Como Melhorar Seu Marketing Pessoal
Você já teve a oportunidade de fazer seu marketing pessoal algumas vezes. Provavelmente, você teve sucesso que dividir estes momentos entre sucessos e fracassos. Mas, se a divisão teve maior participação dos fracassos, está na hora de você melhorar seu marketing pessoal.
Você já teve a oportunidade de fazer seu marketing pessoal algumas vezes. Provavelmente, você teve sucesso que dividir estes momentos entre sucessos e fracassos. Mas, se a divisão teve maior participação dos fracassos, está na hora de você melhorar seu marketing pessoal.
Então, preste atenção nas dicas que darei a seguir:
Você é o que acredita ser? Tem mais rótulo e embalagem que conteúdo ou vice-versa? Um bom rótulo pode colaborar para adquirirmos algo, mas se o conteúdo for ruim, o produto será descartado imediatamente, ou seja, você pode até ter impressionado em um primeiro momento, mas se não pode contribuir com nada, tenha certeza que é uma questão de tempo para que você seja “descartado”.
Como você se diferencia da maioria? O que você oferece a mais? Quais as vantagens que uma empresa pode ter em contar com você na equipe? Toda empresa quer investir em profissionais que ofereçam retorno a este investimento (de tempo, financeiro etc). Analise o que você poderá proporcionar para a empresa, como em quanto tempo.
Quais são suas forças e suas fraquezas? Quais são seus pontos fortes que contribuem para você se diferenciar de seus concorrentes? Sua formação, experiência, fluência em idiomas, seu networking entre outros. E quais são seus pontos fracos? Em que você precisa melhorar? Tem dificuldades de falar em público, de se relacionar, ou possui pouca experiência? Como você lida com suas dificuldades? Os pontos fracos devem ser eliminados ou reduzidos, ou seja, identifique todos seus pontos fracos e desenvolva um plano de ação para superá-los. Já os pontos fortes devem ser potencializados, ou seja, veja como pode valorizar ainda mais seus pontos fortes e utilize os mesmos em seu favor.
Como você investe em seu tempo? Aprenda a definir prioridades e abrir mão de coisas ou projetos fúteis. Dedique-se a você, sua família e seu futuro. Organize-se! Se você nunca tem tempo para nada, provavelmente esteja desperdiçando tempo demais com algo desnecessário. Desapegue-se, seja flexível e administre seu tempo de forma mais produtiva.
Tenha conteúdo. Obtenha uma boa formação, participe de palestras, treinamentos, leia vários títulos de livros para se manter atualizado.
Cuide de sua saúde, utilize vestuário adequado e atente-se aos pequenos detalhes. Sua imagem pessoal também refletirá o profissional existente. Lembre-se do início deste artigo. É preciso ter rótulo e embalagem, mas também, muito conteúdo. Não adianta ter um excelente conteúdo se a embalagem e rótulo não contribuírem para criar o destaque inicial.
Lembre-se que você é o “produto” mais importante que venderá em toda sua vida. E como todo produto, possui um ciclo de vida de introdução, crescimento, maturidade e declínio. Caso tenha atingido a maturidade, faça como os produtos tradicionais. Inove constantemente para permanecer este estágio, pois, ao ir em direção ao declínio, o retorno será pouco provável.
Wagner Campos
| | Comentar »Entendendo o Marketing De Causa
Que o marketing é assunto polêmico dentro da sustentabilidade, isso é inegável. A maioria das pessoas teima em querer demonizar a ferramenta apenas porque ela estimula o consumo e potencializa o lucro da empresa. Lucro, este, perfeitamente necessário para que a sustentabilidade seja, digamos, sustentável.
Conforme já falei em texto anterior, o marketing atrelado à sustentabilidade não é aquele que está ligado, necessariamente, a um produto sustentável. O marketing sustentável é um processo. É a forma de se comunicar, de se criar o desejo (responsável) no imaginário dos consumidores, de promover os produtos. E hoje vou falar de outra ferramenta que também não é marketing sustentável e gera confusão na cabeça das pessoas: o marketing de causa.
O marketing de causa é uma ferramenta do marketing clássico utilizada para promover determinado produto ou serviço associando-o a uma causa. Ele tem relação direta entre a atividade de consumo e uma doação da empresa. Ou seja, pode ser tanto filantropia, como investimento social estratégico. Vai depender da forma que a companhia trata (na teoria e na prática) a questão.
No Brasil, apesar de poucas ações, há dois exemplos muito bem sucedidos de marketing de causa: o McDia Feliz e a campanha Câncer de Mama no Alvo da Moda. A campanha do Câncer de Mama, inclusive, transpassou barreiras. O que começou com a Hering em 1995, revertendo parte dos lucros das camisas vendidas para o IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer), virou marca própria e hoje está atrelada a causa de diversos produtos.
Por mais simples que possa parecer a lógica do marketing de causa, a operação não é apenas repassar a verba para alguma instituição. É uma parceria que envolve, até, riscos, afinal, imagina uma das partes envolvida em algum escândalo? Além disso, algumas premissas são fundamentais para o sucesso da ação, tais como ética, transparência, comprometimento, visão de sustentabilidade da empresa (essa não deve ser A ação de sustentabilidade, mas uma das), valores similares, autonomia, benefício mútuo (causa, empresa e sociedade) etc.
Pesquisas apontam que a ferramenta é bem eficiente do ponto de vista de vendas e reputação, atingindo tanto as classes mais altas, quanto as mais baixas. Afinal, é uma forma de ajudar sem fazer o menor esforço, não é mesmo? E as empresas sabem disso. Assim, nós, consumidores, devemos ter cuidado redobrado na escolha dos produtos, verificando a causa, procurando saber a idoneidade da empresa e, principalmente, os objetivos dela com a parceria.
Julianna Antunes – sustentabilidade@sustentabilidadecorporativa.com
Site: www.agenciadesustentabilidade.com.br
| | Comentar »Marketing Pessoal, Sucesso Global
Abordar o tema Marketing Pessoal após tantos outros autores já tendo escrito sobre ele não é tarefa simples; exige um algo mais e é exatamente este algo mais a grande chave, ou o ponto central de quando tratamos deste assunto.
É importante, antes de aprofundarmos sobre o tema central, entendermos o momento pelo qual passamos, suas transformações e seu legado, para que possamos compreender a importância e aplicabilidade do Marketing Pessoal.
