A Importância Do Cartão De Visita No Relacionamento Profissional
O cartão de visita é um dos itens mais importantes em um contato profissional. Para os orientais, o valor do cartão de visitas é tão expressivo que o recebimento dele é feito com as duas mãos. É por meio dele que a pessoa do profissional e a empresa que ele representa iniciam uma interação que lhes oferece a possibilidade de serem conhecidos pelo outro.
Ensina o velho e sábio ditado que: “a primeira impressão é a que fica”. Portanto, ao se fazer uso do cartão, é necessário que algumas regras básicas devam ser observadas.
Antes de mais nada, não se deve esquecer que o cartão de visita é um material promocional que identifica uma pessoa e uma empresa. Ele reflete a identidade e a imagem corporativa da empresa, razão pela qual é considerado como uma ferramenta de grande valia para o profissional. Não fosse por muitas razões, bastaria pensar em seu pragmatismo: ele torna viável a ocorrência de contatos posteriores.
Em atenção a essas características, alguns cuidados devem ser tomados, que vão desde a confecção até a entrega em mãos.
O ideal é que o cartão seja confeccionado em uma gráfica. Devem ser evitadas impressões caseiras, pois o tipo de papel usado e a impressão de qualidade são essenciais para refletir uma boa imagem impressa.
Para que se alcance o sucesso em um primeiro contato e se possa ser lembrado de forma positiva, é essencial saber entregar e receber um cartão de visita. Esse pequeno pedaço de papel tem a força de um “ritual de saudação” no mundo dos negócios, quando ele informa ao interlocutor: quem é o profissional que ali se apresenta, o que esse profissional faz e como pode ser encontrado posteriormente.
O visual do cartão deve ser o mais limpo possível, contendo informações objetivas, na exata medida do que precisa ser comunicado. Deve ser confeccionado, preferencialmente, em cor clara e com pouca imagem, para que não ocorra uma confusão visual e o seu conteúdo se torne de difícil compreensão.
A objetividade e a clareza do que se quer comunicar devem conter o nome completo de quem se apresenta, sua profissão ou cargo, além de outros dados profissionais, incluindo o nome da empresa e seu logotipo, o endereço físico, telefone corporativo, fax, e-mail, endereço do site e, se for o caso, pode-se incluir o número de um telefone celular.
Indica-se que o único elemento do cartão que pode ser mais visível do que o nome do profissional é o logotipo da empresa. Há, ainda, a possibilidade de ser acrescido um slogan ou frase curta que evidencie algum diferencial.
Todas as informações deverão estar sempre atualizadas. Ocorrendo mudanças de telefones, e-mails ou cargo, é preciso providenciar a confecção de novo cartão, pois não é nada elegante entregar um cartão rasurado ou com dados inadequados.
Importante lembrar que, frequentemente, os grandes negócios são fechados pessoalmente e, neste momento, é fundamental estar com seu cartão de visita atualizado.
O cartão deverá ser entregue, sem ansiedade, virado de frente para quem o recebe, o que facilita sua leitura. Dobrar a ponta caiu em desuso. Em geral, esta entrega é feita no início da conversação, quando as pessoas ainda não se conhecem. É prática comum, em reuniões, deixar o cartão à vista para facilitar a memorização do nome do profissional com quem se está mantendo uma troca de informações. Caso o encontro seja informal, o melhor a fazer é trocar os cartões na saída.
É mais cortês entregar o cartão do que pedir o cartão do outro. Quando se recebe um cartão, é indicado que seja lido com atenção, buscando memorizar o nome do profissional ali escrito antes de guardá-lo, para demonstrar o interesse e poder chamá-lo pelo nome. Para evitar que possam se amassar ou sujar é conveniente que os cartões sejam carregados em porta cartões e que fiquem em locais de fácil acesso.
Ao se apresentar sem um cartão de visita, o profissional corre o risco de comprometer a sua credibilidade, oferecendo uma imagem que poderia ser interpretada como desleixo e falta de organização.
Por essa razão, considera-se fundamental o hábito de usar esta ferramenta: o cartão de visita, tão pequeno em sua aparência e tão importante em seu significado.
Ricardo Dorés – Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante. É sócio-diretor da SalesResults | Soluções para Mercados Competitivos. www.salesresults.com.br contato ricardo@salesresults.com.br
Artigo de Out/2009
| | Comentar »O Ser Humano Como Centro Das Atenções
Confira por que o RH é tão importante quanto as velhas vedetes organizacionais: Financeiro, Produção, Engenharia, Marketing e Vendas
“No final das contas, nós apostamos nas pessoas, não nas estratégias” – Larry Bossidy, CEO aposentado da Honeywell
As características que definem o ambiente dos negócios sofreram mudanças profundas nesta primeira década do século XXI. No novo ambiente econômico, a principal fonte de produção vem migrando do capital físico para o capital intelectual, o que faz da gestão de pessoas um fator crítico para a criação de valor nas organizações. Passada a era da reengenharia, da reestruturação organizacional e dos investimentos em projetos de qualidade total, o mundo corporativo vive hoje em plena era do conhecimento e informação.
Para sobreviver neste ambiente o principal desafio dos executivos e gestores de negócio é a incessante busca por vantagens competitivas pelo aprendizado contínuo. Na opinião do brilhante observador social americano Alvin Toffler, “na onda da informação o poder deriva do conhecimento”.
Contudo, seria impossível agregar conhecimento, mais importante fonte de poder em nossa época, para a organização sem gerenciar o capital humano. O conhecimento das organizações depende fundamentalmente das pessoas, o que é bastante coerente com o discurso que tenho ouvido de muitos colegas afirmando que “as pessoas são o grande diferencial competitivo das organizações”.
As empresas perceberam que para se tornar competitivas nesse mercado globalizado não basta ter os melhores recursos tecnológicos. A tecnologia de ponta e as boas práticas de gestão, apesar de serem realmente importantes, não são suficientes para a obtenção de diferenciais no mercado.
Quando uma companhia consegue enxergar e gerenciar os conhecimentos, as habilidades e as atitudes de seus funcionários, ela obtém também o insumo fundamental para manter o crescimento de seu negócio baseado em vantagens competitivas. Isso é o que chamamos de gestão estratégica de Recursos Humanos. Felizmente, esse conceito começa a ganhar cada vez mais importância em nosso país. Já existe um contingente expressivo de empresas que se estruturaram, ou já procuraram fazer isso, para atingir esse nível de gestão de pessoas.
Neste ambiente, o RH se tornou uma peça fundamental para que a organização consiga superar seus desafios. A gestão de Recursos Humanos na organização toma uma conotação estratégica neste contexto. O RH deixa de ser um mero centro de custos, uma área de postura reativa, para se tornar uma fonte de lucros à medida que disponibiliza instrumentos para identificar as competências necessárias para o sucesso do negócio.
