Pequenos Gestos

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano…

Vejamos:

A mais longa caminhada só é possível passo a passo…

O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra…

Os milênios se sucedem, segundo a segundo…

As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes…

A imponência do pinheiro e a beleza ipê começaram ambas na simplicidade das sementes…

Não fosse a gota e não haveria chuvas…

O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo…

As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia…

Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias…

É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à “Ave Maria”, de Bach, e à “Aleluia”, de Hendel…

O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço…

… Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia…

Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de “Eu”.

Não é fácil nem rápido…

Mas vale a pena tentar! Sorria!!!

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Acreditar e Agir

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:

- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

- Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade agir e acreditar.

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PNL, O Que É?

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

Conjunto de modelos e crenças que visa o desenvolvimento pessoal e profissional. É baseada na idéia de que a mente, o corpo e a linguagem interagem para criar a percepção que cada indivíduo tem do mundo, e tal percepção pode ser alterada pela aplicação de uma variedade de técnicas. A fonte que embasa tais técnicas, chamada de “modelagem”, envolve a reprodução cuidadosa dos comportamentos e crenças daqueles que atingiram o “sucesso”.

O foco original da PNL era o estudo dos padrões fundamentais da linguagem e técnicas de terapeutas notórios e bem-sucedidos em hipnoterapia, gestalt e terapia familiar.

Mais tarde, os padrões descobertos foram adaptados visando proporcionar uma capacidade pessoal de se comunicar de forma mais efetiva e também a realização de mudanças.

Apesar de sua popularidade, a PNL continua a causar controvérsia, particularmente para o uso terapêutico, e depois de três décadas de existência, permanece sem comprovação científica.

Afirma que a experiência subjetiva humana da mudança jamais se repete, devido à percepção individual, que é um dos fatores que impede a comprovação.

A PNL também tem sido criticada por não ter conseguido ainda estabelecer um órgão regulador e certificador que seja amplamente reconhecido a ponto de poder impor um padrão e um código de ética profissional.

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O Que é P N L ?

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

A Programação Neurolingüística foi criada nos E.U.A., na década de 70, por Richard Bandler, um matemático e perito em computadores, e por John Grinder, um lingüista especializado em Gramática Transformacional.

Eles estavam interessados em descrever o funcionamento do cérebro de forma a poder explicar como fazem as pessoas consideradas modelos de excelência em determinada área ou habilidade.

E eles conseguiram mostrar que para tudo o que fazemos possuímos um programa, numa analogia entre o cérebro humano e um computador, e que as pessoas consideradas excelentes possuem melhores programas, que podem ser descritos, ensinados e aprendidos por qualquer pessoa.

Desta forma, SE ALGO É POSSÍVEL A ALGUÉM, ENTÃO É POSSÍVEL A TODO O MUNDO, uma vez que todos nós possuímos o mesmo tipo de equipamento (hardware). Todavia, algumas pessoas não sabem explorar todo o potencial deste equipamento ou então possuem programas (softwares) defeituosos e ineficientes.

Bandler e Grinder observaram pessoas excelentes em diversas áreas e em seguida descreveram os programas utilizados por elas, denominados estratégias. Em seguida estas estratégias foram ensinadas a outras pessoas, as quais também foram capazes de apresentar resultados excelentes.

Mas para chegar às estratégias, eles descreveram o funcionamento do cérebro quanto aos seus níveis subjetivos .

Eles observaram que toda a informação que nos chega é recebida NEUROlogicamente, ou seja, através dos sentidos da visão, audição, paladar, olfato, tato e sensação. Além disso, nossa neurologia inclui também nossas reações fisiológicas diante de idéias e acontecimentos. Corpo e mente formam uma unidade inseparável.

Em seguida, toda a informação recebida é codificada lingüisticamente, sendo traduzida, categorizada, em sons, palavras, imagens, sensações/sentimentos, sabores, odores.

A linguagem, portanto, é a forma que usamos para representar e organizar nossa experiência, nossa visão do mundo. A linguagem poderia ser comparada a um imenso arquivo onde cada palavra, cada som, sensação, sentimento, representa uma categoria, uma pasta do arquivo.

Surge então a noção de MODELO DE MUNDO, que nos diz que as possibilidades de um indivíduo são decorrentes de seu modelo de mundo: de como ele vê o mundo, como representa suas escolhas e alternativas nele.

Indivíduos com um modelo de mundo empobrecido terão escolhas limitadas, não contarão com alternativas de ação – por não serem capazes de vê-las. E o modelo de mundo de uma pessoa é expresso através de sua linguagem, entendida aqui não só em relação ao que ele diz às pessoas e a si mesmo mas também à forma como ele representa cada situação, emoção, etc.

Tome como exemplo um pneu furado. Alguns indivíduos arquivarão esta experiência na pasta dos aborrecimentos, outros na pasta das fatalidades (aquelas onde se fica sem saída), outros arquivarão na pasta dos pequenos contratempos. Em função do tipo de categorização feito, cada indivíduo reagirá de uma maneira à situação, sendo que alguns terão maiores possibilidades de resolvê-la enquanto que outros vão se sentir impotentes. A este processo de representação, a este arquivo, denominamos LINGUAGEM.

Um PROGRAMA é uma combinação de diversos elementos subjetivos, dentre os quais imagens, sensações, palavras, crenças, etc. E os programas permitem que façamos coisas automaticamente.

Pense numa habilidade qualquer, como dirigir carros, por exemplo. Para ser programado nesta habilidade, você um dia precisou passar por um certo treinamento, durante o qual você aprendeu comportamentos passo-a-passo: primeiro pisar na embreagem, depois engatar a marcha, e assim por diante. Depois de um certo tempo, você passou a apresentar o comportamento de dirigir automóveis automaticamente, sem precisar “pensar” antes de cada ato.

Bandler e Grinder descreveram várias estratégias, o passo-a-passo de várias habilidades, como por exemplo estratégias de criatividade, de solução de conflitos, de estabelecimento de objetivos, de comunicação, etc. Todas estas estratégias constituem um vasto conjunto de técnicas e recursos que a PNL tornou disponível a qualquer pessoa que queira aprendê-los.

Muito mais do que a receita de como fazer, eles foram capazes de descrever as quantidades certas de cada ingrediente, num trabalho minucioso e preciso.

Atualmente a PNL vem sendo aplicada com sucesso em várias áreas: na saúde (cura de alergias, câncer, AIDS), na educação, nos esportes, em empresas, e muito mais.

