com a comunidade como um igual.
Ricardo Almeida (Criador do conceito de Webs Progressivas, da Metodologia Moebius e autor de Mirando Resultados, o primeiro livro voltado para planejamento estratégico, mensuração e previsão de ROI (retorno de investimentos) para Web no Brasil. É também especialista em planejamento e gestão de projetos Web, com passagens por empresas como DM9DDB, Totem, Frontier e MMCafé. Formado em comunicação e marketing pela ESPM, atua no mercado Web desde 1996. Durante a sua carreira, já desenvolveu projetos para toda a América Latina e atuou nos maiores clientes da região. É Diretor Geral do I-Group e do Clube de Autores.)
| | Comentar »Acerte a Mão Para Inovar Na Web 2.0
Especialistas em redes sociais apostam que inovação nas mídias sociais começa dentro de casa
Receita para inovar em redes sociais não existe. Mas todos estão em busca do mesmo norte, ou melhor, da mesma resposta para a pergunta: como é possível ser diferente e único no meio de tamanha avalanche de plataformas de mídias sociais?
Para responder a esta questão, escutamos especialistas em inovação digital e constatamos: incluir a inovação da empresa nas mídias sociais, e não as mídias na inovação, é o melhor caminho para não errar. Isso significa ter primeiro a estratégia pronta e depois pensar como colocá-la nas redes.
Gil Giardelli, coordenador dos cursos na ESPM de Inovação Digital, conta que a sociedade deu um grande salto – partiu de pessoas para a tecnologia e agora volta para o início: pessoas. “O conceito de redes sociais no Brasil ainda está muito ligado as ferramentas mais populares como Orkut, Facebook etc. Porém, em comparação com outros países, o Brasil é o que mais está fazendo experimentos em mídias sociais”, explica.
“O mundo ainda está começando a discutir como inovar e transformar esta tecnologia em resultado. O grande ponto das redes sociais é a troca de informações, o ponto de encontro e a conexão que a rede permite ter. Por outro lado, as empresas estão se deixando levar apenas pelo modismo e aderem as redes sem pensar no verdadeiro objetivo do negócio”, completa o professor.
Segundo o especialista, existem sim muitos cases de fracassos, mas também existem muitas empresas que acertaram a mão. É o caso do projeto da Pepsi – o Pepsi Refresh Project. “Neste modelo de inovação pelas redes sociais, os usuários enviam projetos para a Pepsi com ideias de como ajudar o planeta, permitindo a votação pelos próprios internautas. Além disso, os mais votados concorrem a prêmios em dinheiro e a empresa consegue um grande número de ideias em pouco tempo”, comenta Giardelli.
O caso clássico da Goldcorp, centenária empresa de mineração de Ontário, Canadá, superou sua crise financeira com o projeto “Desafio Goldcorp”. Neste caso, a empresa abriu seus estudos geológicos ao público e concedeu um prêmio de US$ 575 mil para os melhores métodos e iniciativas de qualquer especialista que indicasse onde encontrar ouro nos 222 km2 de sua propriedade. O concurso rendeu a profusão de ouro e catapultou o desempenho de US$ 100 milhões para US$ 9 bilhões.
No Brasil podemos ainda destacar os casos da Dell, que começou a conversar com seus clientes e fãs em 2006 pela comunidade Direct2Dell (para usuários e fabricantes) e a Ford, que passou a direcionar uma estratégia social massivamente no Twitter. A NASA também inovou e criou um canal para que as pessoas possam seguir as imagens do robô no espaço, enquanto outras companhias também utilizam as redes para gerenciar crises, como é o caso do Walmart.