Esses instrumentos devem ajudar a obter um maior grau de precisão nos processos seletivos, a desenvolver os colaboradores de forma mais eficaz e até mesmo a mudar a cultura da organização para a valorização do talento. Como já afirmou Jack Welch, palestrante da ExpoManagement 2009, “um líder de alto nível precisa de um sistema de integridade, na qual a avaliação das pessoas é feita com o mesmo nível de precisão com que é feito o balanço da empresa”.
Daniel de Carvalho Luz (Diretor de Recursos Humanos para América do Sul da Johnson Controls – Power Solutions e professor dos cursos de pós-graduação da FAAP)
| | Comentar »Dez Motivos Para Dizer Não Aos Boatos Na Empresa
“Você soube da novidade que está percorrendo os corredores da empresa?”.
“Lembra-se de ‘fulano’ do setor de informática? Ele contou uma verdadeira bomba”. Frases como essas são comuns nos corredores das empresas e não importa o segmento ou o tamanho da organização. São os chamados boatos que se multiplicam pela chamada “Rádio Peão” e que tanto podem disseminar informações distorcidas que não causem estrago à vida da empresa quanto divulgar “novidades” que culminam em fortes dores de cabeças para muitos profissionais, quando não levam os funcionários a um estado de medo. Isso geralmente ocorre quando, por exemplo, ocorre alguma demissão, um gestor é transferido ou, então, novas ferramentas são implantadas pela administração. Seguem algumas razões para averiguar se as informações que correm de “boca em boca” são motivos para deixar você, sua equipe ou demais colegas preocupados.1 – Se alguém é desligado da empresa, não importa o cargo que a pessoa ocupe, nunca pense que o fato desencadeará uma onda de demissão em massa. Além de estressar a você mesmo, essa informação certamente deixará os demais ao seu redor com um analgésico prestes a ser engolido.
2 – O desligamento pode ter sido iniciativa do próprio funcionário que conseguiu uma proposta melhor ou que por um motivo de ordem pessoal, precisou afastar-se da empresa temporariamente.
3 – Quando uma organização preocupa-se com o clima, o líder toma a iniciativa de comunicar aos liderados o desligamento de um membro da sua equipe. Isso acalmará os demais profissionais e não dará margens às fofocas.
4 – Ao saber que uma nova tecnologia ou ferramenta será adotada, antes de dizer não ao novo, ao desconhecido, deixe primeiro que seu gestor faça a comunicação oficial e não leve em consideração o que “fulano”
disse: “Essa novidade só trará dor de cabeça para todos, porque é muito complicada de ser utilizada”. Antes, participe do treinamento oferecido pela empresa para realmente constatar se você terá ou não dificuldades em lidar com aquele novo recurso.
5 – Seu gestor foi transferido, desligou-se da empresa ou se aposentou?
Nada é eterno e o mundo está em constante transformação, inclusive o meio organizacional. Por essa razão, se ouvir comentários do tipo: “O novo chefe trata todos no chicote e adora perseguir as pessoas. O departamento vai virar um inferno”. Não faça a imagem de uma pessoa, sem primeiro conhecê-la. A metodologia de trabalho pode ser até diferente, mas não significa que quem chegará trará um “copo de espinhos” para você beber.
6 – Antes de dar “ouvidos” às notícias que correm pelos corredores, caso a empresa possua canais de comunicação formais, fique atento ao conteúdo de cada um deles. Quem sabe, aquele “boato” que o deixou assustado não foi um engano e o assunto é abordado de forma objetiva.
7 – Caso escute algo que pode comprometer o clima da sua equipe, não contribua para a disseminação dessa informação, pois a tendência é que a mesma seja repassada. E quando chegar ao quinto “par de ouvidos”, já não será dita como você a ouviu. Tem dúvidas de que isso ocorra? Lembre-se, então, daquela brincadeira do “telefone sem fio”, que você participava com seus colegas de escola.
8 – Se, porventura, a tentação for grande demais e você queira comentar com alguém, o faça após o expediente. E que essa pessoa seja alguém confiável, que no dia seguinte não saia espalhando que você falou isso ou aquilo. Já pensou como sua imagem ficará na organização, caso isso aconteça?
9 – Quando uma equipe possui um gestor acessível, o que deveria ocorrer sempre, se uma “dita novidade” o envolva, uma boa alternativa é procurar o seu líder para uma conversa franca. Peça alguns minutos da atenção do seu líder para tirar dúvidas e saber se o que chegou a você tem procedência ou não passa de uma “fofoca”, para tirar sua atenção das atividades e prejudicar sua performance. Lembre-se que, infelizmente, a inveja faz parte da realidade da vida e ninguém está livre de ser alvo dela.
10 – Supondo que você ouviu um “boato” hoje e guardou para si. Duas semanas nada aconteceu, como a “rádio peão” havia anunciado. Isso significa que tudo não passou de uma informação distorcida, sem fundo de verdade. Esse é mais um motivo para você fazer uma triagem daquilo que escuta, pois no final das “contas” quem pode ser prejudicado é você próprio.
Patrícia Bispo – RH.com.br
Gafes Corporativas
Sob as lâmpadas fluorescentes nas empresas, alguns vícios continuam iguais ano após ano. E, depois de dez horas diárias durante cinco dias da semana, eles incomodam bastante quem tem de conviver com eles. Fizemos uma listinha para ajudá-lo a lidar com cacoetes comuns nos escritóriosPAPO DE VESTIÁRIO
Banheiro ou chuveiro da academia da firma não são os melhores lugares para abordar o chefe para falar de trabalho. Mas aparentemente algumas pessoas, digamos 40% da população corporativa, não se deram conta disso. Essa parcela continua chamando o chefe para contar que já mandou um e-mail para o cliente, mesmo que ele esteja no privativo. Ou vai conversando sobre aquela reunião enquanto toma banho na academia.
COMO LIDAR
Se acontecer de alguém chamá-lo para um papo no meio da escovação de dentes pós-almoço, não pense duas vezes antes de dizer, gentilmente, que prefere conversar dentro de dez minutos, em sua mesa, com mais privacidade e conforto. E com um hálito mais agradável, certamente.
ADEUS, LANCHINHO
Você esqueceu seu pacote de biscoitos em cima da mesa e, no dia seguinte, não restava mais nada? Ou abriram sua gaveta ao cair da noite e devoraram seus bombons sem dó? Quando a fome aperta no escritório, é comum colegas comerem o lanchinho alheio. Principalmente quando o expediente vai até mais tarde.