A PNL constitui-se numa nova abordagem de crescimento pessoal, com muitas técnicas e ferramentas capazes de produzir resultados positivos no menor tempo possível.

Ela nos mostra, dentre outras coisas, que pessoas bem-sucedidas não são aquelas que não têm problemas, mas sim aquelas que possuem muitas ferramentas e recursos para resolver seus problemas.

A PNL nos possibilita isto, à medida em que nos ensina a pensar criativamente nas situações, analisando-as sob vários ângulos e buscando vários caminhos que nos levem aos resultados que desejamos obter.

Nelly Beatriz M.P. Penteado – Psicóloga e Master Practitioner em PNL

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O Termo “PNL”

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

O termo “PNL” e a utilização ética de suas técnicas e pressupostos

O termo “Programação” vem da computação e diz respeito à instalação de um plano ou estratégia, de um programa em nosso sistema neurológico. Isto significa que nós condicionamos nosso cérebro, nós o programamos para obter um resultado específico.

Por exemplo, para aprender a dirigir um automóvel, inicialmente praticamos por partes e depois, com o tempo e com a prática, a habilidade toda se torna automática.

Portanto, um programa fornece um caminho ao nosso sistema neurológico, indicando-lhe a direção a seguir, e este caminho é fortalecido pela prática e enfraquecido pela ausência desta. Vale ressaltar que nós possuímos programas para tudo, inclusive para nos sentirmos felizes ou tristes.

Um exemplo extremo de um programa é a fobia (medos intensos, incontroláveis, geralmente desproporcionais aos elementos que os causam, como o medo de baratas, ratos, medo de altura). Uma fobia também acontece através de um condicionamento, em que uma emoção intensa é associada a um objeto, animal ou situação, o qual, a partir de então, terá o poder de causar aquela emoção.

O termo “Neuro” refere-se ao sistema nervoso, através do qual recebemos e processamos informações que nos chegam pelos cinco sentidos: visual, auditivo, táctil-proprioceptivo, olfativo e gustativo.

O termo “Lingüística” diz respeito à linguagem verbal e não verbal, através das quais as informações recebidas são codificadas, organizadas e recebem significado. Inclui imagens, sons/palavras, sensações/sentimentos, sabores e odores. Simplificando muito, poderíamos dizer que é o que nos permite “traduzir” as informações recebidas.

O termo “Lingüística” está relacionado também ao modelo de linguagem que um indivíduo possui, e que lhe permite interagir com o mundo exterior. Este modelo amplia ou reduz a compreensão do indivíduo com relação à realidade externa. Quando muito empobrecido, dificultará o contato com o mundo e o indivíduo representará a si mesmo como tendo poucas opções para enfrentar as mais diversas situações. Isto porque nós não reagimos à realidade, mas sim à representação que fazemos dela. Para compreender, ampliar ou modificar o modelo de alguém, a PNL conta com o Meta Modelo de Linguagem.

Exemplificando o termo todo, tomemos novamente a habilidade de dirigir automóveis. Um programa nos permite fazê-lo automaticamente. Neuro: nós vemos (placas de trânsito, cruzamentos, outros carros), ouvimos (sons do motor, buzinas), sentimos (uma trepidação no volante, o contato do pé com a embreagem, etc.). Lingüística: os sons, as imagens e as sensações/sentimentos são traduzidos para que tenham significado para nós. Desta forma, um som estridente é automaticamente reconhecido como o som de uma buzina e nos lembramos de que buzinas são usadas para alertar alguém. Estas associações ocorrem rapidamente e em geral não as percebemos da forma seqüencial como a que estamos utilizando neste exemplo.

Atualmente podemos observar um crescimento na utilização da PNL e uma certa popularização de suas técnicas e pressupostos. A mídia e profissionais inescrupulosos vêm se encarregando de associá-la à literatura de auto-ajuda e àquela que prega o poder do pensamento positivo. Repetimos: PNL não é auto-ajuda e não se relaciona ao “pensamento positivo”.

Alertamos o leitor para que desconfie da velha fórmula, sempre reciclada, segundo a qual o poder do pensamento positivo é capaz de criar sozinho qualquer resultado que se deseje. A PNL nos mostra que é preciso muito mais do que isto – são necessárias estratégias, que são processos internos de pensamento, e também um planejamento, que inclua onde você está, aonde quer chegar e quais os recursos que vai utilizar para obter aquilo que deseja.

Vemos, portanto, que não existe substituto para o trabalho real, objetivo, e que se os resultados da PNL são espantosos, todavia não são mágicos, posto que seguem um caminho, uma seqüência, que podem ser descritos, aprendidos e repetidos por outras pessoas.

Quando afirmamos que a PNL estuda a estrutura da experiência subjetiva humana (que inclui nossos processos internos de pensamento, sentimento, sensação, etc.) isto quer dizer que é possível abordá-la de forma objetiva, pois apesar de ser subjetiva ela possui estrutura (uma seqüência que pode ser descrita, observada, modificada). Talvez por isso um dos principais livros da PNL se chame A Estrutura da Magia, numa referência ao fato de que os resultados aparentemente mágicos da PNL possuem uma estrutura, que é lógica, demonstrável – você não precisa acreditar na PNL para que ela funcione com você e com as outras pessoas.

É exatamente por ser prática, demonstrável, lógica, que a PNL produz bons resultados – e geralmente em tempos menores que os usados por outras abordagens.

Àquelas pessoas que acusam a PNL de ser simplista, de resolver problemas graves com “fórmulas” prontas, lembramos que quando um cientista descobre uma fórmula de uma substância ou processo que poderá ajudar a humanidade, ele a anota num papel (ou num computador), possivelmente como uma fórmula matemática. Todavia, posteriormente alguém precisará produzir concretamente aqueles passos anotados na fórmula – da mesma forma que quando você vai ao restaurante você não come o cardápio e sim os alimentos que posteriormente lhe são servidos.

Assim é a PNL: um conjunto de notações que descrevem processos, estratégias. Infelizmente algumas pessoas ainda não perceberam este fato e acabam comendo o cardápio (ou engolindo o papel que contém as fórmulas…)

Nelly Beatriz M.P. Penteado – Psicóloga e Master Practitioner em PNL

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Rapport

Imaginemos a seguinte cena: um casal conversando à mesa de um restaurante, parecendo absolutamente absortos no diálogo, como se houvessem se desligado de tudo. Eles adotam inclusive a mesma postura corporal (a mesma fisiologia): ambos estão inclinados à frente, braços apoiados sobre a mesa, apresentam a mesma expressão fisionômica. Se fosse possível ouvi-los, provavelmente estariam usando até o mesmo tom de voz, o mesmo ritmo, etc. Há tanta sincronia entre eles que se um muda (sua postura, sua voz), o outro também muda, como que por reflexo. É como se eles estivessem sendo o espelho um do outro.

