Guia Da Entrevista Com Um Empreendedor – TRAB. GRUPO (2010/Sem.2)

Postado em 20 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

1 Caracterização do empreendedor

1.1 origem social e cultural

1.2 escolaridade / formação ou profissão

1.3 cidade ou estado de origem

2 Razão da escolha do empreendimento que trouxe sucesso

2.1 explicação clara da motivação do empreendedor para escolher o empreendimento

3 Razões do sucesso do empreendedor

3.1 o que ou quem, externos ao negócio, constituíram-se em ajudas importantes para o empreendedor chegar ao sucesso

3.2 aspectos de mercado que favoreceram o sucesso do empreendedor

3.3 características pessoais do empreendedor que ajudaram no seu sucesso

3.4 características de pessoas da equipe do empreendedor

4 Como foi o caminho percorrido para chegar lá

4.1 como foi o início do empreendimento

4.2 como se desenvolveu o empreendimento

4.3 a que ponto chegou e quais os primeiros sintomas de que o projeto havia sido reconhecido em mercado

5 Qual o grau de satisfação que o empreendedor teve ou tem com o empreendimento

6 Verificação se o empreendedor pensa em realizar novos empreendimentos ou apenas pretende desenvolver mais o seu negócio

7 Descrição de como fez para superar as dificuldades mais importantes que surgiram

8 Descrição de como o empreendedor conseguiu os recursos para fazer o empreendimento

9 Verificação se o empreendedor teve apoio estatal ou de alguma entidade específica, por exemplo, uma incubadora, para fazer o empreendimento

10 Verificação se o empreendedor teve algum empreendimento fracassado antes do empreendimento de sucesso e as razões do insucesso sob o ponto de vista do empreendedor

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DATAS PROVAS

Postado em 20 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

Av1 – 05/10/2010

Av2 – 30/11/2010

Av3 – 14/12/2010

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AULA 01 (2010/Sem.2) – EMPREENDEDORISMO

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

1. MITO DA CAVERNA

O admirável filósofo grego Platão (viveu de -428 a.C. até -348 a.C.) conta-nos que quando os homens viviam nas cavernas ainda temiam a natureza e seus fenômenos. Por isso, viviam trancafiados, procurando apenas solucionar seus problemas básicos de subsistência.

O mito da caverna encontra-se no livro de Platão intitulado “A República”. Resumindo, poderíamos usar o texto da Wikipedia para que vocês saibam de que trata essa alegoria de Platão:

“Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder de locomoção, forçados a olharem somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.”

Voltando ao mito da caverna, a interpretação de Platão é que o ser humano, com suas crenças e supertições muitas vezes acorrenta a si próprio e impede seu próprio desenvolvimento e, ainda, aponta que o caminho para a libertação está no conhecimento racional, sistemático e organizado, tal como o que encontramos na ciência.

Como você pode ver, os empreendedores são seres humanos que buscam descobrir novos caminhos e que têm a sensação da liberdade quando encontram uma maneira de realizar seus sonhos, muitas vezes considerados impossíveis pelas crenças de sua época, mas que, ao se tornarem realidade, abrem novas janelas para serem exploradas pelo ser humano.

2. UM POUCO DE HISTÓRIA DO EMPREENDEDORISMO

Queremos convidá-lo a conhecer mais a respeito do Empreendedorismo e a eliminar os preconceitos e ufanismos que o cercam. Para isso, vamos levá-lo a compreender que o Empreendedorismo é algo que o ser humano já pratica há muitos séculos – desde que começou a sair de casa para caçar e trazer o alimento para o sustento da sua família. Claro que a forma como o Empreendedorismo é praticada hoje difere muito daquela que se observava no tempo das cavernas, mas a essência é similar. Uma característica marcante do ser humano é sua pró-atividade na busca de melhor qualidade de vida, em qualquer época e independente de sua condição.

Desde então, temos observado demonstrações de Empreendedorismo bastante importantes: a construção das pirâmides do Egito, o empreendimento que foi fazer os jardins suspensos da Babilônia, o Farol de Alexandria, a cidade Maia de Chichen Itzá, enfim, são muitas manifestações e estão distribuídas pelo mundo afora.

Hoje, estamos vivenciando um momento especial do Empreendedorismo: ele tem sido reconhecido pelo seu valor como promotor de desenvolvimento econômico, capacidade de gerar empregos, criação de produtos inovadores que melhoram a vida das pessoas, atuando na busca de soluções para questões sociais e até mesmo pela sua inclusão em programas governamentais com o objetivo de conseguir fazer acontecer o desenvolvimento local e regional.

Mas, embora tenhamos exemplificado com a construção de grandes obras, o Empreendedorismo tem muito mais realizações em planos mais simples: na construção de casas para moradia, de lojas comerciais que vendem produtos de consumo diário e na criação de toda a infra-estrutura de cidades, desde as mais antigas até as que vivemos hoje em dia.

Foram empreendedores que capitanearam a tudo isso, com sua capacidade de induzir pessoas a segui-los e a valorizarem o esforço feito para sua criação.

3. CONCEITUAÇÃO DO EMPREENDEDORISMO

Uma vez compreendido o que os empreendedores são e de onde vieram, é preciso conceituar de modo mais preciso o Empreendedorismo, o movimento que engloba o que os empreendedores fazem.

“O empreendedor é uma pessoa que destrói a ordem econômica existente introduzindo novos produtos e serviços, criando novas formas de organização e explorando novos materiais”.

Joseph Schumpeter

O filósofo, economista e antropólogo Schumpeter nasceu (08/02/1883) no antigo Império Austro-Húngaro, onde hoje fica a República Tcheca, e, curiosamente, no ano da morte de Karl Marx e do nascimento de John Maynard Keynes, tendo terminado sua vida (08/01/1950) na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Tinha o ponto de vista que a inovação era a causadora do desequilíbrio dos sistemas econômicos, acreditando no processo cíclico de retomada do equilíbrio e novo rompimento causado pela inovação, e assim por diante.

A partir dos anos 70 do século passado, nos Estados Unidos, o estudo do Empreendedorismo desenvolveu-se em muitas universidades e até mesmo foi criado um local que se tornou o verdadeiro templo do estudo e ensino de Empreendedorismo: o Babson College. Naquele lindo local, a cerca de 40 km de Boston, na cidade de Wellesley, estado de Massachussetts, professores pesquisam e ensinam o Empreendedorismo, fazendo projetos para grandes organizações no mundo, publicando o resultado de suas pesquisas e experiências.

Nesse ambiente nasce nosso próximo conceito de Empreendedorismo, trazido pelo Prof. Bygrave, que também é um dos fundadores do GEM – Global Entrepreneurship Monitor que será abordado mais adiante. Diz o Prof. Bygrave:

“O empreendedor é alguém que percebe uma oportunidade e cria uma organização para persegui-la”.

William Bygrave – Prof. do Babson College

No vizinho Canadá, um vibrante professor, na cidade de Montreal, onde surgiu o Cirque du Soleil, muito amigo do Brasil e entusiasta de nossa pujança empreendedora, produziu o conceito seguinte:

“O empreendedor é alguém que imagina, desenvolve e realiza visões”.

Louis Jacques Filion, professor da HEC – Professor da Hautes Etudes Commercialles de Montreal, Canadá

Nas duas definições emitidas pelos eminentes professores valoriza-se o trabalho do empreendedor, caracterizado como pró-ativo e determinado a cumprir seus sonhos. A seguir, valorizam-se suas idéias de como aproveitar uma oportunidade. Bygrave não trata da origem da oportunidade, mas se preocupa com a necessidade de criar uma organização para realizá-la, enquanto Filion está mais mobilizado a valorizar a origem daquilo que o empreendedor vai realizar e a localiza em seus sonhos, em suas visões de mundo.

Elementos do conceito de Empreendedorismo

O Empreendedorismo pode ainda ser caracterizado por certos elementos que tipicamente são observados nos empreendedores e que, na medida em que se tornam mais freqüentes, passam a ser considerados como características associadas ao seu comportamento, em geral, sem que sejam obrigatórias genericamente. Seguem algumas reflexões a respeito dos empreendedores:

1. São caracterizados por um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e desenvolvidos. Seria imaginar que esses indivíduos têm comportamentos e hábitos que lhes são típicos e que há possibilidade de agrupá-los e traçar uma espécie de perfil empreendedor. Naturalmente, isso facilitaria muito a identificação do empreendedor, mas apesar de existir um conjunto de características capazes de atender a tais requisitos não se pode dizer que todos os empreendedores cabem neste molde. Assim, é praticamente impossível traçar um perfil único que sirva a todos, mas é possível definir conjuntos de características mais freqüentemente encontradas;

2. Adotam clara atitude pró-ativa de observação da realidade, que os leva a terem uma boa percepção das oportunidades. Esta parece ser a principal dessas características e é, certamente, a mais frequentemente encontrada nos empreendedores;

3. São capacitados para capturar e avaliar oportunidades e, a partir de suas idéias, desenvolverem planos para realizar seus objetivos. Nem sempre são capacitados, mas é comum que aprendam rapidamente, como um meio, devido a sua vontade de realizar objetivos;

4. Desenvolvem habilidade para obterem apoio de colaboradores e de financiadores para seus empreendimentos. Há empreendedores solitários, mas o mais comum é que sejam comunicativos e até mesmo insistentes em divulgar e convencer as pessoas de suas idéias, de seus benefícios e da viabilidade de seus projetos.

5. São habituados a tomar decisões. Empenhados fortemente em realizar suas idéias, os empreendedores precisam tomar decisões importantes e, por isso, necessitam conhecer métodos para tomada segura de decisão.

6. Buscam incessantemente criar valor para a sociedade através de seus empreendimentos. O reconhecimento da sociedade é relacionado ao valor criado e, por isso mesmo, ambicionando esse reconhecimento, empreendedores acostumam-se a buscar soluções para os problemas e a usar a inovação para gerar seus empreendimentos.

Mas, quem são esses empreendedores? Somos todos aqueles que podemos transformar uma boa idéia numa atividade de sucesso e isso depende, em primeiro lugar, e fundamentalmente, da capacidade empresarial que tenhamos adquirido. A persistente busca pela realização e a determinação gerada por outros elementos motivadores qualificam os agentes dotados de maior capacidade e os diferenciam dos demais, independentemente do fato de terem maior ou menor número de idéias. Como empreendedores que somos queremos saber “quantas boas idéias deveremos ter na vida” para podermos realizar um sonho. Talvez apenas uma única seja suficiente para ocupar toda a existência de um empreendedor para sua realização.

Os empreendedores seriam mais audaciosos, sagazes, famintos do que os demais? Seriam gênios malucos? Não é bem assim. Eles acreditam em algo, aprendem a avaliar os riscos e possibilidades e têm o hábito de agir do modo que os faz parecerem audaciosos e sagazes. Essa é a observação que se pode fazer a respeito da realidade de um número significativo de empreendedores. Por vezes, seu sonho é muito prematuro para ser realizado com os recursos da tecnologia e da cultura daquela época, mas não são loucuras impossíveis. Outras vezes não se transformam em sucesso econômico, mas ajudam a melhorar a vida das pessoas.

