A Arte De Transferir Conhecimento

Postado em 5 de setembro de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

Anualmente, as empresas gastam milhares de reais em treinamento na esperança de tornar os colaboradores cada vez mais ativos e comprometidos com os resultados. Em todos os níveis da organização, profissionais são encaminhados com frequência para treinamentos in company, especializações, seminários, workshops, MBA no exterior, palestras, retiros de fim-de-semana e aventuras radicais no meio de florestas. Na prática, parte dos esforços nesse sentido acaba tornando-se desperdício de dinheiro e energia vital.

De fato, existem no mercado milhares de profissionais que se dizem aptos a realizar palestras e aplicar treinamentos. A lista de nomes e temas é extensa. As promessas de milagres também. Caminhar na brasa, andar de quatro, experiência ao ar-livre, banda de música, cortinas de fumaça e regressão são algumas das centenas de técnicas oferecidas. Cada um apresenta a sua metodologia com base em livros de referência ou mesmo em sua experiência profissional.

Diante de tantas opções, as empresas acabam reféns do marketing e da mídia que vez por outra elege uma carinha bonita e esta acaba sendo fisgada para abrilhantar um evento a peso de ouro ainda que tenha o conteúdo a oferecer seja sofrível. Fui testemunha de um evento no ano passado onde alguns personagens da mídia foram escalados e mal sabiam o que falar. Foi algo ridículo. Por sorte, ganhei o convite, porém imagino a decepção de quem pagou algumas centenas de reais na tentativa de acrescentar algum conteúdo.

Na ânsia de aplacar o ânimo dos colaboradores, todas as tentativas são válidas. Entretanto, o primeiro erro que as empresas cometem é não planejar as demandas de treinamento. O segundo é tratar o treinamento como despesa e não como investimento. O terceiro é não customizar o treinamento, ou seja, não adequá-lo à sua realidade e comprar pacotes prontos.

O comprometimento das pessoas sempre será diretamente proporcional ao tratamento recebido na empresa e ao desafio proposto. Motivação é algo que vem de dentro, portanto, nada será capaz de mobilizar alguém que faz o que faz apenas para sobreviver. Imaginar que o treinamento é a única solução possível não é a melhor estratégia. É preciso mais do que isso. É necessário despertar nas pessoas o sentido de contribuição e o sentido de realização para fazer com que elas se sintam importantes, reconhecidas e valorizadas.

Nesse sentido, o papel do treinador é fundamental. Ele é quem dá o tom e identifica as diferentes necessidades dos participantes para ajustar o treinamento à realidade da empresa. Apesar de as empresas conhecerem as deficiências dos seus colaboradores, a evolução profissional é um processo de amadurecimento que passa por treinamento, autoconhecimento, experiência profissional e reconhecimento das pessoas, independentemente do cargo ocupado.

Uma fórmula eficaz para selecionar treinadores competentes e ajustar o conteúdo às necessidades do contratante contempla três pontos importantes para qualquer demanda de treinamento:

1 – Formação: titulação, domínio do assunto, conhecimento especializado, passagem por boas universidades e faculdades.

2 – Metodologia de ensino: poder da oratória, adequação da linguagem e facilidade de interagir com públicos distintos.

3 – Experiência profissional: em relação ao tema proposto, tudo flui mais fácil quando o treinador transmite aquilo que vivencia.

Por essas e outras razões, procuro customizar minhas palestras com base em experiência de mais de 30 anos em empresas de médio e grande porte e de acordo com as necessidades do cliente. Meus treinamentos são orientados para o crescimento pessoal e profissional com base em autoconhecimento. Ambos são uma mescla de técnica e de emoção. Parto sempre do pressuposto de que somente quem conhece a si mesmo e entende os seus fatores de motivação consegue proporcionar resultados mais efetivos e duradouros na vida pessoal e na vida profissional.

Quando se trata de empreendedorismo, crescimento pessoal e profissional, evolução do ser humano, chego a me emocionar com as infinitas possibilidades de despertar o potencial existente nas pessoas para transformar o ambiente ao seu redor. Acredito muito no ser humano, no resgate dos valores, na esperança de um mundo melhor, através da mudança individual e do aprendizado coletivo. Esse é o meu maior desafio como treinador.

Planejamento, dinheiro, objetivos, metas ou pressão pura e simples não são suficientes para extrair o melhor de cada profissional. O que as pessoas fazem agrega valor ao mundo? Se os profissionais não entendem a importância do seu papel na sociedade e na própria organização, nenhum treinamento poderá salvá-las. Concordo que o conhecimento técnico é importante, porém a motivação para o trabalho realizado com amor é fundamental. Pense nisso e seja feliz!

Ao longo de vinte e cinco anos de carreira, Jerônimo Mendes trabalhou em empresas como Kablin, Bamerindus, Brahma, Texaco, Volvo e CSN. É Professor Universitário, palestrante e administrador de empresas formado pela FAE – Faculdade Católica de Administração e Economia, com curso de especialização em Logística Empresarial também pela FAE e Formação em Consultoria pelo IEA – Instituto de Estudos Avançados, de Santa Catarina. É especialista em empreendedorismo, plano de negócios e gestão de empresas, tendo publicado vários artigos sobre o assunto em jornais, revistas e sites especializados na Internet. Sócio-gerente da Consult Consultoria de Gestão e Treinamento, tem a missão de assessorar empresas em todo o país com treinamentos e consultorias na elaboração de planos de negócios, reestruturação e gestão integral. www.jeronimos.com.br

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Tempo para o Tempo. Há Tempo?