COMO LIDAR
Ao notar o sumiço, o melhor é mandar uma indireta. “Fale assim: ‘Estou com fome e meu pacote de biscoitos sumiu. Quem vai me dar outro?’”, brinca a consultora de etiqueta corporativa Renata Mello. “É melhor generalizar e fazer uma brincadeirinha com todos do que buscar claramente os acusados, o que seria muito constrangedor.” Se não der certo, comece a levar maçãs ou balas de gengibre.
E-MAIL AO LÉU
Uma das principais maldades corporativas é fazer um e-mail apontando um erro do seu colega com cópia para o chefe dele. Ou para o chefe comum. Você já fez isso? Ok, já foi. Reconheça o erro e ajoelhe no milho, mas não repita.
COMO LIDAR
Quem não está contente com as atitudes dos colegas deve ter uma conversa em particular, direta e gentil. Se você foi a vítima, faça o mesmo e explique que você poderia ter resolvido a situação.
VICIADOS EM REUNIÕES
Ficou tão banal fazer reuniões que já é normal as pessoas aceitarem os convites online sem pestanejar. E é mais comum ainda que o seu chefe se lembre, de última hora, que não poderá ir e mande você no lugar dele, mesmo que você não tenha nenhuma noção do assunto ou do que vai dizer.
COMO LIDAR
Informe-se sobre a pauta e veja se realmente faz sentido participar, já que muita gente convida uma lista imensa sem saber que contribuição dará. Se for o caso, argumente com quem o chamou. Se houve reincidência, converse e sugira melhor aproveitamento do tempo. Estima-se que as empresas desperdicem 500 reais por ano, a cada 100 funcionários, com reuniões improdutivas. Se nada der jeito, sempre tem o batalha naval.
AH!, OS ESPAÇOSOS
Tem gente que vai deixando suas coisas espalhadas por onde passa e, quando você vê, tem uma cesta de Natal largada no corredor – em plena Páscoa! E há quem se apodere do armário coletivo para colocar tudo o que é seu, sem o mínimo espírito de coletividade.
COMO LIDAR
Nesse caso, converse com a equipe, de uma maneira geral, para combinar uma forma de dividir o armário de um jeito racional, para que todos tenham seu espaço. Ou proponha um mutirão de limpeza. Quanto aos objetos largados pelos corredores, explique que aquilo pode atrapalhar a imagem de quem o fez, pois “dá a impressão” que essa pessoa não respeita o espaço dos colegas. Sem citar a possibilidade de causar um acidente, caso alguém tropece e caia.
INSÔNIA PRODUTIVA
Sabe aqueles chefes ou colegas que sofrem de insônia e aproveitam a noite para mandar e-mails? “Essa atitude mostra que a pessoa quer se exibir como bom profissional, pois trabalha até tarde, e que é um workaholic convicto. Nenhum dos dois é bem-visto nas empresas modernas”, diz a consultora de etiqueta Renata Mello.
COMO LIDAR
Se você cumpriu suas tarefas, não há motivo para se sentir mal se o colega trabalhou até de madrugada, e você não. Responda o que for necessário, normalmente, e pergunte se pode ajudá-lo a resolver algum problema que se estendeu até tarde, se for o caso.
BRONCA EM PÚBLICO
Criticar duramente ou dar um pito em alguém na frente de todo mundo é coisa do tempo da máquina de escrever. Já saiu de moda faz muitos anos, mas tem gente que insiste em ser démodé. Falha grave.
COMO LIDAR
Espere o autor da bronca se acalmar e chame-o de lado para dizer que não gostou do ocorrido, que se sentiu ofendido e que ficaria muito feliz se isso nunca mais se repetisse.
Fonte: Você S A – Fabiana Corrêa (redacao.vocesa@abril.com.br) 09/02/2010
| | Comentar »Você Sabe Lidar Com Os Conflitos?
Responda as perguntas abaixo, marcando para cada resposta:
Sempre Quase sempre Às vezes Raramente Jamais
1. …Entendo que os conflitos são muitas vezes inevitáveis, pois temos diferenças de percepções, opiniões, enfim, diferenças individuais que são naturais…
2. …Mesmo diante do desconforto e do constrangimento causados por um conflito, consigo manter meu autocontrole, e não me envolver emocionalmente, focando a situação e não as pessoas…
3. … Procuro me colocar no lugar dos outros, sendo sensível em relação aos seus sentimentos e compreensivo quanto às suas posições…
4. … Quando percebo que estou dentro de um conflito, procuro pensar numa forma de resolver a situação positivamente para os dois lados, o meu e o dos outros…
5. … Percebo que a melhor forma de contribuir para a solução de um conflito entre terceiros, é não tomar posições em favor ou contra alguma parte, e assumir uma postura neutra e tentar mediar, mantendo foco no problema e não nas pessoas…
6. …Consigo superar meus sentimentos de raiva e frustração com a situação e ser capaz de cooperar para encontrar uma solução adequada…
7. …Quando tenho alguma divergência e dificuldade com outra pessoa, procuro conversar diretamente com ela, colocando assertivamente o que está ocorrendo e como estou me sentindo…
8. … Consigo ouvir o outro, mesmo quando estou contrariado, para tentar entender seu ponto de vista…
9. …Acredito que a melhor solução é aquela que é boa para os dois lados, e que pode existir uma terceira alternativa, que não é a minha nem a dos outros…
10. …Procuro aprender com as situações de conflitos pessoais, ou com terceiros, no sentido de saber lidar de forma positiva com este tipo de situação…
11. …Tenho flexibilidade para entender outros pontos de vista diferentes dos meus…
12. … Cedo, quando percebo que isto poderá contribuir para um entendimento entre as partes e para resultados positivos para ambos.
Aferição das Respostas:
Some e Multiplique:
Some todas as respostas “Sempre” e multiplique por 5
Some todas as respostas “Quase Sempre” e multiplique por 4
Some todas as respostas “Às vezes” e multiplique por 3
Some todas as respostas “Raramente” e multiplique por 2
Some todas as respostas “Jamais” e multiplique por 1
Avaliação De Resultados
Veja seu resultado:
49 a 60 pontos – Sua habilidade para LIDAR COM CONFLITOS é EXCELENTE. Você demonstra ter atitudes muito positivas diante das situações de conflito, favorecendo soluções eficazes e podendo assumir papel de mediador/conciliador no conflito entre terceiros
37 a 48 pontos – Sua habilidade para LIDAR COM CONFLITOS é BEM DESENVOLVIDA, mas pode aprender ainda mais com cada nova experiência e aprimorar alguns pontos, analisando mais a si mesmo e observando mais os outros. Às vezes lidamos bem com os nossos conflitos, mas ainda não estamos preparados para ajudar aos outros, ou por outro lado, sabemos ajudar na solução dos outros, mas não sabemos encontrar a melhor solução quando estamos envolvidos emocionalmente.
