Precisa-se de Vendedores Digitais, Com Prática

Postado em 2 de setembro de 2010 · por Monica Moreira Administração, Empreendedorismo, Vendas ·  

Mudam os tempos, mudam os costumes e com eles as necessidades. Os velhos quatros “Ps” já não servem mais para atrair clientes às lojas, aliás em muitos casos, nem mais precisamos delas, na concepção física da palavra. Elas, agora, podem ser virtuais e, para alguns tipos de produtos, com vantagens expressivas: não carecem de estoque, vitrines, balcões, aluguéis, taxas condomínio entre outras amolações. Graças ao mundo digital parece que ficamos livres do milenar trabalho administrativo das lojas. Chegamos ao paraíso. Será?

Ouvem-se maravilhas sobre vender por internet, empresas crescendo da noite para o dia e clientes por todo o mundo. Casos de sucesso são contados à exaustão em revistas e seminários de negócios. Mas, será tão fácil assim vender na web? Segui o velho conselho do “nada é o que parece ser” e fui observar os fatos. Veja o que descobri.

Informações dão conta de que 19 milhões de brasileiros compraram pela web em 2009. 40 milhões fizeram consultas e 67 milhões foram impactados por buscas realizadas por parentes, amigos e filhos. Mesmo comprando em lojas normais 35% consultam sites antes de sair às compras.
Com este potencial de compradores batendo às portas precisamos aprender rápido a conquistá-los e transformar seus passeios virtuais em compras reais. Vender pela Internet exige novas habilidades.

Os candidatos precisam se conscientizar que passaram para o mundo da presença digital, o que exige administração em tempo integral – 24 horas de atenção. A nova loja não tem horário para abrir e fechar. O seu cliente pode querer fazer uma comprinha às quatro da manhã. E como não há ninguém para tirar dúvidas ao vivo, todas as informações devem estar à mão e com facilidade de acesso. Se encontrar dificuldade, o comprador vai embora. A recomendação é colocar no site um link do tipo “fale conosco”, pode ser MSN, Skype, Twitter ou e-mail de atendimento. As respostas devem ser dadas no menor tempo possível. O ideal é na hora. Colocar alguém de plantão para dar pronto atendimento ajuda muito. Existe uma novidade chamada “click to call”: o cliente clica em um botão em seu site e este conecta o telefone do cliente, ligando para ele instantaneamente. Ele, o cliente, não gasta nada com a ligação, é uma espécie de 0800 para páginas da web.

Com tantas possibilidades de produtos à sua frente, o comprador fica indeciso e disperso. Por isso, a qualquer erro de estratégia ele fecha a página e vai embora, fugindo na mesma velocidade com que o encontrou.

Vendedor digital não precisa ser bem apessoado e trabalhar de barba feita. Tudo que precisa é ser rápido no teclado e saber responder de pronto as dúvidas do comprador. Na maioria das vezes é pegar o cliente pela mão e guiá-lo até o fechamento do pedido e da forma de pagamento. E estes processos devem ser fáceis, rápidos, seguros e completos: possibilidades de débito em conta, boleto, cartões de crédito à vista ou parcelados. Algumas empresas que administram pagamentos na web garantem o dinheiro de volta caso o vendedor não faça a entrega.

Num universo onde impera a desconfiança os sites precisam passar credibilidade e muitas vezes a citação do número de um telefone fixo já sinaliza que a empresa pode ser séria. Telefones móveis dão a impressão de empresa pequena, não confiável e cheira a picaretagem.

As vendas na web exigem uma série de parceiros trabalhando juntos em sintonia perfeita. Links dos Correios para os cálculos de fretes e rotas, administradoras de cartão para aprovação de crédito e fornecedores pontuais. Se qualquer um deles falhar é a sua empresa que falha, por isso, capriche no atendimento on line. Se o pedido atrasar, mesmo que a culpa seja dos Correios ou da transportadora, para o cliente não interessa – quem atrasou foi você. Clientes digitais não separam lojas das transportadoras, por isso, deixe bem claro os prazos de processamento e entrega. E fique atento aos seus fornecedores de serviços de frete.

Soma-se a tudo isso o duro aprendizado da utilização das ferramentas, sistemas, aplicativos e programas de softwares para a  construção dos sites, portais e administração de redes sociais. Mais a capacidade subjetiva para se criar relevância e boas histórias para seus assuntos e produtos e a administração de forma criativa dos clubes e dos blogs que ajudam muito a atrair novos compradores.

O universo das vendas virtuais exige aprendizado constante e isto só se aprende vivenciando o problema ou observando com atenção o erro dos outros. Enfim, nem tudo é perfeito.

Eloi Zanetti

eloi@eloizanetti.com.br

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Vamos Criar Os Nossos Filhos Para Serem Empreendedores

Postado em 22 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Empreendedorismo ·  

Tentaram me doutrinar para ir bem na escola, cortar o cabelo, conseguir um bom trabalho, ganhar um bom salário, ter uma boa casa e televisão para assistir o Faustão e o Silvio Santos até o fim dos meus dias . Não conseguiram!

Tentaram me doutrinar para ir bem na escola, cortar o cabelo, conseguir um bom trabalho, ganhar um bom salário, ter uma boa casa e televisão para assistir o Faustão e o Silvio Santos até o fim dos meus dias . Não conseguiram! Hoje eu ensino os meus filhos a perseguirem suas paixões, e se transformarem na luz que ilumina o mundo.

Querida(o) Amiga(o),

Nós vivemos em uma sociedade que não estimula em nada a criação de empreendedores, muito pelo contrário, a novela da rede bobo mostra os empresários como ladrões e assassinos; o jornal nacional exalta o governo como criador de emprego; a professora na escola ensina o moleque a pintar dentro do quadrado; o professor na faculdade idolatra a GM, IBM, Petrobrás e Vale do Rio Doce como expressões máximas do capitalismo; no cinema, os heróis são um bando de Vampiros que não trabalham há séculos; na televisão, são um bando de vabagundos que ganham 1 milhão de reais para tirar a roupa.

Ninguém está dizendo aos seus filhos para serem empreendedores! Ninguém! Se você não fizer nada, os seus filhos vão crescer achando que a vida é sobre trilhar uma única e linear estrada, trabalhar para o Bradesco, fazer carreira doce na Vale do Rio, ou prestar concurso público para mamar nas tetas da dilma.

Eu não quero isso para os meus filhos. Eu vou criá-los para serem empreendedores.

A imensa quantidade de problemas brasileiros que você e eu tanto conhecemos ainda não foram resolvidos porque não temos quantidade suficiente de empreendedores para atacá-los. Falta empreendedor, sobra problema.

Criar Filhos para serem Empreendedores é uma Responsabilidade Social, a alternativa que o país precisa para acabar com os problemas sociais.

Eu quero ver os meus filhos empreendendo, pode ser qualquer coisa: limonada, computador, artesanato em feira hippie, software, música, whatever!

“Pai, eu gosto de dançar”, LEGAL FILHA!! Vamos vender esse troço, “Pai, eu gosto de ler”, LEGAL FILHO, vamos transformar essa brincadeira em uma empresa, “Pai, eu gosto de ver televisão”, LEGAL FILHA, vamos transformar a sua paixão em um web site”.

