Resiliência – Mais Que Um Mero Sofá

Postado em 5 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

Imagine você tendo um devaneio, um insight daqueles! Seu chefe pede para você e seu colega pensarem num plano estruturado para ajudá-lo a resolver um buraco grande no fechamento do budget da equipe e você está, apaixonadamente, descrevendo a ideia para seu parceiro. Nesse momento, é chamado para uma reunião rápida e, quando volta, presencia seu parceiro (cara de pau) apresentando entusiasmadamente a ideia que “ele e você” tiveram para o presidente da empresa e seu chefe no cafezinho, como se o seu amigo tivesse sido o gênio criativo e você o coadjuvante. Você elegantemente o apoia e comemora o feito, refaz-se do baque e começa a arquitetar a melhor forma de capitalizar essa perda a seu favor já premeditando o próximo lance.

Vá lá, não sei se o exemplo é lá essas coisas, mas qualquer colega de pavio mais curto chamaria isso de “coração mole”, “permissivo”, “excesso de elegância”, “indulgente”, etc. Calma, pois nem tudo está perdido.

A psicologia chamaria de resiliente – na física é, portanto, a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido pressão. Um bom exemplo é a vara de salto – verga ao seu limite máximo, não quebra e volta com força total.

No dia a dia, é quanto a gente consegue lidar com as coisas, superar obstáculos ou resistir à pressão sem surtarmos. Mas um cara chamado Job (2003) foi mais a fundo e estudou sobre resiliência ligada à capacidade de tomar decisões considerando a pressão de um ambiente tenso e à busca por um resultado importante (acho que ele não surtou).

Outro camarada chamado George Souza Barbosa (2006) entende a resiliência como um cruzamento de cinco fatores a serem cultivados:

1. Administração das emoções – É não se desgastar gratuitamente. Isso ajuda a cultivar vínculos.

2. Controle dos impulsos – É não exacerbar na intensidade das emoções.

3. Empatia e otimismo – É agir entusiasmadamente, compreendendo as demais pessoas – isso ajuda a melhorar o ambiente e a atrair pessoas que também pensam de forma positiva e contributiva.

4. A autoeficácia – É a convicção ou a crença que alguém tem de que resolverá seus próprios problemas por meio dos recursos que encontra em si mesmo e no ambiente.

5. Alcançar pessoas – A pessoa tem de ser capaz de viabilizar a formação de fortes redes de apoio.

Ser resiliente é um exercício que, antes de tudo, precisa de equilíbrio entre amor-próprio e humildade, senão não será verdadeiro. Tema legal esse não?

Então, pense nisso.

Daniel Souza

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Resiliência, a Chave do Sucesso em Qualquer Área

Postado em 9 de maio de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

proveniente da física. Trata-se da capacidade que certos materiais apresentam de absorverem impactos e retornarem à sua forma original. Transposta para o comportamento humano, a resiliência representa não apenas a habilidade de lidar com as adversidades e de superá-las, mas também a capacidade de não permitir que essa experiência afete de modo negativo e permanente seu modo de ser e de ver o mundo.

É fácil perceber a importância que isso possui em nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Imagine uma pessoa que perde o emprego ou que se vê forçada a desfazer uma sociedade por ter confiado nas pessoas erradas ou devido à ação de indivíduos mal-intencionados. Ela pode vir a encontrar outro emprego ou iniciar um novo negócio. Mas isso, por si só, não é sinal de resiliência. Se a pessoa em questão tiver pouca ou nenhuma resiliência, sua maneira de ser e de ver o mundo será negativamente afetada por essa experiência. Ela pode, por exemplo, passar a desconfiar de tudo e de todos, assumir o comportamento de vítima e enxergar apenas o que os outros têm de pior. Esse tipo de atitude, é claro, comprometerá seu bem-estar psíquico e emocional, bem como seus relacionamentos e sua ascensão profissional.