Todos nós passamos por experiências semelhantes a esta, em que nos sentimos em perfeita harmonia com o outro a ponto de nos esquecermos, naquele momento, de onde estamos, do horário, de tudo.

A este tipo de experiência dá-se o nome de rapport, palavra de origem francesa que significa concordância, afinidade, analogia.

A habilidade de entrar em rapport pode ser aprendida e aperfeiçoada, havendo inúmeras técnicas para isto. Estas técnicas já existiam muito antes do surgimento da PNL, pois são muito utilizadas também por várias abordagens terapêuticas (Psicanálise, Abordagem Centrada na Pessoa, entre outras).

O grande mérito da PNL foi o de ter ido além das descrições existentes sobre estas técnicas, feitas pelas pessoas que eram peritas em rapport.

A PNL observou estas pessoas atuando, verificando se a descrição feita por elas correspondia à sua prática. Em seguida detalhou as etapas do processo, tornando assim possível a qualquer pessoa chegar aos mesmos resultados (Este processo de observar e descrever uma habilidade passo a passo é chamado de Modelagem).

Um rapport consiste inicialmente num espelhamento, em refletir o outro em seus vários aspectos, como postura, gestos, voz, etc. Não é uma imitação. Temos restrições culturais muito fortes quanto a imitar alguém. As imitações em geral são interpretadas como deboche, pois costumam exagerar um traço do comportamento, promovendo uma espécie de caricatura.

Já o espelhamento é o reflexo sutil daquelas comunicações inconscientes verbais e não verbais. (O leitor talvez se lembre de como nossos gestos, expressões, voz, etc., comunicam mensagens, às vezes muito mais do que as palavras, e até mesmo mensagens que desejaríamos ocultar.)

Outros exemplos de espelhamento e rapport incluem vestir-se adequadamente para uma ocasião, lugar, ou ainda para estar com determinado grupo de pessoas, e também comportar-se de acordo com o lugar em que se está: ser formal num tribunal, ser informal numa praia. Muito mais do que regras de boas-maneiras, estes exemplos nos sugerem que se quisermos estar integrados ao lugar e às pessoas, é necessário que nos igualemos a eles, que os espelhemos.

Geralmente nos sentimos mais à vontade quando a pessoa que nos fala é igual a nós. O espelhamento possibilita esta experiência na medida em que uma pessoa se esforça para equiparar seu comportamento ao da pessoa com quem fala. Esta, provavelmente, terá a sensação de ser aceita, considerada, compreendida. É desta forma que se conquistam a confiança, o respeito e a simpatia de alguém.

Conta-se que uma pessoa estava sentada num banco de uma rodoviária, onde deveria aguardar por um longo tempo. Resolveu então verificar o que aconteceria se espelhasse uma outra pessoa à distancia.

Sentou-se exatamente como um senhor que estava mais adiante e assumiu uma postura parecida com a dele. Quando ele mudava de posição, discretamente esta pessoa também mudava.

Após um certo tempo, o senhor se aproximou da pessoa que o espelhava dizendo ter a impressão de conhecê-la. Pediu-lhe licença para sentar-se ao seu lado e conversar um pouco.

Minutos depois, ele disse que não esperava sentir-se tão à vontade na presença de um estranho e que poucas vezes em sua vida tinha tido a experiência de encontrar alguém que o compreendesse tão bem.

Uma vez que dão à outra pessoa a impressão de ser compreendida e valorizada, as técnicas de rapport inúmeras vezes são usadas inescrupulosamente e de forma mecânica, por pessoas cujo único interesse é convencer alguém para obter alguma vantagem ou lucro com isto.

Assim procedem alguns políticos em época de campanha, quando imitam comportamentos e costumes dos eleitores na tentativa de convencê-los de que são como eles. É desta forma também que agem líderes carismáticos, pessoas com grande facilidade de convencer pessoas – mesmo que seja para comprar um falso bilhete de loteria premiado ou um terreno na Lua.

Entre os aspectos do comportamento de uma pessoa que podemos espelhar, estão a postura corporal, os gestos, o ritmo respiratório, expressões faciais, padrões de entonação, cadência e ritmo da voz e palavras mais usadas.

Além destes aspectos, podemos espelhar as palavras processuais (visuais, auditivas e cinestésicas, conforme descrevemos num artigo anterior) e o estado-de-espiríto (feliz, triste, preocupado).

Considerando que são muitos os aspectos possíveis de serem espelhados, sugerimos ao leitor interessado em melhorar suas habilidades de comunicação que pratique espelhando um aspecto de cada vez e, à medida que adquire prática, acrescente outros, de forma que o espelhamento seja uma habilidade automática e quase inconsciente (dizemos quase porque sempre poderemos acioná-la conscientemente quando precisarmos dela).

Em qualquer ocasião em que estiver com pessoas que interajam entre si, será útil notar quantos espelhamentos estão acontecendo e também o que acontece com a qualidade da interação quando não há espelhamento.

Alertamos para que o espelhamento aqui sugerido seja feito sempre de forma natural, discreta, elegante. Não é preciso falar errado e adquirir um tique para estabelecer rapport com uma pessoa que possua estas características. Ela poderia interpretar isto como uma ofensa ou gozação. Neste caso, pode-se espelhar outros asp

ctos menos óbvios, tais como o ritmo respiratório, o ritmo da voz, o estado-de-espírito.

Se na primeira parte do rapport estivemos acompanhando uma pessoa através do espelhamento, na segunda parte poderemos conduzi-la: a concordar conosco, a aceitar um novo ponto de vista sobre determinado assunto, a mudar seu estado interno (por exemplo, de alguém desinteressado para alguém que agora está interessado; de preocupado para tranqüilo, etc.).

De nada adianta tentar conduzir alguém sem antes acompanhá-lo. Um exemplo disto é quando uma pessoa está triste e chega alguém com o firme propósito de animá-la, falando alto e irradiando alegria. O resultado será péssimo e, na melhor das hipóteses, a pessoa que estava triste sentir-se-á agredida com tanta animação, e dirá a si mesma: “Ninguém me entende…”

Mais adequado seria estabelecer rapport com esta pessoa espelhando talvez até o seu estado interno, além de outras características dela. Ou seja, espelhar sua postura, seu tom de voz, sua expressão, etc. Desta forma, é como se lhe demonstrássemos que reconhecemos e respeitamos o que ela sente. (Só isto às vezes já é suficiente para que esta pessoa se sinta melhor). Depois de estabelecido o rapport, poderemos então começar a conduzi-la, suavemente, para outro estado interno, para assuntos mais alegres.