“Filhos, nós podemos criar qualquer coisa a partir de qualquer paixão que vocês tiverem. Vocês devem e podem viver daquilo que vocês mais gostam de fazer. NUNCA SE ESQUEÇAM DISSO. NÃO DEIXEM NINGUÉM DIZER O CONTRÁRIO, NEM MESMO EU!”.

Eu vou mudar o mundo, um filho de cada vez.

CRACHÁ JAMAIS!

Eu vou criá-los para serem Empreendedores, e não Advogados.

Eu vou educá-los para serem PRODUTORES e não consumidores.

Eu vou educá-los para AMPLIAR A RIQUEZA do mundo e não para se aproveitar do que os outros já criaram.

Desde cedo eu vou dizer a eles que não existe trabalho algum esperando por eles.

“Tratem de serem os melhores do mundo em alguma coisa, e alguém, eventualmente, em algum lugar, irá pagar a maior grana do mundo para vê-los trabalhar. Ponto.” , eles ouvem isso todos os dias, e vão ouvir até eu bater as botas.

É claro que eles não vão fazer ou ser o que eu quiser. Acima de tudo eles vão aprender a questionar tudo e todos e pensar por si mesmos. Além do mais, existe toda uma sociedade falida cheia de imbecis buzinando lixo na cabeça deles. Eu sou apenas mais um, inocente, idiota, falando; e sobretudo, dando o meu exemplo.

Por que é tão importante ensinar Empreendedorismo para os nossos filhos?

Porque o Empreendedorismo resolve os problemas do mundo.

As empresas, os governos, os sistemas, e toda a panacéa que está “funcionando” não vão resolver nenhum novo problema do mundo, ou problema velho que foi deixado para trás. A panacéa vai resolver os problemas originais que foram criadas para resolver – e olhe lá!

A sociedade precisa de empreendedores para atacar os problemas; a turma que funciona (os funcionários, agora chamados de “colaboradores daquilo que funcionam”), foram cultivados, ensinados e doutrinados a manter as coisas funcionando.

Se você levar em conta que o atual sistema está ficando obsoleto. Danou-se!

“Houston, Nós temos um problema!”

Chama o Forrest Gump!!!

Nós precisamos criar os rebentos para serem empreendedores!!!

Como?

1. Projeto Mãe Desestressada. Se você tem filhos pequenos e uma esposa, você sabe o quanto a mulher pode ficar paranóica com os pequenos problemas que aparecem na vida dos filhos. Depois que você ajudá-la a resolvê-los, e a poeira abaixar, sente com os seus filhos para fazer um “brainstorm” sobre os problemas da casa. Jogue o problema no colo dos pimpolhos, e peça por soluções. “O quarto de vocês precisa estar arrumado depois das brincadeiras, qual solução vocês tem para esse problema?”, invente problemas (se não tiver o bastante), exemplo, “Nós sempre esquecemos de colocar o suco na lancheira. O que vocês acham que papai ou mamãe poderiam fazer para não esquecer de colocar o suco na lancheira?”.

Eu acredito que somos bichos de hábitos. Se o hábito de resolver problemas entrar na vida dos meus filhos, eles irão crescer empreendedores, e um dia, lá na frente, eles vão dar de cara com um problema que pode virar riqueza.

2. Projeto Loja de Brinquedo. A minha filha já aprendeu que precisa doar brinquedo velho para criança pobre. Agora, eu vou ensinar a ela como empreender uma loja de brinquedos usados. Empreendedorismo dá certo quando o empreendedor ama o que faz. Uma vez que ela ama brinquedos, e ama lojas de brinquedos, eu tenho certeza que ela vai amar a idéia de montar uma loja de brinquedos usados, e se dedicar de coração e paixão pelo projeto. Nós vamos montar a lojinha, definir os preços, criar uma decoração especial, fazer a promoção dos produtos, enfim, setar tudo, ganhar o dinheiro com as vendas, e economizar o faturamento para comprar alguma coisa interessante no futuro. A primeira vez a gente nunca esquece. No futuro, ela poderá dizer aos meus netos que empreendeu pela primeira vez aos seis anos de idade.

3. Projeto Crianças no Trabalho. Ok, já temos o Casual Day. Que tal agora criarmos o Kids Day? Todos os dias os seus filhos vêem você sair para o trabalho e voltar com dinheiro. Eles devem ficar imaginando, que fucking coisa os meus pais fazem todos os dias dentro de um escritório cercado de paredes cinzas? O que eles sabem é que você trabalha, o dinheiro entra. Na cabeça deles tudo parece fácil. Basta sair de casa, entrar em outro lugar, e o dinheiro entra em casa na forma de brinquedos, doces, roupas, viagens e agregados. Tá tudo muito fácil!! Chega! Vamos ensiná-los o valor do Trabalho! Vamos levar os crianças para o escritório, para a fábrica, para a loja, para conhecer um cliente! Sim, por que não? Leve o seu filho para conhecer o seu principal cliente. Eu tenho certeza que será um excelente quebra gelo, e uma excelente reunião. Vamos mostrar como as coisas funcionam! Vamos deixar as crianças colocarem as mãos nos produtos que vendemos, nas notas fiscais, nos clientes!

4. Projeto Mundo Criativo. A minha filha não é a Alice, mas a mente dela é o país das maravilhas. Os nossos filhos tem as idéias mais loucas do mundo. Basta deixá-los se expressar. Eu costumo brincar com a minha filha sobre que tipo de mundo ela gostaria de viver. “Eu sei que você gosta do sorvete de casquinha do McDonalds, mas como seria o sorvete mais gostoso do mundo para você?”, “Olha aquela loja, o que poderia ter de louco por lá?”, “O que deveria existir dentro de uma sala de cinema?”, “O que você gostaria de fazer pela sua mãe que você nunca fez?” e assim por diante. Ela costuma dar as respostas mais “Alices” que eu já ouviu. Experimente com o seu filho!

5. Projeto Contadora de Histórias. Fatos não movem ninguém, Histórias sim. Antes da minha filha nascer, eu falava para todo mundo que ia ler histórias infantis para ela dormir. O plano já foi para o buraco. Eu não preciso mais ler histórias para ela dormir. Ela não gosta que eu leia histórias. Ela gosta de contar as histórias. Ela gosta de inventar as suas próprias versões das histórias tradicionais com personagens imaginários e versões fantásticas. Um bom empreendedor tem que ser um excelente contador de histórias para conseguir motivar os seus funcionários. Eu acredito que centenas de horas passadas em claro ouvindo minha filha inventar histórias irá ajudá-la a ser uma pessoa empreendedora no futuro.

Leia livros de histórias para os seus filhos, mas deixe-os contar e inventar suas próprias histórias. Às vezes, durante o dia, quando temos visita em casa, nós estimulamos os filhos a contar histórias em público, para todos ouvirem. Contar Histórias e Saber Falar em Público são habilidades essenciais para o empreendedorismo. Se você quer um filho empreendedor, estimule o pimpolho a falar em público.

“Você precisa ser dono do seu próprio negócio”, “Você precisa ser independente”, “Você precisa ser responsável pelas suas próprias decisões”, “Você precisa fazer o que você ama”, “Você precisa transformar a sua paixão em uma empresa”, “Você precisa ajudar o mundo a resolver os seus problemas mais complexos” , os meus filhos vão me ouvir falar sobre isso o tempo todo. O mundo precisa de resolvedores de problemas, eu espero contribuir sensivelmente para o crescimento dessa mão de obra.