Os empreendedores seriam apostadores (jogadores) e é isso o que faz com que coloquem permanentemente à prova os seus talentos? São eles realmente diferentes dos tipos de pessoas que se tornam bons administradores? Na verdade, não são jogadores, uma vez que suas decisões são tomadas com bases sólidas, com alicerces na realidade e nem sempre são bons administradores, mas têm forte entusiasmo para viabilizar seus empreendimentos. É bastante comum os empreendedores compreenderem suas limitações quando exercem o papel de administradores e, nesse caso, buscam essa competência estudando e assumindo as funções administrativas ou, então, contratam alguém qualificado para exercê-las e apenas orientam sobre quais os objetivos desejados.

Características do Empreendedorismo observadas pelos Psicólogos e Sociólogos e Economistas

A visão dos Psicólogos e dos Sociólogos

O Empreendedorismo é visto como uma forma de realização humana em que os sonhos de cada pessoa podem ser transformados em realidade, caso seja adotada uma atitude empreendedora e, para isso, é preciso haver a necessária motivação e adequada instrumentação.

As características mais observadas, segundo a maioria dos Psicólogos e Sociólogos que estudam o Empreendedorismo, são as seguintes:

1 – Como encaram a riqueza: o Empreendedorismo é entendido como um mecanismo de criação de riqueza para a sociedade, sendo o empreendedor seu agente. Em algumas sociedades há uma atitude restritiva em relação ao lucro e à riqueza. Talvez o Empreendedorismo esteja ajudando a fixar uma nova visão do capitalismo: a do lucro para todos. Isso seria o compartilhamento do lucro entre os acionistas da empresa, os empregados e com prêmios em forma de bônus ou opções de compra de ações como forma de valorizar o sucesso. É verdade que tem havido excessos e erros bastante graves e que têm sido mostrados na mídia. Mas, apenas como idéia, é proposta a ser considerada;

2 – Empresas: a criação de empresas é a forma mais habitual de se perceber o Empreendedorismo e o trabalho do empreendedor, mas vamos perceber ao longo do processo de aprendizagem que há várias outras possibilidades, na área social, sobretudo, e mesmo nas atividades governamentais;

3 – Inovação: a ligação do Empreendedorismo com a inovação é essencial, como já havia sido percebida por Schumpeter, que estabeleceu a ligação da inovação com a estabilidade dos sistemas econômicos. A inovação tem evoluído e, hoje, é estudada com detalhes e pode ser analisada tanto em produtos como em processos ligados a eles. Por outro lado, constitui-se em diferencial essencial para a conquista de mercado;

4 – Mudança: esta é uma característica do mundo de hoje e que também está associada ao Empreendedorismo, uma vez que os empreendedores são caracterizados por trazerem novos produtos e processos para as pessoas.

5 – Empregos: hoje em dia, no mundo inteiro, o Empreendedorismo tem sido o maior gerador de novos empregos. Em diversos países, os governos estão empenhados em ajudar os empreendedores a criarem seus empreendimentos, já que o retorno dos recursos investidos acontece muito rapidamente e sob a forma de impostos pagos pela nova empresa gerada, além das novas vagas de trabalho criadas. Normalmente, uma empresa depois de dois anos de vida passa ter a um faturamento razoável e sobre esse faturamento incidem impostos que são pagos aos governos, que, por sua vez, recuperam seus investimentos. Para governos gerarem novos empregos pelos caminhos tradicionais custa muito mais caro do que pela via do Empreendedorismo, o que é muito significativo;

6 – Valor: o Empreendedorismo é uma fonte para geração de valor, na medida em que leva soluções melhores para a vida das pessoas. Exemplo: a vida melhorou muito depois que foi criado e disponibilizado o telefone celular e foi isso que gerou valor para as pessoas, não o telefone em si, mas poder contar com o serviço que ele proporciona;

7 – Crescimento econômico: essa é uma das conseqüências do Empreendedorismo, pela geração de empregos e de empreendimentos que movimentarão a economia.

A visão dos Economistas

Em 1990, já dizia o querido mestre do Empreendedorismo, Jeffry Timmons (professor do Babson College – falecido em 08/04/2008), em 1990:

“O Empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o Século XXI mais do que a revolução industrial foi para o Século XX”.

Essas palavras referiam-se ao efeito econômico que o Empreendedorismo iria trazer. Timmons dizia que:

“O processo empreendedor não inclui somente a criação de novas empresas, tratando com capitais e empregos. Consiste, também, em desenvolver o espírito engenhoso do ser humano e o seu empenho em melhorar a humanidade”.

Os Economistas, de um modo geral, vêem a criação de empresas, de trabalho, de renda e de riqueza como resultantes das ações dos empreendedores, significando que a Ciência Econômica identifica-os como geradores diretos da massa de empregos, elemento fundamental para atingir um maior nível de desenvolvimento econômico e social, objetivo básico de bem-estar de cada país. De que forma, então, empreendedores e consumidores interagem até concluírem pelo preço final e a quantidade do produto ou serviço que irão oferecer e consumir, respectivamente, provocando o fenômeno da aceleração da economia?

A demanda pode ser definida como a quantidade de um determinado bem que os consumidores queiram e possam adquirir em determinado período de tempo, utilizando-se dos recursos disponíveis e sendo influenciada por variáveis como o seu preço, os bens concorrentes, a renda do consumidor, o gosto ou preferência do indivíduo, da sazonalidade, etc.

Os empreendedores, numa visão econômica clássica, precisarão estar motivados a produzir para atender à demanda crescente (esperada), conquistando fatias maiores de mercado (inclusive em outros países), abrindo novas vagas de trabalho e contratando, gerando-se com isso maior volume de renda na economia, novos impostos e, por conseqüência, crescimento econômico – traduzido pela elevação do Produto Interno Bruto – PIB do país.

Ambiente do Empreendedorismo

Um aspecto complementar para a compreensão do Empreendedorismo está ligado ao ambiente em que ele se processa, vinculando-se às mais diversas atividades, tais como:

a) Inovação – compreende, além das invenções ou das novidades tecnológicas que geram novos produtos, também a inovação em processos, tal qual a de venda, produção ou apresentação. A inovação é, possivelmente, o centro do ambiente do empreendedor;

b) Comunicação – o advento do e-mail é algo que mudou os costumes das pessoas e muitos outros engenhos tecnológicos. O fato é que, atualmente, as pessoas têm muito maior rapidez, menor custo e maiores alternativas de comunicação;

c) Informação – há alternativas novas, como a informação pela Internet, a proliferação de canais de TV, alguns deles acompanhando sua área de interesse em tempo real. Um dado importante nessa área é a constatação da pujança dos canais de TV dedicados a transmitir informação, como a CNN, a BBC em sua nova visão e a GloboNews, no Brasil. Lembramos o quanto são recentes essas conquistas: a CNN foi fundada por Ted Turner em 1980, certamente sem imaginar o quanto se tornaria tão importante como meio de informação e num prazo tão curto;

d) Distribuição – a base logística prolifera em todo mundo a partir do momento em que o comércio internacional tem aumentado a cada ano em velocidade crescente. Mesmo em situações de crise financeira, com alguma redução no ritmo de crescimento, será apenas por algum tempo e como forma de reordenamento e, talvez, até de mudança dos participantes;

e) Tecnologia – a velocidade de mudança é incrível – o trem antigo, que funcionava em 1900, corria a uma velocidade de 50 km/h, ainda existe operacionalmente em diversos lugares do mundo. A geração seguinte de trens, que vieram após os anos 50, andavam a 100 km/h e isso já foi uma evolução formidável; logo em seguida, já nos anos 80, víamos os trens de alta tecnologia cruzando os países da Europa e Japão numa velocidade mais típica nos aviões, de 500 km/h. Mas, se o trem bala corre a 500 km por hora, certamente os aviões estão correndo muito mais e essa é a história da tecnologia hoje – parece que sua capacidade de evolução é ilimitada;

f) Globalização – essa palavra tem muitas conotações e é tão importante para compreendermos o mundo de hoje que vamos dedicar um capítulo deste livro para tratar disso. Em sua conceituação, cuidaremos de aspectos como velocidade dos negócios, conectividade entre mercados e pessoas e intangibilidade, como novo fator de valor na economia, conduzindo a uma nova forma de avaliação das empresas. Também vamos tratar do que aconteceu no relacionamento entre os países pobres e ricos em razão da globalização;

g) Novos conceitos – muitos novos conceitos têm surgido como responsabilidade social, como time to market (tempo para chegar ao mercado), mas se pode observar que a vida adquiriu uma velocidade muito maior, com as vantagens e as desvantagens que isso pode carregar. Até a ética teve que ser reinventada para poder atender às novas situações que a Internet aporta: tanto os males incríveis da pedofilia virtual (fator de aceleração de um comportamento na sociedade real), como o conforto de comprar sem sair de casa e as novas regras éticas de relacionamento entre vendedor e comprador. Surgem mecanismos novos de aprender, utilizando a Internet ou de rapidamente consultar uma Enciclopédia moderna.

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AULA 01 (2010/Sem.2) – Um Pouco de História

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

O mito da caverna – Platão – a República

O ser humano é um empreendedor:

• A busca da sobrevivência

• As grandes obras – Maravilhas da Humanidade

• Os limites do mundo – estratégia de Sagres

• A criação de empregos e a melhoria das condições de vida das pessoas – a realização de sonhos.

O princípio de tudo…

“O empreendedor é uma pessoa que destrói a ordem econômica existente introduzindo novos produtos e serviços, criando novas formas de organização e explorando novos materiais”

Século XX – Joseph Schumpeter

“O empreendedor é alguém que percebe uma oportunidade e cria uma organização para persegui-la”

William Bygrave – Prof. do Babson College

“O empreendedor é alguém que imagina, desenvolve e realiza visões”

Louis Jacques Filion, Prof. na Hautes Etudes Commercialles de Montreal, Canadá

Conceituação e características

O Empreendedorismo pode ser entendido como um conjunto de comportamentos, características e hábitos que podem ser adquiridos, praticados e desenvolvidos pelos indivíduos.

Os empreendedores, quem são eles?

1. Caracterizados por uma atitude pró-ativa de observação da realidade, que os leva a ter boa percepção das oportunidades em mercado;

2. São capacitados para avaliar tecnicamente as oportunidades percebidas e, a partir de suas habilidades e competências, elaboram planos para a realização dos objetivos;

3. Têm habilidade para conquistar apoio de colaboradores, investidores, patrocinadores, financiadores e parceiros, atraindo-os para seus empreendimentos;

4. Habituam-se a tomar decisões e buscam, incessantemente, realizar seus sonhos e criar valor para a sociedade através da implementação de seus empreendimentos.