Além de ações de inovação com o mercado, as empresas também podem inovar internamente com seus colaboradores, seja por meio de uma ferramenta Wikipedia ou por outra forma de colaboração. “Uma das coisas mais críticas que as empresas fazem é bloquear as redes sociais para os colaboradores. O que precisa ser feito é usar a mídia a seu favor. Você pode contratar usando o Linkedin, usar um canal de vídeo para treinamento interno, o Twitter para governança, entre outras tantas opções’, relata Luli Radfaher, professor em Comunicação Digital da ECA-USP.
As chances de dar certo
Muitas empresas já deram tiros nos pés tentando inovar nas redes sociais. Com certeza você deve conhecer pelo menos um caso destes. Para Radfaher, da USP, o que o mundo corporativo precisa é entender o universo da Web 2.0, antes de se apropriar dele. “Usar bem as redes sociais é não mudar os fundamentos da comunicação. A empresa inteligente mantém o diálogo e tem sempre uma resposta para o cliente. Quando a empresa abre uma conta no Twitter, ela precisa ter algum serviço atrelado a ferramenta como, por exemplo, um aeroporto que pode prestar um serviço de trânsito para os passageiros. Ao invés de usar uma estratégia de guerrilha, as empresas precisam começar a tomar posse das mídias entendendo como elas funcionam, e não tentando comprar quem as usa”, enfatiza Radfaher.
Ainda na visão do professor Radfaher, para acertar a mão, a receita ainda é a mais velha do mundo: antes de falar, as empresas precisam escutar o que o cliente quer. “Isso é inovar. Os cases das empresas que mais inovaram mostram que elas tiraram o que não era útil em um produto e passaram a substituir por uma solução proposta pelo próprio usuário. Para isso, a empresa precisa ter e manter a transparência por meio de um canal que permita o diálogo”, salienta Radfaher.
Ter expertise na área em que atua e saber porque e onde a inovação deve começar é o começo para esta empreitada 2.0. Decidida esta primeira etapa, se o canal será o Orkut, Facebook, Twitter, Linkedin ou uma plataforma própria de rede social será um mero detalhe. Tenha foco no DNA da inovação e faça a Web 2.0 trabalhar a seu favor.
Os sete passos para trilhar o melhor caminho nas mídias sociais:
1- Primeiramente faça uma pesquisa: entre nas redes e veja o que estão falando de você. Procure saber qual é o seu poder de influencia nestas redes.
2- Use as redes a seu favor. Ao invés de bloquear o acesso aos funcionários.
3- Contrate usando o Linkedin.
4- Use um canal de vídeo para treinamento interno.
5- Use o Twitter para determinar a governança.
6- Analise o mercado, o ambiente e as ferramentas que você irá utilizar.
7- Descubra o que as pessoas querem da empresa.
Acompanhe na próxima semana a segunda reportagem deste especial sobre estratégia nas redes sociais.
Katia Cecotosti, editora do HSM Online
| | Comentar »Bons Motivos Para Não Distribuir Documentos Eletrônicos Por E-Mail
Após o boom de implantações de projetos de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que se deu com a obrigatoriedade, a partir de 2008, as empresas começaram a se dar conta da importância de gerir efetivamente estes documentos.
Na realidade, uma série de novas demandas tem surgido neste mercado, porém, me parece que o primeiro aspecto a ser observado diz respeito à ampliação da segurança na distribuição e no recebimento dos documentos fiscais eletrônicos – dois importantes momentos do ciclo de vida destes documentos, que deveriam merecer maior preocupação e investimentos.
Entre os grandes riscos que as empresas correm ao distribuir as Notas Fiscais Eletrônicas via e-mail (um mecanismo que tem sido usado pela vasta maioria das empresas emissoras de NF-e), está a impossibilidade de o emissor saber se o documento chegou corretamente às mãos do destinatário.
Para aqueles que eventualmente ainda não vislumbraram o impacto desta impossibilidade, vale lembrar que a ampliação da fiscalização, a partir de 2010, deverá gerar uma enxurrada de pedidos de “reenvio” de documentos, seja por falhas ocorridas no envio dos e-mails e/ou perda do arquivo recebido pelo destinatário. Isso certamente irá acarretar dificuldades e custos operacionais junto aos emissores, sobretudo no caso daqueles com grande volume de emissão.