É fato que grande parte de todo este processo de mudanças e velozes transformações pelo qual todos estamos vivenciando, é decorrente de dois fatores principais: a globalização e o desenvolvimento tecnológico. O mundo como o conhecemos hoje faz parte deste processo ou advém dele. Octávio Ianni afirma que a globalização está presente na realidade e no pensamento, desafiando grande número de pessoas em todo o mundo. O desenvolvimento da tecnologia acelerou o processo de globalização e vice-versa, promovendo um ciclo contínuo e irreversível, capaz de alterar culturas, sociedades e o próprio homem.
A partir destes dois fatores, outros vieram compor o cenário atual: busca permanente pela qualidade de produtos, serviços e de vida; maior presença da mulher no mercado de trabalho e em outros segmentos da sociedade, até então predominantemente masculina; segmentação do consumo, para atender novos mercados cada vez mais competitivos e exigentes; trabalho em equipe, como propulsor da revolução do comportamento interno nas organizações, onde faz-se mais com menos gente; conceito e prática da melhoria contínua – aplicada a processos e pessoas; terceirizações, quarteirizações, downsizing, preocupação com o meio ambiente e a comunidade etc.
Diante deste cenário e muitas outras transformações ocorridas no meio organizacional e social, surgiu o Marketing Pessoal, como forma de revalorização das capacidade e competências do homem.
O cineasta americano Woody Allen, afirma que oitenta por cento do êxito consiste em aparecer. Mas é óbvio que para passarmos do ridículo ao êxito na arte de aparecer, faz-se necessário uma boa dose de planejamento e estratégia, que são os pilares do Marketing Pessoal, ou seja, como destacar-se em meio a tantos e atingir o sucesso global. Para isto destaco algumas delas a seguir, lembrando que em todo processo de desenvolvimento pessoal é importante preservarmos nossas características, evitando a busca de ser aquilo que não somos.
O primeiro passo é construir uma auto-imagem positiva e otimista. As pessoas esquivam-se daqueles que estão sempre mau humorados ou torcendo para tudo dar errado.
Como nos ensina as sucedidas estratégias do marketing tradicional, todo produto necessita de uma boa embalagem. Portanto, cuide da sua comunicação e apresentação pessoal, pois são o seu cartão de visitas.
Demonstre iniciativa, persistência e motivação em tudo que faz. Certamente isto trará a atenção das pessoas, identificando-o como alguém interessante e interessado.
Fique atendo ao feedback. Saber o que as pessoas pensam a seu respeito pode ajudar a mudar pequenos hábitos e costumes, se necessário.
Muitas vezes pela pressão do dia-a-dia, esquecemo-nos das pessoas consideradas “sem importância”, como o porteiro, a faxineira, o guarda, o manobrista, o atendente etc. Porém, imagine o mundo sem o trabalho e a dedicação destas pessoas? Muitas vezes, um simples “bom dia” é o suficiente para tocarmos o coração das pessoas e cativá-las para sempre. Lembre-se: todos são importantes e assim devemos nos sentir!
Outra estratégia interessante para o aprimoramento diário é utilizar a técnica do benchmarking. Normalmente utilizado pelas empresas, podemos adaptá-la, fazendo o benchmarking de pessoas que admiramos, ou seja, aprender com elas como desenvolver as características que as tornam tão especiais.
Seja justo e pontual com seus compromissos. Atenda as pessoas rapidamente, se não for possível pessoalmente, escreva, telefone, mas responda as chamadas depressa!
Saiba atender um pedido, auxilie, preste ajuda. Muitas vezes uma ajuda desinteressada pode transformar-se em uma grande amizade ou a conquista da admiração pelas demais pessoas.
Tenha prazer no que faz e faça com prazer, pois se você não fizer por você, quem o fará?
Tente sinceramente não dizer nada negativo ou de julgamento sobre outra pessoa durante todo um dia. Se você conseguir, tente outro dia. A disciplina verbal pode se tornar um hábito e vale a pena.
Venda corretamente sua imagem: ser competente e parecer competente.
Com todas estas estratégias em mãos, utilize o bom senso para distinguir aquilo que é possível fazer, aquilo que não irá comprometer sua essência. Sem dúvida, o Marketing Pessoal é uma técnica eficaz para o sucesso global, mas se utilizada de forma correta e bem intencionada, valorizando as pessoas no cominho para o sucesso pessoal e profissional.
Para finalizar, vale refletir sobre o que o jornalista Whit Hoss escreveu: “sucesso é acordar de manhã – não importa quem você seja, onde você esteja, se é velho ou se é jovem – e sair da cama porque existem coisas importantes que você adora fazer, nas quais você acredita, e em que você é bom. Algo que é maior que você, que você quase não agüenta esperar para fazer hoje.”
Rogerio Martins, Psicólogo, Consultor para o Desenvolvimento Pessoal e Organizacional e Diretor da Persona Consultoria & Eventos.
| | Comentar »Marketing Pessoal – Construindo Sua Marca
É comum ouvirmos a expressão: “Somos todos vendedores”. E, para triunfar no jogo do universo corporativo é necessário, antes de tudo, vendermos a nós mesmos.
A proposta deste artigo é levar você a compreender que uma marca não nasce, é construída. E que uma marca pessoal é conseqüência de um processo de diferenciação. O marketing pessoal significa projetar uma imagem de marca em relação a você mesmo, tomando a si como se fosse um produto ou serviço.
1. Embalagem – O aspecto externo é o princípio de tudo. Você não poderá causar uma primeira impressão novamente. Por isso, cuide de sua aparência, vista-se adequadamente, com base no ambiente e nas circunstâncias, evitando o uso excessivo de acessórios (anéis, correntes, pulseiras) e cosméticos, aprendendo regras de etiqueta e melhorando seu vocabulário, tanto o falado quanto o escrito. Manter seu carro limpo e sua maleta executiva organizada também compõem essa regra.