Mas acima de tudo, o maior ensinamento sobre empreendedorismo que podemos passar aos nossos filhos é viver do empreendedorismo. As nossas ações falam muito mais alto do que qualquer discurso.

Se você quer que o seu filho seja empreendedor, você precisa ser empreendedor!

Mas empreendedorismo não é apenas sobre abrir empresas.

Empreendedorismo é sobre uma maneira especial de viver e pensar o mundo que nos cerca. Quando você é dono de um negócio, você é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Esse sentimento de responsabilidade pessoal é um presente de valor incalculável que você pode passar para os seus filhos.

Vamos criar os filhos para serem empreendedores!

Nada menos que isso interessa!

Quebra Tudo! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães Consultor para Lojas de Brinquedos Usados – E-Mail e Messenger: ricardom@bizrevolution.com.br – Twitter twitter.com/bizrevolution

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www.bizrevolution.com.br

Eu Sou Fã Do Ser Humano! E Você?

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Como Educar Os Líderes Para Os Novos Tempos

Postado em 21 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Empreendedorismo ·  

Educar os líderes atuais e preparar novos para o futuro é um dos grandes desafios das empresas na atualidade. O motivo é simples: as novas tecnologias não mudaram apenas os processos, os meios de comunicação e a velocidade da informação e das mudanças, mas sua constante evolução dá origem a novas culturas, valores e formas de percepção. O fato é que, nesse cenário, os profissionais de Recursos Humanos têm, eles próprios, de inovar e ter papel ativo na estratégia das companhias para formar líderes aptos a enfrentarem essa nova realidade.

“Cada vez mais o valor de uma empresa está naquilo que é intangível”, explica Paulo Lemos, professor e superintendente de Management da Fundação Getulio Vargas. A inovação, segundo ele, é um valor que está cada vez mais integrado na formação de líderes. “O RH tem o desafio de fazer com que as pessoas passem a levar o novo em consideração nas suas atividades dentro da empresa”. Para tanto, é preciso que o profissional da área esteja completamente integrado às estratégias de negócios. “Um profissional de RH está só ocupado em treinar pessoas, mas não ligado à estratégia da empresa. Para isso, estamos trabalhando, com a Universidade de Berkeley, em um novo paradigma, o Chief Perfomance Officer, CPO.

É esse profissional, segundo Lemos, que vai incorporar a estratégia da empresa na liderança. Leni Hidalgo, gerente Geral de Desenvolvimento Corporativo da Votorantim Industrial, explica que há de se tomar um cuidado quando se pensar na atividade desse novo profissional. “Ele tem de entender a estratégia da empresa e encontrar pessoas para conduzi-las, ou seja, precisa conseguir traduzir a estratégia em pessoas”.

Bill Fischer, professor da IMD, entrou no debate e concordou com a necessidade de repensar os processos de escolha de líderes. “Temos de procurar pessoas que apreciem desafios. Os CEOs têm de ser escolhidos de maneira diferente ou temos de mudar a maneira como os educamos”.

Educar líderes para inovar passa pelo entendimento dos valores – da companhia e da sociedade em geral. “Valores são diferentes de ética e são eles que definem como as pessoas interagem”, diz Fischer. Lemos ressalta que entender os valores da companhia fazem toda a diferença na hora de conduzir os negócios. Leni Hidalgo, responsável pela Universidade Corporativa da Votorantim, mostra como a instituição procura fazer com que os executivos da companhia traduzam esses valores para a prática. “É um grande desafio, mas, por exemplo, quando queremos ensinar o valor da solidez, os participantes aprendem sobre gestão de risco. Quando falamos de união, outro valor nosso, mostramos que entender outras empresas é união. O valor não é uma coisa etérea. Ele está traduzido nas nossas ações”.

Troca de experiências

A gestão de pessoas encontra um desafio e tanto na era em que fusões, aquisições e alianças entre empresas são uma constante. Fischer ressalta que um caminho para a integração é conseguir enxergar os funcionários como indivíduos e mostrar quem eles são – encorajar a troca de experiências e opiniões. “Não há melhor maneira de integrar que fazer as pessoas participarem”. Lemos concorda e diz que esse processo deve envolver os funcionários das mais diversas esferas para que a cultura da empresa possa ser vivida. “Mais que ensinar, é necessário praticar.”

Mas a sala de aula ajuda a integrar funcionários. Leni Hidalgo explica que, no caso da Votorantim, a Universidade Corporativa tem um papel essencial para o entendimento estratégico da companhia. “A Universidade permite ao funcionário questionar e entender a lógica da empresa”. Esse entendimento é essencial para que os líderes conduzam o negócio de forma mais satisfatória e a experiência tem dado tão certo que, em uma nova aquisição da empresa na América Latina, decidiu-se que a plataforma de integração utilizada será a Universidade Corporativa.

Fischer ressalta que, mesmo em uma empresa toda voltada para um único tipo de negócio, às vezes a convivência de culturas diferentes é uma realidade, pois os funcionários muitas vezes não entendem o que está sendo feito em outra unidade. “Uma educação executiva efetiva ajuda a mostrar às pessoas o que aqueles que estão sentados ao lado realmente estão fazendo, e colocar as atividades sob uma mesma linguagem”, afirma o professor.

E-learning

“O mercado muda de forma dramática e a educação precisa seguir o mesmo ritmo, pois a todo o momento surgem pessoas muito diferentes”, diz Fischer. Os responsáveis por treinar executivos hoje têm de levar em consideração que as pessoas, com todas as possibilidades de se obter informação dos dias atuais, sabem muito. “Antes se sabia menos como o mundo funcionava.”

A velocidade com que a informação se dissemina e a facilidade de acesso a ela fazem com que profissionais de educação tenham de encontrar maneiras para torná-la interessante, sobretudo para os jovens que chegam ao mercado de trabalho. “O conteúdo está se movendo rapidamente e isso permite que o tempo seja utilizado de maneira diferente”, explica Fischer, abrindo a janela para as novas tecnologias. O e-learning começa a aparecer como alternativa, mas ele defende que o espaço para conversas e trocas de experiências não pode ser negligenciado.

Segundo os três especialistas, há um desafio para os profissionais: Na correria, o importante é conseguir treinar pessoas para parar e pensar, para criar, antes de sair executando. “É importante ter oportunidade de aprender todos os dias”, diz Fischer.

Lenir Hidalgo, Paulo Lemos e Bill Fischer debateram o tema no Fórum de Inovação em Educação Corporativa, dia 17 de agosto, durante o Congresso Nacional de RH (Conar) 2010.

Marina Gaspar

canalrh.com.br

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Brics Se Dizem Prova Do Sucesso De Empreendedorismo, Mas Também Veem Problemas

Postado em 21 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Empreendedorismo ·  

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ou seja, os Brics, se orgulham do empreendedorismo de seus países. Mas, segundo o coordenador Educacional do Instituto Endeavor no Brasil – organização internacional de fomento ao empreendedorismo – Juliano Seabra, ainda há muito o que melhorar. “A Endeavor fez uma pesquisa e 50% dos empreendedores brasileiros entrevistados não pretendem gerar mais do que quatro empregos nos próximos cinco anos”, revela. “Esse dado mostra que nem sempre há uma tendência de crescimento nesses negócios.”