Nelly Beatriz M.P. Penteado – Psicóloga e Master Practitioner em PNL

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A Palavra “MAS”

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

Analisemos a frase: “Considero você um funcionário muito competente, honesto, dedicado, MAS gostaria que você não chegasse atrasado”. Qual frase o funcionário vai memorizar? Certamente, a que é iniciada por “MAS”. Além disso, ficará com a impressão de que chegar atrasado chama mais a atenção de seu chefe do que o fato de ser competente, honesto e dedicado.

A palavra “MAS” coloca uma frase em oposição a outra. É como se a frase iniciada por “MAS” apagasse tudo o que havia sido dito antes.

Como você se sentiria se alguém lhe dissesse: “Gosto muito de você, MAS gosto muito de fulano também” ? Provavelmente, você sentiria que esta pessoa gosta muito mais do fulano do que de você.

Numa discussão, a palavra “MAS” causa ainda mais resistência e tensão. Só de ouvi-la, as pessoas se tornam mais inflexíveis e se colocam na defensiva. Isto acontece porque estamos condicionados ao seu efeito. Ao ouvir um “MAS”, soa um sinal de alarme que nos faz defender com mais vigor ainda nossas idéias e posições.

Simplificando muito, diríamos que a cada vez que ouvimos um “MAS” em resposta ao que dissemos, num diálogo ou discussão, concluímos que a pessoa que nos fala está contra nós.

O que se pode fazer para evitar os efeitos negativos do “MAS”? Primeiro, não usá-lo da forma como demonstramos nos exemplos acima. Segundo, substituí-lo pela palavra “E”, quando isto for apropriado.

Como na frase “Gosto muito de você E gosto muito de fulano também”. Ou a frase “Considero você um funcionário muito competente, honesto, dedicado E gostaria que você chegasse no horário”. (Lembra-se de que é melhor não usar a palavra “NÃO”, conforme dissemos num artigo anterior? Ao invés de dizer “Não chegue atrasado”, melhor dizer “Chegue no horário”. )

A palavra “MAS” pode ser usada de forma positiva para ressaltar um conteúdo desejado: “Meu filho, eu sei que você está triste por ter ido mal na prova, MAS nós sabemos que você é muito inteligente e que estudou bastante”. Neste caso, a criança compreenderá que suas habilidades e possibilidades são maiores que o resultado de uma única avaliação. Agora, imagine o que a criança sentiria se a frase fosse invertida desta maneira: “Eu sei que você é muito inteligente e estudou bastante, MAS você foi mal na prova”…

As frases que construímos com “MAS” podem ainda revelar visões distorcidas que temos do mundo e de nós mesmos. Podem indicar relações que na verdade não existem. Por exemplo: “Não gosto de ser ríspido, MAS meu trabalho assim exige”. Poderíamos perguntar a esta pessoa: “Quer dizer então que se seu trabalho não exigisse, você não seria ríspido?” “Como seria então?” “O que poderia acontecer se você não fosse ríspido em seu trabalho?” Estas e outras perguntas auxiliam a pessoa a buscar informações que ela havia suprimido e a desfazer relações de causa e efeito que não existiam de fato.

Também objeções são expressas através do “MAS”: “Este carro é lindo, MAS custa muito caro”. Uma forma de lidar com objeções é fazer de conta, por um momento, que elas não existem: “Então se não fosse caro, este seria o tipo de carro que o deixaria feliz? Este tipo de pergunta faz com que o indivíduo avalie melhor seus critérios e prioridades. Seria como se lhe perguntássemos: “O que é mais importante para você, o dinheiro que vai gastar ou o prazer de possuir este carro?”

Nelly Beatriz M.P. Penteado

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Palavras Negativas

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

Perguntaram: É melhor dizer “agradecido” do que “obrigado”?

Antes de comentar, aproveito para ressaltar que a Neurolinguística não é uma onda políticamente correta nas palavras. É verdade que consideramos que certos modos de falar expressam atitudes internas e as reforçam, de modo que nos auxiliam ou prejudicam em nossas atividades diárias. No entanto, a PNL não defende “poderes místicos” das palavras ou das letras, algo mágico em si… Pressupõe apenas que, quando falamos, desencadeamos “marés sinápticas” em nossos cérebros, abrindo caminhos em termos de padrões mentais e comportamentos, mudando nosso metabolismo e disposição.

De início parece bem mais lógico dizer “agradecido” do que “obrigado”. A palavra “agradecido” conota mais a sensação positiva de gratidão e graça – por um presente incondicional, o elogio. A palavra “obrigado” conota mais uma sensação de obrigação, um presente condicional, que deve ser pago, retornado ao emitente. Só que “agradecido” me parece um pouco pernóstico. Prefiro “grato”.

Alguns podem dizer que quase não há diferença emocional entre as duas palavras. Que as duas formas de dizer são ditas hoje em dia quase mecânicamente, sem emoção. Então me pergunto: se é para não sentir nada, porquê dizer então?

Se respeitarmos toda palavra que sai de nossas bocas, conferimos a elas imenso poder. Seja para nós mesmos – profecias auto-realizáveis – seja para outras pessoas – a nossa reputação. De preferência evite dizer qualquer coisa de forma mecânica, um agradecimento ou uma saudação. Busque colocar veracidade em tudo o que diz e as outras pessoas, e você mesmo também, sentirão a diferença.

Há outras frases que são ditas hoje em dia como lugares-comuns, quase clichês, e que provavelmente perceberemos, ao dizê-las, conotações emocionais mais fortes. Vale a pena observarmos algumas. Por exemplo:

“Eu vou me lembrar” ao invés de “não me esquecerei”;

“Estou começando” ou “Estou aprendendo” ao invés de “estou tentando” ou “vou tentar”;

“Quero fazer isso” ao invés de “Preciso fazer isso”;

“Tenho uma questão para resolver” ao invés de “Tenho um problema para resolver…”;

“Tenho a intenção de” ao invés de “Eu gostaria de”.

Poderíamos discutir por horas qual a diferença que sentimos quando mudamos estas estruturas gramaticais. É o campo da psicolinguística, disciplina teórica da qual a PNL se aproveita para estruturar suas técnicas pragmáticas. Muitos chamam este campo de “neurosemântica”.