2. Conteúdo – Embora o design seja determinante, se o que estiver por dentro não respaldar a expectativa criada, você seguramente deixará de se estabelecer. Por isso, cuide da sua formação acadêmica. Mas lembre-se de que o pedaço de papel emoldurado na parede é menos significativo que os livros que você ler, que as pessoas que conhecer e que os debates dos quais participar. Aprenda a redigir um currículo personalizado, objetivo e atualizado. Seja uma pessoa de atitude, praticando competências como: iniciativa, comprometimento, ousadia, persistência, criatividade, planejamento, persuasão, liderança e autoconfiança. Além disso, seja autêntico e abuse da transparência e da ética. É o melhor caminho para conquistar a confiança e a simpatia das pessoas.
3. Visibilidade – Não adianta fazer o melhor produto do mundo se ninguém tiver conhecimento. É preciso comunicar e repercutir. Para construir uma marca, você precisa aparecer. Por isso, tenha sempre seu cartão de visitas à mão, mesmo que você esteja desempregado. Crie um site pessoal e aprenda a utilizar o e-mail. São instrumentos poderosos e de baixo custo. Participe de eventos para ver e ser visto.
4. Ênfase – Uma marca, para ser lembrada, precisa ser repetida. Se você está no estágio inicial de construção da sua marca, considere até mesmo a possibilidade de atuar com um pseudônimo. E priorize nomes que facilitem a memorização e a identidade visual.
5. Divulgação – Você deve virar notícia – evidentemente não das páginas policiais. Nesse momento, a publicação de artigos e participação em eventos são instrumentos certeiros. Coloque a palavra networking em seu vocabulário e na sua agenda.
6. Diferenciação – Seguindo todos os passos anteriores, você ainda correrá um risco: ser notado apenas como mais um player, mais uma marca dentre tantas disponíveis no mercado. Por isso, você precisa se diferenciar. Desenvolver um estilo próprio, fazer as coisas de forma diferente e, assim, tornar-se único, exclusivo, admirado e presente no coração e na mente das pessoas.
Tom Coelho
| | Comentar »Marketing Pessoal – Invista Em Você
Nós somos um produto de muito valor. E o que quero dizer com isso? Assim como mercadorias e serviços, as nossas competências e as habilidades que possuímos são os nossos melhores talentos.
Portanto, merecem a mesma atenção, o mesmo respeito e as mesmas estratégias e planejamentos que qualquer empresa aplica para se oferecer ao mercado. O seu talento e a sua competência têm que estar disponíveis ao mercado e àquelas empresas que possam lhe dar um retorno compatível ao investimento que você fez em si mesmo ao longo do tempo.
Agora, como ser um “produto de valor” dentro de um cenário tão instável, de tamanho desemprego, e de competição cada vez mais acirrada por oportunidades de trabalho?
A solução é exatamente aquilo que você tem de mais valioso: você mesmo. O seu diferencial, a sua marca, a sua autenticidade! Isto demonstra porque você não é mais um. O seu diferencial está no grau de comprometimento e de iniciativa que você tem com tudo o que faz, nos resultados que você sabe que é capaz de gerar, nas soluções que você sabe que pode agregar ao negócio em que estiver.
Quem se valoriza identifica no marketing pessoal a oportunidade para dar visibilidade à sua capacidade e profissionalismo. E percebe que marketing e ética estão intimamente ligados, que valorizar o que temos de mais original, nossa marca, aquilo que só nós mesmos temos está voltado à realização pessoal e profissional e ao bem-estar que nos cerca.
E cada vez mais a sobrevivência das empresas dependerá de profissionais cientes de suas habilidades e capazes de apostar em suas próprias competências. Além disso, é muito importante também aprender e saber ouvir, o feedback é um ótimo instrumento para medir o nosso desempenho.
Investir no seu marketing pessoal é investir na sua autenticidade, ter uma imagem positiva, entusiasmada. Assim como o produto necessita de uma bela identidade visual, uma boa embalagem, você também tem que ter o mesmo cuidado com você. Atraia a atenção dos outros através da motivação, capacidade e habilidade não só em se comunicar, mas mostrar qual é a sua competência.
Ah, e não se esqueça do seu cartão de visita! Não saia sem ele. O cartão é a garantia de ampliar continuamente sua rede de contatos e relacionamentos!
Seja um ótimo produto! Invista em você! Sucesso!
Leila Navarro
| | Comentar »O Marketing Pessoal E As Relações Amorosas
Muitos executivos para os quais faço o desenvolvimento de metas e resultados a partir do processo de coaching são literalmente falidos em seus relacionamentos. As executivas não estão em melhor situação. Recentemente um empreendedor perguntou-me se possuía algum conhecimento em utilizar o processo de coaching para casais. Mais que isso, já me perguntaram se marketing pessoal pode ser utilizado nas relações amorosas. Minha primeira resposta é não, não pode. Pelo simples motivo que marketing é toda ação que gera uma possibilidade de venda e marketing pessoal é toda ação (subentendida, toda ação de marketing) que gera uma possibilidade de sucesso da pessoa.
Sendo assim, a menos que você pretenda vender algo para sua esposa ou marido e ganhar algum dinheiro com isso, o marketing pessoal não irá ajudá-lo no relacionamento. Entretanto, aprofundando-me um pouco mais na questão, pode-se utilizar algum princípio do coaching e do marketing pessoal para se desenvolver idéias e ações que gerem um novo contexto para o casal, embora não seja um princípio exclusivo dessas áreas.
Para quem não está acostumado com o termo, coaching (pronuncia-se “kôotchin” (sic) e significa treinamento, em inglês) é o processo de desenvolvimento de competências. Competência é a capacidade de agir, de realizar ações em direção a um objetivo, metas e desejos. É um processo de investigação e reflexão. Descoberta pessoal de fraqueza e qualidades. Aumento da consciência de si, da capacidade de responsabilizar-se pela própria vida com estrutura e foco. O processo oferece feedback realista e apoio. Ele é desenvolvido primordialmente a partir de perguntas que possam gerar novas ações e novas soluções.
Entretanto, quando os casais brigam e ambos querem estar certos são gerados, na maioria das vezes, mágoas e ressentimentos, e não doces lembranças. Quando cobram responsabilidades mútuas eles as interpretam não como uma prova de integridade, mas um aborrecimento. Onde está a diferença?
As noções de amor que nos chegam e que são consideradas parâmetros para muitos relacionamentos foram criadas, na sua maioria, por nossa cultura: livros, filmes, poesias, canções, outras pessoas e nossos pais. Assim, perpetuamos algumas idéias do passado sem nunca pararmos para pensar se não há outra forma, algum outro caminho de se amar.