Postado em 5 de setembro de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

Hoje estou dando um tempo para algumas reflexões sobre como tenho me relacionado com o tempo, mesmo com dúvidas se há tempo para isso.

Essas reflexões foram suscitadas pelo tema de um congresso: “Quais as ressonâncias que essa experiência de tempo contemporâneo gera nos vínculos e subjetividade de indivíduos e grupos, incluindo os profissionais que trabalham com as relações humanas?”.

Ao me deparar com essa frase, imediatamente foi despertada em mim a vontade, e diria até que a necessidade de escrever sobre algumas reflexões sobre esse assunto.

Estou fazendo uma parada de certa forma forçada, por ordens médicas, já que bate à minha porta certo sintoma dessa velocidade desenfreada que os tempos modernos – ou somos nós mesmos? – nos impõem: a depressão. É muito difícil aceitar essa condição. Nesse pacote vem junto o medo, a insegurança, o sentimento de ser menor, de ser fraco e de não ser mais capaz. Eu que, até um tempo atrás, me achava tão capaz, e mesmo diante de tantas dúvidas, tinha tantas certezas.

Trabalhei por aproximadamente quinze anos com relações humanas, sempre em busca de colaborar para melhoria do ser humano e, consequentemente, desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional, que é a resposta esperada dentro de uma organização, de uma empresa. Mas hoje me percebo tão perdida, à procura desse tempo, que me parece ter escapado por entre meus dedos.

Enquanto estive totalmente envolvida por esta “produção”, não tive tempo para me perceber, ou melhor, não deu tempo para me encontrar verdadeiramente. Nem me dei conta de quanto esse ambiente foi tirando de mim minha capacidade criativa, minha alegria de viver. Uma coisa puxa a outra e aí quando vamos ver já se passaram dez, quinze, dezoito anos… Nossa, e como passa rápido!

E esse momento me faz lembrar uma frase que meu irmão (um dos onze que tenho, diga-se de passagem) me disse há tempos atrás, quando falava sobre seus planos para o futuro. Dizia que gostaria de voltar a morar no interior – nascemos no interior, e vivemos nossa primeira infância em um sítio distante a sete quilômetros de uma cidade que tinha uma rua principal, um ginásio e uma igreja – para poder contemplar mais a vida! Essa fala dele na época me ressoou tão distante, porque minha vida naquela fase era de muito trabalho e total envolvimento com produzir, produzir e produzir.

O tempo nesta contemporaneidade enlouquecida é implacável! Precisamos cada vez mais provar, a cada dia, a cada instante que somos capazes, que somos merecedores do ar que respiramos. E que ar, não?! E que momento é esse?! Quantos acontecimentos com nosso meio ambiente, grandes mudanças climáticas e por aí vai. E, somos sim, querendo ou não, aceitando ou não, todos responsáveis por tudo isso que o universo está nos devolvendo. Se colocarmos um pouco de reparo, vamos perceber que talvez ele esteja nos devolvendo da mesma forma que o tratamos anos após anos.

Mesmo sendo um período bastante difícil que atravesso, acredito que seja propício para a introspecção, a reflexão e a busca pelo entendimento das coisas que precisam ser transformadas.

Estou conseguindo pensar sobre coisas que não servem mais e que precisam ser descartadas – sejam relacionamentos ou atitudes diante desses relacionamentos; seja a área que atuei até, então, e poder enxergar que podemos contribuir em outros “mares”.

E para finalizar, contrariando a frase de Fernando Pessoa, digo que navegar é preciso, mas Viver também é preciso.

Lúcia Batista do Nascimento

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Livre Arbítrio e o seu negócio

Postado em 5 de setembro de 2010 · por Gustavo Rocha Administração ·  

“O livre-arbítrio produz muitas contradições. Para alguns ele se transforma em abuso, para outros, em irresponsabilidade, e para terceiros, na loucura da presunção. Somente aquele que passou pela disciplina do espírito pode saber como é severa a realidade da liberdade.”

Agni Yoga

O que é o livre arbítrio para você?

Alguns acreditam que o destino manda em suas vidas, outros que ninguém pode prever nada. Eu acredito nas minhas escolhas.

Ao meu ver são as escolhas que levam o caminho do sucesso ou do fracasso.

Se você escolhe estudar, buscar diferenciais, estar a par do mercado, você está trilhando um caminho que pode lhe levar ao sucesso. Agora, não pense que o sucesso acontece da noite para o dia. O sucesso ocorre depois de muitas tentativas, muitos erros, alguns acertos.

Nada muda para sempre. Nada.

O belo do dia é que depois que acaba a noite, temos outro dia para recomeçar, buscar novas atitudes e alternativas.

No universo empresarial – que sempre digo, é formado por pessoas – o mesmo acontece.

As estatísticas mostram que inúmeras empresas sequer conseguem completar um ano de existência. Outras três, muito menos ainda cinco anos.

Por que será?

Será o destino influenciando centenas ou milhares de pessoas?

Ou será que o livre arbítrio está ofertando as pessoas a possibilidade de errar ao invés de acertar?

Você faz escolhas todos os dias: sua roupa, acessórios, caminho, etc. Você é dono do seu humor, da sua verdade, da sua felicidade e quiçá da sua empresa.