Para Seabra, o principal problema no Brasil nessa área é que nós não conseguimos transformar toda essa energia potencial dos novos negócios em energia cinética. “Ou seja, em algo que movimente a economia, que faça a roda girar. Há um impacto gerado na ponta – para o pequeno empresário e para as pessoas que ele emprega –, mas não conseguimos ainda fazer com que o empreendedorismo de fato impacte no desenvolvimento do País.”

O pesquisador afirma que um dos motivos é a falta de iniciativas por parte do governo brasileiro. “O que temos são ações pontuais, como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial”. Mas as de maior impacto não estão ligadas ao governo, como o Sebrae, ou a Semana Global do Empreendedorismo, que ocorre em 90 países.”

Case indiano

Para Rakesh Vaidynathan, diretor da Câmara de Comércio Índia-Brasil, isso não quer dizer que campo para melhorias não seja fértil. Um dos exemplos, segundo ele, seria os próprios Brics – “o maior exemplo de empreendedorismo dos últimos 20 anos” como diz. “Empreendedor é aquele que, de uma forma positiva, quebra regras”, afirma Vaidynathan. “Se você seguir tudo o que diz as estruturas, você não consegue ter sucesso, tem que ter alguma não linearidade. E os Brics é a maior não linearidade dos nossos tempos. Logo, os Brics têm tudo a ver com empreendedorismo.”

O diretor comentou ainda como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul surpreenderam o mundo ao mostrar que poderiam, com sucesso, seguir um rumo diferente do estabelecido por instituições internacionais, como o FMI ou o Banco Mundial.

“Ou ainda por grandes consultores como Michael Porter, que foi a Índia, em 1992, e fez um modelo de negócios para o país baseado na produção de sapatos de couro e lapidação de diamantes.” No entanto não é nesse segmento que o país tem chamado a atenção do mundo. “Quando, em 1980, a Índia queria começar a fazer projetos individuais na área de tecnologia da informação, todo mundo riu”, conta o indiano. “Nos disseram: Vocês não têm saneamento básico, a educação primária é precária, a infraestrutura é ruim. Será que vocês podem desenvolver software e vender para o mundo?. Se a Índia tivesse aceitado a caricatura que fizeram dela naquela época, ela não estaria exportando hoje US$ 50 bilhões em software.”

O Brasil e sua classe C

No caso do Brasil, a “quebra de paradigma”, como define Vaidynathan, estaria ligada à emergência da classe C e ao modelo de comércio exterior adotado pelo país. “Enquanto toda a América Latina seguia a cartilha do economista Milton Friedman, da Universidade de Chicago, segundo a qual primeiro é preciso tornar todos ricos para depois essa riqueza chegar até as classes C e D, o governo brasileiro encampou a tentativa de criar a classe média por meio de programas como o Bolsa Família”, avalia. “Não sei se essa é a melhor maneira de fazer isso, mas o que digo é: antes de alguém aprender a pescar é preciso haver rio.”

Quanto aos negócios internacionais brasileiros, o trunfo brasileiro teria sido não ignorar os países mais pobres. “Os grandes intelectuais brasileiros disseram que estava errado vender para países pobres – ou seja, não vender para China ou para a Índia, porque elas eram concorrentes do Brasil, não oportunidades de negócios”, narra o diretor. “Ora, o que se viu foi que o México, por concentrar suas vendas nos Estados Unidos, está agora com problemas por causa da crise. Já o Brasil, por ter, nos últimos cinco, seis anos, diversificado seus negócios internacionais, se saiu bem melhor.”

Boas chances

Renato Fonseca Andrade, gerente de Planejamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), vê o momento positivo para o empreendedorismo no Brasil. Para ele, o País pode até ser um destaque entre os Brics nesse sentido. “De maneira geral, a gente percebe uma evolução aqui no Brasil bastante grande no que diz respeito a empreendedorismo”, afirma. “Temos de melhorar gestão, aspectos de ambiente empresarial. Mas com condições econômicas favoráveis – como parece que estão agora, levando ao crescimento do Brasil como uma potência mundial –, com certeza o empreendedorismo é um assunto a ser objeto de muito investimento.”

Esses debates foram parte da Conferência Internacional de Empreendedorismo nos Países Brics, realizada na semana passada pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). Da troca de ideias participaram também o diretor da Câmara Brasil-Rússia, Marcelo Martins Ferreira, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, e o cônsul Comercial da África do Sul no Brasil, Jacob Moatshe.

Martins Ferreira e Moatshe focaram suas palestras nas atividades desenvolvidas pelas instituições que representaram no evento – ações que incluem a intermediação no campo comercial.

Já Tang analisou o aquecido momento econômico no país que “dormiu socialista e acordou capitalista”, como afirmou. “Nós estamos fomentando o empreendedorismo internacional na medida trazemos muitos investimentos inéditos para o Brasil”, esclareceu. “E estamos procurando parceiros brasileiros. Enquanto os Estados Unidos e a Europa estão tentando reparar suas indústrias, a China investe bilhões nas indústrias de amanhã.”

canalrh.com.br

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Divagações, Versos e Essência

Postado em 21 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Empreendedorismo ·  

A vida de hoje é cada vez mais corrida.

Temos cada vez menos tempo e mais trabalho.

Somos cada vez mais cobrados e temos o mesmo patamar financeiro.

Somente nos preocupamos com o trabalho, resultados, sucesso. E com a vida em si?

Divagação existencial dirão alguns. Outros talvez realmente pensem nesta reflexão.

E a gestão e tecnologia neste contexto?

Somos seres relacionais. Principalmente hoje em dia, relacionar-se com os outros e com o mercado por consequencia é fundamental para o desenvolvimento e crescimento de qualquer empresa.

Da mesma forma, nunca se falou tanto em tecnologia. Tanto, que a maioria sequer sabe o quanto.

Nesta linha de raciocínio, ouso afirmar:

De nada vale nesta vida ter sucesso e reconhecimento, se não for espelho desta realidade.

Sem a essência das pessoas nada somos.

A essência das pessoas é que pode fomentar a tecnologia e a gestão.

A tecnologia sem o ser humano é vazia.

A gestão sem o ser humano é cega.

Agora, o ser humano com gestão e tecnologia, traduz-se na vida bela!

Gustavo Rocha, Diretor da Consultoria GestaoAdvBr

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Guia Da Entrevista Com Um Empreendedor – TRAB. GRUPO (2010/Sem.2)

Postado em 20 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

1 Caracterização do empreendedor

1.1 origem social e cultural

1.2 escolaridade / formação ou profissão

1.3 cidade ou estado de origem

2 Razão da escolha do empreendimento que trouxe sucesso

2.1 explicação clara da motivação do empreendedor para escolher o empreendimento

3 Razões do sucesso do empreendedor

3.1 o que ou quem, externos ao negócio, constituíram-se em ajudas importantes para o empreendedor chegar ao sucesso

3.2 aspectos de mercado que favoreceram o sucesso do empreendedor

3.3 características pessoais do empreendedor que ajudaram no seu sucesso

3.4 características de pessoas da equipe do empreendedor

4 Como foi o caminho percorrido para chegar lá

4.1 como foi o início do empreendimento

4.2 como se desenvolveu o empreendimento

4.3 a que ponto chegou e quais os primeiros sintomas de que o projeto havia sido reconhecido em mercado

5 Qual o grau de satisfação que o empreendedor teve ou tem com o empreendimento

6 Verificação se o empreendedor pensa em realizar novos empreendimentos ou apenas pretende desenvolver mais o seu negócio

7 Descrição de como fez para superar as dificuldades mais importantes que surgiram

8 Descrição de como o empreendedor conseguiu os recursos para fazer o empreendimento

9 Verificação se o empreendedor teve apoio estatal ou de alguma entidade específica, por exemplo, uma incubadora, para fazer o empreendimento

10 Verificação se o empreendedor teve algum empreendimento fracassado antes do empreendimento de sucesso e as razões do insucesso sob o ponto de vista do empreendedor

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DATAS PROVAS

Postado em 20 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

Av1 – 05/10/2010

Av2 – 30/11/2010

Av3 – 14/12/2010

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Copa só em 2014?