• COMUNICAÇÃO

• INFORMAÇÃO

• DISTRIBUIÇÃO

• TECNOLOGIA

• GLOBALIZAÇÃO

Sites importantes sobre o assunto:

www.endeavor.org.br/

www.sebrae.com.br

www.finep.gov.br

www.gembrasil.org.br

Navegue por esses sites para conhecer suas culturas e abordagens…

O grau de Empreendedorismo medido pelo GEM

O Empreendedorismo é encarado ou visto da mesma forma por todos os países?

http://www.gemconsortium.org/

http://www.gembrasil.com.br/

O risco de mercado

A visão da sociedade

O Empreendedorismo é entendido como um mecanismo de criação de riqueza para a sociedade e a criação de empresas ou negócios é a forma mais habitual de se perceber o assunto.

No decorrer dos nossos trabalhos, perceberemos que há várias outras modalidades de Empreendedorismo, tais como os projetos ligados à área social e cultural, atividades governamentais e, sobretudo, ao Intraempreendedorismo.

A natureza do Empreendedorismo

You Tube 1 – Emprego ou Empreendedorismo (7min:28s):

Os alunos de Empreendedorismo diriam que…

… sua natureza está vinculada à:

• Evolução

• Empresas

• Inovação

• Planejamento

• Projetos

• Ferramentas de gestão

• Desenvolvimento econômico

Natureza do Empreendedorismo

Já os Economistas vêem a criação de trabalho, renda e riqueza como decorrentes da ação dos empreendedores.

Psicólogos e Sociólogos afirmam…

… a natureza do Empreendedorismo está vinculada à criação de:

• Riqueza

• Empresas

• Inovação

• Mudança

• Empregos

• Valor

• Crescimento econômico

Empreendimento e o empreendedor

Bons empreendimentos muitas vezes não se viabilizam por falta de um bom empreendedor que abrace sua causa. Por isso mesmo, é comum ouvir-se no ambiente do Empreendedorismo que não bastam boas idéias e bem planejadas. É necessário que o empreendedor que as tenha adotado lute bravamente para realizá-las.

Conclusão: uma combinação que gera empreendimentos de sucesso é a associação de uma boa idéia de empreendimento a um empreendedor disposto a transformá-la em realidade.

E você, como tem andado sua disposição para criar um novo diferencial competitivo na própria VIDA?

A atitude empreendedora

ATITUDE!

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QUIZZES AULA 1 (2010/Sem.2)

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

Obs: O gabarito se encontra no final deste questionário.

Os alunos devem responder os exercícios abaixo e verificar as respostas na próxima aula.

01. Como nascem os projetos e ocorre a oportunidade de implementá-los?

a) Nascem exclusivamente da necessidade de consumo das pessoas, não tendo viabilidade os que tem outra motivação;

b) Nascem dos sonhos coletivos, sendo o povo receptivo com a idéia que representa sua vontade;

c) Nascem das oportunidades percebidas pelo governo;

d) Nascem da percepção que um empreendedor tem da realidade.

02. Quando se fala em geração do próprio emprego e de Intraempreendedorismo, de realização de sonhos ou de dedicação a uma causa social, o titulo que melhor representa essas idéias é:

a) Modelos de sucesso dos empreendedores;

b) Influência dos empreendedores em suas famílias;

c) Motivação para o Empreendedorismo;

d) Fundamentos do desemprego.

03. Participar do desenvolvimento socioeconômico do país é fundamental para o universitário e o jovem em geral. O conhecimento das técnicas que o Empreendedorismo usa, pode representar, no Brasil, um instrumento que reforça um longo ciclo de:

a) Evolução tecnológica a partir das pesquisas acadêmicas;

b) Crescimento econômico sustentável;

c) Desenvolvimento individual sem preocupação social;

d) Amadorismo

04. O melhor significado de Empreender é:

a) Perceber uma oportunidade e criar uma organização para persegui-la;

b) Pensar em um novo produto e usar a inventividade para criá-lo;

c) Construir uma fortuna com base em empreendimentos, através de heranças familiares;

d) Implementar ações com alcance social, mas com benefícios financeiros claros para o empreendedor.

05. De que forma os Economistas enxergam os empreendedores?

a) Como pessoas muito visionárias e que trabalham sem agregar qualquer valor para a sociedade;

b) Como capazes de convencerem um investidor a colocar seu dinheiro num empreendimento qualquer;

c) Os empreendedores contribuem para o crescimento econômico da sociedade, gerando empregos e renda;

d) Os empreendedores podem organizar o sistema econômico do País e este é o seu valor para a economia.

06. De que forma os Psicólogos e Sociólogos enxergam os empreendedores?

a) São eles que geram tensão nas pessoas pela pressão que fazem para obter melhores condições de vida;

b) Os empreendedores fazem o mundo ficar mais orientado para objetivos responsáveis de controle ambiental;

c) Os empreendedores estabilizam o mundo com suas idéias inovadoras, eliminando focos de crises;

d) Como agentes de criação, buscam a realização humana através da transformação dos sonhos pessoais em realidade.

07. Podemos considerar que os empreendedores, em geral, são:

a) Reativos, intolerantes, líderes isolados e ajudam a reduzir os malefícios do amadorismo;

b) Pró-ativos, confiantes, determinados e sempre objetivam incrementar ganhos de escala nas empresas;

c) Afeitos ao risco, desconfiados, medrosos, mas contribuem para eliminar a economia informal;

d) Perseverantes, corajosos e buscam incessantemente obter sucesso para seus empreendimentos.

08. Um comportamento bastante comum e identificado nos empreendedores:

a) Avessos a riscos, querem evitá-lo ao máximo, adotando as medidas preventivas necessárias;

b) Afeitos a riscos, implantam os projetos, mas nem sempre conseguem identificar o que o consumidor quer;

c) Observadores atentos, investigam o mercado em busca de aspectos que possam ser melhorados;

d) Planejadores contumazes, querem ter a certeza de que não correrão risco de fracasso.

09. Um bom conhecimento das técnicas e metodologias usadas no Empreendedorismo é essencial para que a pessoa possa ser bem sucedida:

a) No planejamento de seus projetos em geral, tendo alta probabilidade de prever com acerto a maior parte das atividades;

b) Nos negócios, evitando oferecer soluções que não correspondam à necessidade das pessoas;

c) Na criação de oportunidades para trilhar um caminho seguro no mercado, eliminando falhas comerciais usualmente cometidas pelos concorrentes;

d) Na prestação de serviços ao mercado, desde que tais serviços possuam um diferencial competitivo e sejam lucrativos.

10. A adoção de uma atitude empreendedora consiste em:

a) Ter convicção racional sobre o empreendimento, associado à mobilização do sentimento e da vontade, não aceitando algo imposto ou apenas recomendável;

b) Empreender mesmo que seja algo imposto, desde que tenha grandes chances de sucesso financeiro em mercado;

c) Ter convicção racional ou emocional no empreendimento, desde que seja algo viável ou financeiramente recomendável;

d) Empreender, em qualquer hipótese, como exercício de criação e de geração da cidadania.

11. A natureza do Empreendedorismo está vinculada a muitos fatores. Uma das afirmações abaixo NÃO está inteiramente correta, por incluir fatores que não são obrigatórios na natureza empreendedora. Assinale-a:

a) Diferenciação, mudança, emprego e desenvolvimento;

b) Empresa, crescimento e desenvolvimento econômicos;

c) Mudança, riqueza, responsabilidade social e inovação;

d) Projetos sociais, negócios, crises, quebra de paradigmas.

12. O Prof. Filion, estudioso do Empreendedorismo, definiu o empreendedor como sendo:

a) Alguém capaz de criar riqueza pessoal, através das idéias inovadoras e são sempre muito determinados;

b) Uma pessoa que conhece a importância do planejamento para garantia de seu sucesso em mercado;

c) Uma pessoa que é capaz de transformar suas visões e percepções em realidade;

d) Alguém que, com meios bastante modestos, realiza empreendimentos com grande importância financeira.

13. Qual das afirmativas abaixo encontra amparo nos fundamentos do Empreendedorismo?

a) Nem tudo o que o empreendedor precisa é dinheiro, pois famílias ricas já fracassaram em seus empreendimentos;

b) Empreendedores buscam o sucesso, mas vivenciam uma grande taxa de fracasso;

c) Empreendedores são inventores e a maioria deles transforma seus inventos em produtos;

d) Empreendedores já nascem com características próprias, denominadas tino empresarial ou comercial.

14. Um empreendedor avalia, com cuidado, que tipo de risco está correndo em cada negócio e qual a probabilidade de falhar devido a causas ligadas a esse risco. A implementação de um novo projeto NÃO deveria ocorrer no seguinte caso:

a) Se houver modificação dos produtos atuais da empresa e ainda estiver vendendo, relativamente, bem;

b) O negócio exige lobby para tentar mudar as regras, já que esbarra em nova regulamentação governamental;

c) O maior risco nesse lançamento será a aceitação do novo produto pelo mercado;

d) O novo produto poderia causar alguns mínimos efeitos nocivos no meio ambiente.

15. O sonho é um dos pontos de partida do Empreendedorismo, da mesma forma que uma boa idéia também o é. Identifique, abaixo, qual das sentenças caracteriza melhor um caso típico relacionado ao assunto:

a) Criar uma empresa para realizar viagens à Lua e atender ao desejo de muitas pessoas que poderiam pagar pelo serviço;

b) Criar uma cidade de sonho, um parque infantil, onde milhares de crianças brinquem livremente e em segurança;

c) Encontrar a solução para o câncer como recompensa justa aos cientistas que têm exaurido suas energias na pesquisa;

d) Todas as sentenças acima representam sonhos ou idéias, mesmo que sejam difíceis de serem concretizadas.

GABARITO

01. D

02. C

03. B

04. A

05. C

06. D

07. D

08. C

09. A

10. A

11. D

12. C

13. A

14. D

15. D

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AULA 02 (2010/Sem.2)

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

Empreender exige:

ATITUDE

PERSEVERANÇA

PRÓ-ATIVIDADE

CRIAÇÃO

Previsão

“Nos próximos 10 anos, a grande maioria dos negócios bem sucedidos, no mundo ocidental, será liderada por mulheres.”