25 a 36 pontos – Sua habilidade para LIDAR COM CONFLITOS É MEDIANA, nem muito desenvolvida e nem baixa. Você precisa expandir mais sua inteligência emocional, pois o autoconhecimento, o autocontrole, a empatia , a sociabilidade, a assertividade e a flexibilidade são as bases para esta habilidade. Você tem potencial, mas precisa desenvolvê-lo mais ! Não se acomode !
12 a 24 pontos – Você tem POUCA habilidade para LIDAR COM CONFLITOS. Procure identificar seus sentimento e compartilhar mais com as outras pessoas. Também aprenda a ouvir mais os outros e a respeitar as diferenças naturais, ninguém é igual a ninguém! O primeiro passo para um processo de melhoria é admitir e aceitar nossas vulnerabilidades (pontos fracos). Depois, observe atentamente pessoas e situações bem sucedidas nestes aspectos, e avaliem quais são as habilidades e atitudes que fizeram diferença. Elabore um plano de ações para desenvolver as habilidades e atitudes que deseja aprimorar.
Menos de 12 pontos – Sua habilidade para LIDAR COM CONFLITO É MUITO PEQUENA. Para você, é extremamente difícil lidar com esta situação. Acredite que melhorar esta habilidade pode ser mais fácil do que você imagina, mas exige trabalho persistente, e muita disponibilidade para o outro. Procure aprender com todas as experiências, mesmo que sejam negativas. Evite repetir situações que promovam frustrações, procure estar mais aberto para os relacionamentos e a considerar alternativas novas diante das situações. Seja mais flexível ! Exercite ! Tente ! Tente de novo ! Você pode !
Este tipo de teste não pode ser encarado como “rótulo”. Entenda-o como um estímulo à nossa auto-análise, que nos ajuda a identificar pontos “cegos” que podemos desenvolver para melhorar nossa atuação pessoal.
Agora que você já tem a sua autopercepção, considere a possibilidade de ampliar seu autoconhecimento, pedindo a uma, duas ou três pessoas que convivem diretamente com você (pessoal ou profissionalmente) para responderem o teste sobre você e darem um feedback sobre os resultados do mesmo.
Desta forma, você poderá entender melhores os impactos positivos ou negativos destes aspectos sobre o seu desempenho profissional e sobre suas relações com o MUNDO!
SUCESSO
Faltas? Doenças? Acidentes?
Absenteísmo? Acidentes de trabalho? Alguns doentes, principalmente, no começo da semana? Isto é comum na sua empresa? Você sabe lidar com isso?
Usualmente, o chefe, gerente ou dono procuram saber onde os empregados estão errando para eliminar esses sintomas acima, aqueles ali do título deste Boletim Semanal. Ou culpa os empregados por não quererem nada com nada, ou não vestirem a camisa da empresa.
Apesar desta conduta e responsabilização serem bastante usuais, existe uma possibilidade – grande – de se estar cuidando do sintoma e não da causa.
O que leva as os trabalhadores a evitar o trabalho? O que leva os empregados a ficarem doentes? O que leva pessoas às desatenções que provocam acidentes?
Eu sempre digo que motivação é uma porta, dentro da nossa cabeça, que só abre por dentro. E a chave para abrir a porta da motivação, na sua cabeça, só você tem acesso. O mesmo ocorre com os seus empregados ou colegas de trabalho. Igualzinho…
Dentro da tão procurada motivação ao trabalho, a minha interpretação da motivação diz que há fatos, providências, processos, políticas, culturas, hábitos,comportamentos que podem levar, facilitar e conduzir as pessoas ao trabalho. Estes são conhecidos como fatores aproximativos à motivação, ao trabalho.
De uma forma análoga, mas no sentido inverso, há também os fatores evitativos, que são aqueles que conduzem as pessoas a evitar o trabalho, ou evitar entrar em contato com o local de trabalho.
Cabe aos responsáveis, donos, líderes, gerentes, chefes, supervisores, empregados de confiança, trabalhar no sentido de aumentar os fatores aproximativos e diminuir os fatores evitativos.
Com isto eu estou dizendo que não podemos lidar diretamente com a motivação, pois ela é uma porta que só abre por dentro…
Para lidar com a motivação temos que lidar com o que aproxima a pessoa a alguma coisa – neste caso o trabalho – e com o que faz com que as pessoas evitem ir ao trabalho.
As relações pessoais, de amizade, afetivas e amorosas, põem e devem sofrer o mesmo tipo de análise.
No ambiente de trabalho, aumentando os fatores aproximativos e diminuindo os fatores evitativos, você está trabalhando para que a pessoa se sinta bem, ou seja, sinta-se disposta a trabalhar.
Pense bem, onde você se sente bem? Onde tratam você de uma maneira adulta e cortês, ou onde tratam você como alguém que não tem grande importância?Uma leitura, que eu recomendo, é o livro já esgotado, mas encontrado facilmente em sebos e bibliotecas:
Atitudes Favoráveis Ao Ensino de Robert F. Mager, Editora Globo.
A edição que eu tenho é de 1983. A transposição do texto, excelente e revelador, do livro acima, da área educacional para a área do trabalho, é imediata e clara. Translúcida.
O grande problema, ou a grande solução, das faltas, doenças e acidentes pode não estar no empregado, pode não estar sob a responsabilidade do empregado, pode estar com o outro lado, pode estar do lado do patrão, dos líderes, dos gerentes e supervisores.
O espírito, a cultura, o clima organizacional, o ambiente dos relacionamentos interpessoais de quaisquer empresas, têm a cara de quem comanda a empresa. Sempre. Estes pessoas apontadas influenciam, são a grande influência que faz com que:
- ou o seu empregado venha com um sorriso nos lábios, feliz trabalhar, mesmo sendo uma segunda-feira;
- ou o seu empregado sinta, no domingo à noite, assistindo o Fantástico, uma dor no estômago, ou certa indisposição, que ele traduz por:
- “Eu não gosto do domingo à noite…”
Estes fatores e esta disposição (fatores aproximativos) – ou indisposição (fatores evitativos) – é que definem o estado do seu empregado, ou você mesmo, em ir trabalhar.
Esta disposição – ou indisposição – é que define se você está:
- por inteiro, desperto, pleno e alerta no trabalho, ou
- com o corpo presente no trabalho, mas a mente querendo estar em outro lugar, querendo fugir desse trabalho.
Estes estados internos de motivação são extremos, e servem somente para traçarmos os pontos extremos.
Sabe-se que a motivação, em quaisquer pessoas, não é única e constante, varia, varia inclusive ao longo do dia.
A motivação, em você na minha pessoa, em qualquer pessoa, varia de acordo com o que enfrentamos nos inúmeros papéis que desempenhamos ao longo do dia, em nossa vida. Como encaramos e enfrentamos a vida também.