Sua roupa, humor, verdade e felicidade, dependem exclusivamente de você, agora a sua empresa depende mais.

Depende de você e suas decisões de negócio.

Depende de você e seus subordinados.

Depende de você e dos outros sócios.

O mais importante para o sucesso do seu negócio está em suas mãos, em sua decisão.

Estude, leia sobre mercado, negócios, converse e pratique imensamente os contatos com outras pessoas.

É na interatividade, troca de serviços e negócios que o mercado cresce e você também.

Você vai confiar no destino ou em si mesmo?

Um pouco dos dois não faz mal a ninguém.

Pense nisto!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
www.gestao.adv.br | blog.gestao.adv.br | gustavo@gestao.adv.br

Todos direitos reservados.

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O Polvo nas Empresas

Postado em 5 de setembro de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

Varejistas. Muitos são os polvos que querem participar das tomadas de decisões da sua empresa.

O que segue sendo notícia em TVs, jornais, rádios e sites de todo o mundo é a incrível marca de acertos alcançada pelo polvo Paul, o vidente.

Podemos até achar uma maravilha tantos acertos!

O que sege acontecendo diariamente em empresas de diferentes segmentos aqui no Brasil é parecida com a história do polvo Paul, mas com um final nem sempre agradável.

Muitos empresários escutam diariamente por onde mantém relacionamento extra empresa, pessoas interessadas na vidência do futuro de sucesso para seu negócio.

Inúmeras fórmulas e receitas são criadas!

Seguir ou não seguir esses videntes?

Atualmente as rápidas mudanças que vem acontecendo no mercado devem ser estudadas por profissionais capacitados e com amplo conhecimento do negócio em questão. Se sua empresa ainda não tem esse profissional, contrate-o.

A competitividade ensina dia após dia, e a todas as empresas, sem distinção de tamanho ou faturamento, que um erro administrativo causado por informações instáveis pode se a porta aberta para o insucesso do empreendimento.

Montar relatórios mensais, semanais e diários diagnosticando dados vivenciados pela sua empresa ainda é um dos caminhos mais práticos e usados para uma tomada de decisão. Pensem nisso. (Junior Faj, Consultoria & Palestra, www.juniorfaj.com)

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Precisa-se de Vendedores Digitais, Com Prática

Postado em 2 de setembro de 2010 · por Monica Moreira Administração, Empreendedorismo, Vendas ·  

Mudam os tempos, mudam os costumes e com eles as necessidades. Os velhos quatros “Ps” já não servem mais para atrair clientes às lojas, aliás em muitos casos, nem mais precisamos delas, na concepção física da palavra. Elas, agora, podem ser virtuais e, para alguns tipos de produtos, com vantagens expressivas: não carecem de estoque, vitrines, balcões, aluguéis, taxas condomínio entre outras amolações. Graças ao mundo digital parece que ficamos livres do milenar trabalho administrativo das lojas. Chegamos ao paraíso. Será?

Ouvem-se maravilhas sobre vender por internet, empresas crescendo da noite para o dia e clientes por todo o mundo. Casos de sucesso são contados à exaustão em revistas e seminários de negócios. Mas, será tão fácil assim vender na web? Segui o velho conselho do “nada é o que parece ser” e fui observar os fatos. Veja o que descobri.

Informações dão conta de que 19 milhões de brasileiros compraram pela web em 2009. 40 milhões fizeram consultas e 67 milhões foram impactados por buscas realizadas por parentes, amigos e filhos. Mesmo comprando em lojas normais 35% consultam sites antes de sair às compras.
Com este potencial de compradores batendo às portas precisamos aprender rápido a conquistá-los e transformar seus passeios virtuais em compras reais. Vender pela Internet exige novas habilidades.

Os candidatos precisam se conscientizar que passaram para o mundo da presença digital, o que exige administração em tempo integral – 24 horas de atenção. A nova loja não tem horário para abrir e fechar. O seu cliente pode querer fazer uma comprinha às quatro da manhã. E como não há ninguém para tirar dúvidas ao vivo, todas as informações devem estar à mão e com facilidade de acesso. Se encontrar dificuldade, o comprador vai embora. A recomendação é colocar no site um link do tipo “fale conosco”, pode ser MSN, Skype, Twitter ou e-mail de atendimento. As respostas devem ser dadas no menor tempo possível. O ideal é na hora. Colocar alguém de plantão para dar pronto atendimento ajuda muito. Existe uma novidade chamada “click to call”: o cliente clica em um botão em seu site e este conecta o telefone do cliente, ligando para ele instantaneamente. Ele, o cliente, não gasta nada com a ligação, é uma espécie de 0800 para páginas da web.

Com tantas possibilidades de produtos à sua frente, o comprador fica indeciso e disperso. Por isso, a qualquer erro de estratégia ele fecha a página e vai embora, fugindo na mesma velocidade com que o encontrou.

Vendedor digital não precisa ser bem apessoado e trabalhar de barba feita. Tudo que precisa é ser rápido no teclado e saber responder de pronto as dúvidas do comprador. Na maioria das vezes é pegar o cliente pela mão e guiá-lo até o fechamento do pedido e da forma de pagamento. E estes processos devem ser fáceis, rápidos, seguros e completos: possibilidades de débito em conta, boleto, cartões de crédito à vista ou parcelados. Algumas empresas que administram pagamentos na web garantem o dinheiro de volta caso o vendedor não faça a entrega.