Previsão

Mulheres são mais empreendedoras que homens

- Pesquisa GEM

YOU TUBE – (2min:55s)

- http://www.youtube.com/watch?v=RIH34laeG7c

Sonhar

Empreendedor

Transformar

Pesquisando

Mais imagens que surgem na Internet quando digitamos a palavra Empreendedorismo:

Obstáculos importantes ao Empreendedorismo, na visão do GEM, Sebrae, especialistas na matéria e estudiosos do assunto:

Preço da gasolina

Gasolina “A” 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = 0,80

Álcool anidro 200 ml (20% misturado à gasolina) = 0,24 1,04

CIDE – PIS/COFINS (IMPOSTOS FEDERAIS) = 0,44

ICMS (IMPOSTO ESTADUAL) = 0,64 1,08

PREÇO p/ OS POSTOS (1,04 + 1,08) 2,12

LUCRO DA DISTRIBUIDORA (EM MÉDIA POR LITRO) = 0,08

FRETE (EM MÉDIA POR LITRO) = 0,02

LUCRO DO POSTO (EM MÉDIA POR LITRO) = 0,25

VALOR NA BOMBA COM IMPOSTOS = 2,47

VALOR NA BOMBA SEM IMPOSTOS = 1,39

Preço da gasolina

Gasolina “A” 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = 0,80

Álcool anidro 200 ml (20% misturado à gasolina) = 0,24 1,04

CIDE – PIS/COFINS (IMPOSTOS FEDERAIS) = 0,44

ICMS (IMPOSTO ESTADUAL) = 0,64 1,08

PREÇO p/ OS POSTOS (1,04 + 1,08) 2,12

LUCRO DA DISTRIBUIDORA (EM MÉDIA POR LITRO) = 0,08

FRETE (EM MÉDIA POR LITRO) = 0,02

LUCRO DO POSTO (EM MÉDIA POR LITRO) = 0,25

VALOR NA BOMBA COM IMPOSTOS = 2,47

VALOR NA BOMBA SEM IMPOSTOS = 1,39 77%

Todos esses aspectos observados estão agravados pela CRISE, penalizando empresas, reduzindo postos de trabalho, gerando desemprego!

A pesquisa GEM aponta: o Brasil ainda está numa situação privilegiada em relação ao grau de Empreendedorismo interno, se comparado aos demais países pesquisados.

O jovem brasileiro, construindo sua identidade e em busca de reconhecimento profissional, acaba empreendendo sem bases consistentes para gestão do negócio.

Fonte: GEM Brasil

“Se alguém não encontrar facilidade para conseguir um emprego ou trabalho acabará arriscando uma iniciativa qualquer, sem pesquisas de mercado, sem qualificação profissional, sem capital de giro, etc.”

Fonte: Qualquer uma, isto é, é uma constatação generalizada

Classificação

Empreendedorismo por oportunidade são aqueles criados a partir da identificação de uma oportunidade. Em geral, os empreendedores “por oportunidade” iniciam seus empreendimentos buscando melhorar sua condição de vida a partir da exploração da oportunidade percebida.

Empreendedorismo por necessidade é outra forma identificada e praticamente oposta à anterior. Consiste em gerar um negócio quando o empreendedor não consegue encontrar trabalho no mercado, necessitando empreender para sobreviver.

Atenção para a célebre frase de Albert Einstein:

“É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.

A Sociedade e o Empreendedorismo

A PESB – Pesquisa Social Brasileira, sob a coordenação geral dos cientistas políticos da UFF que a idealizaram, é uma pesquisa anual domiciliar que concluiu que a mentalidade do brasileiro é mais moderna ou mais arcaica de acordo com seu nível de escolaridade:

O indivíduo pode ser considerado MODERNO se tiver um bom teor das seguintes características:

• Mentalidade impessoal – pensa no global e não apenas no seu interesse pessoal;

• Não confunde o que é público com o que é privado;

• Contra a “Lei de Gerson”;

• Favorável à livre iniciativa.

A Sociedade e o Empreendedorismo

O indivíduo pode ser considerado ARCAICO se tiver um bom teor das seguintes características:

• Personalista – a arrogância pessoal é uma característica típica nesses casos;

• A favor do jeitinho brasileiro;

• Coloca o Estado no papel de provedor de;

• Tem a Síndrome de Gabriela – “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim…”.

Estudando Empreendedorismo, você aprende:

A ficar mais atento às oportunidades de mercado!

A evitar alguns caminhos escorregadios e perigosos!

A ficar alerta!

Racional

Emocional

A trabalhar em equipe, sabendo respeitar as individualidades!

A identificar e desenvolver seu diferencial competitivo…

“O PROCESSO EMPREENDEDOR”

FASES DO PROCESSO EMPREENDEDOR

- Fase 1 – Identificação de uma oportunidade para inovação;

- Fase 2 – A abertura da empresa requer: definição de um conceito de negócio; avaliação dos requisitos de recursos; aquisição dos recursos necessários;

- Fase 3 – Criação do empreendimento e implementação – teste real do conceito;

- Fase 4 – Administração do negócio – crescimento – resultado do conceito ou novo negócio e seus frutos.

Empreendedorismo,

ferramenta de desenvolvimento!

Criação de empresa/emprego;

Geração de renda;

Criação de um status melhor;

Geração de um negócio;

Projetos.

Fontes de idéias

Pesquisa em geral;

Poder de observação;

Capacidade de inovar;

Experiência no emprego;

Caos econômico, crises, etc.;

Experiência enquanto consumidores;

Idéias que deram certo em outros lugares.

O que fazer para identificar uma oportunidade

A condição básica é observar atentamente a realidade, sempre pensando em alguns pontos importantes:

O que não está funcionando bem na realidade atual

O que poderia ser mais simples ou funcionar melhor

Como diminuir custos e prazos sem perder qualidade

Como melhorar a vida das pessoas, proporcionando mais saúde, sacrificando-as menos para cumprir suas obrigações, melhorando seu lazer.

Agora que identifiquei uma oportunidade, o que faço?

1) Imaginar uma solução para o aspecto pesquisado e transformar aquela idéia em ação criativa;

2) Formular esta solução de tal forma que possa:

 constituir um negócio que seja capaz de interessar a um grupo de consumidores

 constituir uma ação social que possa ser considerada meritória por agentes e pessoas que aceitem bancar os custos de viabilizar o beneficio

 constituir ação de desenvolvimento local

É simples assim?

1) Não, é preciso testar se o empreendimento (negócio, ação social ou projeto de desenvolvimento local) funciona:

• deverá haver demanda para os produtos/serviços – se for ação social, os doadores dos recursos precisam estar convencidos de que vale a pena doar para aquele empreendimento

• verificar se o tamanho da clientela ou público-alvo é suficiente para justificar a criação do empreendimento

2) Também é necessário elaborar o planejamento detalhado do empreendimento.

Celebrando…

As 10 características mais comuns nos empreendedores de sucesso:

trabalho baseado em metas

busca de informações contínua

monitoramento e planejamento sistemático

formação de rede de contatos – persuasão

independência e autoconfiança

Comportamento empreendedor: atitudes

FATOR

Fracasso

Risco

Lucro

Riqueza

Minorias

EMPREENDEDOR

Parte do aprendizado

Reflete sobre o risco e pode aceitar

Compensação legítima

Resultado da sociedade competente

Combate a marginalização

SOCIEDADE

Condenação

Tem medo de correr qualquer risco

O lucro como algo negativo

Resultado da exploração dos pobres pelos ricos

Tem posição em evolução

Mitos sobre empreendedor e empreendedorismo

Mito 1 – empreendedor é gente que faz e não gente que pensa

Mito 2 – empreendedores nascem feitos, não podem ser feitos

Mito 3 – empreendedores são sempre inventores

Mito 4 – empreendedores não se “encaixam” na universidade e nem na vida social

Mito 5 – o empreendedor tem de se encaixar no “perfil”

Mito 6 – tudo o que o empreendedor precisa é dinheiro

Mito 7 – tudo o que o empreendedor precisa é sorte

Mito 8 – a ignorância dos empreendedores é o paraíso deles

Mito 9 – empreendedores buscam o sucesso, mas vivenciam uma grande taxa de fracasso

Mito 10 – empreendedores correm grandes riscos

Exemplo de superação…

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QUIZZES AULA 2 (2010/Sem.2)

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

1. Associe as siglas das organizações aos conceitos correspondentes:

I. ENDEAVOR

II. GEM BRASIL

III. SEBRAE

IV. FINEP

( ) Entidade de apoio aos empreendedores brasileiros

( ) Entidade governamental de fomento à inovação

( ) Entidade de pesquisa em Empreendedorismo

( ) Organização internacional de apoio ao Empreendedorismo

A seqüência da associação correta é:

a) III, IV, II e I; b) III, II, IV e I; c) I, IV, II e III; d) IV, III, II e I

2. Diante de uma crise importante, tal qual a que foi deflagrada no mundo em setembro/08, a partir da falência do Lehman Brothers, a atitude recomendável aos empreendedores é:

a) Implantar seus projetos, independentemente da crise, evitando apenas que compromissos de data de conclusão sejam assumidos;

b) Aprofundar os estudos e pesquisas de mercado e reavaliar o momento mais adequado para a implantação de seu projeto;

c) Aplicar o dinheiro reservado para o projeto em uma aplicação financeira solida e segurar seu talento empreendedor;

d) Escolher um segmento que não tenha sido afetado pela crise e tentar obter um bom resultado, como se a crise não existisse.

3. A informalidade parece ser uma forma de segmentação do mercado de trabalho, caracterizando os empregos com remuneração inferior, que ficam isentos dos direitos e benefícios que protegem o trabalhador. Como reduzir a informalidade a curto prazo?

a) A legislação precisa ser mudada, isentando os micro e pequenos empresários de quaisquer impostos ou taxas;

b) O governo deve atrair os empresários criando condições mais amenas para a regularização do negócio e dos empregados;

c) O governo deve aumentar a fiscalização e punir as empresas que estejam na informalidade;

d) A sociedade deve planejar melhor seus empreendimentos, evitando ações contra a legislação vigente.

4. A informalidade parece ser uma forma de segmentação do mercado de trabalho, caracterizando os empregos com remuneração inferior pela supressão de direitos e benefícios que protegem usualmente o trabalhador. Como reduzir a informalidade de modo mais permanente?

a) A legislação precisa ser mudada e devem ser criados mecanismos legais mais simples e menos onerosos para que possam ser cumpridos;

b) O governo deve atrair os empresários criando condições mais amenas para a regularização do negócio e dos empregados;

c) O governo deve aumentar a fiscalização e punir as empresas que estejam na informalidade;

d) A sociedade deve planejar melhor seus empreendimentos, evitando a inadimplência de suas empresas.

5. No Brasil, o Estado exerce um forte papel na economia, representando mais da metade do PIB (Produto Interno Bruto) do país, mesmo tendo reduzido essa participação após o processo da privatização. Isso pode significar que:

a) As próprias pessoas devem buscar a construção de soluções para seus problemas, numa atitude pró-ativa;

b) Os segmentos organizados da sociedade devem exigir soluções para o país reduzir o desemprego e a violência;

c) As pessoas devem mudar seu hábito de esperar soluções vindas do próprio governo;

d) Todas as afirmativas acima devem ser adotadas simultaneamente.

6. Todas as pessoas possuem, em maior ou menor grau, características empreendedoras, mas nem sempre sabem como exercê-las, não as cultivam ou nem sabiam que as possuíam. Genericamente, essas características NÃO gerariam oportunidade para a:

a) Transformação de sonhos em realidade com persistência, autoconfiança e atitude pró-ativa;

b) Consolidação da trajetória pessoal, através do comprometimento pleno com o trabalho;

c) Criação de projeto visando beneficiar pessoas de uma comunidade carente;

d) Prática de procedimentos que favoreceriam a própria riqueza em detrimento de terceiros.