Um ponto relevante é que empresas de diversos setores e tamanhos têm relatado que o não recebimento da NF-e, imediatamente após a sua autorização pelo destinatário, já acarreta atrasos indesejáveis na recepção física dos produtos, promove a identificação tardia de erros e, em muitos casos, até amplia o ciclo financeiro do emissor, em virtude da demora nos pagamentos.
Outro grave problema no envio por e-mail são os riscos que o tráfego não seguro oferece tanto para emissores, quanto para os destinatários, afinal, expor volumes, valores e dados fiscais em um meio de comunicação sem criptografia, se constitui num sério risco para a segurança das informações.
Além disso, a necessidade de receber as Notas Fiscais Eletrônicas por e-mail força os destinatários dos documentos a liberar o recebimento de e-mails com arquivos XML anexados, gerando uma maior exposição a vírus e malwares. Cabe lembrar que as estimativas das empresas especializadas apontam que, este ano, mais de 30 milhões de novos vírus serão criados, sendo a maior parte com o intuito de roubar informações confidenciais de empresas e pessoas.
Mais um risco que gostaria de abordar é que o processo de anexar e salvar os arquivos XMLs dificulta a recepção automática das Notas Fiscais Eletrônicas, criando maior consumo de recursos de TI e dificultando a gestão dos arquivos recebidos e enviados.
Assim, ao receber uma NF-e como anexo de um e-mail, o destinatário do documento é obrigado sempre a verificar a validade da assinatura digital, a autenticidade do arquivo digital e a concessão da autorização de uso da NF-e junto à Sefaz. Esse processo é, na maioria das vezes, feito de forma manual, acarretando numa grande complexidade operacional para as áreas envolvidas.
Enfim, a insistência no uso do e-mail para enviar e receber documentos eletrônicos cria ineficiências e amplia desnecessariamente a possibilidade de fraudes, como a falsa criação de recebíveis e a simulação de operações interestaduais.
Investir no uso de um ambiente seguro, capaz de disponibilizar de forma controlada os documentos fiscais eletrônicos para todas as partes interessadas e fazer de forma automática as validações necessárias significa poupar emissores e receptores de custos e riscos importantes.
Flavio Richieri é diretor geral da CCDE, empresa especializada na convergência e difusão dos documentos fiscais eletrônicos.
| | Comentar »Uma Impressora Que Não Precisa De Tinta Ou Papel
Uma impressora que não precisa de toner, nem de tinta e nem de papel ainda é uma impressora? Parece que sim. Apresentamos a PrePeat RP – 3001!Ela usa uma espécie de papel plástico que pode ser reutilizado até 1000 vezes. Ou seja, quando o seu documento não é mais necessário, você o coloca novamente na impressora e ela reutiliza o papel. Como usa altas temperaturas para imprimir, as palavras são dissolvidas e regravadas.
Apesar de ser mais ecológica ela não é nem um pouco mais barata. O aparelho custa 5.600 dólares (mais de R$ 10.300) e cada folha plástica aproximadamente 4 dólares (R$ 7,40). Você não precisa comprar a tinta, mas, mesmo assim, o investimento ainda não compensa.
| | Comentar »Dez Cuidados Para Tomar Antes De Comprar O Primeiro Notebook
Veja o que você precisa saber antes de comprar seu primeiro laptop
Só se fala disso nas revistas e nos jornais. A venda de notebooks explodiu no país como nunca havia acontecido antes, os preços despencaram na proporção inversa em que as capacidades dos produtos aumentaram. Então, você finalmente decidiu comprar seu primeiro laptop, mas as dúvidas são muitas: que modelo escolher? Qual máquina se adequa melhor às suas necessidades? O que considerar na hora de fazer a escolha? Reunimos aqui algumas dicas básicas para ajudar você na hora da escolha.