Você quer que a sua empresa tenha empregados motivados?
Absenteísmo, ou seja, muitas faltas ao trabalho? Isto pode indicar que vir para a empresa está difícil…
Empregados muito doentes, sem causa aparente? Isto pode indicar que vir para o trabalho exige um esforço sobre-humano, a ponto de o empregado desenvolver doenças, para evitar a ida ao trabalho.
Doenças psicossomáticas são doenças provocadas por emoções e sentimentos, muitas vezes não entendidos, nem revelados à própria pessoa que adoece. Converse com um médico ou psicólogo conhecido e peça explicações sobre doenças psicossomáticas.
Muitos acidentes de trabalho? Isto pode estar indicando falta de atenção, baixa auto-estima do empregado, o que leva a pouco cuidado com ele próprio e com os equipamentos da sua empresa…
Cada um destes 3 itens acima, separadamente, já indica uma empresa que não está com sua produtividade máxima, os custos estão elevados, a produção baixa e, com muita probabilidade, os relacionamentos interpessoais estão corroídos.
Note que ter empregado motivados inclui ter desafios que sejam vencidos, significa também que sua empresa não é complacente com desempenhos ruins, não quer dizer que a sua empresa tenha que ser “boazinha”. A meritocracia deve imperar.
Como está a sua empresa, com relação às faltas, aos acidentes de trabalho? Os empregados da sua empresa ficam muito doentes?
Você tem dificuldade de trabalhar com o que leva o seu empregado, feliz, ao trabalho? E com o que leva o seu empregado para longe do trabalho?
Você quer ter uma empresa onde as pessoas adorem trabalhar? Isso garante alta produtividade.
Carlos Alberto Faria – calfaria@merkatus.com.br ou cafaria@merkatus.com.br
| | Comentar »Saúde Mental Dos Colaboradores Também Merece Atenção
O mundo corporativo moderno despertou para um assunto que por um longo tempo foi ignorado pelos dirigentes organizacionais: a saúde mental dos colaboradores. Isso porque inúmeros fatores têm afetado a vida dos profissionais nas companhias, gerando diversos problemas como, por exemplo, as doenças psiquiátricas. Na vida pessoal, esse tipo de debilidade atinge a auto-estima, além de desestruturar relacionamentos interpessoais, entre outros problemas. No ambiente organizacional, as perdas também são visíveis como a queda na produtividade e o afastamento do emprego.
A Caio Induscar, empresa encarroçadora de ônibus, enxerga as pessoas como seu principal recurso e investe em programas para melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Foi com a intenção de oferecer um ambiente de trabalho saudável, que gerisse auto-realização para as pessoas e amparo às suas necessidades, que a organização implantou o Programa de Humanização na Empresa Bem-Estar, mais conhecido como PHE Bem-Estar – que possui como principal objetivo a reabilitação de colaboradores com problemas psiquiátricos.
Atualmente, a corporação emprega cerca de 3 mil funcionários no parque fabril em Botucatu, cidade localizada no interior paulista, e seu escritório central está situado à capital do Estado de São Paulo. A empresa atua em todo o território nacional e em países como a África do Sul, Angola, Chile, Costa Rica, Equador, Jordânia, Líbano, Nigéria, Peru, República Dominicana, Taiti, Trinidad Tobago, entre outros.
O programa – Implantado em abril de 2004, o PHE Bem-Estar visa humanizar o relacionamento com os funcionários e diminuir o índice de afastamento dos profissionais das suas atividades. Além disso, busca despertar nos colaboradores com problemas psiquiátricos a auto-estima e a sensação de capacidade de superar problemas.
De acordo com a consultora social e benefícios da empresa Silvânia Celis Machado Giandoni esse problema reflete-se em todos os segmentos da sociedade, incluindo as empresas. “Daí, decidimos oferecer um programa com este alcance aos colaboradores. Temos um grande diferencial sobre o tratamento convencional, que é um programa multi e interdisciplinar”, comenta ao ressaltar que a vantagem em investir nos colaboradores que sofrem dessas doenças é melhorar a qualidade de vida deles, por meio de um tratamento com médico psiquiatra, médico do trabalho, psicólogo e assistente social.
A participação no programa é aberta a pessoas de todos os níveis hierárquicos, que têm alguma doença psiquiátrica como, por exemplo, depressão, fobias e síndrome do pânico. A estrutura oferecida pela empresa atende o colaborador de maneira integral, devido ao programa ter como base o tratamento interdisciplinar.
Quanto à divulgação do PHE, esta é realizada de diversas formas. “Divulgamos em quadros de avisos, jornal interno, e-mails, pelos próprios colaboradores participantes, além do nosso sistema de encaminhamento, que é efetuado pelo médico do trabalho e, também, pelo próprio INSS, que informa os afastados sobre o programa”, informa Silvânia Celis Machado Giandoni.
Segundo a consultora social, todos os gestores da empresa foram capacitados, por meio de treinamentos e palestras, para a identificação de doenças e acompanhamento dos colaboradores atendidos pelo programa.
Passo a passo – Após a identificação do problema, por meio do gestor, do Serviço Social ou até mesmo pela procura do próprio funcionário, é oferecido um tratamento completo e gratuito que consiste em consulta psiquiatra, medicamentos, terapia com psicólogos, visitas aos familiares, apoio e acompanhamento social, e avaliação do gestor. Além disso, há a adequação do colaborador quanto ao horário e às atividades relacionadas às consultas.
Depois do primeiro atendimento com o psiquiatra, o colaborador participa semanalmente de terapia em grupo ou individual na própria organização, de acordo com a recomendação médica. Toda a medicação receitada para cada colaborador é paga pela empresa, para que não haja substituições e também para facilitar o controle dos médicos sobre uso dos remédios pelo paciente.
O setor de Serviço Social da companhia faz acompanhamento semanal dos participantes do programa, para controlar o uso de medicação, registrar reações negativas e positivas, encaminhar o colaborador para o atendimento do psicólogo e marcar novas consultas com o psiquiatra.
Assistência familiar – E não são somente os funcionários da Caio Induscar que participam do PHE Bem-Estar. O programa também dá suporte à família do colaborador, uma vez que esse apoio é fundamental para a recuperação do paciente. Por isso, os familiares recebem instruções dos profissionais responsáveis pelo tratamento, para saber lidar com a pessoa doente, através de visitas e participação em consultas médicas.
Resultados – Segundo Silvânia Celis Machado Giandoni, o PHE Bem-Estar já atendeu 186 colaboradores. “Atualmente atendemos 50 funcionários que estão em atendimento psiquiátrico, onde ocorre uma consulta mensal; entrega e controle de medicamentos; terapia em grupo, quando indicado; psicoterapia individual e acompanhamento social semanal”, contabiliza.