7. Dentre as afirmativas abaixo, há uma que não se identifica com o comportamento característico da maioria dos empreendedores:

a) Nem sempre um empreendedor é pró-ativo, pois seu sucesso é, muitas vezes, decorrente da herança dos pais;

b) Um empreendedor assume riscos, desde que tenha avaliado sua probabilidade e consequencias;

c) O empreendedor tem ou desenvolve habilidade para lidar com a sua equipe e com seus clientes;

d) Não há empreendedor que saiba tudo: é preciso muito estudo para obter sucesso nas atividades.

8. Quem precisa de recursos para abrir uma empresa no Brasil deve proceder do seguinte modo:

a) Procurar o SEBRAE e expor detalhadamente seu plano, em busca de empréstimo a custo zero;

b) Levantar os recursos próprios, dos sócios e da familia, numa tentativa de viabilizar o empreendimento;

c) Ir à CEF para obter financiamento, através de um programa especial destinado a novos empreendimentos;

d) Procurar clubes de investidores anjos que, no Brasil, acolhem a maioria dos pedidos de recursos.

9. No Brasil, de acordo com entendimento do GEM – Global Entrepreneurship Monitor, o volume de Empreendedorismo por necessidade ainda é muito significativo e pode ser explicado pela seguinte razão:

a) O empreendedor brasileiro não tem alternativas suficientes para conseguir solucionar seus problemas financeiros;

b) Há um forte incentivo financeiro por parte dos órgãos não governamentais para novos empreendimentos;

c) O baixo grau de escolaridade do povo brasileiro o conduz a projetos inexpressivos para melhorar seu padrão de vida;

d) As pessoas que não conseguem lugar no mercado de trabalho empreendem em busca de sua sobrevivência.

10. Algumas causas da mortalidade prematura das empresas estão sendo destacadas nas pesquisas realizadas pelo Sebrae e outros órgãos. Em relação ao assunto, pode-se afirmar que tributos altos e juros elevados resultam em:

a) Custos mais altos de produção, acarretando perda de competitividade;

b) Maior arrecadação do governo, o que resulta em maior promoção do Empreendedorismo;

c) Maior lucro para o empreendedor, uma vez que cobra preço mais alto pelo seu produto;

d) Nada, ou seja, não haveria reflexos para o empreendedor se houvesse um programa sério de subsídios.

11. Qual das alternativas abaixo não representa um ponto de consenso a respeito do Empreendedorismo?

a) Os projetos de pesquisa podem gerar inovação a partir do trabalho conjunto de empreendedores e cientistas / pesquisadores;

b) Os recursos empregados pelo governo para apoiar o empreendedor retornam sob a forma de empregos e impostos, em prazo surpreendentemente curto;

c) Quando o empreendedor realiza o sonho de construir sua empresa, a sensação de prazer é indescritível e estimulante para que continue a empreender;

d) O Empreendedorismo tem sido escolhido pelos jovens pois esperam ganhar mais dinheiro em tempo inferior ao que teriam pela evolução salarial em seus empregos.

12. Silvia tem uma casa de praia, localizada em região com grande número de residências para veraneio. As duas padarias locais não fazem entregas e ficam distantes do balneário. Diante dessa informação, o melhor que Silvia deve fazer como empreendedora é:

a) Abrir uma padaria bem próxima aos condomínios do balneário;

b) Sugerir aos donos das padarias que façam entrega de pão em casa;

c) Vender máquinas de fazer pão para os moradores dos condomínios poderem ter pão quente a qualquer hora;

d) Pesquisar o que pensam os condôminos sobre a questão e, a partir daí, decidir o que fazer.

13. O planejamento adequado de todas as etapas de um projeto está diretamente relacionado à sua saúde e sobrevivência e, em geral, com relação a esses aspectos, permite:

a) Evitar a maior parte das não-conformidades dos processos produtivos que podem levar a correções do fornecimento;

b) Compreender divergências em relação às expectativas dos clientes e dos produtores, reduzindo insatisfações;

c) Eliminar falhas cometidas na prestação de serviços já consagrados em mercado;

d) Identificar nichos de mercado que, potencialmente, são capazes de garantir a sobrevivência do empreendimento.

14. Planejamento inadequado ou falta de planejamento das etapas de um projeto qualquer pode significar que:

a) Produtos e/ou serviços não atendam às especificações estabelecidas ou necessárias para satisfazer o cliente;

b) Prazos de maturação do investimento sejam muito superiores ao que os investidores aceitam;

c) Falta de engajamento / comprometimento dos colaboradores na execução do projeto possa resultar em atrasos;

d) Em problemas diversos, inclusive os citados nos itens anteriores.

15. O Empreendedorismo jovem, no Brasil, é voltado para suprir necessidades imediatas (sobrevivência) e para explorar oportunidades, algumas produzindo inovações. Essas oportunidades vinculam-se à constatação de:

a) Serviços costumeiramente mal prestados, denotando amadorismo;

b) Orçamentos domésticos excessivamente apertados, indicando restrição de renda;

c) Baixas taxas de inflação, juros reduzidos, desemprego e tributos em queda;

d) Políticas governamentais de combate à sonegação de impostos.

Gabarito dos Quizzes – AULA 02

01. A

02. B

03. C

04. A

05. D

06. D

07. A

08. B

09. D

10. A

11. D

12. D

13. D

14. D

15. A

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AULA 03 (2010/Sem.2)

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

PLANEJANDO UMA ENTREVISTA COM UM EMPREENDEDOR

- Relatório da Entrevista com o Empreendedor (trabalho em grupo) – deve ser feito de acordo com o checklist que vamos apresentar agora.

Engloba:

Fazer o planejamento da entrevista;

Execução da entrevista;

Elaboração do relato dos pontos de aprendizado com a entrevista;

Preparar a apresentação pelo grupo dos pontos principais do preparo e realização da entrevista.

PLANEJANDO UMA ENTREVISTA COM UM EMPREENDEDOR

A entrega e apresentação dos trabalhos em sala de aula ocorrerá na semana anterior à da AV1 e vale até 5 pontos na nota.

1º passo:

- Escolha sua equipe de trabalho para fazer a entrevista com um empreendedor;

- Faça uma reunião para escolher o empreendedor a ser entrevistado;

- Faça o convite ao empreendedor.

2º passo:

- Reúna sua equipe para planejar a entrevista com o empreendedor;

- Programe a execução.

PLANEJANDO SUA ENTREVISTA COM UM EMPREENDEDOR

OBJETIVOS – razões da escolha, como vê o sucesso, trajetória, satisfação, dificuldades, outros projetos, recursos iniciais.

PREMISSAS – obter informações adicionais no site da empresa e outros locais, ordene os pontos importantes, acordos prévios quanto às perguntas, tamanho da equipe, traje, horário.

MARCAÇAO – antecedência, apresentação pessoal e equipe, contato com a secretária, recursos usados, tipos de abordagem.

ABERTURA – currículo empreendedor, agradecimento, objetivos da entrevista.

PERGUNTAS – organize em seqüência lógica, desdobramentos, tipos de perguntas: fechadas, abertas, presumidas.

RESULTADO – estruture relatório, faça-o logo, use anotações, faça edição de vídeo, texto deve ser visto pelo entrevistado.

Modelo de entrevista:

Aos 72 anos, com uma filha de três anos e um filho de apenas um mês de vida, Abílio dos Santos Diniz não para de surpreender a concorrência. O anúncio de compra das Casas Bahia, consolidando o Pão de Açúcar como o maior grupo de varejo do país, aconteceu menos de seis meses depois de arrematar o controle do Ponto Frio.

Entrevista:

O tino empresarial foi herdado do pai, Valentim, que começou seu negócio a partir de uma pequena doceria em 1948. Abílio Diniz era recém-formado em administração pela FGV e foi convencido pelo pai a abandonar o projeto de estudar no exterior e assumiu seu primeiro cargo executivo na empresa. Formato inovador no país, os supermercados atraíram as classe média e média-alta e, em 1968, o grupo já contava com 40 lojas e 1.642 funcionários.

O EMPREENDEDORISMO NO BRASIL começou em…

Empresário Abílio Diniz, o que o pequeno empreendedor deve ter como prioridade em seu negócio?

Qual foi o maior desafio no começo de sua carreira?

Reconhecer os próprios erros e saber ouvir, na sua opinião, ajudam na evolução pessoal do empresário?

Determinação: clareza nos objetivos faz toda a diferença para quem quer alcançar o sucesso?

Há algum problema com as pessoas que dizem sim, para agradarem aos outros, mesmo sabendo que gostariam dizer um NÃO?

Você considera que para alguém alcançar o auto-conhecimento é essencial ter claro quais são suas qualidades e seus defeitos?

Qual a importância de ser capaz de gostar daquilo que se faz num mundo em que nem sempre é possível fazer o que se gosta?

Como conciliar a gestão de muitos interesses e projetos?

Dinheiro ou felicidade? O que é mais importante?

Para finalizar nossa entrevista, que conselho daria a alguém que já esteve no topo e experimentou o fundo do poço?

O EMPREENDEDORISMO NO BRASIL começou em…

Desde de a segunda metade do século XIX estamos ouvindo histórias ligadas ao Empreendedorismo.

PIONEIROS DO EMPREENDEDORISMO

- Francisco Matarazzo – Indústrias

- Nami Jafet – Comércio Figura do mascate

- Ramos de Azevedo – Urbanismo

- Julio Mesquita – Jornalismo

- Visconde de Mauá – Ferrovias/Banco

- Leon Feffer – Indústria de Papel

- Jorge Street CLT – Fiesp Cia. de Tecidos de Juta

- A. Ermírio de Moraes – Votorantin

- Betinho – Ação da Cidadania Contra a Fome, Miséria e pela Vida

Existem países com maiores oportunidades para quem quer empreender?

Respondendo à pergunta:

Prestem atenção!

1) Facilidade de obtenção de crédito

2) Juros baixos

3) Impostos compatíveis com a renda

4) Legislação clara, estável e que contemple os empreendimentos nascentes com menores impostos

5) Burocracia inteligente

6) Capital social bem estruturado, que significa emissão de normas que promovam confiança na economia

7) Políticas governamentais com clara visão empreendedora e que promovam o crescimento econômico.

Por que planejar (na ótica do SEBRAE)?

É possível medir o grau de Empreendedorismo de um país?

GEM – Global Entrepreneurship Monitor

Organização internacional dedicada à pesquisa do Empreendedorismo no mundo.

Em 2009, pelo décimo ano consecutivo, mediu o grau de empreendedorismo no Brasil e comparou com o de diversos países levando em conta fatores que influenciam no sucesso das iniciativas empreendedoras.

Dados do Empreendedorismo no Brasil

O Relatório GEM 2008, último disponível até então, apresentou uma taxa de atividade empreendedora de 12%, ou seja, 12 em cada cem brasileiros adultos estão desenvolvendo alguma ação empreendedora.

O Brasil ocupa a 13ª posição dentre os 42 países pesquisados.