Por exemplo, mudar o “preciso” pelo “quero” ou “tenho a intenção de” visa nos devolver a percepção de que controlamos nossas vidas, somos agente causador, não vítimas, títeres das circunstâncias. Mesmo que algo nos pressione a fazer algo, sempre temos a decisão final: de aceitar ou recusar a situação. Por isso, se a aceitamos, em última análise o nosso querer que está em jogo, não o precisar, certo?

Há uma história corrente sobre Gandhi, o grande estadista indu. Dizem que ele, um dia, foi visitada por uma mãe, trazendo seu jovem filho adolescente pelo braço. A mãe humildemente pediu a Gandhi que falasse com o menino, e o fizesse parar de comer tanto doce, tanto açucar, pois poderia lhe fazer mal. O garoto respeitava muito Gandhi – todos o respeitavam – e com certeza obedeceria melhor a ele do que a própria mãe. Lembrando que, na época, a cárie dentária era algo muito severo na Índia, sem serviços médicos e odontológicos adequados. Muitas pessoas poderiam morrer a partir de uma pequena infecção. E havia preceitos religiosos contra o excesso de comidas doces.

Gandhi a escutou. E pediu que voltasse na semana que vem. A mãe assentiu, e voltou depois. Então Gandhi dirigiu-se ao garoto e falou: “Meu filho, pare de comer açúcar”. O garoto concordou e saiu. A mãe agradeceu muito a Gandhi, mas, intrigada, perguntou: “Mestre Gandhi, porquê o senhor não disse isso na semana passada, quando estive aqui com o meu filho?”. E Gandhi respondeu: “Porque, minha senhora, até a semana passada eu também comia açucar”.

Esta historieta nos fala da importância de sermos congruentes entre o que falamos e o que fazemos. Se levarmos isto com rigor, fica mais fácil sermos respeitados pelos outros e por nós mesmos – inclusive por nossos inconscientes.

Um exagero que vejo muito por aí é falar que não devemos nunca usar o não, pois o “não” não representa uma imagem específica do que se quer. Apesar de ser verdade, torna-se impossível banir o “não”, o “nunca” etc da lingua, sob pena de começarmos a falar bem esquisito…

Em livros importados de PNL, traduzidos por aqui, é falado que devemos evitar dizer o “não”. E construçães gramaticais com base no “não” são um pouco mais comuns aqui do que lá (mesmo que pese o “isn’t” inglês). Já ouvi pessoas fazendo ingentes esforços para evitar dizer um “não” sequer, o que fica muito engraçado. O não parece que vira palavrão…

Os povos de origem saxônica possuem uma estrutura gramatical radicalmente diferente da nossa – e a estrutura dos pensamentos, a lógica usada também é diferente. Isso torna a psicolinguística dos povos de lingua latina um pouco diferente da mesma dos povos de lingua anglo-saxônica. As linguas germânicas e saxônicas foram desenvolvidos por povos bárbaros – inteligentes mas bárbaros. Foi um dialeto criado principalmente com base em pedaços de outras linguas, uma lingua montada para facilitar a comunicação durante as batalhas (a invasão do Império Romano). É uma lingua franca (nome dado principalmente pela presença dos Francos).

Como uma lingua meio que “artificial”, tem características predominantes do hemisfério esquerdo do cérebro – construções gramaticais lineares, secas, não-emocionais, principalmente baseadas em substantivos e verbos simples, de ação. Uma ótima língua para lutar. Os alemães a adaptaram bem para exprimir conceitos abstratos mas continua sendo uma lingua seca, pouco afeita às emoções.

Os povos da península ibérica, ao contrário, desenvolveram a sua lingua a partir do latim e do grego, linguas que cresceram naturalmente por séculos. São linguas mais emocionais, de intensidade, com muitos advérbios e sutis gradações evidenciadas pelo uso em maior escala de adjetivos. É uma lingua onde predomina o hemisfério direito do cérebro.

Todo este intróito foi para falar do “não”… Nas linguas anglo-saxônicas, o “não” é sempre uma negativa formal. Tanto é assim que, nas construções gramaticais inglesas, dois “nãos” equivalem a um “sim”. Isso É lógico, já que duas negativas invertem duas vezes o sentido, dando o sentido original. Mas na maioria das linguas latinas não é assim. São línguas de intensidade, e assim, dois “nãos” equivalem a um “não” ainda mais forte. Um bom exemplo está na frase: “isso não é assim, não! “. Está na cara que este “não” final é de intensidade, reforçando o primeiro não. Os americanos, ao estudarem o português, se embatucam muito com isso…

Outra curiosidade: É prováel que algumas palavras frequentemente usadas tenham, sim, uma influência psicossomática, pelo menos em termos estatísticos. Já vi uma pesquisa por aí dizendo que na Espanha há um termo comum que, traduzido, significaria que “fulano é um chute nos fundilhos”. E estão estudando uma correlação entre o uso deste termo É o índice de câncer no reto… não sei se vão encontrar uma significância estatística para tal. De qualquer modo, lembrei-me que aqui no Brasil falamos muito “fulano é um pé no saco”. E parei para pensar se não podíamos aqui pesquisar a correlação deste tipo de frase com as chances de desenvolver tumor de próstata…

Palavras nada mais são do que um tipo de pensamentos – expressos, o que os torna mais intensos, “cristalizados” por assim dizer. Palavras habituais são especialmente poderosas. Convém lembrar que o importante é o sentimento expresso nas palavras. Estes são o principal fator. Não precisamos temer quaisquer palavrinhas desairosas que usamos conosco ou com os outros. Não são tão perigosas. Mesmo assim, evito dizer “estou morto de cansaço….”.

Em suma, para não prolongar muito o assunto, verifique se a sua linguagem reflete uma atitude positiva com referência às ações que se pretendem realizadas. Caso existam “cacoetes” verbais que representem uma expectativa de não realização ou um sentimento muito destrutivo, vale a pena se modificar as construções gramaticais habituais.

Lembrando sempre das palavras de Indira Gandhi, filha do grande Gandhi:

Valorize seus pensamentos; eles são as raízes de suas palavras.

Valorize suas palavras; elas são as raízes de suas atitudes.

Valorize suas atitudes; elas são as raízes de suas ações.

Valorize suas ações; elas são as raízes de seu futuro.

Antonio Azevedo

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Medo

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

Todas as vezes que um atleta me pergunta como lidar com o medo, faço-lhe algumas perguntas: – “Como você sabe que está com medo? Como você sabe que aquilo que sente é medo?” Na verdade, não tenho certeza se aquilo que sente é medo. E se não fosse medo, o que seria? Talvez alguém responda que sabe que está com medo pelas sensações instaladas no próprio corpo. Então ainda repetirei a pergunta: –”Como você sabe que isto é medo?”