Já a atitude de uma pessoa resiliente é completamente diferente. Por mais que a experiência a tenha feito sofrer, ela é capaz de superá-la sem que a sua essência seja negativamente alterada. Em vez de desconfiar de todo mundo, ela simplesmente aprende a selecionar melhor seus amigos e sócios. Em vez de adotar uma postura de vítima, ela passa a acreditar ainda mais em sua capacidade de superação. E, por mais que a dificuldade experimentada a tenha abalado, ela não perde a fé, a convicção e o entusiasmo. Estudos indicam que pessoas resilientes mantêm sua integridade emocional inclusive quando se confrontam com situações devastadoras. Em meados de 2001, a psicóloga Barbara L. Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, fez uma pesquisa para detectar a resiliência de um grupo de estudantes universitários. Pouco depois, os Estados Unidos – e o mundo – foram abalados pelos ataques terroristas ocorridos em setembro daquele ano, no qual milhares de pessoas perderam suas vidas. A doutora Fredrickson retomou suas pesquisas, dessa vez para detectar os efeitos da tragédia no grupo que ela estava estudando. Os resultados indicaram que os resilientes experimentaram as mesmas sensações de angústia e tristeza que os não-resilientes. A diferença é que eles demonstraram maior capacidade de recuperação e foram menos afetados por problemas como estresse pós-traumático, depressão e ansiedade. Por quê? De acordo com os estudos da doutora Fredrickson, o principal motivo é a atitude positiva que os resilientes demonstram perante a vida. Mesmo em face de uma situação extrema, eles conseguiram invocar emoções positivas – como a gratidão por estar vivo, a compaixão e o desejo de ajudar – e mantiveram o foco no altruísmo e na coragem dos que participaram das missões de resgate, em vez concentrarem-se apenas na perversidade dos perpetradores.

Pode-se dizer que é uma questão de foco, de perspectiva. No entanto, são as coisas nas quais você decide focar sua atenção que definem suas escolhas de vida.

Ricardo Bellino – Empresário e dealmaker, fundador da Gold & Bell, do Inemp, o Instituto do Empreendedor, e da Escola da Vida (www.escoladavida.com). Autor de diversos livros lançados em mais de dez países, é também colunista e palestrante.

Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno D – Ricardo Bellino

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A Disciplina é a Chave para o Sucesso

Postado em 25 de abril de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

O indivíduo bem disciplinado cumpre seus propósitos no momento certo e

centraliza as energias naquilo que realmente é importante para a realização

de seus projetos.

Muitas pessoas iniciam o ano com dezenas de projetos: estudar alguma língua estrangeira, concluir o curo de pós-graduação, economizar mais, levar a ginástica a sério, trocar de emprego e de carro. Chega um novo ano e a lista de promessas se repete, exatamente como ocorre com os políticos em tempos de campanha.

A razão para o fracasso desses propósitos é a falta de disciplina.

O sucesso é decorrente de uma mistura de autoconhecimento, disciplina, persistência, auto-estima e ação. O autoconhecimento permite explorar melhor nossas habilidades, buscar informações para superar pontos fracos e agir no momento mais adequado.

A disciplina determina as escolhas. O indivíduo bem disciplinado sabe fazer o que é certo no momento adequado, em vez de fazer o que é fácil, em troca de uma comodidade passageira. Ou seja: o indivíduo disciplinado sabe manter o foco em suas metas básicas, que levarão à realização de seus sonhos.

A auto-estima vai proporcionar-lhe auto-respeito e ajudar-lhe a manter uma atitude positiva diante das dificuldades. Desenvolvendo essa três qualidades, o sucesso será apenas uma conseqüência.

Existem várias formas de desenvolver a disciplina. Comece criando pequenos hábitos positivos. Se você estiver sempre atrasado, experimente adiantar seu relógio dez minutos e chegar ao local de seus compromissos antes do horário estabelecido. Faça o mesmo na hora de sair da cama: acabe com o hábito de dormir mais cinco minutos após o despertador tocar.

Procure disciplinar-se diariamente para melhorar seu desempenho no trabalho.

Você será o maior beneficiado adotando essa atitude.

Você tem tudo a ganhar quando oferece o melhor de você. Seja nas relações profissionais, familiares ou de amizade. Depois de desenvolver bons hábitos em pequenas atitudes do cotidiano, será mais fácil disciplinar-se para realizar metas maiores.

Quem é disciplinado consegue manter os propósitos em situações adversas.

Quando pensa em desistir, reforça as energias e trabalha mais ainda.

Pense nas coisas que você tem se proposto a fazer mas não deu nem o primeiro passo. Tem uma forte razão para não ter iniciado algum de seus projetos? Se não, que tal começar agora?