Dados do Empreendedorismo no Brasil

O Brasil em 2001 tinha 65% de empreendedores nascentes e 35% de empreendedores novos. Em 2008, tivemos 24% nascentes e 76% novos. Isso quer dizer que o tempo de vida dos empreendimentos brasileiros está aumentando, produzindo renda por mais tempo.

Dados do Empreendedorismo no Brasil

Destaque do GEM 2008: pela primeira vez, na série de pesquisas, o Brasil atinge a marca de dois empreendedores por oportunidade para cada um por necessidade.

Estados Unidos – 6,86 empreendedores por oportunidade para cada um por necessidade;

França – 8,35 empreendedores por oportunidade para cada um por necessidade.

É preocupante…

- Poucos empreendimentos com o lançamento de produtos inéditos;

- Pequeno número de empreendimentos com expectativa de exportação;

- Falta de hábito dos empreendedores brasileiros para identificarem seus concorrentes.

ENTIDADES BRASILEIRAS NO EMPREENDEDORISMO

ANPROTEC – Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores.

Entidade sem fins lucrativos, agrega as incubadoras e parques tecnológicos brasileiros, promovendo parcerias e intercâmbios para ajudar no desenvolvimento do Empreendedorismo.

ANPROTEC – EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

- Taxa de mortalidade das empresas incubadas abaixo de 20%

- Mais de 6.300 empresas vinculadas a incubadoras

- 2800 empresas incubadas e mais de 2.000 empresas associadas

- 10 Parques tecnológicos funcionando com 150 empresas

- Mais de 400 incubadoras no Brasil

- 25 Estados possuem incubadoras

- Faturamento anual estimado das empresas graduadas em incubadoras R$ 1,6 bilhões

- 100% dos municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes têm incubadora

- Empresas de incubadoras e de parques geram cerca de 33 mil postos de trabalho diretos

- Recursos públicos ou de entidades parceiras aplicados nos últimos 20 anos – cerca de R$ 150 milhões – 30% do custo do movimento em 20 anos

- Estimativa de impostos gerados anualmente R$ 400 milhões

- Faturamento anual estimado das empresas incubadas R$ 400 milhões

A legislação trabalhista brasileira – criada em 1943, é um dos maiores freios ao crescimento econômico, na atualidade, conforme estudos do Prof. Celso Pastore da USP e a opinião da CNI.

Os encargos sobre o salário no Brasil somam 101% e encarecem a mão-de-obra, favorecendo a informalidade. Na Argentina são de 54% e no Chile são de 9,5%.

A economia informal

As empresas:

• não são registradas e, assim, tentam escapar da fiscalização

• não emitem nota fiscal

• não pagam impostos, encargos, taxas, etc..

• economizam gastos com Contador

• não celebram contratos nem obtêm financiamentos

Os empregados:

• não contribuem para a Previdência

• não têm proteção trabalhista

• não têm direito à aposentadoria

A economia informal – vejamos os pequenos filmes a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=pM2U0DNyhKI (1min5seg)

http://www.youtube.com/watch?v=TY8SS9PTfgA (1min14seg)

Empreendimentos – micro e pequenos

O papel do governo (agente econômico):

- fomentar a inovação tecnológica

- estimular a criação de incubadoras em municípios, estados e em universidades federais para gerar novas empresas

- subsidiar a criação de novas empresas de base tecnológica – Programa Prime da FINEP

• apoiar, através do SEBRAE, a capacitação em áreas como artesanato, associativismo, planejamento, cultura nativa, etc..

Comportamento empreendedor: onde estamos hoje

Para que o país facilite a criação de empregos é preciso criar processos simples, rápidos e baratos para:

• Criação de novas empresas – hoje demora em média 155 dias e custa cerca de R$ 2.000,00

• Facilitar o fechamento de empresas – hoje pode demorar anos e pode custar caro

• Facilitar a burocracia e reduzir custos para recolhimento de impostos das micro e pequenas empresas – ampliação do SIMPLES.

Faltam empresas ou empregos?

O ambiente em torno de um empreendimento

As incubadoras são locais onde as idéias dos empreendedores, traduzidas em planos de negócios, são transformadas em empresas.

O ambiente em torno de um empreendimento

As universidades abrigam a maioria das incubadoras brasileiras, pela dificuldade de recursos para sustentar a atividade.

O ambiente em torno de um empreendimento

Com presença marcante nas universidades, a empresa júnior busca estabelecer um link entre a teoria vista em sala de aula e a vida profissional.

O ambiente em torno de um empreendimento

Ambos os casos são uma alternativa ao estágio, especialmente para os alunos que estão nos primeiros anos do curso superior.

PRECONCEITO !!!!!!!!!!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=iKuQL5okDG0

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QUIZZES AULA 3 (2010/Sem.2)

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

1. Um grupo de cientistas acaba de anunciar a cura comprovada de diversas modalidades de câncer. Conhecendo-se a magnitude dos investimentos necessários à fabricação dos medicamentos e levando em conta o interesse dos cientistas em continuar suas pesquisas, a atitude mais esperada daquela equipe seria:

a) Fabricar o remédio a qualquer custo em seu laboratório e distribuí-lo para salvar doentes que pudessem ser atendidos;

b) Vender a licença e conseguir recursos para continuar a pesquisa em busca da solução para outros tipos de câncer;

c) Associar-se a um grande laboratório e usar os rendimentos obtidos para desfrutar da merecida recompensa;

d) Entregar ao governo a patente da descoberta e esperar que os esforços da pesquisa resultem em medicamentos.

2. O perfil empreendedor reúne várias características. Das alternativas abaixo, escolha a que NÃO representa inteiramente um comportamento típico do empreendedor:

a) Um empreendedor faz o que for necessário para viabilizar suas idéias, mesmo que seja através de muito trabalho e empenhando recursos que poderiam comprometer sua família;

b) O empreendedor interessa-se em conhecer o funcionamento de produtos, serviços ou processos, buscando melhorá-los;

c) Empreendedor é aquele que demonstra interesse em criar um empreendimento e se empenha para conseguir boa percepção do mercado;

d) Nem sempre um bom empreendedor é um bom gestor e, nem sempre, um bom gestor é um bom empreendedor.

3. Determinado bairro precisa melhorar em muitos aspectos e José é um empreendedor que quer contribuir. Qual seria sua ação inicial mais adequada:

a) Propor a reforma da escola do bairro, pois tudo começa pela educação, e, em seguida, instalar uma delegacia no local;

b) Criar uma nova área de emergência no hospital, ineficaz diante da violência crescente, aumentando sua capacidade de atendimento;

c) Mobilizar os principais líderes e moradores do local para fazer a elaboração de um plano em conjunto, ouvidos os moradores;

d) Formalizar reclamação junto à Prefeitura, relatando todos os problemas do bairro e pedindo providências.

4. Na visão do Empreendedorismo, a pessoa que imagina ser mais feliz sendo empregada de uma empresa e deixando o sucesso do empreendimento por conta dos patrões, demonstra:

a) Não possuir coragem, garra, competência, determinação, perseverança e autoconfiança;

b) Não ter vontade de realizar seus sonhos, característica comum numa sociedade pouco empreendedora;

c) Ter medo de errar e, por isso, sua felicidade será proporcional à atitude empreendedora;

d) Não ter ainda tido uma idéia que lhe despertasse a vontade de empreender, mobilizando sua pró-atividade.

5. Pedro está implantando um novo projeto e as despesas suplantaram as receitas durante vários meses e de modo inesperado em relação a seus planos. Caso isso resulte na impossibilidade de pagar todas as contas do mês, sua decisão correta em relação às contas não pagas seria:

a) Negociar novos prazos para pagamento com os credores e solicitar mais recursos dos acionistas com modificações justificadas de planos;

b) Pagar o que for possível e deixar pendurado o restante até a empresa ter dinheiro para quitar a dívida;

c) Se o prejuízo está acima do previsto, parar de pagar e chamar o pessoal do planejamento para repensar tudo;

d) Priorizar os desembolsos, congelando os créditos pertencentes aos fornecedores pequenos.

6. As pesquisas de opinião com os clientes, com clara finalidade de avaliar sua satisfação em relação ao produto e/ou serviço adquirido, devem ser realizadas:

a) A cada final de ano, aproveitando-se a maior freqüência dos clientes ao comércio;

b) A cada final de semestre, já que esse tipo de análise pode ser realizado pela Internet;

c) A cada final de trimestre, prazo suficiente para identificar eventuais não-conformidades;

d) Após a conclusão de cada venda, como estratégia de fidelização.

7. Planejar é essencial à gestão de um empreendimento ou de qualquer tipo de atividade. Caso o empreendimento tenha caráter social, assinale qual dos conceitos relacionados abaixo NÃO deveria integrar obrigatoriamente os objetivos de seu planejamento:

a) Conseguir verbas governamentais para sustentar a atividade;

b) Prestar benefícios diferenciados para seu público-alvo;

c) Buscar a auto-suficiência da organização social;

d) Arregimentar voluntários para trabalhar na organização..

8. Numa abordagem clássica, o termo “empreender” compreende o seguinte objetivo:

a) Criar / identificar oportunidades nos mercados em geral;

b) Maximizar / elevar lucros no menor espaço de tempo possível;

c) Minimizar / reduzir prejuízos em qualquer hipótese;

d) Melhorar / otimizar continuamente os processos internos.

9. O Empreendedorismo pode ser considerado um “agente de mudanças” porque:

a) Assume o papel de eficaz solucionador de problemas relacionados à gestão de empresas e negócios, em geral;

b) Sua cultura está composta de ferramentas e dados que permitem ao empreendedor capturar oportunidades que podem promover o desenvolvimento econômico;

c) Foi adotado como disciplina regular em alguns cursos de nível superior, notadamente aqueles mais respeitados;

d) Aprender a empreender, ajuda a assimilar a cultura geral do Empreendedorismo, mas não favorece necessariamente a criação de riqueza.

10. Um Plano de Empreendimento somente deve ser elaborado para uma organização que:

a) Tenha base tecnológica e vise lucro, desde que possa ser monitorada por uma incubadora de empresas;

b) Tenha foco social na área da Educação, Saúde, Segurança Pública ou em projetos de assistencialismo;

c) Não há exceção em relação à necessidade de planejar um empreendimento, aplicando-se a qualquer tipo de organização;

d) Esteja em fase de implementação ou precisando rever / alterar algumas das decisões empresariais adotadas.

11. Sob a ótica do Empreendedorismo, a análise do Assistencialismo e da frase “Nós não damos o peixe, ensinamos a pescar” pode nos levar ao entendimento:

a) Esta frase é um slogan característico do Assistencialismo;

b) A frase acima coloca em discussão a necessidade de criar oportunidade real para geração de trabalho e renda, o que nem sempre ocorre no Assistencialismo;

c) A frase acima coloca em discussão a necessidade de criar oportunidade real para geração de trabalho e renda, como sempre ocorre no Assistencialismo;

d) O Assistencialismo e o Empreendedorismo divergem com relação ao modo de reduzir a pobreza e de construir empreendimentos auto-suficientes.