Quero contar a vocês uma estória a respeito da época em que eu competia. Lembro-me da primeira vez que entrei em uma competição: minha modalidade era Tênis. Já praticava há mais de um ano e estava muito interessado em competir. Havia treinado muito. Além do treinamento técnico, corria, fazia musculação, pulava corda, nadava, estudava tudo que aparecia pela frente em relação ao assunto, assistia e analisava todos os jogos pela televisão: era o que se podia chamar de fanático.

Naquele primeiro jogo de torneio eu estava pronto para entrar na quadra pelo menos com uma hora de antecedência. E estava sentindo várias sensações em meu corpo. Não eram habituais aquelas sensações, logo não me sentia à vontade. O local do jogo era no mesmo clube que eu freqüentava, logo estava rodeado de conhecidos. Todos sabiam que era a minha primeira vez! Alguns me perguntavam se eu estava nervoso ou com medo ao que eu respondia: –”Estou sentindo uma série de coisas. Isto é medo? Isto é nervosismo?” Eles respondiam que sim. E eu acreditei…

Quando, de fato, entrei na quadra para o aquecimento e o jogo, me sentia um pouco mais estranho. Comecei o jogo após o aquecimento jogando muito bem. Muito bem! Até a metade do jogo realmente dominei a partida. Curiosamente da metade para o fim não consegui jogar mais nada. Perdi. Quando saí da quadra, meus amigos vieram me consolar. Comentavam que eu tinha começado tão bem que eles nem acreditavam como pude jogar tão mal em seguida. Na verdade, talvez, não acreditassem como eu tivesse começado tão bem!

Durante algum tempo este problema se repetiu muitas vezes. Isto até que resolvi tomar uma providência: comecei a estudar técnicas de relaxamento. Quando comecei a praticá-las muitas coisas mudaram: chegava mais cedo, preparava-me no vestiário e, antes do jogo, fazia uma relaxamento. Propriamente, entrava na quadra me sentindo muito bem, todo “zen”. Porém, invariavelmente perdia o jogo por nem sequer ver a bolinha. Tudo era muito rápido e não conseguia entrar no ritmo do jogo a tempo! Esta fase durou mais algum tempo até que comecei a entender o que ocorria.

Pense comigo: somente é possível que você esteja lendo este ensaio, pelo fato de todas as outras funções biológicas necessárias para que você tenha sua consciência focalizada na leitura estejam sendo cumpridas, independente de sua vontade consciente. O seu coração pulsa, seu pulmão oxigena (e respira), seu sangue flui, todas as reações químicas dentro de seu corpo acontecem, etc.. Tudo isso como seu houvesse “alguém” dentro de você administrando toda esta fabulosa máquina para ser possível você escolher onde quer se concentrar! Este alguém passei a chamar de Administrador Interior. Você alguma vez já havia imaginado isso? Pois bem, este alguém muitas vezes se desdobra em esforço e energia para conseguir proporcionar tudo o que queremos e não queremos de uma maneira natural e inconseqüente. E tudo isso 24 horas por dia!

Naquela época eu não percebia que aquilo que sentia eram, na verdade, mensagens o meu Administrador Interno. Tinha dado os nomes de medo e nervosismo para as sensações que sentia na ocasião dos torneios. Culturalmente todos sabemos que sensações e emoções tais como medo, raiva, etc., são muito negativas. Isto fazia que, em competição, eu ficasse muito preocupado com coisas que não achava certo sentir. Todo meu foco de atenção voltava-se para dentro de mim mesmo. É óbvio que não conseguiria me concentrar no jogo como achava certo. E se não fossem medo, raiva, etc.. que tipo de mensagens do nosso Administrador Interior poderiam ser?

Levei muito tempo para descobrir isso. Hoje tudo é diferente. Sei que todas aquelas sensações que sinto em alguns momentos são uma mensagem do meu Administrador Interno dizendo: –”Você treinou bastante. Está preparado. Aqui está toda energia de que disponho para que possamos cumprir aqueles objetivos que nós tanto almejamos. Preste atenção, esta quantidade extra de energia disponível produzirá sensações diferentes. Não se preocupe, é coisa boa. Vamos adiante!”

Como você sabe que é medo aquilo que sente? Um dia você deu um nome a elas. Será verdade? Pergunte a pessoas diferentes como elas sabem que estão com medo. Provavelmente dirão que sabem disso através das sensações que sentem! Pergunte então quais são estas sensações e você perceberá que pessoas diferentes possuem sensações diferentes. Então como se pode dar um único nome a sensações diferentes? Pense nisso e divirta-se mais da próxima vez que sentir coisas que possam ser muito boas!

Nelly Beatriz M.P. Penteado – Psicóloga e Master Practitioner em PNL

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A Linguagem Verbal E Não Verbal

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

Aprenda técnicas para usar de forma eficaz a linguagem verbal e não verbal na sedução

Linguagem verbal e não verbal no fórum sedução e comportamento

Sempre que nos comunicamos com alguém utilizamos dois tipos de linguagem: verbal e não verbal. A linguagem verbal compõe-se de palavras e frases. A linguagem não verbal é constituída pelos outros elementos envolvidos na comunicação, a saber: gestos, tom de voz, postura corporal, etc.

Que ninguém duvide do poder da linguagem não verbal. Se uma pessoa lhe diz que está muito feliz mas sua voz é baixa, seus ombros estão caídos, o rosto inexpressivo, em qual mensagem você acredita? Na que ouviu ou na que viu? À esta discrepância entre a linguagem verbal e não verbal damos o nome de incongruência. Portanto, uma pessoa incongruente em determinado aspecto diz uma coisa e expressa outra diferente através de seus gestos, postura, voz, etc.

A linguagem não verbal provém do inconsciente de quem se comunica. Esta é a razão pela qual é tão difícil controlá-la conscientemente (por exemplo, um candidato a um emprego tem dificuldades para disfarçar suas mãos trêmulas em virtude da ansiedade na hora da entrevista). E será processada pelo inconsciente de quem recebe esta comunicação. Deste fato decorrem algumas observações interessantes.

Somente os bons atores são capazes de convencer outras pessoas com relação a uma mensagem da qual discordem inconscientemente. Isto porque esboçam sinais mínimos de incongruência. Ou seja, são treinados para controlar as manifestações do inconsciente (os sinais que poderiam denunciá-los, tais como a voz, que precisa ser forte ao interpretar um personagem agressivo e corajoso, mesmo que no fundo o ator esteja morrendo de medo da platéia).