Assuma o controle de sua vida. Aprenda a ser independente, não espere nada de ninguém. Você é o único responsável por seu sucesso ou fracasso. Se ao longo de sua trajetória receber um “empurrãozinho” de alguém, será lucro.

Desenvolva a auto-estima, busque o autoconhecimento, seja disciplinado, adquira o hábito de terminar tudo o que começou. Mantenha o otimismo, a fé, a esperança. Adote uma postura positiva diante da vida.

Viva o agora. Agora é o melhor momento para aprender e lutar pela realização de seu sonho.

Mantenha a serenidade, controle a ansiedade, não espere retorno da noite para o dia. O importante é ter a consciência de que você está no rumo certo.

A disciplina é uma qualidade comum às pessoa realizadoras e bem-sucedidas.

Ela torna as pessoas livres, autoconfiantes, produtivas.

Que fazer para aumentar sua disciplina:

- Emoção – Controle seus impulsos, aja de acordo com seus propósitos, em vez de seguir suas emoções. Saiba fazer a coisa certa, no momento certo, mesmo quando gostaria de fazer justamente o contrário.

- Saiba ficar em silêncio – Pense antes de falar. Lembre-se: tudo o que disser será usado a seu favor ou contra você.

- Administre seu tempo – Planeje seus dias, siga seus planos, estabeleça prioridades.

- Controle suas finanças – Nunca gaste mais do que você recebe. Procure ter sempre uma reserva financeira.

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Desenvolva Sua Capacidade Resiliente

Postado em 19 de fevereiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

Ser resiliente é … poder atravessar crises e adversidades sem se deixar abater por elas;
Ser resiliente é … conseguir sair das crises mais forte, embora possa estar ferido;
Ser resiliente é … poder ressignificar o sofrimento e as adversidades e transformá-las em aprendizado para a vida;
Ser resiliente é… poder manter e alimentar a fé e a esperança de que as coisas vão melhorar;
Ser resiliente é… resgatar seus valores e princípios e trazê-los bem perto;
Ser resiliente é… saber que você participa da construção da sua própria história;
Ser resiliente é … buscar apoio e um ombro amigo nas horas difíceis;
Ser resiliente é… olhar a situação de vários ângulos e escolher o melhor ângulo;
Ser resiliente é … enxergar o copo meio cheio e não meio vazio;
Ser resiliente é … resgatar os vínculos significativos da sua história e mantê-los ao seu alcance na memória;
Ser resiliente é … saber que você não é um ser sozinho no mundo, mesmo que possa parecer;
Ser resiliente é … se manter conectado à sua essência e àquilo que realmente importa para você na vida;
Ser resiliente é … ser firme como as montanhas, suave como o vento e maleável como um junco; Ser resiliente é … alimentar a atitude positiva e deixar morrer de fome a atitude negativa;
Ser resiliente é … utilizar o potencial criativo;
Ser resiliente é … acreditar na vida, nas pessoas e em você mesmo;
Ser resiliente é … descobrir recursos e habilidades antes insuspeitados;
Ser resiliente é … olhar pra frente e continuar seguindo adiante, a despeito das dificuldades, crises e adversidades.

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Você é Uma Pessoa Resiliente?