Se seu relacionamento depende do preenchimento dessa emoção, então é um bilhete premiado para o fracasso. Pelo simples motivo de que nenhuma emoção, nenhuma experiência e nenhum sentimento duram indefinidamente. Todos têm um começo, um meio e um fim. É por isso que no ritual de casamento ninguém declara: “estarei com você enquanto o meu sentimento durar”. Quem criou o ritual sabia o que estava fazendo.
Então você deve abrir mão do sentimento? Não! Claro que não! Mas considere a possibilidade que você não sabe como gerá-lo. Sendo assim, a maior parte das pessoas, quando diz “eu sinto amor por você”, na verdade quer dizer “o amor me pegou!”. Ela não fez nada. Aconteceu. Não há poder sobre isso.
Considere a idéia de que um relacionamento é um empreendimento, por menos sexy ou inspirador que isso transpareça à primeira vista. Repetindo, no que diz respeito a um princípio do marketing pessoal e do coaching aplicável ao amor, o princípio é: o propósito. É ele que permite a você, uma vez escolhida com liberdade a pessoa a quem irá amar, criar algo em comum. Quanto mais pobre for o propósito, maior a chance de desilusão. Quanto mais nobre, maior a possibilidade de sucesso. Por exemplo, se os propósitos forem: “para criar os filhos” ou “para constituir uma família” e “ser feliz”, eles são fracos demais. O que você precisa para ter um filho? Olhe em volta e verá que a maioria dos lares em qualquer nível social possui filhos. E é uma família mesmo não sendo um modelo de família.
Suas ações e falas estão gerando alegria? Quando conversa com seu par é este o propósito de sua fala? Ou é cobrá-lo por algo? Por exemplo, suprir essa sua emoção que se foi? Seja brutalmente honesto com a razão de cada uma de suas atitudes e verá que, no fundo, seu objetivo de tempos em tempos é recuperar o sentimento perdido. Mas, para recriá-lo, precisa de um contexto maior. Especificamente: das falas e ações em direção a um propósito e das conquistas a partir dele.
Partindo-se do propósito individual, observe que não é tão difícil amar um esportista de sucesso ou mesmo uma atriz de grande talento. Suas ações e falas têm um propósito muito claro e suas conquistas são plenamente observáveis. Já para os demais, a complexidade aumenta, pois na verdade nos relacionamos a partir de nossas agendas. Se você não se interessa pelo que seu par faz, terá problemas, pois não irá compreender porque ele faz o que faz. Passará a se sentir em segundo plano e muito rapidamente, ao invés de contribuir para que ele seja quem deseja ser, estará sendo a pessoa que o incomoda por reclamar de quem ele é e do que faz.
Por esta razão, a primeira pessoa por quem você deve se interessar, antes de envolver-se em um relacionamento, é você mesmo. Quem você é? Qual o seu propósito? O que você faz hoje e o que pretende fazer no futuro? Se não souber para onde está indo, como irá querer que outra pessoa se envolva com você? Como irá esclarecer suas responsabilidades e como divide seu tempo entre suas ações e qual o tempo que irá dedicar ao seu relacionamento? Principalmente: como irá envolver a pessoa amada em sua vida? Lembre-se de que relacionamento é uma escolha e você deve responsabilizar-se para não ficar reclamando que seu par não o entende. Você é tão claro assim? Se não é, comece a sê-lo. Converse sobre seu futuro, o que você quer que ocorra nele. E, principalmente: ouça a pessoa que está ao seu lado e minha sugestão é que faça isso em primeiro lugar. Qual é o propósito dela?
A partir daí, alinhem os propósitos e criem um terceiro que seja inspirador para ambos. Não precisa abrir mão do seu, deve apenas alinhá-lo a esse novo.
E, se já está em um relacionamento, dedique-se a um bom desenvolvimento pessoal a partir de agora. A aceitação é o princípio que permite o amor (sentimento) tornar a surgir. Sem aceitação é muito provável que seu relacionamento se desenrole como um conjunto de atividades sem sentido e sem emoção, ou, o que é pior: uma busca por ser feliz ou para que alguém o faça feliz, quando na verdade a felicidade é uma responsabilidade de cada um por si mesmo.
Portanto, crie e comunique seu propósito para ter envolvimento de outras pessoas na sua vida. Nas palavras de Joseph Campbell: “penso que o que buscamos não é um sentido para a vida, mas experiências que nos mostrem o enorme enlevo que é estarmos vivos”.
Silvio Celestino – especialista em Marketing Pessoal, formado em administração de empresas com pós-graduação em Marketing pela FGV-SP e Certificado em Customer Experience Management (CEM+TM ) pela ShaunSmith+Co (USA)
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Conheça os mandamentos do chamado marketing pessoal.
Por que ótimos funcionários muitas vezes não conseguem ser promovidos? Porque eles estão fazendo tudo certo, mas esquecem de algo muito importante: o marketing pessoal.
Num escritório de consultoria fazendo uma pesquisa sobre marketing pessoal — qualidades que fazem com que alguns consigam se destacar dos demais. Nós pedimos que cada um dos entrevistados pegue um papel e escreva o nome de duas pessoas que, na opinião de cada um, mais se enquadram em todos esses itens que vamos discutir. Por que duas pessoas? Porque cada pessoa tem o direito de votar em si mesmo.
Ao final da votação, não vamos escolher o melhor ou a melhor. Se a gente simplesmente pegar um que foi o mais votado, nós vamos criar mais problema do qualquer outra coisa para a pessoa. Vamos selecionar três ou quatro pessoas.
Marketing é o conjunto de ferramentas que uma empresa usa para fazer com que seus produtos sejam conhecidos, apreciados e comprados. Marketing pessoal é um profissional fazer exatamente a mesma coisa, só que em benefício da própria carreira.
Nós começamos a aplicar isso às nossas carreiras a partir do momento em que o nível dos candidatos no mercado de trabalho começou a ficar muito igual. É a habilidade que um funcionário tem de aparecer sem ser chato e de conseguir a simpatia da chefia sem ser puxa-saco.