Lista de prioridades
A primeira de todas as providências é a mais básica de todas e tudo que você precisa ter é uma caneta e um papel: faça uma lista das 5 principais coisas que você pretende fazer com o notebook. Essa simples lista vai ajudá-lo sobremaneira a definir qual máquina comprar.
Se sua intenção é usar o equipamento para textos, planilhas e internet, por exemplo, não faz sentido comprar um top de linha cujo custo chega próximo aos R$ 10 mil. Um modelo simples, com monitor de 14″, um processador Celeron e mesmo 60 GB de HD são suficientes para suprir suas necessidades pagando um valor adequado às suas necessidades.
Logicamente, se você é do tipo que gosta de baixar músicas, aí você pode considerar um HD bem maior, tipo 250 ou mesmo 500 GB. E, de quebra, pode adquirir separadamente um HD externo, que hoje em dia já chega facilmente à casa de 1 TB de capacidade. E$m alguns casos, até mais do que isso.
Se a sua prioridade é a economia, fuja da verborragia técnica dos vendedores e negocie uma configuração mais modesta, já que você não planeja editar vídeos em programas devoradores de RAM. Troque um drive DVD+ ou Blu-Ray por um simples gravador de CD/DVD e o valor pode baixar em até uma centena de reais.
O processador Pentium M da Intel ajudou a mudar o modo como a duração das baterias era encarada. Você pode até optar por um Mobile Pentium 4, mas o Pentium M é mais veloz e mais econômico para quem optar por um dual-core.
Outra preocupação importante que não pode ser negligenciada é a frequência com que você vai usar o equipamento fora de casa ou do escritório. Se você viaja muito, por exemplo, é interessante pensar em um notebook que substitua o desktop nas longas paradas em hotéis e nos aeroportos. Isso exige máquinas mais potentes, configurações mais parrudas e, quase sempre, um laptop mais pesado.
10 cuidados imprescindíveis
1. Assistência técnica – Computador novinho não quebra. Se você acredita nisso e em Saci e Papai Noel, é bom rever os conceitos quando for adquirir seu laptop. Uma boa garantia (um ano é o mínimo) e assistência técnica em sua cidade são as primeiras coisas a considerar antes da compra. Fabricantes renomados costumam ter uma ampla rede de assistência técnica. Certifique-se disso antes de qualquer decisão de compra.
2. Bateria - Os laptops mais modernos já pesam menos de um quilo, mas isso obviamente tem um preço, que é o sacrifício de algumas funções, como baterias que descarregam mais rápido e até ausência de drive ótico para CD/DVD, por exemplo. Se você não se importar com um peso um pouco maior, entre 2 e 5 quilos, pode optar por uma bateria com maior duração (os modelos mais novos já prometem até 19h de duração). Assistir um filme em DVD e usar uma rede sem fio são dois grandes devoradores de bateria.
3. Tela – Os laptops mais econômicos costumam vir com telas de 14 ou 15 polegadas, mas já há toda uma geração de ultraportáteis que chegam a 11 polegadas e também os modelos tops com amplas 17 polegadas. Para fãs de games, uma tela widescreen é uma necessidade básica, mas há a opção de utilizar um segundo monitor (conectado ao notebook) para jogos e aplicativos que necessitem de espaço. Nesses casos, uma resolução de tela de 1280 x 800 também é uma necessidade real.
4. Teclado – Esse é um detalhe que muita gente não considera na hora de escolher um notebook. Muitos equipamentos vendidos no mercado brasileiro vêm com um teclado internacional, que traz alguns inconvenientes, como a ausência da letra “Ç”. Prefira os teclados brasileiros, chamados ABNT2, e evite os teclados “econômicos” que possuem as funcionalidades reduzidas
5. Drive ótico – Com a queda de preços dos últimos anos, apenas em opções ultra-econômicas vale a pena um laptop sem leitor/gravador de CD e DVD. Também é interessante observar se o equipamento tem tecnologia Lightscribe, que permite imprimir um rótulo no próprio corpo do CD/DVD, sem usar adesivos. Um drive Blu-Ray também pode ser uma boa idéia se você pretende comprar DVDs com esse formato.