Postado em 3 de fevereiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

A Dor é inevitável, o Sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade

 mola

Nas empresas, escolas, e até na imprensa tem se falado e valorizado muito as pessoas resilientes. Ou seja, a Resiliência vem sendo praticada no desenvolvimento pessoal, profissional e social.
Mas afinal o que é ser Resiliente ou ter Resiliência?.
A palavra Resiliência vem do latim RESILIO, que significa “voltar ao normal”.
A psicologia denomina o termo Resiliência como uma capacidade que certas pessoas têm de sofrer fortes pressões ou situações de grande estresse e não quebrar-se emocionalmente. Ser resiliente é uma qualidade e precisa de atitude para enfrentar as pressões e adversidades do cotidiano.
O profissional resiliente não aceita o medo, a tristeza e a raiva. Estes são sentimentos que paralisam a pessoa, impossibilitando-a a uma retomada de ação. Os resilientes são capazes de vencer as dificuldades e os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que sejam. Pode ser desde a morte de alguém muito querido, um desemprego inesperado, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe.
Você está se vendo no espelho? Lembrou-se de alguma situação em que agiu como um resiliente e não sabia que possuía esta qualidade? Acredito que todos nós, em vários momentos de nossas vidas, querendo ou não, precisamos ser resilientes para poder sobreviver.
Focando um pouco no mercado corporativo, diferentemente do que muitos imaginam, o estresse hoje vem sendo analisado nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho, estando presente nos mais distintos níveis hierárquicos, intensificando-se na medida em que aumentam as cobranças, pressões, etc. O mercado procura profissionais que saibam trabalhar sob pressão, pois possuem flexibilidade para moldarem-se a cada situação de obstáculo e desafio. Quanto mais resiliente, maior será o seu desenvolvimento pessoal. Isso o torna uma pessoa mais motivada e com capacidade de contornar situações que apresentem maior grau de tensão.
Em algumas empresas vem sendo considerada uma competência importante a ser desenvolvida, deixando de lado um pouco o tema Liderança (tão falado anteriormente).
As mulheres têm um melhor preparo cognitivo, afetivo e comportamental para lidar com as adversidades em seus diversos papéis (mãe, filha, avó, esposa, amante, profissional, etc.).
Como diz uma grande amiga, ser Resiliente ou ter Resiliência é uma arte – a arte de enfrentar as dificuldades, levantar a poeira e dar a volta por cima. Mas vou dizer uma coisa, não é nada fácil praticá-la. Precisa-se de muita Competência, Coragem, Persistência e principalmente Alegria de Viver.
Marlene Baldin

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Resilência

Postado em 25 de janeiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

Resiliência é a capacidade concreta de retornar ao estado natural de excelência, superando uma situação critica. Segundo dicionário Aurélio, é a propriedade de pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal de formação elástica”.” È A ARTE DE TRANSFORMAR TODA ENERGIA
DE UM PROBLEMA EM UMA SOLUÇÃO CRIATIVA”
GRAPEIA/2004

Resiliência surgiu na física e significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades, é trabalhado em todas as áreas como saúde, finanças, indústria, sociologia, e psicologia. Embora seja um assunto muito recente entre nós, já é trabalhado à anos na América do Norte, com sucesso.

O estresse profissional é uma realidade observada hoje nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho, diferentemente do que muitos imaginam, não está restrito apenas para profissionais que exercem altos cargos em grandes empresas. O problema está presente nos mais distintos níveis hierárquicos, em empresas de todos os portes, isso se intensifica à medida que se aumentam cobrança, pressão etc. Neste mundo globalizado um grande diferencial representa a pessoa resiliente, pois o mercado procura profissionais que saibam trabalhar com altos níveis de cobrança. Esses profissionais recuperam-se e se moldam a cada “deformação” (obstáculo)situacional.
O equilíbrio humano é como a estrutura de um prédio, se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras como doenças psicossomáticas que se manifestam nos indivíduos que não possuem esta característica ex: gastrite entre outras.
O ser humano resiliente desenvolve a capacidade de recuperar – se e moldar – se novamente a cada obstáculo e a cada desafio. Quando mais resiliente for o indivíduo maior será o desenvolvimento pessoal, isso torna uma pessoa mais motivada e com capacidade de contornar situações que apresente maior grau de tensão.
Um indivíduo submetido a situações de estresse que tem a capacidade de superá-las sem lesões mais severas (“rachaduras”) é um resiliente. Já o profissional que não possui este perfil é o chamado “homem de vidro”, que se “quebra” ao ser submetido às pressões e situações estressantes.
A idéia de resiliência pode ser comparada às modificações da forma de uma bexiga parcialmente inflada. Se comprimida, pode adquirir as formas mais diversas e em seguida retorna ao estado inicial.
Existe dois tipos de indivíduos, aqueles que nascem e os que se tornam resilientes.
Todos nós podemos nos tornar resiliêntes. Seguem algumas dicas:
• Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade
• Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação
• Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar
• Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o “ponto de apoio para recuperar-se”
• Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança
• Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom
• Assumir riscos (ter coragem)
• Tornar-se um “sobrevivente” repleto de recursos no mercado profissional
• Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas)
• Separar bem quem você é e o que faz
• Usar a criatividade para quebrar a rotina
• Examinar e sobre a sua relação com o dinheiro
• Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer para em seguida retornar ao estado original .
A resiliência consiste no equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, de atingir outro nível de consciência, que nos traz uma mudança de comportamento e a capacidade de lidar com os obstáculos da vida e do profissional.