Outra observação diz respeito à interpretação que fazemos desta linguagem não verbal e inconsciente. Nós às vezes não sabemos explicar por que não acreditamos no que uma pessoa disse. Simplesmente sentimos que algo está errado. Alguns chamarão a isto de intuição. Na verdade, nosso inconsciente observou os sinais do inconsciente da outra pessoa e os codificou. Ele registrou, por exemplo, os sinais que a pessoa emitiu a cada vez que expressou alegria. Imagine que esta pessoa juntava as mãos e respirava fundo sempre que se dizia alegre. Se um dia ela apenas sorri e não repete aqueles sinais, então concluímos que em uma das duas situações ela não estava se sentindo alegre.

Num outro exemplo, temos aqueles nossos amigos que nos conhecem tão bem a ponto de ser quase impossível mentir para eles. Isto porque eles já têm codificados no inconsciente todos os nossos sinais. Eles conhecem, por terem participado de momentos importantes de nossas vidas, a expressão que temos quando estamos cansados, preocupados, alegres, etc.

Imagine agora a seguinte situação: Uma mãe diz a seu filho que o ama, mas com uma voz ríspida e expressão agressiva. Obviamente, o inconsciente da criança registrará a incongruência e ela não se sentirá amada. Todavia, a fim de se proteger da dor que isto causa, ela poderá não dar ouvidos à mensagem inconsciente, procurará ignorá-la e assim se convencer de que a mãe a ama. Com o tempo e com a repetição, ela poderá aprender a desconsiderar sempre a mensagem de seu inconsciente.

O ideal seria que toda criança fosse educada de forma a confiar no que seus sentidos são capazes de perceber: confiar no que seus olhos vêem, confiar que o remédio realmente tem um gosto amargo e não é saboroso e doce como lhe afirmaram. Neste sentido, seria igualmente importante que aprendesse a confiar em sua intuição, aqui entendida como a capacidade de perceber a comunicação inconsciente que recebe de outras pessoas.

Em geral uma pessoa que expressa uma incongruência está dividida internamente. Imagine um político explicando sua plataforma política a seus eleitores de uma forma que não os convence. É como se uma parte dele confiasse no plano e estivesse convencida de seus benefícios, mas outra parte sua tivesse dúvidas a respeito de sua eficácia. Por este motivo, a comunicação será vacilante, insegura ou artificial (exceção feita aos bons atores e àqueles que convencem a si próprios).

Com relação às mensagens verbais e não verbais, ou conscientes e inconscientes, vale ressaltar que para a PNL ambas são reais e igualmente importantes. Porque cada uma delas é a expressão de uma parte da pessoa. Se alguém lhe diz que gosta de você e a nível não verbal expressa o contrário, é possível que esteja dividido a seu respeito. É como se um lado desta pessoa tivesse ressalvas em relação a você e outro lado realmente gostasse (ou quisesse gostar) de sua companhia.

Há alguns contextos onde a incongruência pode ser útil. Por exemplo, uma mãe não desejará que seu filho, que acabou de se ferir com certa gravidade, perceba que ela está apavorada. Ao contrário, neste momento a criança precisa de alguém que possa lhe dar apoio e segurança. Nesta situação, como em muitas outras, é melhor ser incongruente do que causar danos ainda maiores.

Existem várias maneiras de se lidar com as incongruências. A menos eficaz é comentar a incongruência observada, pois isto costuma colocar a outra pessoa na defensiva. Imagine o que acontece se alguém comenta que você parecia não estar falando o que sentia quando disse algo. É possível que você passe a tentar convencer esta pessoa, e para isto você defenderá o que disse. Comentários dão bons resultados quando existe um relacionamento muito próximo entre duas pessoas, quando elas têm liberdade para isto.

Uma outra forma seria acompanhar a incongruência. Se alguém lhe diz “Estou muito empolgado com este projeto “e olha para baixo, suspira, cruza os braços, etc., você poderia dizer “Fico feliz”, enquanto também olha para baixo, suspira e cruza os seus braços. Esta estratégia inicialmente fará com que a pessoa fique um pouco pensativa e confusa, passando depois a perceber a sua incongruência e possivelmente a querer falar sobre ela.

Algumas incongruências são devidas a divisões internas muito fortes, a conflitos internos significativos, que costumam causar sofrimento a quem os experimenta. Como o pai que fica sem jeito ao abraçar o filho porque tem dificuldades para dar e receber afeto. Neste caso, é necessário um trabalho de integração das partes envolvidas (da parte que gostaria de expressar afeto e da parte que acha que não deveria fazê-lo). Outras incongruências deste tipo são expressas através da fórmula “Eu gostaria de poder X mas Y me impede”.

Nelly Beatriz M.P. Penteado – Psicóloga e Master Practitioner em PNL

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Todo Comportamento Tem Uma Intenção Positiva

Postado em 22 de março de 2010 · por Profª. Rita Alonso PNL ·  

Todo comportamento tem uma intenção positiva. Sempre. Pelo menos do ponto de vista de quem o pratica. Reconhecer este fato pode ser a solução para a maioria dos problemas de relacionamento.

Imagine uma criança que finge estar com dor de barriga para não ir à escola. Provavelmente, ela está tentando se proteger de algo (uma prova, uma briga) ou buscando algum ganho (assistir T.V., jogar futebol). Para resolver o impasse, o primeiro passo é conhecer qual é a intenção positiva que está por trás do comportamento da criança. Conversar com ela para saber o que ela ganha se ficar em casa e o que poderia perder se fosse à escola. Imagine que a criança afirma que não quer ir à escola porque alguns colegas prometeram bater nela. Neste ponto, poderíamos lhe dizer algo como: “Entendo que você não quer apanhar. É muito ruim apanhar”. (Dizendo isto, estamos mostrando à criança que reconhecemos a intenção positiva de seu comportamento e que damos valor a ela). “E o que você poderia fazer para poder ir à escola e não apanhar?” (Aqui estamos buscando alternativas com a criança).