6. Capacidade – O padrão atual dos HD atuais é um mínimo de 80 GB, que já são suficientes para os usos mais comuns desse tipo de equipamento. Para os que adoram baixar filmes e música na internet, uma boa opção é complementar o laptop com um HD externo, que hoje em dia já estão no mercado com mais de 1 TB de capacidade de armazenamento.
7. Portas – Esse é outro “detalhe” comumente ignorado na hora da compra. Se você gosta de tirar fotos ou passar músicas para seu MP3 Player ou celular, certifique-se de ter pelo menos duas portas USB 2.0, uma de expansão (PCMCIA/PC Card) e rede sem fio, além da rede Ethernet. A tendência é que a nova geração de laptops já venha também com tecnologia 3G, mas enquanto isso não vira padrão do mercado, até o velho modem de linha discada pode ser uma opção na hora que a banda larga dá um apagão.
8. RAM – O desempenho de sua máquina está quase sempre diretamente ligado à quantidade de memória RAM do notebook. Em qualquer caso, em qualquer configuração, quanto mais RAM melhor. Colocar 2 GB é o mínimo adequado para quem vai usar o Vista e 1 GB é mais do que suficiente se você pretende ficar no XP ou mergulhar no Windows 7.
9. Processador – Existem hoje em dia tantas opções que acabam confundindo o usuário. Dualcore e quadcore (em breve, até octacore) já fazem parte da verborragia dos vendedores, porém, quanto maior a capacidade de processamento, maior o preço, o consumo da bateria e até o aquecimento do equipamento.
10. Memória de vídeo – Enquanto você apenas baixa e-mails, atualiza planilhas e escreve textos, a memória de vídeo é um item secundário. A partir do momento que você vai mexer com imagens, aplicativos 3D ou games de última geração, opte por uma placa de vídeo mais parruda e, quando possível, com memória dedicada.
FONTE: http://tecnologia.br.msn.com
| | Comentar »Porque XML?
Desde a versão XP do Office, pudemos perceber que as opções a respeito do formato XML tem ficado cada vez mais evidentes e sofisticadas.
Todos os aplicativos sofreram adaptações para suportar o formato, seja para importação, exportação e outras aplicações deste. Na versão 2003, isto ficou tão evidente que um dos aplicativos da família Office é totalmente voltado para trabalhar no padrão XML, o InfoPath.
O Excel sofreu suas adaptações. Nos resta saber o que muda para nós no dia-a-dia e que proveito podemos tirar desse formato.
O que é?
XML ou eXtensible Markup Language é um padrão de marcação para criação de documentos de forma estruturada e hierárquica. Ele herda características do HTML (Hyper Text Markup Language) seguindo o padrão de tags para sua construção. A diferença é que o XML se concentra em dados ao contrário do HTML que tem como objetivo a apresentação destes dados.
O arquivo XML pode ser aberto em um editor de texto qualquer. Porém, como o Internet Explorer colore as tags conforme o dados são apresentados, a leitura fica bastante facilitada.
Nota-se que o arquivo segue uma estrutura de tags com abertura e fechamento dentro de uma hierarquia. Neste caso, temos o nível maior ou elemento chamado MUSICAS. Logo abaixo deste, temos elementos do tipo MUSICA. Cada elemento musica possui três atributos, sendo estes NOME, CANTOR e LETRA.
A hierarquia é utilizada pelo Internet Explorer para disponibilizar uma forma de agrupar os registros clicando no sinal de mais no estilo árvore.
