Sempre que Orares
Sempre que orares, lembra-te dos teus desafetos.
Daqueles que deves diuturnamente incluir em teus pensamentos de paz.
Daqueles que, sem que saibas o motivo, não se afinizam contigo.
Daqueles que te inspiram menor simpatia, no entanto estão sempre cruzando com teus passos.
Daqueles com os quais, muitas vezes, nunca dialogaste, mas vivem comentando a teu respeito.
Daqueles que te invejam, por te suporem ser o que não és.
Daqueles que indiretamente feriste e não te oferecem chance de reconciliação.
Daqueles que torcem inexplicavelmente pelo teu fracasso.
Daqueles, enfim, que, induzindo-te a desmenti-los, te motivam a ser melhor do que és.
Irmão José
| | Comentar »Tua Verdade
Tua vida é moldada através daquilo que tu alimentas, dia a dia, em teu ser, em tua vontade.
Tens que perceber até que ponto tens consciência daquilo que estás a viver.
Observa se as tuas escolhas
te trazem quietação e sossego,
o verdadeiro alimento da alma.
Por muitas vezes, tendes a esqueceres
de ti mesmo, manobrando direções opostas
ao teu crescer, a tua alegria.
Um pouco mais tarde, reclamas da dor,
do vazio que insiste em te lembrar que algo não deu certo, que as coisas não estão bem…
E, se observares, atentamente,
perceberás que deste início a tudo isto.
Tua vida estendeu-se conforme a tua vontade.
Muitas vezes, tuas decisões estão calcadas em ilusões e para te dares conta disso é difícil,
pois ilusões são sutis, tomam formas que, a princípio, podem te encantar…
Mas, não são a tua verdade,
não tratam da tua verdade.
E o que é a tua verdade?
A tua verdade descansa na simplicidade,
no aconchego do teu cuidado
para contigo mesmo.
A tua verdade está em doares de ti águas límpidas para que recebas rios cristalinos; compreensão, discernimento, para que recebas uma percepção mais apurada.
A tua verdade está no teu silêncio,
no teu centramento enquanto filho de Deus.
Não te confundas pelos caminhos.
Não te enganes na raiva, na depressão.
Estes são meios de negares a própria vida.
Tua conexão com a luz mostra
a tua verdade a cada momento.
Sê disponível ao que desperta através
do teu coração, assim encontrarás não
só tua verdade, mas o amor que faz
com que ela te seja possível.
| | Comentar »E Se a Morte Chegasse Agora?
Se você soubesse que hoje iria morrer – o que faria?
Esta pergunta foi feita a um homem, no século XIII. Era um homem iluminado.
Nascido em berço de ouro, conheceu as delícias da abastança. Filho de rico mercador, trajava-se com os melhores tecidos da época.
Sua adolescência e juventude foram impregnadas das futilidades daqueles dias, em meio a expressivo número de amigos.
Assim transcorria sua vida, quando um chamado se deu a esse jovem.
Então, ele se despiu dos trajos da vaidade e se transformou no Irmão Francisco, o Irmão dos Pobres.
Sua alma se encheu de poesia e ele passou a compor versos para as coisas pequeninas, mas muito importantes, da natureza.
Chamou irmãos à água, ao vento, ao sol, aos animais. Sua alma exalava o odor da alegria que lhe repletava a intimidade.
Muitos amigos o seguiram, abraçando os lemas da obediência, pobreza e castidade. Amigos na opulência, amigos na virtude.
Certo dia, enquanto arrancava do jardim as ervas daninhas, Frei Leão, que o observava, lhe perguntou:
Irmão Francisco, se você soubesse que morreria hoje, o que faria?
Francisco descansou o ancinho, por um instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro, pareceram contemplar paisagens interiores de beleza.
Suspirou, pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu, sereno:
Eu? Eu continuaria a capinar o meu jardim.
E retomou a tarefa, no mesmo ritmo e tranquilidade.
Quantos de nós teríamos condições de agir dessa forma? A morte nos apavora a quase todos.
Tanto a tememos que existem os que sequer pronunciamos a palavra, porque pensamos atraí-la.
Outros, nem comparecemos ao enterro de colegas, amigos, porque dizemos que aquilo nos deprime, quando não nos atemoriza.
Algo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir apanhar.