Eu sempre digo que a melhor avaliação que a gente faz é de garçom. “Eu fico atento no movimento do cliente”, diz o garçom Edson da Silva. Se a gente, inadvertidamente, olha para o garçom e não precisa de nada, ele nunca está olhando para a gente. “A gente fica no nosso canto para não atrapalhar o cliente, mas sempre de olho na mesa”, comenta Edson. Quando a gente precisa de alguma coisa, o garçom está olhando para a gente. Se a gente só conseguir fazer o que o garçom faz, nós nunca vamos ser chatos na vida.
Veja, a seguir, os dez mandamentos do marketing pessoal.
1º – Liderança
Algumas pessoas têm uma habilidade muito maior de influenciar as outras. “O Clayton está sempre preocupado se a gente precisa de alguma coisa”, comenta a caixa Laísa dos Santos. “Ele socorre a gente”, diz a caixa Ester Alves. O Clayton é um formador de opinião, e a empresa percebe isso rapidamente.
2º – Confiança
Quando eu pergunto “Quanto foi o jogo?”, eu imediatamente olho para uma pessoa. Eu não falo assim: “quanto foi?”, olhando ao redor. Essa é a pessoa em que nós confiamos.
3º – Visão
É alguém entender o que está fazendo e por que está fazendo, e sugerir pequenas mudanças para melhorar o próprio trabalho ou o trabalho dos colegas. Do que nós estamos falando? Pequenas idéias, uma por dia, de R$ 3. Muita gente fica esperando muito para ter uma grande idéia na vida de R$ 200 milhões e perde a oportunidade de ter a pequena idéia de todo dia.
4º – Espírito de equipe
É oferecer ajuda aos colegas, mesmo sem ser solicitado. De coração aberto, quantas pessoas realmente fazem isso?
5º – Maturidade
É saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. “Ele prefere conversar e não resolver em discussão”, diz o repositor de loja William Matias. “Um ajudando o outro é que a gente vai ser uma equipe melhor”, acredita o repositor de loja Antônio Raimundo Nascimento.
6º – Integridade
É fazer o seu trabalho sem prejudicar ninguém. Não ser excessivamente ambicioso e atropelar quem aparece pela frente. Pesquisa instantânea de opinião: quem nunca foi prejudicado na carreira? Quem tem vontade de prejudicar alguém? Qual das duas perguntas que eu fiz mostra falta de integridade? A segunda? Se eu tiver o desejo, assim, de me vingar, isso mostra a minha falta de integridade? Não. O desejo não mostra. É por isso que nós temos sentimentos, nós temos emoções e, muitas vezes, no trabalho, nós temos que guardar isso para a gente mesmo. Eu, sinceramente, tenho vontade atropelar um monte de gente, mas eu não vou fazer isso.
7º – Visibilidade
Ser o primeiro a levantar a mão quando o chefe precisa de um voluntário para uma tarefa. O que eu me lembro nos últimos 25 anos da minha vida corporativa, todo mundo que levantou a mão quando eu pedi um voluntário, hoje, ou é gerente, ou é diretor, ou é presidente de empresa. Impressionante.
8º – Empatia
É saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer o mérito dos outros. “Foi o Emerson. Isso foi ontem ainda. Ele montou lá na frente da loja uma exposição de brinquedos que foi muito lindo mesmo. Elogiei, elogiei na hora”, disse o fiscal de loja Enedino dos Santos.
9º – Otimismo
Não é um otimismo burro, mas um otimismo com causa. A pressão do trabalho nos leva a imaginar que as coisas são piores do que realmente são.
10º – Paciência
Isso é o que mais acontece com jovens recém-formados no mercado de trabalho. Normalmente, uma pessoa com excelente formação acadêmica entra em uma empresa e, seis horas depois, já está começando a pensar por que ela não foi promovida. De todas as qualidades que nós podemos ter, a paciência é, talvez, a que se a gente não tiver, vai nos prejudicar mais.
Evidentemente, não adianta ter tudo isso se o funcionário não consegue fazer aquilo que ele é pago para fazer, dar bons resultados de curto prazo.
No grupo, foram três escolhidos. O primeiro é o Fabian, o segundo é o Júlio, e o terceiro é o Rodrigo.
“Eu busco, no meu dia-a-dia, estar sempre ajudando as pessoas. Eu tenho o espírito de equipe”, explicou o assistente de vendas Rodrigo Zazzera. “Se eu estou ajudando o companheiro, eu sei que, futuramente, ele vai me ajudar também”, ressaltou o analista de sistemas Fabian Schimdt. “Fiquei surpreso porque eu não vejo um destaque da minha parte”, disse o analista de sistemas Júlio César Arão.
A lição que vocês três estão dando é que basta vocês fazerem o que aprenderam em casa: ter respeito pelo próximo. São lições que têm milhares de anos, mas é isso que constrói uma imagem.
Em uma empresa séria, quem tem marketing pessoal recebe atenção da chefia e apoio dos colegas. Em uma empresa medíocre, a mesma pessoa pode ser vista como uma ameaça. Em num caso assim, não adianta querer mudar a empresa. É mais sábio mudar de empresa.
Texto de Max Gehringer
| | Comentar »Aparência Importa, Sim
Teste exclusivo feito por VOCÊ S/A confirma: quem se veste mal não ganha nem a chance de mostrar sua competência
Sabrina Carbone, executiva de marketing, entre as duas produções escolhidas para o teste: detalhes como cor e tecido fazem toda a diferença na aparência
Dois segundos. O tempo que você leva para dizer bom-dia a um headhunter é exatamente o tempo de que ele precisa para formar a primeira impressão sobre você. Os dados são de uma pesquisa da Universidade Harvard e, no mundo dos negócios, podem ser traduzidos assim: sua aparência é tão importante quanto a sua formação e experiência profissional. Se o visual não agradar, pode dizer adeus àquele cargo que você tanto deseja. Porque ele jamais será seu. Numa entrevista de emprego, não tem currículo, plano de carreira e referência profissional que resistam à má impressão provocada por um terno de segunda, um decote exagerado ou uma maquiagem carregada. Num primeiro olhar, são esses pecados que grudam no subconsciente da pessoa que está lhe avaliando. E é praticamente impossível conseguir arrancá-los de lá.