Mas Afinal, por que se Deve Usar XML?
A resposta da Microsoft consegue elucidar bem este necessidade:
“Porque as empresas de hoje lidam com muitos dados e eles provêm de várias fontes e vários formatos: bancos de dados, páginas da Web, arquivos de planilha e email, para mencionar alguns. O XML permite trabalhar com mais dados de mais fontes e obter mais desses dados.”
O XML é a linguagem ou padrão mais mencionado na Internet hoje por conta de sua simplicidade e organização. Como é um padrão de mercado, ou seja, não depende de nenhum fabricante, tem sido muito adotado principalmente para que todos os sistemas que de alguma forma precisem transmitir dados, tivessem um formato padrão para fazê-lo, tendo a certeza de que na outra ponta estas informações seriam perfeitamente entendidas, independente de qual aplicativo ou plataforma esteja sendo executada.
Alguns aplicativos e serviços que fazem uso do XML atualmente são:
RSS – Formato padrão para publicação notícias
Web Services – Padrão de publicação de serviços na Internet atualmente
PodCasts – Publicação de arquivos de mídia
AJAX – Tecnologia que permite promover maior interatividade em páginas Web
Além destes e outros serviços, praticamente todo tipo de informação que precise ser importada ou exportada por sistemas, sites e portais, usa o padrão XML para sua construção.
Hoje, falar XML é um requisito para todo sistema que precise promover qualquer tipo de integração. Mesmo sistemas legados estão se adaptando para suportar o formato, possibilitando conversar com outros sistemas desenvolvidos em tecnologias mais novas.
Por conta desta necessidade de integração, a Microsoft incorporou em praticamente todos os aplicativos da família Office funcionalidade que permitem uma interface fácil para o formato XML.
Para entender melhor como o XML se apresenta na maior parte dos sistemas, ele possui a seguinte estrutura e tipos de arquivo:
.XML representa os dados XML com suas tag ou etiquetas, indentificando o nível e significado de cada um.
.XSD representa o esquema XML. O esquema XML permite promover relacionamento entre os dados e promover validações de tipo, por exemplo, definir um dado como data, texto ou número.
.XSL representa o que o CSS é para o HTML. O XSL possibilita aplicar diferentes modos de visualização de um arquivo XML, alterando sua formatação, mas somente para formatação. É conhecido como arquivo de transformação.
Em resumo, o XML permite fazer tudo o que se fazia antes, porém, de forma estruturada, organizada e padronizada. Se seu aplicativo entende XML, seguramente será capaz de fazer qualquer comunicação com outros sistemas.
Para ter uma idéia das capacidades que o Microsoft Excel adquiriu pelo fato de suportar o formato XML, segue uma lista das funcionalidades:
Leitura e gravação de planilhas no formato XML e Planilha XML
Importação e Exportação de arquivos XML
Mapeamento de esquemas XML para construção de arquivos XML
Suporte ao VBA para manipulação de elementos XML na planilha
Suporte a Smart Tags
Suporte a Smart Documents
Consumir Web Services (por meio de add-ins)
Além disso, o XML possibilitou através de seu formato Planilha XML, que outros sistemas pudessem ler e editar facilmente Pastas de Trabalho de Microsoft Excel sem fazer uso direto das APIs de interface do Microsoft Office, manipulando-o como um arquivo XML tradicional. Através de suplementos em aplicativos como o Internet Explorer, é possível ler arquivos sem ter o Microsoft Excel instalado.
Conclusão
Este foi apenas um resumo das possibilidades do Microsoft Excel com suporte a XML. Apesar a aparente complexidade de entender este formato, a proposta é facilitar o trabalho com arquivos XML usando os recursos disponibilizados pela ferramenta.
Os usuários sequer precisam saber que estão trabalhando com XML. Basta que o desenvolvimento das aplicações faça o uso correto dos recursos para usufruir de todas as vantagens deste formato.