 

Leonardo Soares Grapeia: Cursando Administração com ênfase em gestão de Negócios(UMC), trabalha em um grande Instituição Financeira, Fundador e Gestor do site www.agenegocios.com.br e do blo.agenegocios.com.br. Com vários artigos publicados nos sites; www.administradores.com.br, www.endeavor.org.br e www.artigos.com.

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Resiliência? O que é isso?

Postado em 25 de janeiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

Está sendo bastante comum escutar nas empresas, nas escolas e a imprensa falar de que temos que ser resilientes. E os resilientes são aqueles que são capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami. Aliás, já se encontram muitos livros abordando o assunto como o Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas, organizado por Aldo Melilo e Elbio Nestor Suárez Ojeda. Nesse e noutros livros e artigos encontramos os autores relatando que o conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreendê-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sócio-cultural em que as pessoas estão inseridas. E desde os anos 80 a escola tem sido vista como um desses ambientes, por excelência, para haver o enriquecimento da resiliência.No Brasil, o assunto da resiliência se torna fundamental quando examinamos o fato de a taxa de crescimento econômico brasileiro – mesmo o país sendo tido como nação emergente – em 1996 ter sido de apenas 2,7%. Em 1997 ela terminou em 3,6% e, no ano seguinte, pifiamente – em apenas 0,12%. Em 1999 se marcou 0,8% e para 2000 houve uma alentadora taxa de 4,2%. Os dados e as projeções elaboradas pelo próprio IBGE para o triênio (2001-2004), nesse tópico e naqueles relacionados ao crescimento da condição econômica e melhora de vida, foram números lamentados por toda a sociedade.

Embora tais realidades estejam presentes no cenário brasileiro, e se fazem presentes no âmbito da resiliência, a pesquisa e a produção científica em torno desse tema, no que concerne à psicologia e à educação, começaram a surgir no Brasil apenas na última década.

No campo da educação temos dois aspectos relacionados. O primeiro diz espeito à resiliência da escola enquanto instituição que reúne diferentes sistemas humanos. O segundo contempla o aspecto particular da pessoa do professor e do aluno. Com relação a esse aspecto, embora seja um tema da subjetividade humana, pesquisadores como Edith Grotberg já disseram que ela é bastante mensurável. Uma vez que é possível compreendê-la como associada às fases do desenvolvimento humano; entendê-la como peculiar quanto ao gênero; não se subordina ao nível sócio-econômico; se difere dos fatores de risco e dos fatores de proteção; se trata de um dos atributos da saúde mental e da boa capacidade de aprender e é um processo que pode ser entendido com seus fatores, comportamentos e resultados resilientes. Por estar relacionada a diversas áreas da subjetividade humana é que ela carece de um alto grau de flexibilidade no curso de uma vida.

Particularmente na educação é possível ter muito mais êxito, se na vida houver flexibilidade de se viver ricamente os vínculos e os afetos que nos rodeiam. A falta de flexibilidade em situações de traumas e sofrimentos é uma das dificuldades para harmonizar um projeto de vida.

A flexibilidade e a riqueza dos vínculos se tornaram objetos de estudos desde os primórdios da pesquisa sobre resiliência. Elas estavam presentes nas próprias palavras de Frederic Flach, ao cunhar o termo em 1966 para o âmbito das ciências humanas, querendo dizer que em face da desintegração psíquico-emocional, uma pessoa necessita descobrir novas formas de lidar com a vida e dessa experiência se reorganizar de maneira eficaz. Segundo Richardson, por exemplo, muito se pode aprender sobre o que seja resiliência, particularmente quando olhamos para uma pessoa e podemos nela verificar a presença de um padrão de comportamento de defesa, seguido de padrões de adaptação e, por fim, da presença de padrões resilientes.

Esses elementos são organizados e os teóricos costumam chamar de Fatores de resiliência. Nós mesmos trabalhamos com uma escala que mensura tais índices. Trata-se do “Questionário do Índice de Resiliência: Adultos – Reivich – Shatté / Barbosa”. A escala mensura sete Fatores que constituem a resiliência: A administração das emoções, descrita como a habilidade de se manter calmo sob pressão. O controle dos impulsos, compreendido como a habilidade de não agir impulsivamente e a capacidade de mediar os impulsos e as emoções. Otimismo, a habilidade de ter a firme convicção de que as situações irão mudar quando envolvidas em adversidades e manter a firme esperança de um futuro melhor. A análise do ambiente, descrita como a habilidade de identificar precisamente as causas dos problemas e adversidades. A empatia, revelando a habilidade de ler os estados emocionais e psicológicos de outras pessoas. Auto-eficácia, como a convicção de ser eficaz nas ações. Alcançar Pessoas, a habilidade de se conectar a outras pessoas para viabilizar soluções para as intempéries da vida.