Postado em 18 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso Empreendedorismo ·  

A oportunidade surge quando o empreendedor identifica e oferece uma solução para algo que as pessoas querem e não tem ninguém oferecendo. O objetivo deste post não é listar negócios que você pode abrir para atender a demanda, mas listar as maiores dificuldades que devemos enfrentar nos próximos 4 anos. Se identificar soluções para estes problemas ou para as conseqüências destes problemas poderá achar uma grande oportunidade.

1) Conclusão dos estádios no tempo correto – Isso vai gerar falta de mão de obra na construção civil; exigirá capacidade para entrega de serviços urgentes e feitos na hora.

2) Colapso dos aeroportos – atrasos em vôos irão gerar uma multidão de pessoas que terão que esperar sem ter o que fazer, com fome e sede; busca por transporte alternativo.

3) Atendimento de visitantes estrangeiros nas cidades sede – pessoas na cidade com pouco tempo e vontade de conhecer os principais pontos turísticos; a língua oficial será o inglês e do taxista ao cobrador de ônibus passando pelo balconista de lojas precisarão se comunicar com estes turistas; melhoria na hospitalidade do curitibano que tem fama de ser “fechado” para gente de fora; pessoas com fuso horário diferentes circulando 24 horas pela cidade; pessoas procurando os mais diversos serviços rápidos como costura, lavanderia rápida, assistência técnica para produtos de última geração.

4) Transporte urbano – pessoas precisando se deslocar de um lado para outro; dia de jogo com acesso restrito em uma grande área no entorno do estádio.

5) Comunicação e expressão – em 2014 teremos milhares de pessoass procurando soluções para se comunicar com ferramentas que neste momento ainda nem foram lançadas no mercado; busca constante por informações da cidade; todos os serviços devem ser ofertados na internet e precisaremos de alguém que faça o site e divulgue na internet; as pessoas desejam se expressar chamado a atenção das câmeras das TVs portanto procurarão fantasias e maquiagem diferentes; a comunicação mais expressiva da copa na África foi a “Vuvuzela” e no Brasil 2014 teremos que ter algo que simbolize a copa; os patrocinadores oficias serão os únicos que poderão divulgar suas marcas na cidade neste período e estas grandes marcas necessitarão de vários serviço.

6) Falta de mão de obra especializada – treinar pessoas pode custar muito para as empresas mas sem treinamento as empresas podem perder muito dinheiro portanto alguém terá que capacitar as pessoas para um atendimento com padrão mundial; para treinar tanta gente podemos usar a educação a distância na internet.

7) Segurança – aqui não pensamos na segurança que é responsabilidade do Estado neste período teremos muitas festas, muita bebida e tietagem nos hotéis e centros de treinamento; alguns turistas estarão apenas de passagem pela cidade e precisarão guardar sua bagagem e documentos.

Como você pode observar temos muitos problemas que ainda não tem solução e outro tanto sequer foi listado aqui, mas o espírito empreendedor do brasileiro pode garantir muitas soluções e boas oportunidades para ganhar dinheiro, afinal a copa deve movimentar mais de 150 bilhões de reais nestes 4 anos.

E na advocacia?

Você acha que as oportunidades somente acontecerão em 2014 em diante?

Um engano comum. Focar-se apenas no hoje e nas metas de curto e médio prazo. E as metas de longo prazo?

Então você pode se perguntar: Como fazer isto?

Apenas três dicas básicas:

1. Leia muito;

2. Critique muito;

3. Crie muito;

Leia muito.

Ler é o primeiro passo para que você possa estar conectado as oportunidades de mercado. Você lê? Ótimo. Mas, leia mais do que jurisprudências, jornais com foco jurídico ou empresarial, revistas semanais de variedades.

Leia sobre o mercado europeu, sobre as mudanças ocorridas nos Estados Unidos, leia sobre o que foi bom ou ruim na Copa da África.

Leia muito. Somente lendo criamos oportunidades.

Critique muito.

Criticar não significa ofender pessoas. Criticar significa pensar, raciocinar em cima dos fatos e procedimentos.

Se você lê bastante, deve criticar, analisar, pensar naquilo que lê.

Se leres sobre uma fusão de empresas, ótimo, uma notícia interessante. E se criticares esta notícia? Poderás encontrar uma oportunidade de mercado.

Vejamos o exemplo da copa. Você leu que as oportunidades estão ocorrendo agora, que muitas áreas estão em franca expansão. Ótimo. O que fazer com esta informação? Buscar na sua linha de atuação possíveis negócios em que você possa estar envolvido.

Lembre-se: O advogado está presente desde antes de nascer até depois que se morre, ou seja, é a profissão que mais pode perdurar na vida humana.

Construção Civil gera ações trabalhistas, análises de contratos, fusões e aquisições de empresas, oportunidades para atuais clientes seus estarem inseridos em negócios da Copa, enfim, muuuiiiitttas oportunidades!

Crie muito.

Não basta ler e criticar o que foi lido.

Tem que agir. Tem que buscar oportunidades. Tem que exercitar seus contatos.

Sim, isto mesmo!

A ação para criarmos algo está intimamente relacionada a ler, pensar/criticar a leitura e divulgar estas ideias aos possíveis interessados.

Como você pretende se comunicar até 2011? Sim, 2011, pois em 2014 o tempo já passou para a Copa.

Você já está nas redes sociais, tem site e um blog?

Como você pretende que os estrangeiros saibam da sua existência e possam contar com seus serviços?

Eu mesmo já fechei negócios com Portugal através das redes sociais e por este blog.

O mundo pode estar atrás do seu serviço, especialidade e conhecimento. Se você ficar atrás da sua mesa, isto jamais irá acontecer.

Enfim,

Respondendo a pergunta, Copa só em 2014?

NÃO, lógico que não! As oportunidades da Copa e do mercado estão acontecendo todos os dias.

Leia, critique e crie. É o caminho para o sucesso!!!

Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr – www.gestao.adv.br

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AULA 01 (2010/Sem.2) – EMPREENDEDORISMO

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

1. MITO DA CAVERNA

O admirável filósofo grego Platão (viveu de -428 a.C. até -348 a.C.) conta-nos que quando os homens viviam nas cavernas ainda temiam a natureza e seus fenômenos. Por isso, viviam trancafiados, procurando apenas solucionar seus problemas básicos de subsistência.

O mito da caverna encontra-se no livro de Platão intitulado “A República”. Resumindo, poderíamos usar o texto da Wikipedia para que vocês saibam de que trata essa alegoria de Platão:

“Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder de locomoção, forçados a olharem somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.”