E andamos pela vida como se nunca fôssemos morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.
Assim, embora a queiramos distante, essa megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos.
Por isso, importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos fosse o derradeiro.
Não no sentido de angústia, temor, mas de sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora, usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.
Usar cada dia para o trabalho honrado, que nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.
Sorrir, abraçar, amar.
Realizar o melhor em tudo que façamos, em tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por onde passemos.
Façamos isso e, então, se a morte nos surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência de Espíritos que vivemos na Terra doando o melhor e, agora, adentraremos a Espiritualidade, para o reencontro com os amores que nos antecederam.
Pensemos nisso.
reflexão.com
| | Comentar »A Lição da Doação
Comumente ouvimos falar a respeito da necessidade de nos desapegarmos das coisas materiais, desde que somos passageiros nesta vida, sendo a verdadeira a vida espiritual.
Ao esboçarmos tal conceito, o que temos em mente é de repassá-lo para adultos, isto é, pessoas maduras.
É que nutrimos a ilusão de que os mais idosos é que partem primeiro, o que nem sempre é verdadeiro, embora possa parecer a lei natural.
Dessa forma, é bastante importante que comecemos a ministrar a lição da doação, do desapego aos pequeninos.
Excelente exercício é convidá-los a doar alguns dos seus brinquedos para outras crianças. Afinal, para os pequenos, o que existe de mais precioso, senão os seus brinquedos?
A experiência tem demonstrado que, assim convidadas, as crianças normalmente escolhem diversos brinquedos, em especial se lhes for dito que eles se destinam a outras crianças que não têm com que brincar.
É comovente se observar como elas separam bonecas, bolas, bichinhos de pelúcia, e vão afirmando: Com este, eu já não brinco mais. Este eu posso dar.
Mais comovente ainda é observá-las entregar, de boa vontade, os seus brinquedos a outras crianças.
Mas o que se tem registrado em momentos tais é a interferência dos pais, separando, dentre os escolhidos pela criança para doação, aqueles brinquedos que reputam de muito valor para irem parar nas mãos de uns pequenos carentes.
É que os adultos olhamos para os brinquedos com olhos de valores comerciais, enquanto a criança tem olhos de utilidade.
Muitas vezes, o brinquedo caro não é o seu preferido.
Quando, como pais, assim procedemos, estamos demonstrando o quanto somos apegados às coisas materiais e o quanto nos falta ainda exercitar para nos libertarmos em definitivo de tais conceitos.
Urgente que aprendamos a não interferir nas decisões das nossas crianças, quando a generosidade se lhes estampa nos gestos. Pois é nas lições do cotidiano que se forma o caráter dos pequenos. E, de um modo geral, somos nós mesmos, os pais, que podamos com nossas atitudes aquilo que é espontâneo nos nossos pequenos.
Dar coisas, e mormente aquelas que consideramos como preciosas, é a verdadeira lição da doação.
Lição que os pequenos demonstram em abundância, nas quais nós, os adultos, nos devemos espelhar.
É que, normalmente, buscamos dar daquilo que nos sobra, que nos é supérfluo, que não mais desejamos.
Quando assim agimos, não estamos nos doando verdadeiramente, pois que nada mais fazemos que atender a um gesto de fraternidade, algo que se espera de qualquer ser humano em relação a outro carente.
* * *
O sinal de que Jesus está conosco e nós com Ele é exatamente o que nos dispomos dar, em nome Dele.
Doemos, pois, o pão da esperança, da alegria e do bom ânimo para todos os que encontremos em nosso caminho, desesperançados, tristes e acabrunhados.
Engrandeçamo-nos nas pequenas doações, crescendo nos deveres que nos cabem realizar.
reflexao.com.br
| | Comentar »Amados e Amáveis
Todos desejamos ser amados. Mas será que já compreendemos a necessidade de sermos amáveis?
A História nos conta que todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt, o Presidente americano, ficaram espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos.
Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.
E como fazia isso? A resposta é simples:
Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente àquele hóspede.
Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes líderes, que a estrada real para o coração de um homem é lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.
O ensaísta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta lição.
Narra a seguinte experiência:
Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.
Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua atenção em mim.
Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impressão de estar particularmente interessado no mesmo.
Depois que ele saiu, falei vibrante: Que homem!
Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que não entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.
Mas, então, por que falou todo o tempo sobre barcos?
Porque ele é um cavalheiro. Viu que você estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agradável!
Inspirados nessas duas ricas experiências, indagamos: será que nos esforçamos para nos tornarmos agradáveis aos outros?
Será que encontramos neste mundo cavalheiros com tais características de altruísmo e polidez?
São raros, infelizmente. Por isso, a lição nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuança desta virtude.
Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esforçar para sermos amáveis!
A amabilidade é esta qualidade ou característica de quem é amável, por definição.
É ser polido, cortês, afável. É agir com complacência.
Allan Kardec, ao estudar a afabilidade e a doçura, na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, conclui:
A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação.
* * *
Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.
Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.
Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida.
Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.
Cultiva a brandura sem afetação. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável (…).
flexao.com.br
| | Comentar »Quando Alguém
Quando alguém te fale do passado, acautela-te.
A rigor, ninguém sabe o que foste ou que fizeste em pregressas existências.
Muitos se referem à reencarnação apenas para conseguirem o que desejam de ti.
Não te permitas iludir pelos que não te respeitam os sentimentos.
Infelismente, muitos que te falam de amor no passado estão apenas pensando em sexo no presente.
Compromisso sério não se alicerça na mentira.
Não te entregues afetivamente a quem esteja compromissado com outrem.
Os Espíritos Superiores não se prestam a revelações levianas e nem são instrumentos do mal.
Irmão José
| | Comentar »Tarefas Significativas
Visitar o doente no hospital.
Costurar para os desnudos.
Oferecer um prato de sopa ao faminto.
Estender a xícara de leite a quem deva tomar um remédio.
Cooperar na limpeza de uma instituição assistencial.
Sorrir para o desesperançado.
Dar presença incentivando os companheiros a perseverarem.
Não demonstrar abatimento.
Retribuir a gentileza de um amigo.
Escrever um bilhete de apoio a quem esteja em prova.
Falar edificando.
Não tecer comentários desairosos.
Cuidar do jardim.
Eis algumas das tarefas mais significativas para quem realmente deseje ser útil.
Irmão José
| | Comentar »Misticismo e Rituais
Misticismo e rituais exteriores não te auxiliam por dentro.
Não te apegues a qualquer prática exterior de crença.
Seja a consciência o teu altar de oferendas a Deus.
Os Benfeitores Espirituais sempre encontram o endereço de quem trabalha no bem dos semelhantes.
A fé dispensa qualquer culto formal.
Nada é mais forte que o poder curativo da prece.
Quando se tem mérito, das mãos de um criminoso se recebe a bênção.
Esclarece-te. Não te permites explorar pelos falsos profetas.
Atitudes místicas e rituais não substituem a postura íntima da alma, em sua reverência ao Criador.
Irmão José
| | Comentar »Perdão das Ofensas
Há muitas maneiras de pedir perdão.
Quem se aproxima de ti, sem coragem de nada dizer, está procurando reconciliação.
Não exijas dos outros um pedido formal de desculpas.
Não tripudies sobre as discreta atitude de humildade de quem reconheça o erro.
Para ser esquecida, a ofensa pede que não seja relembrada.
Facilita as coisas para quem procura olvidar o passado.
Não fiques rememorando as experiências amargas de quem faliu.
O perdão genuíno jamais espezinha.
Imagina-te escutando referências constantes sobre as tuas quedas.
Muda de assunto com um sorriso e perdoa cm espontaneidade.
Irmão José
| | Comentar »Fraquezas Alheias
Não comentes as fraquezas alheias.
Quem busca diminuir os outros está tentando promover-se à custa da infelicidade dos semelhantes.
Observe se a crítica que fazes não se aplicará primeiro a ti.
A pior imperfeição moral é aquela que prejudica o próximo.
Quem apenas destaca o mal revela-se incapaz de incentivar o bem.
A aparência de virtude é mais prejudicial que mazela declarada.
Os que mostram conscientes dos seus erros já efetuaram maior progresso do que os que se julgam infalíveis.
Façamos silêncio para as lutas pessoais dos que vivem à nossa volta.
Estendamos a eles a nossa solidariedade, sem que em nossos lábios haja censura ou em nossa presença haja descaso.
Irmão José
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