E, para cada fator constitutivo mensurado com escore “abaixo da média”, interpreta-se como uma área sensível da vida. Quando ocorrerem quatro ou mais fatores como escores “abaixo da média”, compreende-se como uma pessoa em situação de risco. Estes sete fatores foram selecionados por serem concretos e de possível mensuração, podem ser ensinados e melhorados em programas educativos específicos.

E agora, vamos desenvolver resiliência?

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Resiliência – A Rapidez De Se Levantar Após A Queda

Postado em 25 de janeiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

Você perdeu o emprego, seu cônjuge pediu o divórcio, algo catastrófico ocorreu para você (acidente, morte de um ente querido, um crime, enchente …) Como você reage a isto?
Você certamente irá sofrer porque a nós nos foi ensinado que coisas deste tipo nos provocam dores. Você se afunda em si mesmo e pode até chegar a afirmar “que está no fundo do poço”.Para mais, a sociedade como um todo (pais, amigos, parentes, professores) nos ensina que acontecimentos ruins como o erro, a falha ou o fracasso também são coisas horríveis. Mas ninguém nos ensina como aprender com eles e vislumbrar novos caminhos para nos tornarmos melhores, se as coisas vierem a se repetir.Imagine-se agora ocupando um cargo de alta gerência ou superior em uma organização líder de mercado. Certamente você estará sofrendo pressões, cobranças, sobrecarga de tarefas, medo de desemprego e “otras cositas mas” oriundas da globalização e da nova economia. E como você reage a isto?Em qualquer destas situações acima, citadas apenas como exemplos, iremos reagir de acordo com nossas crenças e nossos valores. Mas, o que devemos ter em conta, que é pela mente que iremos perceber tais fatos. E estes fatos irão gerar respostas após serem “filtrados” pelas nossas mentes.Portanto, nossas reações boas ou ruins vão depender de como nossa mente interpreta o evento ou a situação. E isto é algo individual, ou seja, cada ser humano reage de uma maneira. Assim sendo, o estresse pode ser compreendido como a forma de se perceber cada fato ou evento. O que para uns pode representar um risco ou uma fonte de estresse, pode não ser para outros. O que pode, para uns, representar um risco em um determinado momento de suas vidas, pode não sê-lo em outro momento.A diferença está em nossa reação. A vivência de algo negativo nos ensina a reagir de forma diferente e mais serena caso o mesmo evento venha a se repetir, o que faz com que não tenhamos as mesmas reações. E não iremos tê-las porque nos adaptamos, nos reajustamos e aprendemos a reagir de forma mais inteligente para não chegarmos, novamente, “ao fundo do poço”.Esta capacidade humana tem o nome de resiliência. É uma palavra oriunda da Física e definida como a propriedade pela qual a energia armazenada em um determinado corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica (Dicionário Aurélio), ou seja, a capacidade de um corpo voltar ao seu estado normal após ter sofrido uma pressão (deformação) que foi removida.Em Ciências Sociais, a resiliência é “uma qualidade de resistência e perseverança da pessoa humana face às dificuldades que encontra.. Em Medicina, é “a capacidade que o indivíduo tem de resistir, por si próprio ou por medicamentos, a uma doença, infecção ou intervenção”.Em Biologia, é “a capacidade que a natureza tem de se reorganizar após passar por uma situação de devastação).Em Psicologia é “a capacidade que o ser humano tem em superar situações adversas (perdas, estresse, crises) com o mínimo de disfuncionalidade no seu comportamento, adaptando-se ou ajustando-se à nova situação”.O Dr.Alberto D’Auria nos fornece o seguinte exemplo: “um indivíduo submetido a situações de crises, estresse ou perdas e que sabe vencer sem lesões severas (rachaduras) é um resiliente Já aquele(a) que não possui resiliência é chamado(a) “homem ou mulher de vidro”, que se “quebra” ao ser submetido a pressões e situações estressantes. A idéia de resiliência pode ser comparada às modificações da forma de uma bexiga parcialmente inflada: se comprimida, adquirindo as formas mais diversas e retornando ao seu estado inicial após a remoção das pressões exercidas sobre a mesma”.Já Tavares, define resiliência como “a capacidade de responder de forma mais consistente aos desafios e dificuldades, de reagir com flexibilidade e capacidade de recuperação diante de desafios e circunstâncias desfavoráveis, obtendo uma atitude otimista, positiva e perseverante e mantendo um equilíbrio dinâmico durante e após os embates”.Deste modo, resiliência é a capacidade que o indivíduo possui em saber lidar com pressões e situações difíceis e adversas, sem prejuízo de sua saúde física e de seu equilíbrio emocional. Quem é resiliente consegue recuperar-se após vencer cada desafio. E, quanto mais resiliente é a pessoa, menor será o índice de doenças e maior será seu desenvolvimento pessoal.Resiliência significa equilíbrio entre tensão e capacidade de lutar, além de servir de aprendizado para estarmos preparados quando outra situação adversa acontecer. Pessoas resilientes abrem-se para outro nível de consciência.Atualmente, várias organizações têm fornecido ferramentas e treinamentos nesta área, pois aquele colaborador que não desenvolve a resiliência poderá apresentar queda de produtividade e desenvolvimento de doenças. Com isto, todos os colaboradores e líderes terão a oportunidade de aumentar o conhecimento de si mesmos, mudar suas respostas, tanto comportamentais como emocionais, diminuir a ansiedade e o estresse frente as adversidades e aumentar sua confiança quando incertezas se fizerem presentes.