Voltando ao mito da caverna, a interpretação de Platão é que o ser humano, com suas crenças e supertições muitas vezes acorrenta a si próprio e impede seu próprio desenvolvimento e, ainda, aponta que o caminho para a libertação está no conhecimento racional, sistemático e organizado, tal como o que encontramos na ciência.

Como você pode ver, os empreendedores são seres humanos que buscam descobrir novos caminhos e que têm a sensação da liberdade quando encontram uma maneira de realizar seus sonhos, muitas vezes considerados impossíveis pelas crenças de sua época, mas que, ao se tornarem realidade, abrem novas janelas para serem exploradas pelo ser humano.

2. UM POUCO DE HISTÓRIA DO EMPREENDEDORISMO

Queremos convidá-lo a conhecer mais a respeito do Empreendedorismo e a eliminar os preconceitos e ufanismos que o cercam. Para isso, vamos levá-lo a compreender que o Empreendedorismo é algo que o ser humano já pratica há muitos séculos – desde que começou a sair de casa para caçar e trazer o alimento para o sustento da sua família. Claro que a forma como o Empreendedorismo é praticada hoje difere muito daquela que se observava no tempo das cavernas, mas a essência é similar. Uma característica marcante do ser humano é sua pró-atividade na busca de melhor qualidade de vida, em qualquer época e independente de sua condição.

Desde então, temos observado demonstrações de Empreendedorismo bastante importantes: a construção das pirâmides do Egito, o empreendimento que foi fazer os jardins suspensos da Babilônia, o Farol de Alexandria, a cidade Maia de Chichen Itzá, enfim, são muitas manifestações e estão distribuídas pelo mundo afora.

Hoje, estamos vivenciando um momento especial do Empreendedorismo: ele tem sido reconhecido pelo seu valor como promotor de desenvolvimento econômico, capacidade de gerar empregos, criação de produtos inovadores que melhoram a vida das pessoas, atuando na busca de soluções para questões sociais e até mesmo pela sua inclusão em programas governamentais com o objetivo de conseguir fazer acontecer o desenvolvimento local e regional.

Mas, embora tenhamos exemplificado com a construção de grandes obras, o Empreendedorismo tem muito mais realizações em planos mais simples: na construção de casas para moradia, de lojas comerciais que vendem produtos de consumo diário e na criação de toda a infra-estrutura de cidades, desde as mais antigas até as que vivemos hoje em dia.

Foram empreendedores que capitanearam a tudo isso, com sua capacidade de induzir pessoas a segui-los e a valorizarem o esforço feito para sua criação.

3. CONCEITUAÇÃO DO EMPREENDEDORISMO

Uma vez compreendido o que os empreendedores são e de onde vieram, é preciso conceituar de modo mais preciso o Empreendedorismo, o movimento que engloba o que os empreendedores fazem.

“O empreendedor é uma pessoa que destrói a ordem econômica existente introduzindo novos produtos e serviços, criando novas formas de organização e explorando novos materiais”.

Joseph Schumpeter

O filósofo, economista e antropólogo Schumpeter nasceu (08/02/1883) no antigo Império Austro-Húngaro, onde hoje fica a República Tcheca, e, curiosamente, no ano da morte de Karl Marx e do nascimento de John Maynard Keynes, tendo terminado sua vida (08/01/1950) na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Tinha o ponto de vista que a inovação era a causadora do desequilíbrio dos sistemas econômicos, acreditando no processo cíclico de retomada do equilíbrio e novo rompimento causado pela inovação, e assim por diante.

A partir dos anos 70 do século passado, nos Estados Unidos, o estudo do Empreendedorismo desenvolveu-se em muitas universidades e até mesmo foi criado um local que se tornou o verdadeiro templo do estudo e ensino de Empreendedorismo: o Babson College. Naquele lindo local, a cerca de 40 km de Boston, na cidade de Wellesley, estado de Massachussetts, professores pesquisam e ensinam o Empreendedorismo, fazendo projetos para grandes organizações no mundo, publicando o resultado de suas pesquisas e experiências.

Nesse ambiente nasce nosso próximo conceito de Empreendedorismo, trazido pelo Prof. Bygrave, que também é um dos fundadores do GEM – Global Entrepreneurship Monitor que será abordado mais adiante. Diz o Prof. Bygrave:

“O empreendedor é alguém que percebe uma oportunidade e cria uma organização para persegui-la”.

William Bygrave – Prof. do Babson College

No vizinho Canadá, um vibrante professor, na cidade de Montreal, onde surgiu o Cirque du Soleil, muito amigo do Brasil e entusiasta de nossa pujança empreendedora, produziu o conceito seguinte:

“O empreendedor é alguém que imagina, desenvolve e realiza visões”.

Louis Jacques Filion, professor da HEC – Professor da Hautes Etudes Commercialles de Montreal, Canadá

Nas duas definições emitidas pelos eminentes professores valoriza-se o trabalho do empreendedor, caracterizado como pró-ativo e determinado a cumprir seus sonhos. A seguir, valorizam-se suas idéias de como aproveitar uma oportunidade. Bygrave não trata da origem da oportunidade, mas se preocupa com a necessidade de criar uma organização para realizá-la, enquanto Filion está mais mobilizado a valorizar a origem daquilo que o empreendedor vai realizar e a localiza em seus sonhos, em suas visões de mundo.

Elementos do conceito de Empreendedorismo

O Empreendedorismo pode ainda ser caracterizado por certos elementos que tipicamente são observados nos empreendedores e que, na medida em que se tornam mais freqüentes, passam a ser considerados como características associadas ao seu comportamento, em geral, sem que sejam obrigatórias genericamente. Seguem algumas reflexões a respeito dos empreendedores:

1. São caracterizados por um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e desenvolvidos. Seria imaginar que esses indivíduos têm comportamentos e hábitos que lhes são típicos e que há possibilidade de agrupá-los e traçar uma espécie de perfil empreendedor. Naturalmente, isso facilitaria muito a identificação do empreendedor, mas apesar de existir um conjunto de características capazes de atender a tais requisitos não se pode dizer que todos os empreendedores cabem neste molde. Assim, é praticamente impossível traçar um perfil único que sirva a todos, mas é possível definir conjuntos de características mais freqüentemente encontradas;

2. Adotam clara atitude pró-ativa de observação da realidade, que os leva a terem uma boa percepção das oportunidades. Esta parece ser a principal dessas características e é, certamente, a mais frequentemente encontrada nos empreendedores;

3. São capacitados para capturar e avaliar oportunidades e, a partir de suas idéias, desenvolverem planos para realizar seus objetivos. Nem sempre são capacitados, mas é comum que aprendam rapidamente, como um meio, devido a sua vontade de realizar objetivos;

4. Desenvolvem habilidade para obterem apoio de colaboradores e de financiadores para seus empreendimentos. Há empreendedores solitários, mas o mais comum é que sejam comunicativos e até mesmo insistentes em divulgar e convencer as pessoas de suas idéias, de seus benefícios e da viabilidade de seus projetos.

5. São habituados a tomar decisões. Empenhados fortemente em realizar suas idéias, os empreendedores precisam tomar decisões importantes e, por isso, necessitam conhecer métodos para tomada segura de decisão.