Foi exatamente isso o que mostrou um teste feito com exclusividade para esta reportagem, para verificar até que ponto o visual interfere na contratação. A pedido da VOCÊ S/A, dois executivos paulistas passaram pela avaliação de quatro recrutadores (dois homens e duas mulheres): Sabrina Carbone, de 35 anos, executiva de marketing com especialização na Universidade da Califórnia-Santa Bárbara, e Emerson Walter dos Santos, de 29 anos, executivo de marketing com MBA Executivo pelo Ibmec. Os headhunters analisaram currículo, aparência, experiência, comunicação e adequação a uma vaga fictícia, criada por nossa equipe.
Nas duas primeiras ocasiões, os dois usavam roupas, sapatos e acessórios inadequados para uma entrevista de emprego. Nas outras, estavam cuidadosamente vestidos e maquiados, seguindo as orientações da consultora de imagem Ilana Berenholc (veja as fotos ao longo da matéria e uma entrevista com Ilana). O resultado deixou todo mundo de queixo caído. Com o mesmo currículo e a mesma experiência profissional, os dois arrancaram elogios de uma das duplas de headhunters e várias críticas da outra. A única diferença de uma entrevista para a outra era exatamente a aparência.
OLHEIRAS Ar de cansado
CAMISA amarela com textura e colarinho mole
GRAVATA de poliéster, dura, com nó pequeno
PRENDEDOR DE GRAVATA nunca deve ser usado
BOTÕES Todos os botões do terno fechados
TECIDO DO TERNO sintético, com padronagem chamativa
PASTA de modelo antigo em cor destoante
CALÇA muito comprida
SAPATO mocassim marrom com solado
CABELOS volumosos
MAQUIAGEM carregada e brilhante (sombra combinando com a cor do terno)
BIJUTERIAS Brincos grandes e de strass, assim como o anel e a pulseira
DECOTE exagerado
TERNO claro, em cor inapropriada para entrevistas
CALÇA justa e curta
BOLSA com grandes argolas prateadas
SANDALIA muito alta, com dedos à mostra
OLHEIRAS Ar de cansado
CAMISA amarela com textura e colarinho mole
GRAVATA de poliéster, dura, com nó pequeno
PRENDEDOR DE GRAVATA nunca deve ser usado
BOTÕES Todos os botões do terno fechados
TECIDO DO TERNO sintético, com padronagem chamativa
PASTA de modelo antigo em cor destoante
CALÇA muito comprida
SAPATO mocassim marrom com solado
CABELOS volumosos
MAQUIAGEM carregada e brilhante (sombra combinando com a cor do terno)
BIJUTERIAS Brincos grandes e de strass, assim como o anel e a pulseira
DECOTE exagerado
TERNO claro, em cor inapropriada para entrevistas
CALÇA justa e curta
BOLSA com grandes argolas prateadas
SANDALIA muito alta, com dedos à mostra
Para começo de conversa, numa das empresas Sabrina não ganhou nem cafezinho quando estava mal produzida. No quesito aparência, ela foi criticada pelo decote profundo, pelo terno justo e de cor clara, pelos acessórios brilhantes e pela maquiagem pesada. Os dois headhunters que a avaliaram nessa versão não ficaram impressionados com seu currículo, nem se deram ao trabalho de conversar com ela em inglês, procedimento rotineiro numa seleção desse porte. Ambos foram taxativos: não encaminhariam a executiva para nenhuma das empresas que atendem. “Parecia que ela ia para uma festa e não para uma entrevista de emprego”, disse um deles. Com Emerson, o desastre se repetiu. Quando foi indagado sobre o visual do profissional, um dos headhunters disparou uma metralhadora contra o executivo. “Ele estava malvestido e com ar de cansado. Dava para perceber que o terno era novo, mas inadequado para a ocasião e para o próprio profissional. Vestia mal e ficava ainda pior com a camisa de tom amarelo-claro e o prendedor de gravata! Sem falar naquela pasta horrível e no sapato com solado de borracha.” Resultado: desclassificado.
Um dia depois, Emerson e Sabrina foram entrevistados por dois outros headhunters. Ela usava terninho preto de uma conceituada grife brasileira, escarpim preto de salto médio, acessórios e maquiagem discretos, cabelo na escova. Ao vê-la entrar, um dos recrutadores disse que ficou convencido de que ela justificaria um salário de 15 000 reais, mesmo antes de entrevistá-la. Outro revelou que, apenas com o currículo em mãos, não tinha ficado muito curioso para conhecê-la. “Mas, quando a vi, pensei: ‘Ela vai ter uma boa justificativa para sua vivência profissional e deve ter boas histórias para contar’.” Emerson não deixou por menos. Vestiu terno cinza-escuro, camisa branca, gravata de seda e sapatos pretos de amarrar. Transmitiu tanta credibilidade que um dos headhunters perguntou se podia ficar com seus contatos para o caso de surgir uma vaga de verdade, em uma das empresas com que trabalha. Tanto ele como Sabrina disseram que, quando estavam clássicos e elegantes, conseguiram o dobro do tempo nas entrevistas e passaram pelo teste da conversa em inglês. “Me senti muito mais valorizada. Quando estava malvestida, a entrevista mais parecia um check-list”, diz Sabrina.
AMISA branca
GRAVATA de seda com listras diagonais e nó Windsor (clássico)
BOTÕES Último botão do terno aberto
TERNO de cor escura, de tecido adequado: lã fria com padronagem discreta
BAINHA na medida certa
SAPATO preto de amarrar
CABELOS com escova
MAQUIAGEM discreta em tons de marrom
CAMISA branca sem expor o colo
TERNO clássico e escuro,com detalhes sutis
ANEL Discreta peça de designer: toque de personalidade sem perder a classe
BOLSA média, preta e discreta
BAINHA na medida certa
ESCARPIM preto com salto médio
Ele usa terno e camisa Crawford, sapato Shoestock e gravata VR
Ela usa terno Lita Mortari, camisa Siberian,sapato Arezzo,bolsa e anel do acervo pessoal de Ilana Berenholc.