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Como Desenvolver e/ou Aumentar A Resiliência

Postado em 25 de janeiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

O Dr. Alberto D’Auria fornece as seguintes orientações:
mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade;
aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação;
praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição;
procurar manter o lar em harmonia, pois isto representa “o ponto de apoio para recuperar-se”;
aproveitar parte do tempo para ampliar conhecimentos, pois isto aumenta a autoconfiança;
assumir riscos (ter coragem), pois não adianta brigar com os problemas mas enfrenta-los para não ser destruído por eles;
tornar-se um(a) “sobrevivente” repleto(a) de recursos no mercado de trabalho;
usar a criatividade e a imaginação para quebrar a rotina e mudar seus hábitos para resolver situações imprevistas, adversas e delicadas;
transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom e melhor;
apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas);
separar bem quem você é e o que você faz;
permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer para, em seguida, retornar ao seu estado original.Vantagens
O desenvolvimento da resiliência pode proporcionar ao ser humano as seguintes vantagens:
*permitir nossa reciclagem pessoal através da renovação de nossas energias e da *reintegração ou ajustamento à uma nova realidade;
*fornecer a oportunidade de curar velhas feridas;
*descobrir novas formas de lidar com a vida e de nos organizarmos de modo mais eficaz;
*melhor preparação para lidarmos com pressões;
*fornecer meios de reduzir pressões desnecessárias, reconhecendo como são criadas e mantidas;
*desenvolver a capacidade que cada um tem de se adequar e flexibilizar às situações sem perder seus objetivos.

A resiliência fortalece o desempenho mantendo as habilidades e competências necessárias para que o indivíduo continue seu aprendizado, seu desenvolvimento e ascensão de sua carreira profissional.

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Características Da Pessoa Resiliente

Postado em 25 de janeiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Resiliência) ·  

Segundo Frederic Flach, as características da pessoa resiliente são:
*capacidade de aprender;
*auto-respeito;
*criatividade na solução de problemas;
*habilidade em recuperar a auto-estima quando diminuída ou temporariamente perdida;
*independência de espírito: autonomia;
*liberdade e interdependência;

Habilidade de fazer e manter amigos; disposição para sonhar; bom senso de humor; grande variedade de interesse. Comece a prestar mais atenção a você mesmo quando situações adversas, como um acontecimento do passado lhe trouxer lembranças amargas ou ser acometido por uma doença ou uma perda, ou … e você ficar “para baixo” ou deprimido. Este é o momento que a vida está lhe dando para saber, realmente, se você é resiliente ou não.Ou, como afirma Kelly Young: “o problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema”.

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