A consultora social e benefícios da Caio Induscar revela que no início da implantação do programa houve certa resistência dos funcionários devido à falta de conhecimento prático do PHE. No entanto, depois de constatarem que o principal objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas, foi muito bem aceito e, hoje, tem grande procura. “Um dos nossos colaboradores continuou seu tratamento de forma tradicional por mais um tempo e, depois que teve mais informações sobre os resultados do acompanhamento pelo programa da empresa, procurou o departamento de Serviço Social e fez sua adesão”, destaca.
Palavra dos colaboradores – Graças ao empenho dos profissionais que trabalham na melhoria da qualidade de vida dos colaboradores da Caio Induscar que a vida de Cláudio* mudou. Ele, portador da Síndrome do Pânico, saía para trabalhar de bicicleta, porque tinha medo de entrar em ônibus. “Chegou uma hora que tinha medo até de sair na calçada de casa, só ia com a minha mulher junto. Perdia o sono e passava mal no trabalho, porque ficava com a pressão muito baixa. A médica da empresa me passou alguns remédios, mas não adiantou. Daí, ela me encaminhou para o departamento de Serviço Social que me inscreveu no programa”, conta.
Ele confessa que o envolvimento da família foi muito importante para a sua recuperação. “Minha família participa de tudo; o apoio da minha mulher e das minhas filhas foi fundamental, sempre me incentivaram a encarar o problema; busquei auxílio também na religião. Se não fosse pelo carinho e pela preocupação da equipe do programa, eu não teria melhorado. A terapia em grupo também ajudou muito. Ela faz a gente ver mais pessoas com o mesmo problema e que conseguiram se recuperar. Não precisei de afastamento. Durante o tratamento consegui concluir o segundo grau, tirar carteira de motorista e aumentar a minha casa”, declara Cláudio.
Roberto*, outro colaborador da Caio Induscar, também sentiu os efeitos do programa. Há seis meses ele participa do PHE Bem-Estar e está bastante satisfeito com os resultados. “Estava com sintomas de depressão há dois anos, mas achava que ia sarar, não sabia o que era a doença. Vi um anúncio no quadro de avisos da empresa, procurei o departamento de Serviço Social e lá, depois de uma entrevista, fui encaminhado para consulta com a psiquiatra. Fui com minha esposa, recebi orientações sobre o problema e iniciei meu tratamento com medicamentos”, afirma.
Ele também admite que a presença da família foi imprescindível na continuidade da terapia. “Minha chefia também me incentivou e foi muito prestativa. O meu tratamento agora está na fase de manutenção, para uma futura retirada dos remédios. Minha vida passou a ter sentido novamente. Sou feliz por viver e voltei a sorrir. Gostaria que mais pessoas buscassem auxílio para solucionar esse problema”, assegura Roberto.
* Vale ressaltar que foram utilizados nomes fictícios para preservar a identidade dos funcionários que participam do PHE Bem-Estar.
Élida Bezerra
Relacionamentos Interpessoais
Com o advento da globalização e da forte competitividade, o que conta, hoje, no mundo do trabalho, não são apenas os seus conhecimentos técnicos, o talento laboral e as novas idéias criativas. É importante desenvolver a sua capacidade de interagir construtivamente com as pessoas: seu líder, seu diretor, fornecedores, fiscais, consultores, seus pares profissionais, subordinados e até mesmo pessoas de outros setores.
Sabemos que o relacionamento é um desafio constante, mas podemos nos ajudar e ajudar o próximo. Melhorar o julgamento sobre si mesmo e sobre outras pessoas auxilia na compreensão do relacionamento humano, pois promove a auto-análise. Por exemplo, aceitar feedback de forma positiva é importante para que você possa refletir sobre como melhorar o seu desempenho e se comportar de maneira adequada em seu local de trabalho. A compreensão sobre como entender a forma de pensar do outro nos ajuda a evitar atritos e solucionar problemas, promovendo, assim, relações saudáveis, onde a sinergia, o respeito e a empatia estarão presentes. Não posso asfixiar ou invadir a sua individualidade, porém posso ajudá-lo a descobrir o que é melhor para si mesmo.
Um ponto salutar, em qualquer relacionamento, é o profissional aprender a ser assertivo em suas atitudes, pois, assim, terá aptidão para abordar situações-problema com foco nos fatos e não nas pessoas. O assertivo não leva os problemas para o lado pessoal, ele argumenta fatos e idéias. Quando um conflito interpessoal gera obstáculos ou dificuldades, o profissional assertivo procura levar os responsáveis a buscar soluções e/ou recursos e não identificar culpados; ele sabe que o ser humano erra e que, embora toda pessoa misture capacidades, talentos, habilidades, também possui limitações em suas ações. Ao mesmo tempo em que orienta os envolvidos, ele deixa claro, a responsabilidade da atitude de cada pessoa. Por isso, o lema é: seja independente em suas ações e relacionamentos, mas se responsabilize por todas elas!
Observe, abaixo, algumas posturas importantes às quais o mercado atual atribui valor e que você, profissional de RH, pode repassar para os colaboradores da organização onde atua.
Não contamine o ambiente profissional com os seus problemas. Perceba que a empresa é o seu local de trabalho e você está lá para trabalhar e ser responsável pelos seus afazeres. Se você estiver com problemas, procure o setor de Recursos Humanos de sua empresa e/ou profissionais habilitados que possam lhe ajudar. Os problemas, normalmente, afetam a nossa produtividade, o nível de concentração, as relações em equipe, a motivação e o entusiasmo, por isso cuide deles com atenção.
Aumente a sua destreza na negociação, lembrando que negociar não é competir, mas uma forma de comunicação. Empenhe-se em convencer o seu interlocutor e não em vencê-lo. Entendendo essa diferença, você terá ganhos expressivos.
Cuidado com piadas e brincadeiras fora de hora. Se você deseja respeito no seu relacionamento, saiba respeitar as pessoas em todos os níveis. Tenha talento para falar na hora certa e simpatia para manter o respeito e o bom humor.
É imprescindível aumentar o seu nível de tolerância ao lidar com diversos tipos de pessoas, independente da hierarquia. Argumente suas idéias com firmeza e entusiasmo, porém observe a educação, o respeito e o equilíbrio emocional. O segredo é: conquiste o seu interlocutor em vez de impor a sua vontade.
Sua carreira pertence somente a você, por isso é importante desenvolver o seu autoconhecimento para formular uma imagem realista de si mesmo. Em suas comunicações, gere credibilidade em seu interlocutor sendo firme; porém atitudes prepotentes, petulantes e arrogantes não são bem-vindas em qualquer ambiente.
Use roupas adequadas (não precisa, necessariamente, ser de “marca”) e tome cuidado para não usar perfumes fortes, pois nem todos apreciam. A empatia é importante, entretanto cuidado para não invadir a individualidade das pessoas, pois não é você que deve impor comportamentos.