Reconhecer a intenção positiva, dar valor a ela e buscar alternativas. Esta seqüência pode resolver a maioria dos problemas entre as pessoas, desde a briga entre um casal, até problemas com funcionários, com filhos, alunos, etc. Talvez um dia, quando formos capazes de reconhecer a intenção positiva que existe no comportamento de todas as pessoas, nós sejamos realmente capazes de amá-las. Fica mais fácil entender o outro quando nos colocamos em seu lugar, olhamos a situação com os olhos dele e conhecemos o porquê dele fazer o que faz. Desta forma, é possível desaprovar o comportamento de uma pessoa mas ainda assim continuar gostando dela. Agindo assim, diríamos que alguém “está” (chato, agressivo, desanimado, etc.), mas não que “é”. Separamos a pessoa, seu valor, de seu comportamento.

(2a. parte)

O ser humano é um sistema complexo e organizado. Ele é um todo, um conjunto composto de várias partes que dependem uma das outras e que buscam o equilíbrio. A esta interdependência e equilíbrio, em PNL damos o nome de ecologia.

Todos nós temos uma ecologia interna que garante a manutenção e equilíbrio do nosso sistema. Um exemplo desta ecologia, que sempre atua a nosso favor, são aquelas mudanças que queremos realizar mas não conseguimos. Nestes casos, é como se sentíssemos que algo nos impede, nos bloqueia.

Muitas pessoas se revoltam contra si mesmas e chegam a sentir raiva por não conseguirem efetivar determinadas mudanças. Na verdade, deveríamos ser gratos à nossa ecologia interna, pois, como explicaremos a seguir, ela sempre nos protege.

Como aquela pessoa que prometeu a si mesma parar de fumar neste ano. Apesar de bem intencionada, como costuma acontecer quando um novo ano se inicia, é como se uma parte sua (ou várias) não concordasse e a impedisse de todas as formas. Isto ocorre porque, neste exemplo, a mudança desejada não seria ecológica. Se fôssemos investigar junto à parte (ou às partes) que tem objeções à mudança, constataríamos talvez que ela aja assim porque fumar é uma das poucas alegrias que aquela pessoa tem na vida. Como afirmamos, nosso sistema possui uma ecologia que nos protege, que busca o equilíbrio. E além disso, todo comportamento tem uma intenção positiva. Portanto, fumar para esta pessoa tem a intenção positiva de lhe dar prazer, alegria. E a parte dela que não quer que ela pare de fumar tem a intenção positiva de garantir que ela continue tendo este prazer.

Pensando de outra maneira, o que seria desta pessoa se de repente ela fosse impedida, por si mesma ou por outra pessoa, de obter este prazer? Ocorreria um desequilíbrio grave e o sistema todo seria afetado, ou seja, outras partes suas também seriam prejudicadas. Exagerando um pouco, poderíamos imaginar que esta pessoa, não tendo mais aquele motivo que a deixava alegre (o cigarro), não teria também motivação para trabalhar, resolver problemas, sair com os amigos, etc.

O que fazer então? Desenvolver outras alternativas que garantam o mesmo prazer que o cigarro, mas que não sejam nocivas à saúde e ao equilíbrio do sistema, ou seja, alternativas ecológicas. Se alguém se propõe a fazer exercícios ao invés de fumar, sendo que detesta se exercitar, não funciona, pois a alternativa não é ecológica – gerará objeções na parte que não gosta de exercícios.

Ou se promete a si mesmo um prêmio ao final de um ano, comprado com o dinheiro que seria gasto com cigarros, também não funciona, não é ecológico, pois a alternativa deveria proporcionar prazer imediato, como o cigarro, e não daqui a um ano.

É importante ressaltar que cada um possui sua própria ecologia. Assim, uma alternativa pode ser ecológica para uma pessoa e não o ser para outra.

Há pessoas que desconsideram sua ecologia, que tentam sabotar suas partes internas que têm objeções à mudança pretendida. É o caso daqueles que trancam o maço de cigarros à chave, saem de casa sem levá-lo consigo, numa verdadeira briga interna.

Ou então aquelas pessoas que querem emagrecer e que para isso usam a chamada força de vontade. Como o próprio nome diz, trata-se de uma força, só que neste caso ela é usada contra a pessoa, contra aquela parte interna que quer comer. Trava-se uma batalha interna, da qual ora uma, ora outra parte sairá vitoriosa. E então aquela pessoa engorda e emagrece sucessivas vezes.

Considerando que nosso sistema busca o equilíbrio, se ele for privado de algo por um certo tempo, tentará recuperá-lo num outro período.

É como se a parte que quer emagrecer e a parte que quer comer vivessem disputando o poder, e a cada período uma delas assumisse o controle da situação.

Melhor seria se elas entrassem num acordo, de forma que a intenção positiva de ambas fosse respeitada e que elas não mais se interrompessem. Neste caso, caberia a pergunta: “O QUE, QUANTO E QUANDO vou comer para pesar X Kg”? “QUANTO preciso comer para poder emagrecer X Kg em X DIAS?”

Ou então, que cada uma das partes buscasse uma outra alternativa para conseguir realizar sua intenção positiva. Poderíamos perguntar às partes: “Existem outras formas de obter prazer e alegria além de comer?” Ou “Existem outras formas de perder peso além de reduzir a quantidade de alimentos ingeridos?”

Por exemplo, se a parte que quer comer para satisfazer a intenção positiva de preencher aquele vazio que sente falta de carinho, de afeto (ou de alegria, de novidades, etc.), se esta parte concordar em obter este afeto através do contato com amigos de verdade (e não mais do amigo imaginário que o alimento representava), ela perceberá que não lhe será negado aquilo que buscava (o afeto), apenas mudará a fonte através da qual o recebe.

Conclui-se que sempre que alguém está diante de uma questão como “Quero mas não consigo “ou “Quero X, mas Y me impede”, está ocorrendo um problema de ecologia. Neste casos, é necessário conhecer todas as partes envolvidas na questão para que se encontre uma alternativa que satisfaça a todas elas, uma alternativa que seja ecológica, o que equivaleria a um acordo entre as partes.

Além disso, é necessário resignificar (redescobrir o verdadeiro significado, atribuir um novo significado a) a comida, o cigarro. No caso da comida, será necessário separar afeto e alimento, de forma que se perceba que afeto é diferente de prazer gustativo – que não deixará de existir e de ser apreciado. Trata-se desfazer um condicionamento.

Finalizando, gostaríamos de ressaltar que as “partes” a que nos referimos aqui não existem como tal. Falamos em “partes” assim como poderíamos falar de “lados”, sendo este apenas um modelo que nos ajuda a compreender melhor a questão. O uso de modelos é comum também em Química, Física (por exemplo, o modelo tridimensional do átomo) e constituem uma tentativa de ilustrar melhor o funcionamento de algo.

Nelly Beatriz M.P. Penteado – Psicóloga e Master Practitioner em PNL

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