6. Buscam incessantemente criar valor para a sociedade através de seus empreendimentos. O reconhecimento da sociedade é relacionado ao valor criado e, por isso mesmo, ambicionando esse reconhecimento, empreendedores acostumam-se a buscar soluções para os problemas e a usar a inovação para gerar seus empreendimentos.

Mas, quem são esses empreendedores? Somos todos aqueles que podemos transformar uma boa idéia numa atividade de sucesso e isso depende, em primeiro lugar, e fundamentalmente, da capacidade empresarial que tenhamos adquirido. A persistente busca pela realização e a determinação gerada por outros elementos motivadores qualificam os agentes dotados de maior capacidade e os diferenciam dos demais, independentemente do fato de terem maior ou menor número de idéias. Como empreendedores que somos queremos saber “quantas boas idéias deveremos ter na vida” para podermos realizar um sonho. Talvez apenas uma única seja suficiente para ocupar toda a existência de um empreendedor para sua realização.

Os empreendedores seriam mais audaciosos, sagazes, famintos do que os demais? Seriam gênios malucos? Não é bem assim. Eles acreditam em algo, aprendem a avaliar os riscos e possibilidades e têm o hábito de agir do modo que os faz parecerem audaciosos e sagazes. Essa é a observação que se pode fazer a respeito da realidade de um número significativo de empreendedores. Por vezes, seu sonho é muito prematuro para ser realizado com os recursos da tecnologia e da cultura daquela época, mas não são loucuras impossíveis. Outras vezes não se transformam em sucesso econômico, mas ajudam a melhorar a vida das pessoas.

Os empreendedores seriam apostadores (jogadores) e é isso o que faz com que coloquem permanentemente à prova os seus talentos? São eles realmente diferentes dos tipos de pessoas que se tornam bons administradores? Na verdade, não são jogadores, uma vez que suas decisões são tomadas com bases sólidas, com alicerces na realidade e nem sempre são bons administradores, mas têm forte entusiasmo para viabilizar seus empreendimentos. É bastante comum os empreendedores compreenderem suas limitações quando exercem o papel de administradores e, nesse caso, buscam essa competência estudando e assumindo as funções administrativas ou, então, contratam alguém qualificado para exercê-las e apenas orientam sobre quais os objetivos desejados.

Características do Empreendedorismo observadas pelos Psicólogos e Sociólogos e Economistas

A visão dos Psicólogos e dos Sociólogos

O Empreendedorismo é visto como uma forma de realização humana em que os sonhos de cada pessoa podem ser transformados em realidade, caso seja adotada uma atitude empreendedora e, para isso, é preciso haver a necessária motivação e adequada instrumentação.

As características mais observadas, segundo a maioria dos Psicólogos e Sociólogos que estudam o Empreendedorismo, são as seguintes:

1 – Como encaram a riqueza: o Empreendedorismo é entendido como um mecanismo de criação de riqueza para a sociedade, sendo o empreendedor seu agente. Em algumas sociedades há uma atitude restritiva em relação ao lucro e à riqueza. Talvez o Empreendedorismo esteja ajudando a fixar uma nova visão do capitalismo: a do lucro para todos. Isso seria o compartilhamento do lucro entre os acionistas da empresa, os empregados e com prêmios em forma de bônus ou opções de compra de ações como forma de valorizar o sucesso. É verdade que tem havido excessos e erros bastante graves e que têm sido mostrados na mídia. Mas, apenas como idéia, é proposta a ser considerada;

2 – Empresas: a criação de empresas é a forma mais habitual de se perceber o Empreendedorismo e o trabalho do empreendedor, mas vamos perceber ao longo do processo de aprendizagem que há várias outras possibilidades, na área social, sobretudo, e mesmo nas atividades governamentais;

3 – Inovação: a ligação do Empreendedorismo com a inovação é essencial, como já havia sido percebida por Schumpeter, que estabeleceu a ligação da inovação com a estabilidade dos sistemas econômicos. A inovação tem evoluído e, hoje, é estudada com detalhes e pode ser analisada tanto em produtos como em processos ligados a eles. Por outro lado, constitui-se em diferencial essencial para a conquista de mercado;

4 – Mudança: esta é uma característica do mundo de hoje e que também está associada ao Empreendedorismo, uma vez que os empreendedores são caracterizados por trazerem novos produtos e processos para as pessoas.

5 – Empregos: hoje em dia, no mundo inteiro, o Empreendedorismo tem sido o maior gerador de novos empregos. Em diversos países, os governos estão empenhados em ajudar os empreendedores a criarem seus empreendimentos, já que o retorno dos recursos investidos acontece muito rapidamente e sob a forma de impostos pagos pela nova empresa gerada, além das novas vagas de trabalho criadas. Normalmente, uma empresa depois de dois anos de vida passa ter a um faturamento razoável e sobre esse faturamento incidem impostos que são pagos aos governos, que, por sua vez, recuperam seus investimentos. Para governos gerarem novos empregos pelos caminhos tradicionais custa muito mais caro do que pela via do Empreendedorismo, o que é muito significativo;

6 – Valor: o Empreendedorismo é uma fonte para geração de valor, na medida em que leva soluções melhores para a vida das pessoas. Exemplo: a vida melhorou muito depois que foi criado e disponibilizado o telefone celular e foi isso que gerou valor para as pessoas, não o telefone em si, mas poder contar com o serviço que ele proporciona;

7 – Crescimento econômico: essa é uma das conseqüências do Empreendedorismo, pela geração de empregos e de empreendimentos que movimentarão a economia.

A visão dos Economistas

Em 1990, já dizia o querido mestre do Empreendedorismo, Jeffry Timmons (professor do Babson College – falecido em 08/04/2008), em 1990:

“O Empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o Século XXI mais do que a revolução industrial foi para o Século XX”.

Essas palavras referiam-se ao efeito econômico que o Empreendedorismo iria trazer. Timmons dizia que:

“O processo empreendedor não inclui somente a criação de novas empresas, tratando com capitais e empregos. Consiste, também, em desenvolver o espírito engenhoso do ser humano e o seu empenho em melhorar a humanidade”.

Os Economistas, de um modo geral, vêem a criação de empresas, de trabalho, de renda e de riqueza como resultantes das ações dos empreendedores, significando que a Ciência Econômica identifica-os como geradores diretos da massa de empregos, elemento fundamental para atingir um maior nível de desenvolvimento econômico e social, objetivo básico de bem-estar de cada país. De que forma, então, empreendedores e consumidores interagem até concluírem pelo preço final e a quantidade do produto ou serviço que irão oferecer e consumir, respectivamente, provocando o fenômeno da aceleração da economia?

A demanda pode ser definida como a quantidade de um determinado bem que os consumidores queiram e possam adquirir em determinado período de tempo, utilizando-se dos recursos disponíveis e sendo influenciada por variáveis como o seu preço, os bens concorrentes, a renda do consumidor, o gosto ou preferência do indivíduo, da sazonalidade, etc.

Os empreendedores, numa visão econômica clássica, precisarão estar motivados a produzir para atender à demanda crescente (esperada), conquistando fatias maiores de mercado (inclusive em outros países), abrindo novas vagas de trabalho e contratando, gerando-se com isso maior volume de renda na economia, novos impostos e, por conseqüência, crescimento econômico – traduzido pela elevação do Produto Interno Bruto – PIB do país.