A pessoa assertiva valoriza e escolhe por si (é independente). Expressa-se com clareza e marca “limites” em suas conversas. Cative as pessoas ao se comunicar, mas se lembre: é utopia acreditar que consigamos agradar a todas as pessoas. Faça seu marketing pessoal com equilíbrio, mas não se esqueça de imprimir qualidade em seu trabalho.
A simpatia, em geral, promove a aceleração da cooperação e da harmonia, principalmente em equipe. Respeite as diferenças. Concentre-se nos assuntos abordados numa conversa ? fale menos e ouça mais. Não seja mal-humorado, coloque “vida” em suas atividades e expressões verbais. Lembre-se: em seu ambiente laboral mantenha ênfase profissional.
Não acuse as pessoas. Ao invés de criticar, é eficaz orientar. Cuide de seu tom de voz, não “grite” ao falar com as pessoas. Cuide de sua aparência e higiene pessoais. É importante ter ficado claro que atitudes positivas no ambiente profissional reflete e tem um impacto direto em sua carreira. Atualmente, não basta apenas expandir conhecimentos técnicos e habilidades. É vital saber proteger, com educação, seus interesses em seus relacionamentos, fazer seu marketing pessoal, mas também agir com ética, sinergia em equipe e respeito a qualquer pessoa que esteja engajada em sua vida profissional.
Procure, também, cuidar de sua auto-estima, sabendo identificar, na medida certa, o seu valor próprio, obter satisfação com seus esforços e treinar atitudes assertivas, pois trair as próprias convicções é prejudicial ao seu autoconceito. Experimente o seu próprio valor, contudo seja integrado, de forma eficaz e saudável, à sua rede de relacionamentos, seja fora ou dentro da empresa.
E o imprescindível: você não é o centro de tudo. Esteja disponível aos contatos sociais e coopere para buscar satisfação nos interesses comuns. Em outras palavras: TENHA HABILIDADE E COMPETÊNCIAS EM SEUS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS.
Luísa Gubitosi de Medeiros
Princípios Básicos Na Gestão De Pessoas
Segundo especialista, cerca de 70% dos gerentes ou empresários não têm perfil de liderança. Confira os seus 13 conselhos.Quase toda semana recebemos solicitações de empresários, diretores, gerentes e até de estudantes; de sugestões e dicas para aumentar a produtividade, o comprometimento das pessoas, como solucionar os problemas e dificuldades operacionais das empresas, como melhorar a harmonia entre sócios (e parentes) ou simplesmente perguntam o que fazer para aumentar as vendas.
A maioria das empresas que tem este tipo de problemas (oportunidades de melhoria), tem sérias dificuldades em uma área até agora pouco valorizada: gestão de pessoas e especificamente de relacionamentos e até de uma direção motivadora. Pelo menos 70% das raízes destes sintomas residem na pouca (ou nenhuma) habilidade do gerente ou empresário em dirigir pessoas.
Com freqüência escutamos executivos falar sobre a importância de conhecer o cliente, conhecer os concorrentes, fusões, parcerias estratégicas etc.; porém, muito pouco se faz para conhecer melhor cada um de seus colaboradores internos, para desenvolver uma comunicação eficiente e eficaz e ainda extrair o máximo de seu potencial individual e das respectivas equipes.
Estas são algumas dicas para quem precisa melhorar o relacionamento com seus subordinados, o desempenho da sua organização e até para quem está na beira da falência. São algumas das nossas lições aprendidas ao longo de 22 anos de trabalho em diversas empresas de todos os segmentos e tamanhos, onde temos testemunhado diferentes estilos de relacionamentos e de direção. De uma forma geral podemos classificá-las assim: 68% ruins, 24% regulares e 8% boas, num universo de quase 100 organizações.
Leia, avalie (questione-se) e veja se alguns dos seguintes conselhos podem lhe ajudar a melhorar o desempenho como gestor de pessoas:
1. Procure mais elogiar do que criticar as pessoas. De uma forma geral, nos dirigimos mais para as pessoas, quando é para repreender. Nossa tendência é mais reativa do que pró-ativa.
2. Quando elogiar, que seja sincero e oportuno. Esteja atento e aproveite quando a oportunidade aparecer.
3. Um elogio sincero e oportuno, apaga uma multidão de defeitos… Pense nisso!
4. Quando se apresentem vagas, sempre que possível, aproveite o pessoal interno (já conhecido), sempre e quando esteja qualificado para a vaga em questão. Quando não for o caso, delegue a um profissional experiente o recrutamento e seleção com base num perfil estrategicamente definido. Evite contratar por simpatia pessoal.
5. Exigir que seus subordinados pensem e ajam como você, não vai adiantar muito, tente melhor explicar para eles o que espera de cada um, avalie seu desempenho e reconheça publicamente seus esforços.
6. Chamar a atenção a um colaborador às vezes é necessário, apenas faça-o em particular. Os outros não precisam saber disso. Lembre-se que o objetivo não é humilhar e sim corrigir uma falha, e se você demonstrar de que seu único objetivo é ajudar (e não inflamar seu ego), as melhorias desejadas irão aparecer.
7. Muitas vezes o resultado depende mais da forma como passa sua mensagem, do que seu próprio conteúdo. Procure evitar gritarias, raiva e imposição. Apenas explique.
8. Quando pedir (mandar) para fazer algo aos seus colaboradores, procure explicar os motivos e o quanto isso é importante para a empresa. Evite tom agressivo, ou parecer que é uma imposição – mesmo pagando o salário em dia.
9. Quase todos os seres humanos temos traumas e crenças que limitam nosso desempenho, para elevar o nível de desempenho de seus colaboradores e incentivar a criatividade e inovação, faça de tudo para aumentar a auto-estima de cada um.
10. Se você está pensando em colocar um negócio (passar de empregado para patrão), deveria ser mais exigente consigo próprio e se questionar muito, principalmente na área de relações interpessoais, pois agora vai passar a depender mais dos outros.
11. Cuidado com o julgamento da hipocrisia dos outros, se estas pessoas aparecerem muito na sua vida, provavelmente é por que você não está sendo transparente, justo e integro em seus relacionamentos.
12. Aproveite a autoridade que tem para edificar e deixar gratas lembranças nas pessoas e principalmente jamais se proveito dela para beneficio próprio.
13. Tenha a coragem de reconhecer quando estiver errado e a grandeza de mudar quando necessário, ensinando seus subordinados a sair da “zona de conforto” e lutar pelos objetivos deles e da empresa. Faça com que suas ações sejam coerentes com o discurso.