12. Levando em conta as diversas características dos empreendimentos com visão empresarial e que sejam socialmente responsáveis, podemos afirmar que:

a) Todos os projetos com foco no social precisam medir seu impacto na coletividade atendida para ter a comprovação do seu êxito;

b) O enfoque da Responsabilidade Social é o atendimento ao interesse coletivo, desde que promova o crescimento econômico;

c) A perspectiva social de gestão envolve apenas a preocupação da empresa com os desejos dos seus clientes;

d) A perspectiva empresarial de gestão cuida somente dos consumidores, parceiros e colaboradores dos projetos.

13. Existem muitas características importantes para um indivíduo ser considerado empreendedor, cujo perfil, imprescindível pelos estudiosos do assunto, seria:

a) Planejador, controlador, trabalhador voltado à equipe e com forte dedicação pessoal ao empreendimento;

b) Otimista sempre, com forte iniciativa, tem o hábito de identificar oportunidades e é capaz de assumir grandes riscos;

c) Criativo e planejador, sabe trabalhar com projetos, conhece e aplica as técnicas do empreendedorismo e tem visão;

d) Comprometido com o trabalho, preza a sua autonomia, acredita na organização e sabe organizar parcerias.

14. O dado mais preocupante, dos que são relatados abaixo, como causa do crescimento da economia informal no Brasil é:

a) Os elevados encargos mensais sobre salários pagos aos empregados que elevam os custos do empreendedor e prejudicam sua competitividade;

b) Os empresários preferem contratar serviços de uma cooperativa formada por seus empregados, pois desse modo burlam a lei;

c) O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias no mundo, mas isso fica menos grave quando todos pagam, pois assim cada um paga menos;

d) O escalonamento do pagamento dos encargos sociais requer uma equipe enorme para correr aos bancos e efetuar os pagamentos.

15. Pensando em criar um empreendimento? Uma das orientações abaixo NÃO pode constar de qualquer literatura responsável a respeito do assunto:

a) Toda ação empreendedora depende de pesquisas prévias, que visam identificar mercados potenciais;

b) É importante adotar uma atitude empreendedora, pró-ativa e de observação atenta à realidade;

c) Identificada a oportunidade, a implantação do empreendimento ocorre em paralelo com o planejamento;

d) Imprescindível a análise financeira do projeto, o que permitiria dimensionar os recursos necessários.

Gabarito dos Quizzes – AULA 03 

 

01. B

02. A

03. C

04. D

05. A

06. D

07. A

08. A

09. B

10. C

11. D

12. A

13. C

14. A

15. C

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AULA 04 (2010/Sem.2)

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

Empreendedorismo e economia na sociedade do conhecimento.

Estudo de casos: conceito, aplicabilidade e exemplo completo

Objetivo desta Aula

Conhecer os principais eixos determinantes do mundo atual, mostrando como influenciam os valores e afetam a economia. Vamos tratar da globalização, do desenvolvimento tecnológico, da valorização da inovação e da importância desses fatores para as estratégias dos empreendimentos.

Empreendedorismo e inovação na Sociedade do Conhecimento

O mundo em mudança

A expectativa de tempo de vida (longevidade) das pessoas aumenta devido a:

- Melhores condições de alimentação;

- Melhores de condições de higiene;

- Movimentação das pessoas para as cidades

Vida social

Dança

Teatro

Ginástica

- Uma mudança raramente vem sozinha e atinge somente uma área;

- Há várias funções de trabalho envolvidas para atendimento aos idosos;

- A longevidade permite aos idosos permanecerem mais tempo em atividade e

Trabalhando

Passeando

Cuidando-se

O novo papel da mulher…

Migração para a cidade e suas consequências:

• Reedição da casa familiar;

• Propagação do hábito de morar sozinho muda alimentação;

• Necessidade de esquemas habitacionais como condomínios;

• Transporte urbano sobrecarregado – requer inovação;

• Moda: limites inéditos de venda.

Mansões

Mini-espaços

Melhor comer fora…

Condomínios verticais

GLOBALIZAÇÃO

Globalização versão 1.0 (1492) – Nações da Europa ocidental, especialmente, perceberam que poderiam fazer negócios no mundo todo e expandir suas fronteiras. Esse ciclo de globalização levou aos novos descobrimentos.

VISÃO DE PORTUGAL: A estratégia de Sagres – com sede em Tomar – desde 1380 com o Mestre D’ Aviz D.João I e sua esposa D.Felipa de Lancaster – filha de John de Gault – os corsários (diferente de piratas)

Fonte: Friedman, Thomas. “O mundo é plano”, Objetiva 2007.

APRENDA UMA COISA NOVA E IMPORTANTE:

CHINA: PIONEIRA DOS 7 MARES?

Veja este filme que vale a pena

http://www.oglobo.com.br/servicos/pop_infografico.asp?p=/mundo/info/china/default.swf&l=730&a=564

Globalização versão 2.0 (1776) – A revolução industrial forçou as empresas a se expandirem em busca de novos mercados, para vender seus produtos e buscar mão-de-obra barata para fabricá-los. Naquele momento, as empresas buscaram ampliar os seus negócios para outros países e, para isso, tornaram-se multinacionais

A BURGUESIA ABRE ESPAÇO NA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – o desenvolvimento das cidades

Fonte: Friedman, Thomas. “O mundo é plano”, Objetiva 2007.

Globalização versão 3.0 (2000) – Raízes dessa nova edição estão na evolução da tecnologia desde duas décadas antes do ano 2000 – tornaram-se disponíveis aos indivíduos que se inseriram em uma economia global.

– TV a cabo e por satélite

– Telefonia Celular

– Internet

– Aviões potentes e com grande capacidade de carga

DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO AJUDA A EXCLUSÃO EM SEU PRIMEIRO CICLO, MAS BUSCA A RECONCILIAÇÃO COM A INCLUSÃO

Mudança dos hábitos das pessoas com a Internet

Comunicação entre as pessoas:

- Por mensagens eletrônicas;

- Relacionamento em grupos de bate-papo;

- Leitura de jornais e notícias pela web.

Compras pela Internet:

- Resistências iniciais resolvidas pela tecnologia e pela experimentação – os comerciantes que não foram se arrependem;

- Aumento considerável nos últimos anos na medida em que pessoas aprendem a usar e aperfeiçoam-se os mecanismos de vendas.

EAD

- Aulas, estudo em grupos, comunicação instantânea entre professor e aluno (chats);

- Leitura de livros e visita a museus pela web;

- Busca de informações mais rápida e mais abrangente.

Movimentos sociais:

- Protestos e apoios: milhões de adeptos em horas;

- Pesquisa se globaliza e conhecimento também – Internet II.

- Os valores e crenças da sociedade podem convergir mais rápido.

A ética no mundo digital

CELULAR NO CINEMA, NO TRABALHO E ENTRE PESSOAS.

A INVASÃO DA PRIVACIDADE PELO E-MAIL, NOS SITES DE TROCA DE MENSAGENS, NOS GRUPOS DE AFINIDADE.

OS CRIMES PELA INTERNET: CLONAGEM DE CARTÕES, INVASÃO DE CONTAS BANCÁRIAS, PEDOFILIA, E OUTROS.

Panorama da produção tecnológica

1° grupo: cerca de 15 % da população da terra produz quase toda a inovação tecnológica do planeta.

2° grupo: cerca de 50% da população está apta a adotar as novas tecnologias na produção e no consumo.

3° grupo: cerca de 35% da população é tecnologicamente desconectada, nem inova no seu próprio país, nem se importa com a tecnologia.

DICAS DE EMPREENDEDORISMO

Waldez Ludwig (4min:55s):

Gestão de empresas para uma economia “empreendedora”

As relações de emprego têm mudado nos últimos 50 anos e estamos caminhando para demonstrar nossas competências e habilidades adquiridas, que devem ser permanentemente atualizadas, acompanhando as mudanças e inovações.

Estude!

Sucesso profissional tem diversos significados, todos eles relacionados ao aspecto da auto-sustentação e da subsistência da própria família, dependendo exclusivamente da atitude pró-ativa com que o indivíduo construa seu futuro .

Acredite!

O termo entrepreneurship (intraempreendedorismo) expressa o comportamento dos agentes econômicos com visão empreendedora e receptiva à inovação, enxergando a mudança como oportunidade, avaliando seu desempenho através de indicadores de competitividade, adotando políticas de recursos humanos voltadas para resultados e estimulando a parceria empregados / empreendedores, em processo de aprendizado contínuo.

Lute!

Empreendedorismo e economia do conhecimento

“No mundo moderno das organizações, independentemente do setor em que elas atuam, o ser humano caminha para deixar de ver a organização em que trabalha como um mecanismo em que ele é apenas uma peça. A organização, por sua vez, passará a tratá-lo como o indivíduo cujas potencialidades precisam ser descobertas e estimuladas.”

Valorize-se!

Autor: Joaquim Felício Júnior. Adaptado.

As universidades são lugares onde se ensina e se aprende permanentemente e esse processo de compartilhamento deve comprometer todos os elementos envolvidos na conquista da aprendizagem significativa.

Transforme!

Uma nova economia, empreendedora e solidária

Economia solidária são empreendimentos produtivos de iniciativa da coletividade, com certo grau de democracia e remuneram o trabalho de forma privilegiada em relação ao capital, seja no campo ou na cidade.

Mutirão!

Uma nova economia, empreendedora e solidária

Tais empreendimentos apóiam-se potencialmente no trabalho coletivo e na motivação dos trabalhadores que constituem as equipes de trabalho, uma importante fonte de competitividade reconhecida no capitalismo contemporâneo.

Objetivos do Método Caso

- Proporcionar o uso prático do conhecimento

- Estimular o hábito da reflexão crítica

- Desenvolver competência para resolver problemas complexos.

Estudos de Caso para Fins de Pesquisa

- “Um estudo de caso é uma investigação empírica sobre um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real” Robert K. Yin.

- Deve ser conduzido quando há necessidade de se compreender fenômenos complexos.

- Na área de administração costuma ser usado em estudos Organizacionais e Gerenciais.

- Busca de explicações e de relações causais.

- Público: comunidade científica.

Casos para Fins de Ensino

- Uma boa história e … uma boa questão para tomada de decisão.

- Um veículo para ensinar conceitos através da simulação de uma situação real.

- Situação contada com neutralidade.

- Público: alunos (e professores)

Para ensino e / ou divulgação de competências

- Business Case (modelo Harvard):

apresenta uma situação ainda sem solução; um dilema para que o aluno solucione em sala de aula.

Casos de Sucesso: apresenta uma situação para a qual se chegou a uma solução bem-sucedida, através de um conjunto de ações.

- Casos de sucesso do SEBRAE

- Casos de Marketing

- Casos apresentados nas páginas das empresas

Origens

Escola de Direito de Harvard

- Processos usados em sala de aula para que os alunos colocassem em prática o conhecimento.

- Harvard Business School

- Primeira escola de negócios no mundo a usar e produzir casos para formar executivos e gerentes.