Ambiente do Empreendedorismo

Um aspecto complementar para a compreensão do Empreendedorismo está ligado ao ambiente em que ele se processa, vinculando-se às mais diversas atividades, tais como:

a) Inovação – compreende, além das invenções ou das novidades tecnológicas que geram novos produtos, também a inovação em processos, tal qual a de venda, produção ou apresentação. A inovação é, possivelmente, o centro do ambiente do empreendedor;

b) Comunicação – o advento do e-mail é algo que mudou os costumes das pessoas e muitos outros engenhos tecnológicos. O fato é que, atualmente, as pessoas têm muito maior rapidez, menor custo e maiores alternativas de comunicação;

c) Informação – há alternativas novas, como a informação pela Internet, a proliferação de canais de TV, alguns deles acompanhando sua área de interesse em tempo real. Um dado importante nessa área é a constatação da pujança dos canais de TV dedicados a transmitir informação, como a CNN, a BBC em sua nova visão e a GloboNews, no Brasil. Lembramos o quanto são recentes essas conquistas: a CNN foi fundada por Ted Turner em 1980, certamente sem imaginar o quanto se tornaria tão importante como meio de informação e num prazo tão curto;

d) Distribuição – a base logística prolifera em todo mundo a partir do momento em que o comércio internacional tem aumentado a cada ano em velocidade crescente. Mesmo em situações de crise financeira, com alguma redução no ritmo de crescimento, será apenas por algum tempo e como forma de reordenamento e, talvez, até de mudança dos participantes;

e) Tecnologia – a velocidade de mudança é incrível – o trem antigo, que funcionava em 1900, corria a uma velocidade de 50 km/h, ainda existe operacionalmente em diversos lugares do mundo. A geração seguinte de trens, que vieram após os anos 50, andavam a 100 km/h e isso já foi uma evolução formidável; logo em seguida, já nos anos 80, víamos os trens de alta tecnologia cruzando os países da Europa e Japão numa velocidade mais típica nos aviões, de 500 km/h. Mas, se o trem bala corre a 500 km por hora, certamente os aviões estão correndo muito mais e essa é a história da tecnologia hoje – parece que sua capacidade de evolução é ilimitada;

f) Globalização – essa palavra tem muitas conotações e é tão importante para compreendermos o mundo de hoje que vamos dedicar um capítulo deste livro para tratar disso. Em sua conceituação, cuidaremos de aspectos como velocidade dos negócios, conectividade entre mercados e pessoas e intangibilidade, como novo fator de valor na economia, conduzindo a uma nova forma de avaliação das empresas. Também vamos tratar do que aconteceu no relacionamento entre os países pobres e ricos em razão da globalização;

g) Novos conceitos – muitos novos conceitos têm surgido como responsabilidade social, como time to market (tempo para chegar ao mercado), mas se pode observar que a vida adquiriu uma velocidade muito maior, com as vantagens e as desvantagens que isso pode carregar. Até a ética teve que ser reinventada para poder atender às novas situações que a Internet aporta: tanto os males incríveis da pedofilia virtual (fator de aceleração de um comportamento na sociedade real), como o conforto de comprar sem sair de casa e as novas regras éticas de relacionamento entre vendedor e comprador. Surgem mecanismos novos de aprender, utilizando a Internet ou de rapidamente consultar uma Enciclopédia moderna.

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AULA 01 (2010/Sem.2) – Um Pouco de História

Postado em 12 de agosto de 2010 · por Profª. Rita Alonso (aula Empreendedorismo) ·  

O mito da caverna – Platão – a República

O ser humano é um empreendedor:

• A busca da sobrevivência

• As grandes obras – Maravilhas da Humanidade

• Os limites do mundo – estratégia de Sagres

• A criação de empregos e a melhoria das condições de vida das pessoas – a realização de sonhos.

O princípio de tudo…

“O empreendedor é uma pessoa que destrói a ordem econômica existente introduzindo novos produtos e serviços, criando novas formas de organização e explorando novos materiais”

Século XX – Joseph Schumpeter

“O empreendedor é alguém que percebe uma oportunidade e cria uma organização para persegui-la”

William Bygrave – Prof. do Babson College

“O empreendedor é alguém que imagina, desenvolve e realiza visões”

Louis Jacques Filion, Prof. na Hautes Etudes Commercialles de Montreal, Canadá

Conceituação e características

O Empreendedorismo pode ser entendido como um conjunto de comportamentos, características e hábitos que podem ser adquiridos, praticados e desenvolvidos pelos indivíduos.

Os empreendedores, quem são eles?

1. Caracterizados por uma atitude pró-ativa de observação da realidade, que os leva a ter boa percepção das oportunidades em mercado;

2. São capacitados para avaliar tecnicamente as oportunidades percebidas e, a partir de suas habilidades e competências, elaboram planos para a realização dos objetivos;

3. Têm habilidade para conquistar apoio de colaboradores, investidores, patrocinadores, financiadores e parceiros, atraindo-os para seus empreendimentos;

4. Habituam-se a tomar decisões e buscam, incessantemente, realizar seus sonhos e criar valor para a sociedade através da implementação de seus empreendimentos.

• COMUNICAÇÃO

• INFORMAÇÃO

• DISTRIBUIÇÃO

• TECNOLOGIA

• GLOBALIZAÇÃO

Sites importantes sobre o assunto:

www.endeavor.org.br/

www.sebrae.com.br

www.finep.gov.br

www.gembrasil.org.br

Navegue por esses sites para conhecer suas culturas e abordagens…

O grau de Empreendedorismo medido pelo GEM

O Empreendedorismo é encarado ou visto da mesma forma por todos os países?

http://www.gemconsortium.org/

http://www.gembrasil.com.br/

O risco de mercado

A visão da sociedade

O Empreendedorismo é entendido como um mecanismo de criação de riqueza para a sociedade e a criação de empresas ou negócios é a forma mais habitual de se perceber o assunto.

No decorrer dos nossos trabalhos, perceberemos que há várias outras modalidades de Empreendedorismo, tais como os projetos ligados à área social e cultural, atividades governamentais e, sobretudo, ao Intraempreendedorismo.

A natureza do Empreendedorismo

You Tube 1 – Emprego ou Empreendedorismo (7min:28s):

Os alunos de Empreendedorismo diriam que…

… sua natureza está vinculada à:

• Evolução

• Empresas

• Inovação

• Planejamento

• Projetos

• Ferramentas de gestão

• Desenvolvimento econômico

Natureza do Empreendedorismo

Já os Economistas vêem a criação de trabalho, renda e riqueza como decorrentes da ação dos empreendedores.

Psicólogos e Sociólogos afirmam…

… a natureza do Empreendedorismo está vinculada à criação de:

• Riqueza

• Empresas

• Inovação

• Mudança

• Empregos

• Valor

• Crescimento econômico

Empreendimento e o empreendedor

Bons empreendimentos muitas vezes não se viabilizam por falta de um bom empreendedor que abrace sua causa. Por isso mesmo, é comum ouvir-se no ambiente do Empreendedorismo que não bastam boas idéias e bem planejadas. É necessário que o empreendedor que as tenha adotado lute bravamente para realizá-las.

Conclusão: uma combinação que gera empreendimentos de sucesso é a associação de uma boa idéia de empreendimento a um empreendedor disposto a transformá-la em realidade.

E você, como tem andado sua disposição para criar um novo diferencial competitivo na própria VIDA?

A atitude empreendedora

ATITUDE!

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