Federico Amory (especialista em reestruturação organizacional, gestão de pessoas
e de mudanças e consultor da Amory Serviços S/C Ltda. Website: http://www.empresa-eficaz.com.br e e-mail: ee@empresa-eficaz.com.br)
As Sete Leis Espirituais Do Sucesso
De forma muito simplista, o propósito maior de todo Ser Humano é ser feliz. Influenciados pelo contexto e valores da sociedade ocidental, inevitavelmente, acabamos relacionando a idéia de felicidade, ao sucesso.Há quase 10 anos atrás, li o livro “As 7 Leis Espirituais do Sucesso”, escrito por DEEPAK CHOPRA. Naquela época, pouco se falava da espiritualidade no mundo corporativo. Recentemente, assisti ao DVD sobre o livro e foi interessante perceber como aquelas idéias perderam o cunho de ser apenas uma busca pessoal, e parecem, hoje, ser tão essenciais à sobrevivência neste ambiente competitivo e, na maioria das vezes, árido das organizações contemporâneas. Na realidade, são as leis da VIDA! Este artigo é uma reflexão sobre a relação das idéias dessa obra com a gestão das pessoas.
A primeira lei trata “da potencialidade pura”, que acontece quando descobrimos a nossa essência e reconhecemos as nossas infinitas possibilidades e o poder delas decorrente. Este poder magnetiza, atrai, cria vínculos. Esta lei depende do autoconhecimento, que hoje é tão valorizado no mundo corporativo, na medida em que nele se baseia o desenvolvimento pessoal, ou seja, o desenvolvimento de outras competências. Meditação, silêncio, atitudes contemplativas são algumas das formas de trilhar esse caminho.
A gestão de pessoas tem focado bastante sua atenção para estes aspectos, por meio de ações de desenvolvimento pessoal e, em especial, das lideranças, como importante fator de reconhecimento destas possibilidades.
A segunda é a lei “da doação”. O universo opera através de trocas de energia. “O fluxo da vida nada mais é do que a interação harmoniosa de todos os elementos e de todas as forças que estruturam a existência.” Tanto nos relacionamentos interpessoais, como na gestão do conhecimento, cada vez mais, a troca é valorizada, pois a única forma de perpetuar, enriquecer, encontrar soluções é compartilhar, colaborar, doar aquilo que temos de melhor.
A terceira, a lei “do carma”, expressa no dito popular “você colhe aquilo que você semeia.” A melhor maneira de entender e utilizar a lei do carma é estar conscientemente alerta para as escolhas que fazemos a todo momento. Na verdade, é assumir a autoria da própria história, e isto impacta no como as pessoas se posicionam frente às constantes adversidades que a vida, dentro e fora das corporações, nos apresenta. Pessoas que não percebem e nem assumem suas escolhas passam a vida se vitimizando, como se, não tivessem escolhas!
A quarta a lei “do mínimo esforço”. Precisamos aprender e agir como a natureza: ela funciona sem esforço, sem ansiedade. A natureza simplesmente acontece. Nós gastamos muita energia desnecessária porque contrariamos a nossa própria natureza, a começar quando fazemos algo de que não gostamos, ou um trabalho que não tenha significado para a realização de nossa missão pessoal.
“…Uma grande quantidade de nossa energia é usada para sustentar a nossa empáfia… Se conseguissemos perder um pouco dessa empáfia, dois fatos extraordinarios aconteceriam: liberaríamos essa energia que tenta preservar a noçao ilusória de nossa grandeza e teríamos energia sobrando para vislumbrar a verdadeira grandeza do universo.”
A quinta lei “da intenção e do desejo” fundamenta-se no fato de que a energia e a informação existem em toda parte da natureza. De acordo com esta visão quântica do universo, “a mudança consciente acontece através de duas qualidades inerentes à consciência: a atenção e a intenção. A atenção energiza e a intenção transforma. Quando você concentra sua atenção em alguma coisa, ela fica mais forte em sua vida”. A intenção é o poder que move o desejo e organiza a sua realização.
Há muito tempo, organizações têm focado sua atenção nos aspectos motivacionais dos indivíduos, pautados pela ciência. Essa lei trata desta questão sob uma nova ótica. Muitas ferramentas usadas nos processos de coaching são baseadas nessa lei. Quando sugerimos que as pessoas desenvolvam suas metas, um plano de ação para atingirem seus objetivos, estamos usando a lei da intenção e do desejo.
A sexta lei espiritual do sucesso é a lei “do distanciamento”, segundo a qual, para se conseguir qualquer coisa na natureza é preciso desapegar-se dos resultados. Esta é a lei mais complicada de entender e de praticar, pois desapegar-se não significa abandonar a intenção e o desejo. Significa evitar a rigidez mental sobre como as coisas devem ser. Não forçar soluções de problemas, criando novos problemas. É ter a disponibilidade para aceitar a incerteza inerente à existência humana. Isto permite que enxerguemos possibilidades diferentes, de quando nos apegamos a determinado padrão de resposta, solução, expectativa.
A sétima, a lei do “darma” (palavra sânscrita que significa o propósito da vida): “Todos temos um dom singular ou um talento único para dar aos outros”. O mundo corporativo sabe disto e seu grande diferencial competitivo está na capacidade de identificar, atrair, reter e desenvolver esses talentos, nesta era do capital humano. Felizmente, esta visão que antes se restringia àquilo que o ser humano pode colocar a serviço dos interesses e resultados organizacionais. Hoje, já não se trata do talento só intelectual, mas ele é entendido numa perspectiva mais holística, em que aspectos emocionais e espirituais são valorizados, pois impactam na realização pessoal, e isto, afeta os resultados, na maioria dos casos, medidos pelo lucro.
Esta lei está relacionada ao significado do trabalho, porque se o trabalho não estiver alinhado com o propósito maior da existência, ele não será uma fonte de realização pessoal. Na medida em que, na maior parte de nossa existência, trabalhamos, esta é uma questão decisiva na concepção do que seja sucesso.
Neste ponto, o principal aspecto é a pessoa perceber que este talento só faz sentido se estiver a serviço da humanidade. Quando você combina a capacidade de expressar seu talento único com os benefícios da humanidade, está fazendo pleno uso da lei do “darma”.
Pela influencia de nossa cultura ocidental, buscamos sempre no caminho das ciências, as respostas e soluções para as importantes questões do mundo moderno, inclusive para os negócios. Com a aproximação da cultura oriental, da filosofia, dos estudos focados na espiritualidade, começamos a perceber que esta fantástica teia do conhecimento, sob um olhar multidisciplinar e multidimensional, contribui para que os indivíduos alcancem o autodomínio e entendam que são “seres espirituais passando por experiências humanas” e não ao contrário, seres humanos vivendo experiências espirituais.
Denize Dutra é consultora sênior do Instituto MVC e professora dos MBAs executivos da FGV
| | Comentar »