Num universo onde impera a desconfiança os sites precisam passar credibilidade e muitas vezes a citação do número de um telefone fixo já sinaliza que a empresa pode ser séria. Telefones móveis dão a impressão de empresa pequena, não confiável e cheira a picaretagem.

As vendas na web exigem uma série de parceiros trabalhando juntos em sintonia perfeita. Links dos Correios para os cálculos de fretes e rotas, administradoras de cartão para aprovação de crédito e fornecedores pontuais. Se qualquer um deles falhar é a sua empresa que falha, por isso, capriche no atendimento on line. Se o pedido atrasar, mesmo que a culpa seja dos Correios ou da transportadora, para o cliente não interessa – quem atrasou foi você. Clientes digitais não separam lojas das transportadoras, por isso, deixe bem claro os prazos de processamento e entrega. E fique atento aos seus fornecedores de serviços de frete.

Soma-se a tudo isso o duro aprendizado da utilização das ferramentas, sistemas, aplicativos e programas de softwares para a  construção dos sites, portais e administração de redes sociais. Mais a capacidade subjetiva para se criar relevância e boas histórias para seus assuntos e produtos e a administração de forma criativa dos clubes e dos blogs que ajudam muito a atrair novos compradores.

O universo das vendas virtuais exige aprendizado constante e isto só se aprende vivenciando o problema ou observando com atenção o erro dos outros. Enfim, nem tudo é perfeito.

Eloi Zanetti

eloi@eloizanetti.com.br

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Falta de Tempo ou Desculpa?

Postado em 22 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

Entrevista com Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo, dono da Triad do Tempo

“Quem quer faz, quem não quer arruma uma desculpa”. É com essa frase que o consultor Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo, define aqueles que sempre encontram uma justificava para ações não realizadas. Seja adiar o projeto de melhorar a fluência no inglês ou aquele antigo sonho de entrar na academia. Será mesmo que o tempo é o grande vilão da vida moderna?

Para ele que foi vítima de seus próprios maus hábitos, chegando a ter um tumor benigno resultado de uma rotina para lá de desgastante, o tempo pode representar um grande aliado. Ter qualidade de vida, não significa abdicar de promoções na carreira, mas de estabelecer prioridades.

Aos 30 anos, Barbosa trabalha dez horas por dia, vai à academia duas vezes por semana, dá palestras pelo Brasil afora, atualiza seu blog e redes sociais e ainda encontra tempo para cuidar dos dois filhos. Divide seu tempo entre São Paulo, Santos e Nova York, onde mantêm as três unidades de sua consultoria, a Triad do Tempo. Sua metodologia ficou tão conhecida que se transformou em livro, a Tríade do Tempo (Editora Campus).

Veja abaixo trechos de entrevista que Christian Barbosa me concedeu:

As pessoas sempre reclamam que falta tempo. Como arrumar tempo em meio à falta de tempo nesse mundo tão corrido?

As pessoas continuam com o discurso de que não sobra tempo. Costumo dizer que quem quer faz, quem não quer arruma uma desculpa. Seria uma inverdade se estivéssemos na época da escravidão. Como escravo, o tempo não é seu. O que não acontece hoje. As pessoas costumam dizer: “Ah, meu chefe controla meu tempo”. Esquecem, no entanto, que o tempo é algo que elas mesmas precisam negociar. Vejo isso também acontecer na vida pessoal.

Você pode citar alguns exemplos?

Sim. Costumo ver gente falando que não tem tempo para ir à academia ou fazer inglês. Agora, se o médico dissesse que você vai morrer se não mudar, certamente colocaria o tempo como prioridade. Minha própria história de vida é um retrato do que quero dizer. Abri uma empresa muito cedo, aos 14 anos, que cresceu muito rapidamente. Aos 18, confesso que vinha trabalhando demais e no limite do estresse. Resultado fui parar no médico. Descobri que estava com uma úlcera, além de um tumor benigno. O médico me disse que era questão de vida ou morte. Vi que tinha chegado ao fim do poço. Aí, então, pensei: preciso mudar.

Tem muita gente que é expert em fazer várias coisas ao mesmo tempo. Essa falta de foco não seria um grande vilão da produtividade?

Estudos mostram que profissionais multitarefa gastam de 30% a 40% mais de tempo para fazer suas várias atividades. É uma ilusão achar que é possível tudo ao mesmo tempo. A produtividade cai e há uma perda de desempenho. Ser multitarefa não é algo que considero positivo. Por isso, defendo a importância de se ter um planejamento. Mesmo quem trabalha 12 horas por dia pode ganhar, por exemplo, duas horas e ficar com a família. Mas tudo vai depender de como você planeja a rotina do seu dia a dia.

As empresas no Brasil já acordaram para a realidade de que é necessário os funcionários administrarem melhor o seu tempo?

Sim, embora as ações ainda sejam incipientes. Alguns presidentes de empresa me ligam querendo adotar uma estratégia mais eficaz, movimento que tem chegado até nos conselhos. Agora, nos EUA essa preocupação é de fato latente. Os problemas com produtividade começaram a aparecer diante do volume de urgência. Reuniões mal feitas geram gastos de milhões de dólares. Para as empresas, tempo é dinheiro.

O que você considera como um dos grandes vilões de tempo nas empresas e para as pessoas?