O Ensino através do Método Caso

• Simulação da tomada de decisões em sala de aula

• Os casos apresentam situações onde pessoas reais enfrentam escolhas e decisões

• Metodologia de ensino participativa

Método Caso: Participativo

• Encontro entre indivíduos diferentes que trazem sua experiência e idéias para a sala de aula.

• O aluno é muito mais do que um expectador: deve ser ator do processo de ensino.

• Participação e envolvimento têm um grande impacto no aprendizado.

• Responsabilidade do aluno com seu próprio processo de crescimento.

EXEMPLOS DO MÉTODO DE ESTUDO DE CASO

1) O problema da desmotivação na escola*

2) Clínica alternativa de saúde

O PROBLEMA DA DESMOTIVAÇÃO NA ESCOLA

Comportamento do estudante da escola pública:

 apatia

 desinteresse

 baixa autoestima.

Censos Escolares desde 2001 em diversos estados da federação apontam:

 alta taxa de repetência no ensino médio (cerca de 13,0%);

 abandono do curso – percentual maior que a ocorrência de reprovação. No período noturno, a relação reprovação/abandono tem sido na faixa de 1/5.

Objetivo:

Tornar o jovem da escola pública o arquiteto idealizador da sua própria história, capaz de descobrir oportunidades e mudar atitudes diante das dificuldades impostas por uma realidade cada vez mais complexa e dinâmica

Desafio do Prof. Walter: dedicado diretor da Escola Pública de Botafogo, no Rio de Janeiro.

COMO TUDO COMEÇOU

Em 2009 – Prof. Walter designado para dirigir a Escola Pública de Botafogo. Começou por fazer um diagnóstico da situação da Escola.

Escolheu alguns indicadores:

índice de reprovação dos alunos;

índice de desistência dos alunos;

média de cada turma em cada matéria, gerando a media por matéria e por turno.

COMO TUDO COMEÇOU

Além disso, fez uma enquete com os alunos, perguntando a opinião sobre a escola quanto aos pontos:

- qualidade das aulas

- volume de estudo e trabalhos;

- numero de horas de estudo semanal;

- instalações da escola – sala de aula, recreio, banheiros, parte esportiva, biblioteca, serviços de secretaria.

Após alguns meses de trabalho, os professores ajudavam o Prof. Walter na direção conseguiram ao seguinte conjunto de dados:

- índice de reprovação dos alunos: 14%

- índice de desistência dos alunos: 22%

- média de cada turma por matéria: para as matérias de matemática e português, a média era de 4 em 10. Nas demais, 4,5 em 10

- qualidade das aulas: os alunos se queixavam que não sabiam porque estudavam aquelas matérias e consideravam difícil encontrar a maneira de usar o que aprendiam na pratica.

- volume de estudo e trabalhos: cerca de 5 horas por semana para fazer os trabalhos passados para casa e mais 10 horas de estudo semanal de todas as disciplinas.;

Após alguns meses de trabalho, os professores ajudavam o Prof. Walter na direção conseguiram ao seguinte conjunto de dados:

- numero de horas de estudo semanal: levando em conta que os alunos ficavam na escola na parte da manhã ou da tarde, os pesquisadores admitiam que disporia da outra parte do dia para estudar. No entanto, a media de horas de estudo semanal não passou de 5 horas por semana.

- instalações da escola:

= sala de aula – os alunos se queixam de falta de conforto nas cadeiras de madeira da sala de aula e da falta de aparelhagem moderna para passar filmes, projetar slides, tocar musica;

= recreio – alegavam que o espaço era pequeno para abrigar tantos alunos simultaneamente e que deveria ser permitido usar o espaço do ginásio;

= banheiros – quase uma unanimidade a reclamação de que os banheiros eram muito mal instalados e sua limpeza era precária;

= parte esportiva – muitas queixas de que a quadra multiesportiva não tinha horário de utilização e nem mesmo redes adequadas e limpeza. Também faltavam os professores que organizassem os alunos e estabelecessem a programação;

= biblioteca – os alunos tinham interesse em frequentar a biblioteca e até de estudar lá, mas alegavam que não havia espaços onde pudessem fazer trabalhos em grupos, pois não se podia falar em nenhum dos cantos da biblioteca e, além disso, não havia aquisição de novos livros;

= serviços de secretaria – a atitude da secretaria sempre tem sido de atender mal aos alunos que se queixam de falta de informação e de não cumprimento dos prazos para entrega dos documentos solicitados.

Esse quadro se agravava porque da parte dos professores haviam também reclamações:

- comportamento dos alunos;

- inflexibilidade para modificar conteúdos e atualizar o conjunto de disciplinas oferecidas.

- falta de disciplinas mais praticas como oficinas que ensinassem aos alunos a fazer manutenção e pequenos consertos caseiros;

- alguns defendiam que os alunos deveriam aprender a dirigir automóveis quando estivessem com 15 anos;

- um grupo queria que o ensino de física e de matemática fosse modernizado e explorasse melhor a compreensão dos alunos dos fenômenos da natureza;

- outro grupo defendia criar a disciplina de empreendedorismo e até coisas práticas (como funciona um banco e uma conta bancaria).

POSICIONAMENTO DO DIRETOR

Prof. Walter levou informações para a Secretaria de Educação e disse que gostaria de poder tomar medidas efetivas para solução destes problemas e para uma melhoria do resultado da aprendizagem da escola.

A Secretaria disse ao professor que pretende fazer uma mudança grande na situação das escolas e conseguiu as verbas para isso e que a Escola Pública de Botafogo poderia ser um modelo para as demais, desde que fizesse um projeto-piloto que seria avaliado pela Secretaria e se aprovado seriam dados os recursos para sua realização.

POSICIONAMENTO DO DIRETOR

Prof. Walter saiu muito satisfeito da reunião e convocou sua equipe para fazer um plano para o desenvolvimento da educação básica no bairro, centrado na Escola Publica de Botafogo, mas que contemplasse:

a) Medidas para melhorias das instalações físicas e funcionais da escola;

b) Revisão das disciplinas a serem ensinadas, com a introdução de novas disciplinas e a modificação de disciplinas existentes;

c) Revisão do método de ensino em cada disciplina;

d) Treinamento para os professores;

e) Plano de atração dos pais dos alunos para a escola;

f) Estratégia para desenvolver atividades esportivas.

POSICIONAMENTO DO DIRETOR

Para cada item, Prof. Walter queria que sua equipe apresentasse o seguinte:

- Descrição sucinta da situação atual

- Descrição da situação que se pretende atingir ao final dos três anos do plano

- Ações que seria necessário realizar ao longo dos três anos, colocadas em ordem e mostrando as dependências entre elas, assim como a relação dos recursos necessários para realizar cada ação

- Metas a serem atingidas ao final do primeiro ano

POSICIONAMENTO DA EQUIPE

Chegou a hora de vocês pensarem e trabalharem em grupo para trazerem as soluções do dilema.

A PALAVRA DILEMA NO ESTUDO DE CASOS

DILEMA IMPLICA EM TER MAIS DE UMA SOLUÇÃO POSSÍVEL

SOLUÇÃO SE PRODUZ COM TRABALHO DE EQUIPE

SOLUÇÃO PRECISA SER ALGO IMPLEMENTÁVEL COMO UM PROJETO

Vamos pensar em equipe?

SOLUÇÃO

Vamos apresentar alguns pontos básicos da solução para ver se vocês pensaram como nós:

DIVIDIR O PROBLEMA PARA CONQUISTAR A SOLUÇÃO

a) Medidas para melhorias das instalações físicas e funcionais da escola;

b) Revisão das disciplinas a serem ensinadas, com a introdução de novas disciplinas e a modificação de disciplinas existentes;

c) Revisão do método de ensino em cada disciplina;

d) Treinamento para os professores;

e) Plano de atração dos pais dos alunos para a escola;

f) Estratégia para desenvolver atividades esportivas.

APRESENTAR PROPOSTA PARA CADA ITEM

EXEMPLO #2 DE ESTUDO DE CASO

Um grupo de bons profissionais da área da saúde imaginou que a Barra da Tijuca fosse – potencialmente, o paraíso das atividades nesse segmento. Após 1 ano…

Quatro sócias em apuros

Uma clínica de saúde alternativa (Bio-dança, Fonoaudiologia, Acupuntura, Psicoterapia, etc.), em pleno sucesso empresarial no bairro de Botafogo (Rio de Janeiro) mudou-se para outro bairro (Barra da Tijuca), mais próspero.

Instalados num shopping renomado do bairro, não havia clientes. Na primeira entrevista que realizei com as sócias, convidado como Consultor para analisar a situação, fiz alguns questionamentos para entender o dilema da empresa.

Como ajudá-las?

Formule 2 perguntas para cada grupo de abordagem adiante, visando diagnosticar o dilema apresentado. Muitos clientes com problemas de gestão têm dificuldade em identificar suas necessidades prioritárias. As perguntas ajudam na elaboração do diagnóstico real daquela situação que gerou a tomada da decisão de mudança.

Para orientar este trabalho, criaram-se grupos de abordagem e que ficarão projetados enquanto montam o ICD.

1º grupo: identificando as características da cliente

2º grupo: identificando seus interesses/desejos

3º grupo: identificando suas potencialidades

4º grupo: identificando sua condição financeira

5º grupo: identificando alternativas de oportunidade

Vocês têm 1 minuto para pensar em 3 perguntas que ajudariam o consultor a conhecer melhor o dilema…VOLTO LOGO!

Formatando o processo…

1o grupo:

a) Que tipos de serviços prestam?

b) Quem são seus clientes consumidores? Crianças, adultos, pessoas com necessidades especiais, empresas?

c) Historicamente, qual o serviço mais procurado?

d) Qual é o serviço mais lucrativo?

2o grupo:

a) Quando comunicaram aos antigos clientes a mudança para outro bairro, esperavam por sua fidelidade?

b) Convênios, parcerias e seguro-saúde são uma alternativa?

c) Quais são as prioridades do grupo?

d) Enxergam / identificam erros cometidos?

3o grupo:

a) Que pesquisa foi realizada para identificar alguma demanda potencial no novo bairro?

b) Quem são os principais concorrentes na Barra? Algum aqui no Shopping?

c) Que diferenciais competitivos possuem?

d) Como é o relacionamento com seus fornecedores?

4o grupo:

a) Na época em que a decisão de mudança foi tomada havia declínio no faturamento mensal da empresa?

b) Qual é o custo gerado pela atual atividade e a expectativa de retorno do investimento realizado?

c) O fluxo de caixa atual é negativo?

d) Qual é o tamanho do passivo da empresa? Empréstimo bancário?

5o grupo:

a) Que Plano de Comunicação foi o adotado na nova situação?

b) Promoveram eventos sociais? Cadernos de saúde? Palestras nas universidades?

c) Estão dispostas a desenharem, novamente, seu Planejamento Estratégico?

d) Assumiriam alguma função social relevante nas periferias do bairro?

Uma lição de Empreendedorismo – para você ver e pensar que há muitas alternativas para empreender.

Tempo: 7min6seg

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