OS FEIOS QUE ME DESCULPEM…
O teste é uma mostra do que acontece diariamente nos processos seletivos realizados Brasil afora. VOCÊ S/A ouviu alguns dos principais headhunters do país sobre a questão da aparência. E o que eles revelaram não é muito diferente do que Emerson e Sabrina sentiram na pele. “A primeira impressão conta muitos pontos na seleção”, diz Renata Filippi Lindkuist, headhunter da Mariaca & Associates, consultoria de recrutamento e aconselhamento de carreira, em São Paulo. “O executivo feio, baixo, fora dos padrões básicos de beleza precisa estar impecavelmente vestido para ganhar mais tempo na entrevista e provar sua competência. “Em contrapartida, os bonitos já são recebidos com bônus. “Você não espera alguém lindo na sua sala. Mas espera alguém adequado para uma entrevista”, afirma Carlos Diz, sócio do Instituto de Liderança Executiva, no Rio de Janeiro, e ex-sócio da SpencerStuart, uma das maiores empresas de recrutamento do mundo. “Estar bem vestido nessa hora faz muita diferença, pois você mostra para o entrevistador que está preocupado com a imagem que está passando”, explica.
A preocupação dos headhunters com a aparência dos candidatos é tanta que rendeu um capítulo inteiro do livro Como Conquistar Uma Ótima Posição de Gerente ou Executivo… E Dar Um Salto Importante em Sua Vida Profissional (Editora M. Books), da consultora Sharon Voros, recém-lançado no Brasil. Num dos trechos, a autora descreve o comportamento dos headhunters norte-americanos antes de conhecer um profissional. “Alguns dos momentos mais tensos acontecem no aeroporto, onde os recrutadores costumam marcar reuniões com os candidatos”, escreve Sharon. Quando os passageiros desembarcam, todo headhunter torce para que o seu candidato seja alto, bonito e muito elegante. Exatamente como no Brasil. Alguns dos recrutadores entrevistados para esta reportagem dizem fazer até apostas sobre o candidato que seus clientes vão escolher. “Nem sempre é o melhor”, diz uma ex-headhunter paulista, com 15 anos de experiência em seleção de altos executivos. Ela conta que uma vez apresentou cinco profissionais para um cliente. A seleção estava na etapa final, o que significa que todos eles apresentavam um ótimo padrão de competência e adequação ao cargo. “Um deles tinha o melhor perfil. E nós sabíamos disso. Mas sabíamos também que ele não seria o escolhido, pois tinha uma grande cicatriz no rosto”, lembra. “Entre os cinco, havia um que, além de competente, era muito bonito. Sem dúvida, ele foi o escolhido.”
Outro experiente headhunter conta que, uma vez, ficou muito impressionado com o currículo de uma candidata. Ao entrevistá-la por telefone, sentiu a mesma energia positiva. No dia da entrevista pessoal, porém, veio a grande decepção. “Ela estava preparada para sair à noite e não para uma entrevista”, lembra. “A roupa era justa e tinha um decote muito exagerado. Apesar de excelente, não poderia apresentá-la para meu cliente.” Sim, eles prestam atenção em todos os detalhes. Todos mesmo. Antes de apresentar um ótimo candidato ao cliente, uma consultora paulista preocupou-se em avisar o representante da empresa: o profissional tinha um furo na orelha. Não usava brinco, mas tinha um furinho comprometedor. “O cliente disse que não havia problema e que o candidato era muito bom. Mas que não iria contratá-lo porque não havia a tal química entre eles. Entendi muito bem o que isso significava”, diz ela.
BONITOS E RICOS
Uma boa aparência não garante apenas uma vantagem competitiva numa seleção de emprego. Profissionais considerados bonitos e elegantes também costumam ganhar mais e conquistar as melhores posições. Estudo conduzido pelos economistas americanos Daniel Hamermesh e Jeff Biddle avaliou o impacto da aparência nos ganhos dos executivos. A pesquisa mostrou que quem estava abaixo do padrão de beleza recebia 9% a menos por hora e quem estava acima do padrão ganhava 5% a mais. O economista sênior do Federal Reserval de Saint Louis (uma das unidades do banco central norte-americano) Michael Owyang, aprofundou um pouco mais a questão. Segundo ele, as diferenças entre os salários dos mais bonitos e mais feios são resultados de uma queda na produtividade dos menos favorecidos. A explicação de Owyang é que quanto mais bonita for a pessoa, mais confiante e confortável ela se sente e, portanto, mais produtiva ela é.
Economistas parecem adorar essa questão. Nicola Persico, Andrew Postlewaite e Dan Silverman, das universidades da Pensilvânia e Michigan, nos Estados Unidos, realizaram um estudo sobre a relação entre os salários e a altura dos executivos. A partir de análises com americanos brancos, chegaram à conclusão de que cada 1,8 ponto percentual acrescentado ao salário correspondia a 1 polegada a mais na altura. Uma pesquisa do jornalista norte-americano Malcolm Gladwell, autor de Blink – The Power of Thinking Without Thinking (Ed. Hardcover), com os CEOs das 500 maiores empresas americanas listadas na revista Fortune parece comprovar a teoria. Na totalidade, os CEOs são aproximadamente 3 polegadas (cerca de 7,5 centímetros) mais altos do que a média do homem americano.
PRECONCEITO?
Você pode estar pensando que as histórias acima refletem sobretudo o preconceito que reina no meio corporativo. É verdade. Há, sim, um estereótipo a ser preenchido quando se está à caça de executivos. E isso pode ser uma tacada perigosa no jogo da contratação. “O preconceito existe, sim. É natural do ser humano. Se você acha uma pessoa interessante, há uma predisposição para encontrar pontos positivos nela”, diz o psicólogo Moacir Carlos Silva, do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, especializado em comportamento organizacional. “É muito importante que o headhunter se cerque de outros dados objetivos, para não comprar uma fraude”, afirma.
Os recrutadores concordam e procuram ressaltar que o que está em jogo não é apenas a aparência. Ela conta muito, mas está longe de ser o único fator avaliado. “Beleza abre portas, mas isso não significa que a pessoa vai tê-las sempre abertas”, afirma o consultor Carlos Diz, do Instituto de Liderança Executiva. “Para isso, você precisa provar sua competência, habilidade política e jogo de cintura no dia-a-dia. ” A questão é: fica mais fácil provar que você tem conteúdo quando tem uma aparência nota 10. “Quando nivelamos candidatos em termos de competência e perfil, é claro que há um favorecimento para os mais bonitos”, afirma Sofia Esteves do Amaral, da DM Recursos Humanos, em São Paulo. “Mas estamos falando de candidatos com o mesmo nível de currículo e experiência profissional”, esclarece. Ou seja, nem pense em torrar as economias do MBA no próximo shopping. Você pode deixar todo mundo morrendo de inveja da sua produção, mas é claro que não vai ser contratado só por causa disso. E tem mais. De nada adianta gastar uma bolada se você não souber exatamente o que é que os recrutadores consideram um visual competente. Há uma série de regrinhas para o guarda-roupa corporativo, que incluem desde a cor da camisa até o tecido do terno. O que parece lindo para você às vezes é uma heresia para os headhunters.