Nas empresas, o excesso de reuniões, e-mails, senso de urgência e a falta de método de produtividade. Para as pessoas, a internet, as interrupções (pessoas, celular, etc), redes sociais e falta de método de produtividade.

Julio Sergio Cardozo

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Falta De Foco É A Principal Vilã Do Tempo

Postado em 22 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

A falta de foco é um dos maiores inimigos do trabalhador do século XXI. Em todo o universo abrangente da gestão do tempo, o item mais difícil de ser combatido é a falta de foco. Esse problema é sutil, sorrateiro e precisa de uma grande força de vontade…

A falta de foco é um dos maiores inimigos do trabalhador do século XXI. Em todo o universo abrangente da gestão do tempo, o item mais difícil de ser combatido é a falta de foco. Esse problema é sutil, sorrateiro e precisa de uma grande força de vontade para ser vencido.

Uma recente pesquisa americana mostrou que um profissional só consegue permanecer focado em uma tarefa por ,no máximo, 11 minutos até que o telefone toque. Uma vez que ele pára um trabalho, custa, em média, 25 minutos até que a atenção se volte àquela primeira tarefa. Isso pode levar a uma perda de até suas horas diárias, devido à falta de foco e, conseqüentemente, acabada gerando uma desorganização no trabalho.

Algumas pessoas têm uma tendência natural a serem mais organizadas e a seguirem processos. Outras pessoas, por sua vez, são tão desorganizadas e avessas às regras que têm mais dificuldade para adquirir novos hábitos de produtividade.

A explicação se dá ao fato de que o cérebro humano possui dois hemisférios, ligados entre si pelo corpo caloso.

O hemisfério esquerdo, conhecido como consciente, é o responsável pelo raciocínio lógico. O hemisfério direito, conhecido como inconsciente, é o responsável pelo raciocínio criativo.

O hemisfério esquerdo é organizado, racional, lógico, analítico e se baseia no uso das palavras. Ele emite ordens e combina conceitos. O hemisfério direito é completamente diferente.

É intuitivo, imaginoso e criativo. Ele usa a linguagem do visual, do auditivo e do sensitivo.

Pessoas com o hemisfério esquerdo predominante têm tendência a serem mais organizadas, analíticas e gostam de seguir processos.

Conseguem facilmente seguir uma ordem para executar suas tarefas, são mais previsíveis, são pontuais e adorariam que o mundo fosse pontual.

Pessoas com hemisfério direito predominante possuem tendência a serem mais espontâneas, têm mais dificuldades com processos, são mais desorganizadas.

São fãs de pilhas de papéis, e caixas de e-mail cheias, gostam de atender diversos projetos simultaneamente e têm uma facilidade enorme de se distraírem.

Não existe um hemisfério melhor que o outro. Ambos são igualmente importantes. O segredo é saber utilizar os dois a seu favor na hora de ganhar mais tempo no seu dia.

O cérebro é facilmente atraído por acontecimentos ao seu redor. Basta alguém no escritório iniciar uma música, um falatório ou alguma novidade e pronto, era essa a desculpa

que você precisava para fugir da atividade por algo mais interessante. Veja algumas estratégias que podem ser adotadas para combater a falta de foco:

1) Priorize suas atividades.

Todos os conceitos de administração de tempo levam você a ter uma dia mais focado. Quando você se organiza, você define objetivos, se planeja e consegue saber o que

precisa realmente fazer no seu dia. Liste todas as atividades e priorize numericamente. Siga essa ordem na execução das tarefas.

2) Operação Shutdown

Quando precisar se focar em alguma atividade, desligue completamente seu celular e telefone, televisão, msn, e-mail, feche a porta e peça para ninguém incomodá-lo até terminar.

Quanto mais você se afastar das possíveis interrupções mais sucesso terá na sua concentração.

3) Para focar crie um padrão

Você pode ritualizar a sua concentração. Escolha uma música tranqüila que você goste e o ajude a relaxar. Alguns estudos de superlearning comprovam que a música barroca aumenta em 3 ou 4 vezes a concentração e a capacidade de absorção do cérebro. Toda vez que precisar se focar ouça sempre a música que o ajuda a se concentrar. Isso criará uma “ancora auditiva” e o colocará em estado de concentração muito mais rápido.

4) Respire

Antes de iniciar seu trabalho, relaxe por alguns minutos. Comece a respirar profundamente algumas vezes. Concentre-se apenas na sua respiração e no seu corpo. Deixe sua mente fluir naturalmente.

A pressão diária acaba aumentando nossa adrelina e deixando nosso ritmo mais ansioso e agitado, o que propicia a falta de foco. Quando você respira e relaxa, você diminui sua ansiedade e aumenta sua capacidade de concentração.

5) Desligue seu e-mail.

Deixar o e-mail ligado diretamente é um vício perigoso e hoje posso afirmar que é um dos maiores causadores da falta de foco em seu ambiente. Estabeleça horários durante o dia para essa atividade, não deixe que a cada e-mail sua atenção seja desligada.

Pare um pouco e analise o momento anterior à leitura deste artigo, como você tem se concentrado? Que tal ganhar alguns minutos preciosos no seu dia, sendo mais focado? Quando você vai começar a focar no que é realmente importante na sua vida?

Cristian Barbosa é especialista em produtividade pessoal e empresarial. Sócio da POPCOM Blue Eagle, diretor executivo da Tríade do Tempo, facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/Onu – Empretec e facilitador da FranklinCovey Brasil.

portalrh.com.br

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Como Administrar Melhor Seu Tempo

Postado em 22 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

Muitas pessoas me procuram, com problemas semelhantes em relação à gestão de seu tempo. No momento de definir um objetivo, é muito comum ouvir coisas do tipo:

Muitas pessoas me procuram, com problemas semelhantes em relação à gestão de

seu tempo. No momento de definir um objetivo, é muito comum ouvir coisas do

tipo:

Não consigo fazer o que tenho pra fazer por falta de tempo.

Gostaria que o dia tivesse 48 horas.

Preciso de mais tempo para realizar meus projetos.

Não tenho tempo para meus sonhos.

Essas são as frases mais comuns, de pessoas que não sabem administrar

corretamente seu tempo. Um dos fatores mais importantes, para se alcançar um

objetivo,

é saber priorizar as coisas que são realmente importantes na vida. Mas esta é

a tarefa mais difícil para quem sofre deste problema, como priorizar se tudo é

importante?

Na realidade, é mais comum do que se imagina, o fato das pessoas acharem que

tudo é importante em suas vidas, e que não podem fazer uma classificação válida

que as ajude a administrar melhor seu tempo. Estamos falando de situações

como: Ver todos os 50 e-mails que chegam por dia em sua caixa de mensagem, mesmo

que 90% deles sejam assuntos que poderiam muito bem ser classificados como de

baixa prioridade. Perder tempo com distrações diárias, que poderiam ser

subtraídas, poupando um maior tempo para ações mais importantes e direcionadas ao

objetivo. Prorrogar e protelar decisões que se tomadas no momento adequado,

podem poupar muito tempo num futuro próximo, o que não ocorre quando são decididas em cima da hora.

Quando encontramos pessoas deste tipo, o trabalho de Coaching pode se

comprometer seriamente, já que a falta de organização da pessoa pode e com

certeza vai colocar em risco o desenvolvimento de seu sonho, projeto ou desejo futuro.

Para evitar esta situação, o Coaching possui ferramentas especificas para se

trabalhar com organização de tempo, e vamos aqui neste artigo falar um pouco

destas ferramentas.

A melhor forma de aprender a administrar seu tempo, é trabalhar com um regime

de prioridades. Através de um trabalho de acompanhamento, o individuo e o Coach

poderão estabelecer critérios de prioridades para as principais tarefas a serem

executadas, e a forma com que estas tarefas irão se integrar ao dia a dia do

individuo, tornando assim possível eliminar tarefas que sejam de baixa prioridade, dando mais atenção para as tarefas que realmente farão a diferença na vida do cliente.

Este processo pode se iniciar com critérios simples, como por exemplo, Alta, Média

e Baixa Prioridade, sendo estes critérios avaliados da seguinte forma:

Alta Prioridade: Tudo que deve ser feito hoje, de forma que possa auxiliar o desenvolvimento de um projeto, e que não pode ser adiado de forma nenhuma.

Media Prioridade: Todas as tarefas que podem ser realizadas em um espaço de 48 horas, que não comprometam nenhuma tarefa de alta prioridade.

Baixa Prioridade: Tarefas que podem ser deixadas de lado, e que não vão interferir de forma nenhuma na realização do projeto final, ou interfiram em tarefas de Alta e Média prioridade.

Mostrei como exemplo, uma classificação bem simplificada, apenas para ilustrar

um pouco sobre o tema proposto neste artigo. Mas ao ser feito um trabalho de

Administração de Tempo,

com o suporte do Coaching, podemos detalhar muito mais estas tarefas, fazendo

uma classificação maior, e interligando uma com as outras, de forma que seja

possível um acompanhamento detalhado.

É também importante neste processo, que o cliente esteja comprometido em

assumir a responsabilidade sobre a execução das tarefas, na ordem pré-determinada.

Como dito em artigo anterior, é este comprometimento que faz com que o Coaching se torne realmente eficaz.

Em um próximo artigo, detalharei com mais precisão sobre esta técnica de administração de tempo, já que este artigo é apenas para alertar que muitas

vezes, não conseguimos alcançar e realizar

nossos sonhos, já que não podemos aumentar a quantidade de horas de nosso dia,

mas sim nos adequar as já conhecidas 24 horas.

Espero ter ajudado com este novo artigo,

Tenham um bom final de semana, e sucesso a todos.

rhportal.com.br

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Mitos E Verdades: Veja A Validade De Expressões Utilizadas No Trabalho

Postado em 22 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

No mundo corporativo, várias palavras surgem e acabam sendo repetidas inúmeras vezes. Conheça algumas dessas frases e veja sua real aplicabilidade nos negócios e nas vendas

Conheça 29 expressões em inglês usadas nas vendas

Quem nunca escutou alguma expressão ou frase feita dentro do seu ambiente de trabalho. “Em time que está ganhando não se mexe” e “casa de ferreiro, espeto de pau!” são dois exemplos de expressões que acabam sendo bastante utilizadas no trabalho, às vezes, até como conceitos estratégicos para empresas.

Mas o que será verdade ou mito na aplicação dessas expressões para o ambiente profissional? Será que seguir o conceito dessas frases ajuda no mundo dos negócios ou dentro do segmento de vendas?