O PESO DA IMAGEM
“Por mais competente e elegante que fosse, eu sempre seria uma pessoa com 130 quilos”, diz o consultor de empresas familiares René Werner, de 52 anos, hoje com 75 quilos. No começo do ano passado, René fez uma cirurgia no estômago. Além de cuidar da saúde, ele constatou que um visual mais saudável iria render bons resultados no trabalho. “A aparência comprova a sua competência. O fato de corresponder à imagem esperada de um bom profissional ajuda a consolidar meus contatos com clientes”, afirma. A obesidade é um fator grave de desclassificação de candidatos. Todos os headhunters entrevistados disseram que há uma forte rejeição a obesos. Segundo eles, pessoas gordas passam a idéia de lentas, doentes e preguiçosas. E René sentiu a diferença assim que fez a cirurgia. “Um dos clientes viu uma foto em que eu ainda era gordo e disse que não me contrataria se eu tivesse aquele peso”, conta. René trabalha com empresas familiares e muitas vezes ajuda na seleção de candidatos. Sempre há uma preferência por profissionais que sejam elegantes e educados. “Competência é algo que se treina. Postura e boa educação, não”.
QUE PRIMEIRA IMPRESSÃO!
Publicitário, diretor de atendimento na McCann-Ericsson em São Paulo, MBA da FGV, inglês fluente, experiência internacional, gerenciamento de equipes. Gostou do currículo? E se o dono for um belo executivo de 30 anos, 1,86 m de altura, olhos verdes, sorriso carismático, guarda-roupa impecável e cabelo bem cortado? É claro que a história fica bem mais interessante. E o pernambucano Maximiliano de Lacerda sabe disso. “Rostinho bonito não vale nada se você não é competente. Mas uma boa aparência é, sim, uma vantagem competitiva”, afirma. Em entrevistas de emprego, por exemplo, ele está acostumado a receber um tratamento muito mais receptivo pessoalmente do que por telefone. Cara a cara, o impacto positivo da primeira impressão transmite credibilidade e facilita a conversa. “Ganho mais tempo e liberdade para passear sobre diversos temas. Assim, tenho mais chances de mostrar os meus pontos fortes”, diz. Para garantir a aparência da foto acima, o publicitário faz academia com personal trainer, corta o cabelo todo mês e investe em roupas e sapatos. Segundo ele, um visual de primeira também ajuda a negociar o salário. Afinal, a imagem representa o seu padrão de vida: se ele é alto, a remuneração não costuma ficar atrás. Existe preconceito? Às vezes. Mas ele não perde tempo com quem acha que beleza e inteligência não andam juntas. E até brinca: “Uma boa imagem não é decisiva, mas é fundamental nos negócios. E ajuda nos momentos mais inusitados. Numa reunião tensa, nada como uma tirada engraçada e um bom sorriso. Não tem quem resista”, diz ele, com uma boa gargalhada.
FIQUE BEM NA FOTO
Antes de ir para uma entrevista, preste atenção em alguns pontos:
AS VIRTUDES
Forma física
Apresentação impecável
Relação adequada entre peso e altura
Roupa conservadora, adequada ao ambiente da empresa
Roupa de qualidade
Ternos e sapatos escuros
OS PECADOS
Roupas baratas
Má postura
Uso exagerado de perfume
Unhas com esmalte lascado Brincos com pingentes
Ternos de poliéster
Camisas de manga curta
Roupas brilhantes
Pernas nuas à mostra
Sapatos sem engraxar, desgastados
Sobrancelhas que viram uma só
Fonte: Como Conquistar Uma Ótima Posição de Gerente ou Executivo… E Dar Um Salto Importante em Sua Vida Profissional, de Sharon Voros (Editora M. Books) Daniela Diniz
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| | 1 Comentário »Marketing Pessoal
Quando falamos de um produto, sabemos que existem esforços para que ele seja notado, apreciado e adquirido. São esforços de marketing. Meios que visam potencializar as vendas dos produtos, utilizando a divulgação através da promoção, propaganda, embalagem, etc.
O marketing pessoal é a mesma coisa, porém em benefício de sua própria carreira. É fazer-se notado por suas qualidades, habilidades e competências. Não é ser chamado de “puxa-saco”.
Então, o que devemos fazer para termos um bom marketing pessoal e sermos reconhecidos e valorizados, obtendo assim o sucesso e a realização profissional?
Seguem algumas dicas:
- Você deve ter liderança, desenvolvendo assim habilidades de influenciar pessoas e ser um formador de opinião.
- Deve transmitir confiança aos seus chefes e companheiros de trabalho. Deve ser a pessoa que todos sabem que se algo precisa ser bem feito, tem que ser feito por você.
- Precisa saber o que está fazendo e porque está fazendo. Fuja de fazer apenas algo que mandam fazer, sem saber do que se trata. Diferencie-se, torne-se um especialista em suas atividades e o motivo para a execução delas.
- Saiba trabalhar em equipe e administrar conflitos. Mesmo que você tenha mais habilidades em determinadas atividades, colabore para o desenvolvimento de seus colegas de trabalho. Afinal, uma equipe coesa produz mais, melhor e com mais satisfação.
- Saiba valorizar seu trabalho e apresente bons resultados. Tenha uma boa visibilidade. Sempre que tiver oportunidade, além dos resultados apresente seus projetos e ideias, mesmo que informalmente.
- Seja uma pessoa otimista e bem humorada. Ninguém gosta de rabugentos, aqueles profissionais cuja presença faz murchar até o pequeno cacto ao lado da mesa. Pessoas otimistas e bem humoradas proporcionam um ambiente agradável e irradiam bem estar a todos à sua volta.
- Faça um bom planejamento de onde pretende chegar. Qual a situação que almeja profissionalmente, e tenha paciência. Tudo acontecerá ao seu tempo desde que, obviamente, você direcione seus esforços para realizar-se, conforme o planejado.
Fonte: www.dicasprofissionais.com.br
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