Ivan Corrêa, sócio diretor da GS&MD e líder das práticas de gestão de mercadorias da Unidade de Consultoria de Operações, descreveu algumas dessas expressões bastante usadas no trabalho e revelou quais delas são verdades ou mitos dentro do trabalho. Confira:

Em time que está ganhando não se mexe!

Verdade se você deseja somente uma vitória temporária. O momento mais adequado para mexer em um time é exatamente quando ele está ganhando, quando é possível analisar a situação com mais tranquilidade e tomar decisões sem atropelos. Quando o time está perdendo, mexer não é mais uma opção: passa a ser necessidade. Com isso, a pressão por mudanças compromete a serenidade para os ajustes demandados.

Estoque é investimento!

Verdade, em ambientes altamente inflacionários. Para economias estáveis, o dito deveria ser outro: “estoque bom é aquele que deixa saudade!”. Infelizmente parece perdurar a visão esperançosa de que altos níveis de estoques vão garantir sucessos de vendas. E os inventários vão descobrindo mercadorias fossilizadas, estocadas há dois, três, quatro anos.

Vendas é barriga no balcão!

Verdade desde que a rede seja composta por uma ou poucas lojas. Na medida em que a rede de lojas cresce, a barriga no balcão impede que se tenha a visão do todo, dificultando tremendamente os processos de gestão comercial. E se o crescimento da empresa alcança novas regiões, com distâncias geográficas crescentes, a complexidade das operações cresce junto, principalmente em relação às mercadorias.

O olho do dono é que engorda o gado!

Verdade, se você é dono de um único boi e assim desejar permanecer. Esse ditado é seguido à risca por diversas empresas de varejo, principalmente na área de compras. A justificativa se ampara em lendas urbanas como a de que só o dono é confiável (como se não houvesse problemas familiares); que somente o dono pode dar credibilidade às negociações (como se o conceito de delegação não existisse); ou ainda que ninguém tem o tino comercial do dono (também conhecida como Síndrome da Mão de Deus).

Basta olhar para as redes de varejo que cresceram e se tornaram empresas de verdade, e não apenas negócios tratados como meio de vida. Via de regra, essas empresas possuem executivos de mercado competentes e estruturas de governança para assegurar que o seu futuro não dependa somente de quem está ali para engordar o boi.

Casa de ferreiro, espeto de pau!

Verdade para as redes que são negócios e não empresas de verdade. Por vezes, abusa-se desse ditado. É frequente que o ambiente e os produtos oferecidos aos clientes não reflitam a estrutura interna da empresa aos seus funcionários. Alegações como controle de custos e cultura econômica, dentre outras, criam a base para que esse ditado seja tão amplamente praticado.

Mesmo redes que comercializam produtos e serviços de alta tecnologia, por vezes possuem sistemas de informação totalmente defasados, rodando em plataformas obsoletas. Isso gera uma economia somente na aparência, pois a perda de produtividade das equipes raramente é aferida. Nas empresas de verdade, a estrutura interna é tão valorizada quanto aquela oferecida aos clientes, principalmente os sistemas de informação, que são a base para a produtividade. E isso não é feito por mero status corporativo, ou para impressionar. É que as empresas de verdade sabem que seus funcionários também são seus clientes.

Farinha pouca, meu pirão primeiro!

Verdade, se você não pretende comer pirão com aquela pessoa novamente. Apliquemos esse ditado à área de compras das empresas, onde ocorrem diariamente vários processos de negociação. Em ambientes altamente competitivos, parece certo que para uma das partes se dar bem, a outra parte, necessariamente, tem que se dar mal. E entram-se em batalhas cansativas, onde ambos tentam garantir o seu “pirão”, independente de quanto vai sobrar para o outro (se sobrar). Mas o que temos observado é que os processos de negociação nessa área têm sido mais cooperativos do que competitivos, buscando-se assim maior longevidade na relação comercial.

Tem-se reduzido o volume de fornecedores, justamente para fortalecer as relações com aqueles com os quais vale a pena trabalhar. Assim, pode-se obter maior equilíbrio de forças nas negociações, oportunidades de melhorias e ganhos bilaterais. Obviamente, sem perder de vista que o maior beneficiado deve ser o consumidor. Tudo isso parece fazer crer que, mesmo quando a “farinha” é pouca, vale à pena dividi-la.

Conhece alguma expressão que pode ser associada ao mundo corporativo? Deixe aqui sua expressão na área reservada para comentários.

Redação Administradores, www.administradores.com.br

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Empresas Já Ajudam Os Colaboradores A Serem Pais Melhores

Postado em 21 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Administração ·  

Conciliar a atividade profissional e a vida familiar sempre foi o dilema das mulheres, habitualmente encarregadas da maior parte dos cuidados com os filhos. No entanto, a exigência da sociedade em relação à participação dos pais na educação das crianças e nas atividades do lar está aumentando. Uma demonstração de que essa ideia ganha consistência é o aumento da concessão, por parte do Poder Judiciário, da guarda compartilhada dos filhos entre pai e mãe nos casos e separação; outra é a ampliação de benefícios relativos ao fato de se ter filho, antigamente concedidos apenas às mulheres, também aos homens.

Segundo consultores, as iniciativas de ampliar benefícios ainda são escassas e, normalmente, partem da proposta dos empregados e não das próprias empresas, mas há exceções. A indústria de defensivos agrícolas Fersol concede, desde 2003, licença-paternidade de até três meses, sendo dois meses de licença e um de férias, e auxílio-creche de até um salário mínimo mensal, enquanto a lei determina que o auxílio seja de R$ 150 reais por mês. Além disso, a empresa está discutindo internamente a concessão do benefício de estabilidade de emprego para os pais enquanto sua mulher estiver grávida.

O presidente licenciado da empresa, Michael Haradom, acredita que essas iniciativas são importantes para que se possa efetivamente promover uma igualdade de gênero na sociedade e quebrar o ciclo vicioso no qual apenas a mãe cuida do bebê e o pai é o provedor da casa. “Essa estrutura faz com que as crianças aprendam que os dois sexos são diferentes, o que acaba por reforçar a diferença de gênero”, reflete o executivo. Assim, em sua visão, conceder a licença-paternidade é uma forma de garantir que o pai seja visto como alguém que cuida, faz carinho e é tão responsável quanto a mãe pelo desenvolvimento da criança.

A concessão do auxílio-creche além do estabelecido por lei também tem uma razão de ser. “Se a criança fica na creche e depois com avó, tia, parente etc., oferecemos R$ 200 de auxílio; mas se a criança vai para uma escola que tem creche, oferecemos R$ 515 (que é o salário mínimo) porque queremos incentivar a ida da criança para um ambiente no qual ela se socialize e se desenvolva em vez de ficar em casa vendo televisão”, explica Haradom.

Pais “grávidos”

A estabilidade de emprego para os pais “grávidos” e as demais iniciativas têm o objetivo de demonstrar que a empresa acolhe o empregado que tem família e que ela não é um empecilho para a formação e o crescimento dessa família.

Segundo Haradom, os benefícios oferecidos pela companhia estão alicerçados por sua visão de gestão, segundo a qual a empresa tem uma série de direitos comerciais, mas também tem obrigações e responsabilidades com a sociedade. “As empresas dizem que sua contribuição é dar empregos e pagar impostos, mas não se pode glamourizar essa contribuição porque ninguém dá empregos; as empresas criam postos de trabalho para produzir bens dos quais elas mesmas se apossarão da maior parte do valor; assumir compromisso social é contribuir para o bem-estar das pessoas, para a justiça de gênero e social etc.”, afirma.

Contrário à idéia de que conceder benefícios compromete a lucratividade da empresa, Haradom explica que é melhor ter um funcionário com uma baixa planejada do que ele ter que sair em situações de urgência. No caso das licenças paternidade e maternidade, o executivo explica que o fato da criança ter o apoio do pai e da mãe nos primeiros meses de vida faz com que as crianças tenham um desenvolvimento mais saudável física e mentalmente e, consequentemente, seus pais sejam menos solicitados para levá-los a médicos ou a reuniões escolares por mau comportamento, por exemplo.

Além disso, colaboradores satisfeitos são mais produtivos e, finalmente, na visão de Haradom ao gerir a empresa de forma socialmente responsável, o empresariado contribui para as futuras gerações. “O lucro está em tudo, está em ter uma sociedade melhor para nossos filhos e netos e isso é muito mais significativo do que o que pode estar em um cofre”, resume.

Rede de apoio familiar

Embora a visão de Haradom seja moderna e acolhedora às famílias, essa realidade não é a mais comum nas empresas, segundo afirma a consultora Célia Spangher, da Maxim Consultoria. Na sua experiência, o movimento tem sido o contrário: não só os pais têm pouca compreensão da empresa para levar os filhos a médicos ou para atender a demandas escolares das crianças, quanto as mulheres também não são compreendidas nessa necessidade. “A maioria precisa ter uma rede de apoio, com avós, irmãs, empregadas etc. ou vão sofrer com o descontentamento dos patrões”, afirma.

No caso do colaborador ser do sexo masculino, a incompreensão é ainda maior. Segundo Célia, a visão dos empresariado é sexista mesmo e o discurso dos gestores, embora velado, costuma ser: “Mas o seu filho não tem mãe?”. Ou seja: se os patrões se incomodam com as incumbências femininas da maternidade; se incomodam duas vezes mais com as incumbências masculinas da paternidade.

Ela ressalta, entretanto, que há uma tendência à humanização nas empresas e que algumas procuram oferecer maior qualidade de vida para os colaboradores e essas, diz, têm maior chance de sucesso no futuro, uma vez que há uma transformação na sociedade. “A empresa que abraça seu funcionário, faz com que este abrace o cliente e todos abracem o negócio da empresa”, analisa.

Célia também observa que a desconfiança de alguns patrões a respeito das justificativas dos colaboradores para faltas ou atrasos precisam ser avaliadas em conjunção com outros comportamentos. Segundo ela, um funcionário que mente e “mata a avó” para não ir ao trabalho já tem outros comportamentos de desleixo com suas atividades, dispersão e desinteresse e já está realmente insatisfeito.

Negociações coletivas

A advogada Ana Amélia Camargos, presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP), comenta que tem visto negociações coletivas em que são incluídos termos que garantem alguns direitos antes restritos às mães, também aos pais. Por exemplo, há uma presunção de que a falta para levar a criança ao médico é justificável, o responsável pela tarefa pai ou mãe. O auxílio-creche também têm sido fornecido para quem tem a guarda da criança, independente de ser homem ou melhor.

Segundo Ana Amélia, o fato é que não há propostas partindo das empresas, mas também há resistência por parte delas quando os colaboradores exigem os benefícios relativos à paternidade.

Daniela Lessa canalrh.com.br

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